Bandeiraço da Cida 13 680 contagia Av. JK

Bandeiraço da Cida 13 680 contagia Av. JK

Comerciantes e motoristas que passaram pela Av. Jk, em Governador Valadares/MG, sentiram o clima da campanha da Cida no últmo sábado, dia 07. Acompanhada da prefeita Elisa e contando com a presença de militantes e da equipe de campanha, Cida percorreu um enorme trecho da principal avenida de acesso a Valadares para quem chega pela Br. 251.

Com muita alegria, ao som de “agora é a vez de quem trabalha pra valer / eu voto Cida pra fazer acontecer”, as bandeiras tremularam e a alegria da caravana contagiou a população presente.

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A esquerda e o Brasil – Emir Sader

Atribui-se a um importante ex-ministro da ditadura militar a afirmação de que “melhor que um dia o PT ganhe, fracasse e aí vamos ter tranquilidade para dirigir o país”. Independentemente de que ele continue a pensar isso hoje ou não, o certo é que fez muito bem para o Brasil o PT ter chegado ao governo através de Lula. Não fracassou, ao contrário, mostrou extraordinária capacidade para governar e reverter a tendência estrutural mais grave que o Brasil arrastava ao longo dos séculos – a injustiça, a desigualdade, a exclusão social, marca profunda da forma que nossa história havia assumido desde a colonização, passando pela escravidão, pelos governos oligárquicos, pela ditadura militar e pelo neoliberalismo.

Ao contrário dos maus augúrios, foi construído o governo de maior credibilidade e apoio popular, de maior credibilidade internacional, de maior capacidade de dirigir o Estado brasileiro, protegendo a economia
dos ataques especulativos, retomando o desenvolvimento econômico, no marco de um processo de distribuição de renda e de afirmação de direitos sociais, que nunca o Brasil havia conhecido, fortalecendo e não enfraquecendo a democracia.

Para a esquerda, governar significa, antes de tudo, desnaturalizar as injustiças, sobrepor os direitos ao mercado, fazer do Estado instrumento das grandes maiorias tradicionalmente postergadas, afirmar nossa soberania no plano externo e fazer dela alavanca para a soberania no plano interno. É não aceitar a redução do Estado a instrumento do mercado, é não aceitar a subordinação do país aos interesses das grandes potências que sempre nos submeteram ao atraso e a marginalidade, é buscar dar voz aos setores populares e não aceitar que a “opinião pública” seja formada pelas elites econômicas.

Ao governar, a esquerda não apenas não levou o Brasil à crise e a situações de insegurança e de instabilidade, como, ao contrário, soube conduzir o país frente a pior crise econômica internacional – que ainda afeta profundamente países do centro do capitalismo e os que, na periferia, seguiram subordinados ao comando das potências que geraram a crise.

Soube acumular reservas que servem como colchão externo e interno frente a situações de crise. Soube combinar desenvolvimento com aumento de salários, sem colocar em risco a estabilidade monetária. Soube fortalecer o Estado, para consolidar sua presença democrática, conquistando mais legitimidade para o Estado brasileiro que qualquer outro governo anterior.

O governo também faz bem à esquerda, recorda que seus objetivos dependem da construção de alternativas de governo da sociedade como um todo, da sua capacidade de construir blocos de forças com capacidade hegemônica na sociedade. Que as alianças tem que ser feitas para fortalecer os temas estratégicos do governo. Que tem que se governar para o conjunto do pais, com prioridade para os que representam as maiorias e sempre foram relegados. Que todo projeto vencedor, triunfa porque unifica a grande maioria, porque se transforma em projeto nacional, para ser hegemônico.

Um país que parecia ser destinado a ser governado pelas elites minoritárias, que o produziram e reproduziram como o país mais injusto, mais desigual, do continente mais inujusto e desigual, de repente vê criar-se em seu seio uma sensibilidade majoritariamente progressista, que privilegia as políticas sociais e não o ajuste fiscal, um país justo e solidário e não egoísta e mercantil. Bom para a esquerda e bom para o Brasil.

10 Argumentos falsos para não votar na Dilma.

por Jorge Furtado*

Tenho alguns amigos que não pretendem votar na Dilma, um ou outro até diz que vai votar no Serra. Espero que sigam sendo meus amigos. Política, como ensina André Comte-Sponville, supõe conflitos: “A política nos reúne nos opondo: ela nos opõe sobre a melhor maneira de nos reunir”.

Leio diariamente o noticiário político e ainda não encontrei bons argumentos para votar no Serra, uma candidatura que cada vez mais assume seu caráter conservador. Serra representa o grupo político que governou o Brasil antes do Lula, com desempenho, sob qualquer critério, muito inferior ao do governo petista, a comparação chega a ser enfadonha, vai lá para o pé da página, quem quiser que leia. (1)

Ouvi alguns argumentos razoáveis para votar em Marina, como incluir a sustentabilidade na agenda do desenvolvimento. Marina foi ministra do Lula por sete anos e parece ser uma boa pessoa, uma batalhadora das causas ambientalistas. Tem, no entanto (na minha opinião) o inconveniente de fazer parte de uma igreja bastante rígida, o que me faz temer sobre a capacidade que teria um eventual governo comandado por ela de avançar em questões fundamentais como os direitos dos homossexuais, a descriminalização do aborto ou as pesquisas envolvendo as células tronco.

Ouço e leio alguns argumentos para não votar em Dilma, argumentos que me parecem inconsistentes, distorcidos, precários ou simplesmente falsos. Passo a analisar os dez mais freqüentes.

1. “Alternância no poder é bom”.
Falso. O sentido da democracia não é a alternância no poder e sim a escolha, pela maioria, da melhor proposta de governo, levando-se em conta o conhecimento que o eleitor tem dos candidatos e seus grupo políticos, o que dizem pretender fazer e, principalmente, o que fizeram quando exerceram o poder. Ninguém pode defender seriamente a idéia de que seria boa a alternância entre a recessão e o desenvolvimento, entre o desemprego e a geração de empregos, entre o arrocho salarial e o aumento do poder aquisitivo da população, entre a distribuição e a concentração da riqueza. Se a alternância no poder fosse um valor em si não precisaria haver eleição e muito menos deveria haver a possibilidade de reeleição.

2. “Não há mais diferença entre direita e esquerda”.
Falso. Esquerda e direita são posições relativas, não absolutas. A esquerda é, desde a sua origem, a posição política que tem por objetivo a diminuição das desigualdades sociais, a distribuição da riqueza, a inserção social dos desfavorecidos. As conquistas necessárias para se atingir estes objetivos mudam com o tempo. Hoje, ser de esquerda significa defender o fortalecimento do estado como garantidor do bem-estar social, regulador do mercado, promotor do desenvolvimento e da distribuição de riqueza, tudo isso numa sociedade democrática com plena liberdade de expressão e ampla defesa das minorias. O complexo (e confuso) sistema político brasileiro exige que os vários partidos se reúnam em coligações que lhes garantam maioria parlamentar, sem a qual o país se torna ingovernável. A candidatura de Dilma tem o apoio de políticos que jamais poderiam ser chamados de “esquerdistas”, como Sarney, Collor ou Renan Calheiros, lideranças regionais que se abrigam principalmente no PMDB, partido de espectro ideológico muito amplo. José Serra tem o apoio majoritário da direita e da extrema-direita reunida no DEM (2), da “direita” do PMDB, além do PTB, PPS e outros pequenos partidos de direita: Roberto Jefferson, Jorge Borhausen, ACM Netto, Orestes Quércia, Heráclito Fortes, Roberto Freire, Demóstenes Torres, Álvaro Dias, Arthur Virgílio, Agripino Maia, Joaquim Roriz, Marconi Pirilo, Ronaldo Caiado, Katia Abreu, André Pucinelli, são todos de direita e todos serristas, isso para não falar no folclórico Índio da Costa, vice de Serra. Comparado com Agripino Maia ou Jorge Borhausen, José Sarney é Che Guevara.

3. “Dilma não é simpática”.
Argumento precário e totalmente subjetivo. Precário porque a simpatia não é, ou não deveria ser, um atributo fundamental para o bom governante. Subjetivo, porque o quesito “simpatia” depende totalmente do gosto do freguês. Na minha opinião, por exemplo, é difícil encontrar alguém na vida pública que seja mais antipático que José Serra, embora ele talvez tenha sido um bom governante de seu estado. Sua arrogância com quem lhe faz críticas, seu destempero e prepotência com jornalistas, especialmente com as mulheres, chega a ser revoltante.

4. “Dilma não tem experiência”.
Argumento inconsistente. Dilma foi secretária de estado, foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, fez parte do conselho da Petrobras, gerenciou com eficiência os gigantescos investimentos do PAC, dos programas de habitação popular e eletrificação rural. Dilma tem muito mais experiência administrativa, por exemplo, do que tinha o Lula, que só tinha sido parlamentar, nunca tinha administrado um orçamento, e está fazendo um bom governo.

5. “Dilma foi terrorista”.
Argumento em parte falso, em parte distorcido. Falso, porque não há qualquer prova de que Dilma tenha tomado parte de ações “terroristas”. Distorcido, porque é fato que Dilma fez parte de grupos de resistência à ditadura militar, do que deve se orgulhar, e que este grupo praticou ações armadas, o que pode (ou não) ser condenável. José Serra também fez parte de um grupo de resistência à ditadura, a AP (Ação Popular), que também praticou ações armadas, das quais Serra não tomou parte. Muitos jovens que participaram de grupos de resistência à ditadura hoje participam da vida democrática como candidatos. Alguns, como Fernando Gabeira, participaram ativamente de seqüestros, assaltos a banco e ações armadas. A luta daqueles jovens, mesmo que por meios discutíveis, ajudou a restabelecer a democracia no país e deveria ser motivo de orgulho, não de vergonha.


6. “As coisas boas do governo petista começaram no governo tucano”.
Falso. Todo governo herda políticas e programas do governo anterior, políticas que pode manter, transformar, ampliar, reduzir ou encerrar. O governo FHC herdou do governo Itamar o real, o programa dos genéricos, o FAT, o programa de combate a AIDS. Teve o mérito de manter e aperfeiçoá-los, desenvolvê-los, ampliá-los. O governo Lula herdou do governo FHC, por exemplo, vários programas de assistência social. Teve o mérito de unificá-los e ampliá-los, criando o Bolsa Família. De qualquer maneira, os resultados do governo Lula são tão superiores aos do governo FHC que o debate “quem começou o quê” torna-se irrelevante.

7. “Serra vai moralizar a política”.
Argumento inconsistente. Nos oito anos de governo tucano-pefelista – no qual José Serra ocupou papel de destaque, sendo escolhido para suceder FHC – foram inúmeros os casos de corrupção, um deles no próprio Ministério da Saúde, comandado por Serra, o superfaturamento de ambulâncias investigado pela “Operação Sanguessuga”. Se considerarmos o volume de dinheiro público desviado para destinos nebulosos e paraísos fiscais nas privatizações e o auxílio luxuoso aos banqueiros falidos, o governo tucano talvez tenha sido o mais corrupto da história do país. Ao contrário do que aconteceu no governo Lula, a corrupção no governo FHC não foi investigada por nenhuma CPI, todas sepultadas pela maioria parlamentar da coligação PSDB-PFL. O procurador da república ficou conhecido com “engavetador da república”, tal a quantidade de investigações criminais que morreram em suas mãos. O esquema de financiamento eleitoral batizado de “mensalão” foi criado pelo presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, hoje réu em processo criminal. O governador José Roberto Arruda, do DEM, era o principal candidato ao posto de vice-presidente na chapa de Serra, até ser preso por corrupção no “mensalão do DEM”. Roberto Jefferson, réu confesso do mensalão petista, hoje apóia José Serra. Todos estes fatos, incontestáveis, não indicam que um eventual governo Serra poderia ser mais eficiente no combate à corrupção do que seria um governo Dilma, ao contrário.

8. “O PT apóia as FARC”.
Argumento falso. É fato que, no passado, as FARC ensaiaram uma tentativa de institucionalização e buscaram aproximação com o PT, então na oposição, e também com o governo brasileiro, através de contatos com o líder do governo tucano, Arthur Virgílio. Estes contatos foram rompidos com a radicalização da guerrilha na Colômbia e nunca foram retomados, a não ser nos delírios da imprensa de extrema-direita. A relação entre o governo brasileiro e os governos estabelecidos de vários países deve estar acima de divergências ideológicas, num princípio básico da diplomacia, o da auto-determinação dos povos. Não há notícias, por exemplo, de capitalistas brasileiros que defendam o rompimento das relações com a China, um dos nossos maiores parceiros comerciais, por se tratar de uma ditadura. Ou alguém acha que a China é um país democrático?

9. “O PT censura a imprensa”.
Argumento falso. Em seus oito anos de governo o presidente Lula enfrentou a oposição feroz e constante dos principais veículos da antiga imprensa. Esta oposição foi explicitada pela presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) que declarou que seus filiados assumiram “a posição oposicionista (sic) deste país”. Não há registro de um único caso de censura à imprensa por parte do governo Lula. O que há, frequentemente, é a queixa dos órgãos de imprensa sobre tentativas da sociedade e do governo, a exemplo do que acontece em todos os países democráticos do mundo, de regulamentar a atividade da mídia.

10. “Os jornais, a televisão e as revistas falam muito mal da Dilma e muito bem do Serra”.
Isso é verdade. E mais um bom motivo para votar nela e não nele.

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(1) Alguns dados comparativos dos governos FHC e Lula.
Geração de empregos:
FHC/Serra = 780 mil x Lula/Dilma = 12 milhões
Salário mínimo:
FHC/Serra = 64 dólares x Lula/Dilma = 290 dólares
Mobilidade social (brasileiros que deixaram a linha da pobreza):
FHC/Serra = 2 milhões x Lula/Dilma = 27 milhões
Risco Brasil:
FHC/Serra = 2.700 pontos x Lula/Dilma = 200 pontos
Dólar:
FHC/Serra = R$ 3,00 x Lula/Dilma = R$ 1,78
Reservas cambiais:
FHC/Serra = 185 bilhões de dólares negativos x Lula/Dilma = 239 bilhões de dólares positivos.
Relação crédito/PIB:
FHC/Serra = 14% x Lula/Dilma = 34%
Produção de automóveis:
FHC/Serra = queda de 20% x Lula/Dilma = aumento de 30%
Taxa de juros:
FHC/Serra = 27% x Lula/Dilma = 10,75%
(2) Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo de 25.07.10:
José Serra começou sua campanha dizendo: "Não aceito o raciocínio do nós contra eles", e em apenas dois meses viu-se lançado pelo seu colega de chapa numa discussão em torno das ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Caso típico de rabo que abanou o cachorro. O destempero de Indio da Costa tem método. Se Tupã ajudar Serra a vencer a eleição, o DEM volta ao poder. Se prejudicar, ajudando Dilma Rousseff, o PSDB sairá da campanha com a identidade estilhaçada. Já o DEM, que entrou na disputa com o cocar do seu mensalão, sairá brandindo o tacape do conservadorismo feroz que renasceu em diversos países, sobretudo nos Estados Unidos.

*Um dos mais respeitados cineastas brasileiros, Jorge Alberto Furtado, 51 anos, trabalhou como repórter, apresentador, editor, roteirista e produtor. Já realizou mais de 30 trabalhos como roteirista/diretor e recebeu 13 premiações dentre os quais, o Prêmio Cinema Brasil, em 2003, de melhor diretor e de melhor roteiro original do longa O homem que copiava.

Blog de Jorge Furtado

    Índio, os ataques e a direita que baba: plebiscito de Lula ganha ares continentais

    O TSE condenou um site tucano a ceder espaço a Dilma, como direito de resposta, por causa dos ataques de Índio da Costa, o vice de Serra. É uma pequena derrota jurídica para os tucanos. Mas a oposição está pouco se lixando para o site e o direito de resposta. Os ataques ganharam a mídia, criaram um clima de conflagração, tirando o consórcio demo-tucano da defensiva.

    Dois dias atrás, escrevi aqui que a tática terrorista do consórcio PSDB-DEM não era movida por “desespero”. Não se trata de nada improvisado, nem de verborragia mal calculada por parte de um vice com cara de almofadinha e nome de ìndio. Não. É algo deliberado. É o desdobramento lógico da primeira fase de campanha – em que se espalharam pela internet e-mails com acusações de “terrorista” contra Dilma e se estamparam fichas falsas em primeira páginas de jornais decadentes.

    Ninguém podia acreditar na história de que Índio fora aconselhado a “submergir” depois dos primeiros ataques. Tudo teatro. Tanto que ele voltou à tona (ou à lama, seria melhor dizer), agora tentando associar Dilma ao Comando Vermelho (faltou citar Al-Qaeda, ETA e Hamas; mas ele ainda chega lá).

    Serra ganha eleição com esse discurso? Provavelmente, não. Mas dá o toque de reunir para a tropa. Consolida o eleitorado de direita, anti-petista. E joga tudo na possibilidade de, na reta final, gerar um escândalo (com apoio da mídia amiga, Globo sobretudo) que lhe dê sobrevida e garanta um segundo turno.

    A batalha não se joga só aqui no Brasil. Alguém acha que é coincidência  o vice de Serra falar nas FARC, logo depois do presidente da SIP atacar Lula? E pouco antes de Uribe usar as FARC para atacar Hugo Chavez?

    Não. A direita decidiu retomar a ofensiva na América Latina. De forma coordenada. A direita sabe que, longe do aparato do Estado, corre risco de derreter ainda mais. E sabe que a partida principal será jogada aqui no Brasil. Serra – que não é um homem originário da direita – aceitou jogar esse jogo perigosíssimo. É o jogo do Instituto Millenium, da OPUS DEI, da SIP.

    Não se trata de “teoria conspiratória”. É o jogo. O tal “plebiscito” do Lula virou um plebiscito continental. O rompimento de relações entre Venezuela e Colômbia faz parte desse plebiscito.

    Por isso, erra quem subestima a capacidade dessa turma de gerar fatos, e provocar escândalos. Eles estão babando.

    Aquele papo de ”pós-Lula”, inaugurando tempos de moderação, foi para o vinagre. A mídia e a oposição, em caso de vitória de Dilma, ficarão ainda mais ferozes a partir de 2011. A não ser que Aécio tome o comando do PSDB, acabe com o discurso raivoso e provoque uma virada completa. Mas falta combinar com os russos: os tucanos empurram sua base cada vez mais para a direita. Depois, talvez, seja tarde pra trazer esse eleitorado para o centro.

    Índio, por exemplo, mesmo derrotado, já ganhou notoriedade. Virou um lacerdinha do século XXI. Sem brilho, é verdade.  Mas isso pouca importa a essa gente – que age de forma calculada, para acirrar os ânimos e conflagar o país.

    Por Rodrigo Vianna
    Blog Escrevinhador

    Campanha: oposição faz guerra suja

    Por José Dirceu

    Não há mais dúvidas de que a campanha do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) optou pelo caminho da baixaria pura e simples e pela guerra suja. As noticias sobre uma suposta doença de nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e as declarações do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) sobre o PT, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e o narcotráfico, apenas confirmam o que o próprio candidato ao Planalto tem praticado. Lembrem-se de suas declarações sobre o tráfico de cocaína da Bolívia para o Brasil, quando responsabilizou diretamente nosso governo e o do presidente Evo Morales, e de toda a campanha de desqualificação de nossa candidata promovida por todos – isso mesmo, por todos – os dirigentes do PSDB.

    Não há mais dúvidas de que a campanha do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) optou pelo caminho da baixaria pura e simples e pela guerra suja. As noticias sobre uma suposta doença de nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e as declarações do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) sobre o PT, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e o narcotráfico, apenas confirmam o que o próprio candidato ao Planalto tem praticado.
    Lembrem-se de suas declarações sobre o tráfico de cocaína da Bolivia para o Brasil, quando responsabilizou diretamente nosso governo e o do presidente Evo Morales, e de toda a campanha de desqualificação de nossa candidata promovida por todos – isso mesmo, por todos – os dirigentes do PSDB.
    Não estou falando da internet, nem da espontânea e nem da organizada pelos comitês de campanha tucanos-oposição. Falo da responsabilidade do candidato Jose Serra e do PSDB. Índio da Costa apenas expressou de forma grotesca e caluniosa – à imagem e semelhança dele mesmo – o que oficialmente o candidato e seu partido tem dito e repetido todos os dias.
    A imprensa não fica devendo nada aos tucanos
    A VEJA é o exemplo maior dessa política suja, agressiva, grosseira e infame, mas o jornal O Globo segue o mesmo caminho da revista paulista. Praticam, na verdade, a violência – um novo tipo de violência e de medida de força, já que exercem o monopólio da comunicação como o Estado no passado, durante a ditadura, exercia o da violência e da repressão.
    Mas, o Brasil não acaba com as eleições de outubro. Pelo contrário, recomeça com um novo governo seja do PT ou do PSDB – esta uma hipótese remota. Assim sendo seria razoável, seria não pedir muito, que tanto o candidato tucano a presidente quanto a imprensa mudassem de comportamento, já que teremos que conviver nos próximos quatro anos e o governo eleito será legitimo e democrático, fruto da soberania popular.
    A não ser que estejam tomando o rumo de tentar mudar a decisão soberana do povo através de um golpe que hoje, como todos sabemos, começa via midia. Como temos visto em todos os países, começa por um golpe midiático, um misto de desestabilização política e psicossocial dos governos, com sua desmoralização e imobilização até que um golpe parlamentar ou externo derruba o governo.
    Se ocorresse, sem dúvida nenhuma seria derrotado no Brasil, mas levaria o país a caminhos já trilhados e aos quais não queremos voltar. Tenho certeza que a maioria esmagadora do Brasil repudia a campanha infame e caluniosa do PSDB e que seu candidato a presidente sabe que não ganhará nada com essa opção. Pelo contrário, só transformará sua derrota eleitoral numa derrota política e moral.

    Dilma será entrevista pelo Portal R7 de Noticias. Participe

    Dilma

    Prepare a suas perguntas para participar da sabatina do portal R7, a ser realizada nesta quinta-feira, às 16h, em Brasília. A candidata Dilma Rousseff terá uma hora e meia para apresentar as propostas de governo e responder às perguntas dos jornalistas e dos internautas.

    Pelo Twitter, Dilma comentou as participações em debates: "Estou c/presença confirmada em pelo menos cinco debates, quatro emTV, um em internet. Sempre q possível, incluímos na agenda. Mas às vezes ñ dá".

    Os internautas podem enviar perguntas para o e-mail sabatina@r7.com, com o assunto “Perguntas para Entrevistas”, antes ou durante a transmissão da sabatina.  Quem estiver em Brasília, pode conferir de perto a entrevista da candidata.

    Basta enviar para o mesmo e-mail com o assunto “Inscrição para Sabatina” o seu nome completo, endereço, profissão e RG e CPF.

    Não perca e confira a participação da Dilma. A entrevista será transmitida ao vivo pelo portal R7, às 16h, e retransmitida pela TV Record News às 22h.