Dilma será entrevista pelo Portal R7 de Noticias. Participe

Dilma

Prepare a suas perguntas para participar da sabatina do portal R7, a ser realizada nesta quinta-feira, às 16h, em Brasília. A candidata Dilma Rousseff terá uma hora e meia para apresentar as propostas de governo e responder às perguntas dos jornalistas e dos internautas.

Pelo Twitter, Dilma comentou as participações em debates: "Estou c/presença confirmada em pelo menos cinco debates, quatro emTV, um em internet. Sempre q possível, incluímos na agenda. Mas às vezes ñ dá".

Os internautas podem enviar perguntas para o e-mail sabatina@r7.com, com o assunto “Perguntas para Entrevistas”, antes ou durante a transmissão da sabatina.  Quem estiver em Brasília, pode conferir de perto a entrevista da candidata.

Basta enviar para o mesmo e-mail com o assunto “Inscrição para Sabatina” o seu nome completo, endereço, profissão e RG e CPF.

Não perca e confira a participação da Dilma. A entrevista será transmitida ao vivo pelo portal R7, às 16h, e retransmitida pela TV Record News às 22h.

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Fidel: "Lula sabe que em nosso país nunca se torturou ninguém"

O líder da revolução cubana, Fidel Castro, reagiu, nesta terça, às críticas de parte da imprensa internacional por causa da morte do preso Orlando Zapata Tamayo, causada por uma greve de fome. Em novo artigo, ele defendeu o presidente Luiz Inácio da Lula da Silva, que também tem sido atacado por não condenar o governo da ilha. Fidel acusou os críticos de Lula de "invejosos" de seu "prestígio e glória" e disse que usam contra ele "as calúnias vis que há meio século são usadas contra Cuba".

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Na semana passada, após 85 dias de greve de fome – na qual reivindicava benefícios inalcançáveis, como telefone, cozinha e televisão em sua cela -, o preso Zapata Tamayo faleceu, provocando uma campanha de difamação contra o regime cubano. Parte da mídia e alguns governos têm responsabilizado o governo de Raúl Castro pelo ocorrido. 
Os meios de comunicação também cobraram – de forma absurda – que o presidente Lula, que visitava a ilha no dia da morte do dissidente, condenasse o regime da ilha. Adotando uma postura compatível com seu cargo, de não interferência nos assuntos intenos de outra nação, o brasileiro apenas lamentou a morte e disse discordar das greves de fome como instrumento de protesto. Está claro que os ataques à Cuba e a Lula são uma forma de utilizar politicamente o falecimento do preso.
No artigo, Fidel tece vários elogios a Lula e fala de sua antiga relação com o operário que virou presidente. Segundo ele, Lula sabe que em "nosso país nunca se torturou ninguém, nunca se ordenou o assassinato de um adversário, nunca se mentiu para o povo".
Leia abaixo o artigo de Fidel:

O último encontro com Lula

O conheci em Manágua, em julho de 1980, há 30 anos, durante a celebração do primeiro aniversário da Revolução Sandinista, graças a meus contatos com os partidários da Teologia da Libertação, que foram iniciados no Chile, quando, no ano de 1971, visitei o presidente Allende.
Por meio de Frei Betto sabia quem era Lula, um líder operário no qual os cristãos de esquerda punham desde cedo suas esperanças.
Tratava-se de um humilde operário da indústria metalúrgica que se destacava pela sua inteligência e prestígio entre os sindicatos, na grande nação que emergia das trevas da ditadura militar imposta pelo império ianque na década de 60.
As relações do Brasil com Cuba tinham sido excelentes até que o poder dominante no hemisfério as fez sucumbir. Passaram-se décadas até que voltassem lentamente a ser o que são hoje.

Cada país viveu sua história. Nossa pátria suportou inusitadas pressões nas incríveis etapas vividas desde 1959, em sua luta ante as agressões do mais poderoso império que existiu na história.
Por isso, tem para nós uma enorme transcendência a reunião que acaba de acontecer em Cancun e a decisão de criar uma Comunidade de Estados de América Latina e o Caribe. Nenhum outro fato institucional de nosso hemisfério, durante o último século, reflete semelhante transcendência.
O acordo é atingido em meio à mais grave crise econômica que tem tido lugar no mundo globalizado, coincidindo com o maior perigo de catástrofe ecológica de nossa espécie e ao mesmo tempo com o terremoto que destruiu Porto Príncipe, capital de Haiti – o mais doloroso desastre humano da história de nosso continente, no país mais pobre do continente e o primeiro onde foi erradicada a escravidão.
Quando escrevia esta reflexão, a apenas seis semanas da morte de mais de duzentas mil pessoas, conforme cifras oficiais naquele país, chegaram notícias dramáticas dos prejuízos causados por outro sismo no Chile, que provocou a morte de pessoas cujo número está por volta de mil, segundo estimativas das autoridades, e enormes danos materiais.

Comoviam especialmente as imagens do sofrimento de milhões de chilenos afetados material ou emocionalmente por aquele golpe cruel da natureza. O Chile, felizmente, é um país com mais experiência nesse tipo de fenômeno, é muito mais desenvolvido economicamente e com mais recursos. Se não existissem infra-estrutura e edificações mais sólidas, um incalculável número de pessoas, talvez dezenas ou inclusive centenas de milhares de chilenos teriam perecido.
Fala-se de dois milhões de danificados e possíveis perdas que oscilam entre 15 e 30 bilhões de dólares. Em sua tragédia, o Chile conta também com a solidariedade e a simpatia dos povos, entre eles o nosso, ainda que, conforme o tipo de cooperação que precisa, seja pouco o que pode fazer Cuba, cujo governo foi um dos primeiros em expressar ao Chile seus sentimentos de solidariedade quando as comunicações estavam ainda colapsadas.

O país que hoje coloca à prova a capacidade do mundo para encarar a mudança climática e garantir a sobrevivência da espécie humana é sem dúvidas o Haiti, por constituir um símbolo da pobreza da qual hoje padecem milhares de milhões de pessoas no mundo, incluída uma parte importante dos povos de nosso continente.
O acontecido no Chile, com o terremoto da incrível intensidade de 8,8 na escala de Richter, me obriga a enfatizar a importância e o dever de estimular os passos de unidade conseguidos em Cancun, ainda que não tenha ilusões sobre o quão difícil e complexa será nossa luta de idéias face ao esforço do império e seus aliados, dentro e fora de nossos países, para frustrar a tarefa unitária e independentista de nossos povos.
Desejo deixar testemunho escrito da importância e do simbolismo que para mim teve a visita e o último encontro com Lula, do ponto de vista pessoal e revolucionário. Ele disse que, perto já de finalizar seu mandato, desejava visitar seu amigo Fidel; qualificativo honroso que recebi da sua parte. Creio conhecê-lo bem. Não poucas vezes conversamos fraternalmente dentro e fora de Cuba.

Uma vez tive a honra de visitá-lo em sua casa, situada em um modesto bairro de São Paulo, onde residia com sua família. Foi para mim um emotivo encontro com ele, sua esposa e seus filhos. Não esquecerei nunca a atmosfera familiar e sadia daquele lar, e o sincero afeto com que o abordavam seus vizinhos, quando Lula era já um prestigioso líder operário e político.
Ninguém sabia então se chegaria ou não à Presidência do

Brasil, pois os interesses e forças que se  opunham eram muito grandes, mas gostavam de falar com ele. Lula também não se importava muito com o cargo; satisfazia-lhe, sobretudo, o prazer de lutar e o fazia com perfeita modéstia, que demonstrou mais ainda quando, tendo sido vencido três vezes por seus poderosos adversários, só aceitou a postulação do Partido dos Trabalhadores pela quarta ocasião por forte pressão de seus mais sinceros amigos.
Não tentarei repassar as vezes em que nos falamos antes de o elegerem presidente. Uma delas, entre as primeiras, foi em meados da década de 80, quando lutávamos em Havana contra a dívida externa da América Latina, que então ascendia a 300 bilhões de dólares e tinha sido mais de uma vez paga. É um verdadeiro lutador.
Três vezes, como disse, seus adversários, apoiados em enormes recursos econômicos e mediáticos, derrotaram-no nas urnas. Seus mais próximos colaboradores e amigos sabíamos, contudo que tinha chegado a hora de aquele humilde operário ser o candidato do Partido dos Trabalhadores e das forças de esquerda.

Com certeza seus oponentes o subestimaram, pensaram que não poderia contar com maioria alguma no órgão legislativo. Não existia já a URSS. O que poderia significar Lula na frente do Brasil, uma nação de grandes riquezas, mas de escasso desenvolvimento, nas mãos de uma burguesia rica e influente?

Contudo, o neoliberalismo entrava em crise, a Revolução Bolivariana tinha triunfado na Venezuela, Menem estava em queda vertical, Pinochet havia desaparecido da cena e Cuba resistia. Porém Lula é eleito quando Bush triunfa fraudulentamente nos Estados Unidos da América, despojando seu rival Al Gore da vitória.

Iniciava-se uma etapa difícil. Impulsionar a corrida aos armamentos e com ela o papel do Complexo Militar Industrial e reduzir os impostos aos setores ricos foram os primeiros passos do novo Presidente dos Estados Unidos da América.
Com o pretexto da luta contra o terrorismo, reiniciou as guerras de conquista e institucionalizou o assassinato e as torturas como instrumento de domínio imperialista. Não são publicáveis os fatos relacionados com os cárceres secretos, que delatavam a cumplicidade dos aliados dos Estados Unidos da América com essa política. Deste modo, foi acelerada a pior crise econômica das que em forma cíclica e crescente acompanham o capitalismo desenvolvido, mas desta vez com os privilégios de Bretton Woods e sem nenhum de seus compromissos.

O Brasil, por sua vez, nos últimos oito anos, sob a direção de Lula vencia obstáculos, incrementava seu desenvolvimento tecnológico e potenciava o peso da economia brasileira. A parte mais difícil foi seu primeiro período, mas teve sucesso e ganhou experiência.

Com sua incansável luta, serenidade, sangue frio e crescente consagração à tarefa, em condições internacionais tão difíceis, o Brasil atingiu um PIB que se aproxima aos dois bilhões de dólares. Os dados variam segundo as fontes, mas todas o colocam entre as 10 maiores economia do mundo.
Apesar disso, com uma superfície de 8 milhões 524 mil quilômetros quadrados, em comparação com os Estados Unidos da América, que apenas possui um pouco mais de território, o Brasil só atinge aproximadamente 12% do Produto Interno Bruto desse país imperialista que saqueia o mundo e expande suas forças armadas em mais de mil bases militares de todo o planeta.

Tive o privilégio de estar presente em sua tomada de posse nos fins de 2002. Também esteve lá Hugo Chávez, que acabava de encarar o golpe de Estado traidor de 11 abril desse ano, e posteriormente o golpe petroleiro organizado por Washington. Bush já era Presidente. As relações entre o Brasil, a República Bolivariana e Cuba sempre foram boas e de mútuo respeito.
Eu tive um acidente sério em outubro de 2004, que limitou seriamente minhas atividades durante meses, e fiquei gravemente doente nos fins de julho de 2006, em virtude do qual não hesitei em delegar minhas funções na frente do Partido e do Estado no dia 31 de julho desse ano, com caráter provisório, ao que logo lhe designei caráter definitivo quando compreendi que não estaria em condições de assumi-las novamente.
Sendo assim, a gravidade de minha saúde me permitiu estudar e meditar, consagrei-me a isso e a revisar materiais de nossa Revolução, e de vez em quando a publicar algumas

Reflexões.
Após a minha doença, tenho tido o privilégio de ser visitado por Lula quantas vezes ele tem viajado a nossa Pátria e de conversar amplamente com ele. Não direi que sempre coincidi com toda sua política. Sou, por princípio, oposto à produção de bio-combustível a partir de produtos que possam ser utilizados como alimentos, ciente de que a fome é e poderá ser cada vez mais uma grande tragédia para a humanidade.
Este, porém ­­― o expresso com toda franqueza­ ― não é um problema criado pelo Brasil e ainda menos por Lula. Faz parte inseparável da economia mundial imposta pelo imperialismo e seus aliados ricos que, subsidiando suas produções agrícolas, protegem seus mercados internos e concorrem no mercado mundial com as exportações alimentícias dos países do Terceiro Mundo, obrigados a importar em câmbio os artigos industriais produzidos com as matérias-primas e os recursos energéticos deles próprios, que herdaram a pobreza de séculos de colonialismo.
Compreendo perfeitamente que o Brasil não tinha outra alternativa, face à concorrência desleal e os subsídios dos Estados Unidos da América e da Europa, que incrementar a produção de etanol.

A taxa de mortalidade infantil ainda no Brasil é de 23,3 por cada mil nascidos vivos e a materna de 110 por cada 100 mil partos, entretanto nos países industrializados e ricos é menos de 5 e 15 respectivamente. Outros muitos dados similares poderiam ser citados.
O açúcar de beterraba, subsidiada pela Europa, arrebatou do nosso país o mercado de açúcar derivado da cana-de-açúcar, trabalho agrícola e industrial precário e eventual que mantinha no desemprego grande parte do tempo aos trabalhadores canavieiros. Os Estados Unidos da América por sua vez, se apoderaram também das nossas melhores terras e suas empresas eram proprietárias da indústria. Um dia, abruptamente, despojaram-nos da quota açucareira e bloquearam o nosso país para esmagar a

Revolução e a independência de Cuba.
Hoje o Brasil tem desenvolvido a cultura da cana-de-açúcar, a soja e o milho com máquinas de alto rendimento que podem ser empregadas nessas culturas com altíssima produtividade. Quando um dia observei a filmagem de uma extensão de 40 mil hectares de terra em Ciego de Ávila, dedicada a cultura da soja em rotação com o milho, onde se tentará trabalhar durante todo o ano, exclamei: é o ideal de uma empresa agrícola socialista, altamente mecanizada com elevada produtividade por homem e por hectare.

Os problemas da agricultura e suas instalações no Caribe são os furacoẽs que, em número crescente, arrasam seu território.
Também nosso país tem elaborado e assinado com o Brasil o financiamento e construção de um moderníssimo porto no Mariel, que será de enorme importância para nossa economia.

Na Venezuela estão utilizando a tecnologia agrícola e industrial brasileira para produzir açúcar e utilizar o bagaço como fonte de energia termoelétrica. São equipamentos de ponta que trabalham na empresa também socialista. Na República Bolivariana utilizam o etanol para melhorar o efeito ambientalmente nocivo da gasolina.
O capitalismo desenvolveu as sociedades de consumo e também o esbanjamento de combustível que originou o risco de ma dramática mudança climática. A natureza demorou 400 milhões de anos para criar o que nossa espécie está consumindo em apenas dois séculos. A ciência não tem resolvido ainda o problema da energia que substituirá à que hoje gera o petróleo; ninguém sabe quanto tempo precisará e quanto custaria resolvê-lo a tempo. Vai dispor dele? Isso foi o que se discutiu em Copenhague e a Cúpula resultou em um fracasso total.

Lula me contou que quando o etanol custa 70% do valor da gasolina, já não é negócio produzi-lo. Exprimiu que dispondo o Brasil da maior floresta do planeta, reduzirá progressivamente o corte de árvores atual em 80%.
Hoje possui a maior tecnologia do mundo para perfurar no mar, e pode extrair combustível situado a uma profundidade de sete mil metros de água e fundo marinho. Há 30 anos teria parecido história de ficção científica.
Explicou os programas educacionais de alto nível que o Brasil se propõe a realizar. Valoriza altamente o papel da China no âmbito mundial. Declarou com orgulho que o intercâmbio comercial com esse país se eleva a 40 bilhões de dólares.
Uma questão indiscutível: o operário metalúrgico se tornou atualmente num estadista destacado e prestigiado, cuja voz se escuta com respeito em todas as reuniões internacionais.

Está orgulhoso por ter recebido a honra dos Jogos Olímpicos para o Brasil no ano 2016, em virtude do excelente programa apresentado ena Dinamarca. Será sede também do Mundial de Futebol no ano 2014. Tudo foi resultado dos projetos apresentados pelo Brasil, que superaram os de seus concorrentes.
Uma grande prova de seu desinteresse foi a renúncia à procura da reeleição. E ele confia que o Partido dos Trabalhadores continuará governado no Brasil.
Alguns invejosos de seu prestígio e de sua glória e, pior ainda, os que estão a serviço do império, o criticaram por visitar Cuba. Utilizaram para isso as calunias vis que há meio século são usadas contra Cuba.

Lula sabe há muitos anos que, em nosso país, jamais se torturou ninguém, jamais se ordenou o assassinato de um adversário, jamais se mentiu ao povo. Tem a certeza de que a verdade é companheira inseparável de seus amigos cubanos.
De Cuba partiu rumo a nosso vizinho o Haiti. Informamos para ele nossas idéias sobre o que propomos com relação a um programa sustentável, eficiente, especialmente importante e muito econômico para o Haiti. Sabe que mais de cem mil haitianos foram atendidos por nossos médicos e por formados na Escola Latino-Americana de medicina depois do terremoto. Falamos de questões sérias, conheço seus ardentes desejos de ajudar a esse nobre e sofrido povo.

Guardarei uma inesquecível lembrança de meu último encontro com o Presidente do Brasil e não hesito em proclamá-lo.

Fidel Castro Ruz

Datafolha: Dilma dispara e encosta em Serra;diferença é de apenas 4 pontos

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste domingo (28) do jornal Folha de S.Paulo, mostra que a pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%. No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.

De acordo com a nova sondagem do Datafolha, o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, tem 12% das intenções de voto; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, tem 8%. Na pesquisa anterior, Ciro aparecia com 13% e Marina já possuía 8%.

A margem de erro da pesquisa, que foi divulgada neste sábado (27), é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ela foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com idades maiores de 16 anos. Destas, 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos.

A sondagem confirma resultados de pesquisas de outros institutos, que já refletiam uma tendência de crescimento rápido da candidatura Dilma Rousseff e a queda do pré-candidato tucano.

Outros cenários

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, as intenções de voto em Serra ficam em 38% (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).

No cenário de um segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano aparece com 45% das intenções de voto e a petista com 41%. Ou seja, também em um eventual segunda etapa do pleito, Dilma encosta no tucano, apresentando uma diferença de apenas quatro pontos novamente. O levantamento realizado em dezembro apontava que, nessa situação, Serra teria 49% das intenções de voto e Dilma, 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

Aprovação recorde de Lula

A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.

Com agências

Pesquisa pelo governo de minas aponta Helio Costa na dianteira

Saiu uma nova pesquisa eleitoral em Minas Gerais. Foi feita pelo DataTempo/CP2. Ganhou as páginas do diário mineiro ‘O Tempo’. A sondagem indica que Hélio Costa (PMDB) mantém o favoritismo na briga pelo governo do Estado. O ministro das Comunicações lidera em todos os cenários. Está à frente dos dois nomes do PT –Fernando Pimentel e Patrus Ananias. Antonio Anastasia (PSDB), o preferido do governador Aécio Neves, é o lanterninha. A pesquisa testou também as chances eleitorais do vice-presidente José Alencar (PRB). Se fosse à disputa como único representante do bloco que gravita em torno de Lula, sem PMDB e PT, Alencar também bateria o indicado de Aécio. Vão abaixo os cenários: Cenário um: – Hélio Costa: 47,83% – Patrus Ananias: 14,92% – Antonio Anastasia: 11,65% Cenário Dois: – Hélio Costa: 48,36% – Fernando Pimentel: 15,98% – Antonio Anastasia: 11,89% Cenário três, sem candidato do PT: – Hélio Costa: 57,94% – Antonio Anastasia: 15,69% Cenário quatro, com Alencar e sem nomes de PT e PMDB: – José Alencar: 53,61% – Antonio Anastasia: 14,53%. A pesquisa inclui, de resto, dois cenários em que os nomes do PT são confrontados com o de Anastasia, sem Hélio Costa e sem Alencar. Fernando Pimentel, o ex-prefeito petista de Belo Horizonte, prevaleceria sobre o candidato de Aécio por 35,47% a 24,40%. Patrus Ananias, o ministro petista do Bolsa Família, derrotaria o tucano Antonio Anastasia por 33,78% por 20,02%. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 18 de fevereiro. Ouviram-se 2.078 pessoas. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais. Donos de índices confortáveis de aprovação em Minas, Aécio Neves e Lula tem praticamente o mesmo poder de influência sobre o eleitor do Estado. Os pesquisadores perguntaram o que faria o eleitor se Lula pedisse para votar num candidato ao governo de Minas -24,30% responderam que “com certeza” votariam no candidato do presidente. Outros 31,57% disseram que o apoio de Lula ajudaria, mas não seria decisivo na hora de fazer a opção por um dos candidatos. Somando-se os dois percentuais, conclui-se que 55,87% dos eleitores mineiros admitem que a opinião de Lula tem ou pode ter influência na hora de votar. E quanto a Aécio? 21,90% disseram que votariam no indicado do governador “com certeza”; 32% responderam que a opinião do governador os ajudaria a decidir, mas não seria decisiva. Ou seja, 53,90% admitem que vão ou podem vir a se guiar pela opinião de Aécio. A pesquisa permite tirar pelo menos quatro conclusões: 1. O PMDB vai reforçar na negociação da aliança pró-Dilma a exigência de que o PT nacional retire do caminho de Hélio Costa os petistas Pimentel e Ananias. A pesquisa indica que, aos olhos de hoje, Hélio Costa iria à campanha com potencial para levar o governo do segundo maior colégio eleitoral do país no primeiro turno. 2. José Alencar emerge da pesquisa como algodão entre os cristais do PMDB e do PT. Revela-se uma grande alternativa pacificadora. Há, porém, pelo menos um senão: a família de Alencar torce o nariz para a idéia de vê-lo no centro do ringue. Prefere que ele se concentre na luta contra o câncer. 3. Se quiser eletrificar Anastasia, Aécio Neves terá de trabalhar como um mouro. O prestígio do governador é alto. Mas não serviu, por ora, para iluminar o seu poste. 4. As perguntas sobre o poder de influência de Lula e Aécio junto ao eleitor restringiram-se à disputa para o governo mineiro. Porém… Porém, pode-se intuir que a dupla influirá também na opção dos mineiros em relação à refrega presidencial. Bom para Dilma Rousseff, cujo cabo-eleitoral desfruta, em Minas, da mesma capacidade de fazer a cabeça do eleitor exibida por Aécio. Com uma vantagem: sabe-se que Lula é Dilma 100%. Não há a mesma certeza em relação ao grau de envolvimento de Aécio na campanha de José Serra. Nesta semana, a propósito, de volta de uma licença de 11 dias, Aécio deve receber um telefonema de Serra. Deseja vê-lo, para um acerto de ponteiros.