FOGO AMIGO: Ciro Gomes ataca Dilma

ciro-gomes11O deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato assumido à presidência da República em 2010, disse que falta um projeto à ministra-chefe da Casa Civil, possível candidata do PT ao pleito. Em entrevista à revista IstoÉ, Ciro disse que acredita que Dilma consiga aumentar seus índices de preferência do eleitorado. – Eu diria que a Dilma não tem projeto. Advogo que a gente tem que discutir projetos. Uma mera luta pelo poder, sem nenhum conteúdo, fará muito mal ao Brasil – disse.

Ciro afirmou que a candidatura de Dilma foi uma estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar brigas internas no PT. -Ele sabe que se não botasse a mão, ainda que oficiosamente, no ombro de uma pessoa, numa hora dessas as diversas correntes do PT estariam se engalfinhando – disse.

O deputado ainda elogiou Dilma e disse que a considera “uma administradora sem par”. Para ele, é possível que Dilma consiga alcançar rapidamente o patamar de 25% de preferência do eleitorado. – Minha relação com ela é de muita amizade, de muita fraternidade. Talvez a única lacuna na vida pública dela seja a falta de vivência política. Mas isso não é nada que não possa suprir com esforço – afirmou.

Ciro questionou uma possível aliança com o PMDB nas próximas eleições presidenciais. – A questão é quais são os princípios morais e intelectuais que presidem esta ou aquela aliança. Já censurei essa tática, quando o Fernando Henrique fez essa aliança com o PMDB, porque o que preside essas alianças é o ajuntamento, é a fisiologia, é o clientelismo, é a concessão à safadeza, à ladroeira, e isso não leva o país a lugar nenhum, isso é uma ilusão de alianças – disse.

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Câmara dos deputados limitam verba idenizatorio

A Mesa Diretora da Câmara decidiu nesta terça-feira limitar os gastos dos 513 deputados com a verba indenizatória, que é de R$ 15 mil ao mês. Ficou definido que as despesas com combustíveis, locação de veículos e contratação de segurança estão limitados, cada um, a 30% do valor mensal.

De acordo com o entendimento do comando da Câmara ficará proibido o uso da verba para pagar pesquisas, consultorias e alimentação. A nova regra passa a valer em 30 dias. O texto com as alterações para a utilização do benefício deve ser finalizado e publicado na tarde de hoje.

Segundo o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Rafael Guerra (PSDB-MG), o novo sistema vai permitir total transparência e controle dos gastos. “O que a gente espera é que a norma ficando bastante clara, explícita, não haja duvida em relação ao parlamentar e não haja duvida para aqueles que forem ter acesso a internet, para ter informação dos gastos de cada deputado” disse Guerra.

Atualmente, a verba indenizatória é utilizada pelos parlamentares para ressarcir gastos –incluindo nos seus Estados de origem. Os gastos de cada parlamentar com a verba, na Câmara e no Senado, estão disponíveis nos sites das Casas Legislativas –mas não são detalhados. É possível saber genericamente como o deputado ou senador gastou o valor da verba, mas sem detalhes de onde os recursos foram aplicados.

Por este motivo, a Mesa Diretora da Câmara decidiu que vai divulgar no site da Casa a partir do próximo mês as cópias das notas fiscais que comprovam os gastos com a verba. Os deputados que acusarem gastos de R$ 14 mil, terão que colocar no site as notas fiscais dos estabelecimentos onde executaram os gastos para dar maior transparência ao processo.

Passagens

Os integrantes da Mesa Diretora informaram que deixaram para fechar uma proposta em relação a mudanças nos gastos de passagens aéreas na reunião da próxima terça-feira. No encontro de hoje, os parlamentares não entraram em consenso em torno das propostas apresentas. O primeiro-secretário, no entanto, adiantou que haverá alterações para impedir que a cota seja usada irregularmente.

Serão estabelecidos critérios permitindo a utilização das passagens para familiares que sejam dependentes e assessores. “Não é possível que fique de livre utilização e aplicação do deputado. Podemos colocar um limite, usar pelo próprio deputado, para mulheres e filhos e seus assessores. Fora isso nenhuma outra utilização se justifica”, afirmou Guerra.

Criada originalmente para permitir ao congressista quatro deslocamentos mensais ao Estado, a cota aérea é paga conforme o Estado do parlamentar e se ele ocupa ou não posto de destaque nas duas Casas e pode ser usada também por congressistas do Distrito Federal, que não precisam viajar. Na atual legislatura, o valor varia de R$ 4.700 a R$ 33 mil. Há denúncias de que parlamentares estariam utilizando indevidamente a cota repassando passagens para amigos.

Você pode esta sendo vigiado. Descoberta rede de espionagem online que atingiu mais de 100 paises

roubo-de-dadosPesquisadores descobrem spyware em computadores de ministérios, embaixadas e outras instituições de “alto valor político”

Uma investigação de crimes digitais descobriu que 1.295 computadores em 103 países estavam sendo espionados. Segundo o relatório de 53 páginas divulgado no domingo, 30% dos PCs invadidos pertencem a ministérios de relações exteriores, embaixadas, organizações internacionais, empresas de comunicação e organizações não-governamentais. O relatório ainda fornece as evidências mais detalhadas sobre crackers com motivação política ao mesmo tempo em que levanta dúvidas sobre a relação destes criminosos com governos.

A rede de espionagem, chamada GhostNet, utiliza o malware chamado gh0st RAT (Remote Access Tool) para roubar documentos sensíveis, acessar Web cams e assumir completamente o controle de máquinas infectadas.

“A GhostNet é uma rede de computadores infectados residente em localizações de alto valor político, econômico ou de mídia, espalhada por vários países do mundo,” aponta o relatório criado pela Warfare Monitor, projeto de pesquisa do grupo SecDev Group e da Universidade de Toronto, Canadá. “Neste momento, temos quase certeza que as organizações atingidas não têm idéia da situação em que se encontram.”

Ao todo, segundo os pesquisadores, 30% das máquinas infectadas eram “de alto valor” diplomático. Estes computadores estavam em Bangladesh, Barbados, Butão, Brunei, Indonésia, Irã, Letônia e Filipinas. Havia computadores infectados pertencentes as embaixadas de Chipre, Alemanha, Índia, Indonésia, Malta, Paquistão, Portugal, Romênia, Coréia do Sul, Taiwan e Tailândia.

Os pesquisadores ressaltaram, no entanto, que eles não têm confirmação de que as informações obtidas tinham valor e foram vendidas comercialmente ou passadas como inteligência.

A GhostNet começou por volta de 2004, período em que os pesquisadores perceberam que as organizações começaram a receber muitas mensagens falsas de e-mail com arquivos anexados, explica Mikko Hypponen, diretor de pesquisa antivírus da F-Secure. Hypponen, que pesquisa sobre o ataque por anos, afirma que as táticas da GhostNet evoluíram muito desde a primeira tentativa. “Nos últimos três anos, foi bem mais avançada e técnica.”

“É muito interessante ver discussão em torno desse tema, por que é muito antigo e ninguém parecia estar prestando atenção,” acrescentou.

Evidências mostram que servidores na China coletavam alguns dos dados sensíveis, mas os pesquisadores têm cautela e não afirmam que há uma relação direta entre a rede e o governo chinês.

“Atribuir todo malware chinês como um ato deliberado da inteligência do país é errado e causa enganos,” aponta o relatório. Ainda assim, ressalta o relatório, a China fez esforços claros desde a década de 90 para usar o cyberspace para ganhar vantagem militar.

Um segundo relatório, escrito por pesquisadores da Universidade de Cambridge, Inglaterra, e publicado em conjunto com o texto da Universidade de Toronto, foi menos cuidadoso. A análise aponta que os ataques contra o escritório de Dalai Lama (OHHDL, da sigla em inglês) foram lançados por “agentes do governo Chinês.”

Os pesquisadores tiveram acesso aos computadores pertencentes aos dirigentes do governo tibetano que estão exilados, a organizações não governamentais relacionadas com o Tibet e do escritório pessoal de Dalai Lama.

Eles descobriram infecção de malware que permitia o roubo de dados a crackers remotos. As máquinas foram atingidas após usuários abrirem anexos maliciosos ou clicarem em links que levavam para sites nocivos. Neste momento, as pragas procuravam vulnerabilidades em software para assumir o controle da máquina.

Conforme investigavam a rede, os pesquisadores descobriram que os servidores que armazenavam os dados roubados não tinham proteção. Eles assumiram o controle destas máquinas e passaram a monitorar os computadores que foram crackeados. Três dos quatro servidores estavam na China, enquanto um estava nos Estados Unidos. (via idgnow.uol.com.br)

Manchetes dos principais jornais nesta terça

Jornais nacionais

Folha de S.Paulo
Governo reduz tributo de carro, moto e construção

Agora S.Paulo
INSS dá novo benefício para os autônomos

O Estado de S.Paulo
Imposto do cigarro compensa parte do pacote de isenções

Jornal do Brasil
Para fugir do desemprego

O Globo
Orçamento sofre corte maior e IPI da construção é reduzido

Gazeta Mercantil
Governo deixará de arrecadar R$ 3,07 bi com renúncia fiscal

Valor Econômico
Quatro grupos avaliam a compra do Ponto Frio

Correio Braziliense
Lula manda conta da crise para fumantes

Estado de Minas
Fim de auxílio para moradia divide o TCE

Diário do Nordeste
Governo reduz imposto para a construção civil

Extra
Governo derruba imposto e preço de cimento e tinta vai despencar

Correio do Povo
Benefícios para construção, carros e motos. E “castigo” para fumantes

Zero Hora
Rede estadual perderá mais 10% dos professores em corrida à aposentadoria

Tim é multada por SAC

O Ministério da Justiça multou a TIM e a empresa de transporte terrestre Itamaraty em mais de R$ 1,3 milhão por descumprimento ao decreto do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). As penalidades, publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (30), foram de R$ 650 mil para a Tim e R$ 650,875 mil para a Itamaraty.

A Tim não disponibiliza aos consumidores a opção para reclamações no primeiro menu de atendimento, como determina a legislação. Já a Itamaraty não possui serviço de atendimento ao consumidor. A partir do momento em que forem notificadas, as duas empresas terão dez dias para recorrer à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.

Com estas notificações, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do MJ soma sete multas aplicadas por conta do não cumprimento do decreto do SAC. Em 3 de fevereiro passado, as concessionárias de transporte terrestre interestadual Unesul, Transbrasiliana e Andorinha foram multadas em mais de R$ 3 milhões. Em seguida, as empresas penalizadas foram a Gontijo e TTL, também de transporte terrestre, em mais de R$ 2,5 milhões.

Brasil é penúltimo na América do Sul em participação da mulher na política, diz ONU

O Brasil é o penúltimo colocado no ranking que mede a participação feminina nas câmaras federais entre os países da América do Sul. A Argentina lidera o levantamento, com 40% de mulheres parlamentares. A última posição é da Colômbia, com 8,4% de assentos ocupados por mulheres. O Brasil, como penúltimo, tem apenas 9% das cadeiras.

Os números foram divulgados hoje (30) pela Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou no Rio de Janeiro o relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2008/2009. No mundo, o país com maior representatividade da mulher na política é a Suécia, com 47%. Depois vem Cuba, com 43%, Finlândia, com 41%, e Dinamarca.

A diretora da ONU do Fundo para a Mulher (Unifem), Inês Alberdi, comentou a posição brasileira em relação aos países sul-americanos. “Quanto à presença de mulheres nos parlamentos nacionais, o Brasil está muito atrás, tem um percentual muito baixo. Por outro lado, é líder nas iniciativas de combater as desigualdades e a violência”, disse.

Para a deputada estadual Inês Pandeló (PT), presidente da Comissão de Defesa das Mulheres da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), não basta a legislação brasileira prever cota de 30% de candidatas mulheres nas eleições. “Onde tem cotas, foi ampliada a participação feminina em espaços de poder, incluindo na política. Mas estamos vendo que não basta só ter a vaga na chapa. São precisos outros instrumentos, como a reforma política, com o financiamento público de campanha e a possibilidade de mais mulheres assumirem esse espaço”, afirnou.

A Secretária Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, a ministra Nilcéa Freire, também ressaltou a necessidade das mulheres assumirem maior poder político no país. “O Brasil figura quase como o lanterninha da representação das mulheres noParlamento. Nós acabamos de instituir uma comissão tripartite – Executivo, Parlamento e sociedade civil – para fazer uma revisão da legislação sobre cotas eleitorais”, informou. Segundo a ministra, o objetivo é examinar por que os 30% da cota obrigatória de candidatas não se transformam em um percentual semelhante de mulheres eleitas.

“Há que se verificar também a questão do financiamento, a capacitação das mulheres nos partidos políticos, destinação de recursos do fundo partidário para as candidaturas femininas, tempo nos programas eleitorais, se há proporcionalidade. Ou seja, trabalhar a questão da igualdade de oportunidades e tratamento, para que o percentual estabelecido como ação afirmativa possa ser garantido na prática”, disse.

Além de abordar a participação política das mulheres, o relatório também trata de questões como violência e saúde. A versão integral, em português, pode ser acessada no site www.unifem.org/progress/2008.

Prefeitos defendem o fim da estabilidade e o direito a greve

Direito a greve ameaçado

Direito a greve ameaçado

Os novos prefeitos do Estado de São Paulo são a favor do fim da estabilidade dos funcionários públicos e contra o direito de greve irrestrito para todas as categorias profissionais. Também defendem a privatização, mas se dividem em relação à redução da jornada de trabalho.

Esse é o retrato dos novos chefes das prefeituras paulistas, segundo pesquisa promovida pelo Cepam (Fundação Prefeito Faria Lima) e pela Secretaria de Comunicação do governo do Estado, que será divulgada na terça-feira. Realizada no fim de 2008, a pesquisa ouviu 624 dos 645 prefeitos do Estado eleitos no ano passado e já reflete um temor da crise financeira mundial, o que fica evidenciado na preocupação com a criação de emprego.

A pesquisa também escancara a tradição da troca de partidos entre os políticos. Segundo o levantamento, 69,3% dos prefeitos já trocaram de legenda. Como os prefeitos têm, em média, 15 anos de filiação partidária, parte dessa “infidelidade” pode ser explicada pela atuação política no regime militar – durante a maior parte desse período só era permitida a existência da Arena ou do MDB.

PMDB é o partido que mais abrigou prefeitos. E o PT, o que tem a maior rejeição – 20% dos prefeitos não se filiariam a ele. A resposta, no entanto, reflete a coloração partidária do Estado: o PSDB, do governador José Serra, o DEM e o PMDB, ambos da base aliada estadual, controlam 55% das prefeituras.

Em relação a questões gerais, a que mais divide os prefeitos é a redução da jornada de trabalho – tema que ganhou peso em razão da crise econômica. Dos entrevistados, 49% disseram ser a favor e 47% se posicionaram contra. Prefeitos do PT e do PMDB são majoritariamente a favor da redução. Os do PSDB, DEM e PTB, contra.

Na pergunta sobre a desregulamentação do mercado de trabalho, 74% declararam ser a favor. Em relação ao direito de greve irrestrito para todas as categorias profissionais, até funcionários públicos, 66% dos prefeitos disseram ser contra.

Declarando-se preocupados em executar uma boa gestão, a maioria dos prefeitos (60%) defende o fim da estabilidade do funcionalismo. O porcentual dos que são a favor é maior entre os prefeitos do PSDB (65%). “Está acontecendo um movimento no eleitorado no qual a qualidade da gestão é o que faz a diferença”, avaliou Felipe Soutello, presidente do Cepam.

Quando o assunto é privatização, PT e PSDB têm posições distintas. No PSDB, 51% dos prefeitos são a favor. Entre petistas, apenas 30%. “Há uma clara distinção entre PT e PSDB. Pode ser que no poder façam coisas parecidas, mas dá para reconhecer a marca de cada um”, disse Fernando Limongi, presidente do Cebrap, que participou da pesquisa.

O levantamento também mostra que mais da metade dos prefeitos paulistas já teve algum familiar eleito para cargo público. Considerando-se as prefeitas, três em cada quatro têm familiares que já foram eleitos – na maioria dos casos, os maridos.

Crise

A pesquisa, disse Soutello, já reflete preocupação com a crise econômica. Nos três primeiros meses do ano, houve uma queda real de 12,57% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita de municípios pequenos.

A geração de emprego e o desenvolvimento econômico são a principal carência em dois terços das cidades paulistas. “É claro que emprego é sempre uma preocupação, mas o destaque dado é em razão dos efeitos da crise”, afirmou Soutello.

A principal demanda dos prefeitos para o governo federal, com quem 78% pretendem ter uma relação “boa” e “muito boa”, é na área de infraestrutura – muitos citaram o PAC. A relação “boa” e “muito boa” alcança mais de 95% no PT.

Em relação ao Estado, 92,5% dos prefeitos pretendem ter uma relação “boa” e “muito boa”. Entre os tucanos, esse porcentual chega a quase 70%. A principal demanda também é na área de infraestrutura.