Em encontro com blogueiros, Nicolelis fala sobre ciência, democracia, política e jornalismo

O movimento dos Blogueiros Progressistas do Rio Grande do Norte recebeu, na noite desta sexta-feira (28), o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke (EUA) e co-fundador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lilly Safra. O evento, realizado no auditório da Livraria Siciliano (Shopping Midway Mall), serviu como preparação para o 1º Encontro de Blogueiros Progressistas do RN, marcado para os dias 25, 26 e 27 de março.

O tema do bate-papo foi “Redes sociais, participação política e desenvolvimento da ciência”. Nicolelis iniciou dizendo que sua participação no evento demonstrava o poder dessas novas formas de comunicação. “Estou no Twitter há apenas 15 dias, mas já estou aqui para falar sobre redes sociais – mesmo sem saber nada sobre isso”, brincou, arrancando risos da plateia.

Em seguida, disse que o título da palestra poderia ser “Eu juro que eu sou eu”, fazendo referência ao debate travado com uma badalada blogueira potiguar, a quem teve que provar que seu recém-criado perfil no Twitter não era um fake.

Nicolelis aproveitou o episódio como gancho para tratar da questão da identidade no contexto das redes sociais. Ele sustentou que o modelo de mundo que conhecemos, bem como nossa identidade, não passa de uma “simulação” do cérebro. Emendou dizendo que a “cultura do ‘eu’ é uma ilusão”.

“Eu me defrontei com essa ilusão ao tentar provar que eu sou eu. Eu me engajei num debate com uma jornalista que foi uma das coisas mais fascinantes. Comecei a falar das minhas opiniões, primeiro sobre a política do RN, mas não funcionou”.

“Pare pra pensar: nós vivemos num mundo em que qualquer um pode ser eu, qualquer um pode assumir qualquer personalidade. O sucesso das redes sociais, em minha opinião de neurocientista, se deve, primeiro,  a uma coisa que vou tratar no livro que será lançado no próximo mês. Daqui a algumas centenas de anos não vamos precisar disso aqui, teclado, celular… Nós vamos pensar e nos comunicar, nos amalgamar numa rede conscientemente sem a necessidade dessas coisas pouco eficientes, como os nossos dedos, os teclados… Nós já estamos observando, mesmo com os limites que temos, já vivemos os primórdios de uma sociedade onde a identidade real não faz diferença nenhuma”, discorreu.

O neurocientista destacou que as redes sociais “conseguiram fazer as identidades, às quais a gente se apegou tanto, desaparecerem”. “Você pode assumir o que você sempre quis ser, mas não podia por medo do preconceito. Nós ainda não conseguimos lidar com o fato que as pessoas são de diferentes matizes. As redes têm essa vantagem de permitir que as pessoas possam assumir [suas ideias] livremente”.

“Não existe isso de imparcialidade”

Após discorrer sobre as redes sociais e a dispersão da identidade, Nicolelis afirmou que a ideia da “imparcialidade”, tanto jornalística quanto científica, não passa de “balela”. “Como neurocientistas, estamos cansados de saber que não existe isso de imparcialidade, como pretendem os jornalistas. Não existe imparcialidade nem jornalística nem científica”.

Para comprovar sua sentença, relembrou a cobertura midiática das eleições presidenciais do ano passado, quando a imprensa tradicional, mesmo se dizendo “imparcial”, se alinhou à candidatura do candidato do PSDB/DEM, o ex-governador de São Paulo José Serra.
“O que aconteceu no Brasil na eleição passada foi a demonstração da falácia de certos meios de imprensa e do partidarismo que invadiu essa opinião dita imparcial. Mas o desmentido só ocorreu nesse lugar capilarizado chamado blogosfera. A guerra da informação foi travada aí. A eleição foi ganha na trincheira da blogosfera, porque os desmentidos eram instantâneos”, comentou.

Nicolelis defendeu que a “teia” – termo que disse preferir usar para se referir às redes sociais – que está se formando no Brasil “é um fenômeno mundial de relevância fundamental”. Para ele, a blogosfera teve um papel de destaque nas eleições de 2010.

“Essa teia já ganhou uma eleição do ponto de vista da informação, já derrotou o exército de uma mídia que tem opinião, mas que exerceu essa opinião sem dizer. Aí é que tá o engodo. A opinião é legítima, mas esconder que tem opinião não é”.Miguel Nicolelis frisou que outro efeito provocado pelo surgimento dessa teia é o fato de considerar “inevitável a quebra do monopólio do conhecimento, da noticia e do fato”. “Cada um de nós pode ser o propagador de um fato, de uma interpretação do fato”.

Mesmo ressaltando sua condição de neófito, Nicolelis demonstrou entusiasmo com o potencial dessa “teia” desembocar no surgimento de um novo modelo de democracia, em que os indivíduos tenham um novo papel.

“A democracia representativa é muito interessante, mas ela faliu, porque o grande objetivo dos representantes dos indivíduos do planeta é representar a si mesmo. Existe um potencial imenso de uma nova democracia, onde os indivíduos tenham um novo papel, em que possam ser agentes atuantes e definidores da nossa cidadania”.

Dilma será entrevista pelo Portal R7 de Noticias. Participe

Dilma

Prepare a suas perguntas para participar da sabatina do portal R7, a ser realizada nesta quinta-feira, às 16h, em Brasília. A candidata Dilma Rousseff terá uma hora e meia para apresentar as propostas de governo e responder às perguntas dos jornalistas e dos internautas.

Pelo Twitter, Dilma comentou as participações em debates: "Estou c/presença confirmada em pelo menos cinco debates, quatro emTV, um em internet. Sempre q possível, incluímos na agenda. Mas às vezes ñ dá".

Os internautas podem enviar perguntas para o e-mail sabatina@r7.com, com o assunto “Perguntas para Entrevistas”, antes ou durante a transmissão da sabatina.  Quem estiver em Brasília, pode conferir de perto a entrevista da candidata.

Basta enviar para o mesmo e-mail com o assunto “Inscrição para Sabatina” o seu nome completo, endereço, profissão e RG e CPF.

Não perca e confira a participação da Dilma. A entrevista será transmitida ao vivo pelo portal R7, às 16h, e retransmitida pela TV Record News às 22h.

BBC Esportes homepage Os dez personagens da Copa

Listo abaixo os dez personagens que fizeram a história da primeira Copa do Mundo africana. Eles estão listados do menos para o mais importante.

Desde já, é preciso fazer três ressalvas. Primeiro, já vou avisando que cometi uma trapaça. Em alguns itens, há mais de um personagem listado. Façam como o árbitro de Inglaterra x Alemanha fez com o gol de Lampard; desconsiderem.

O segundo aviso é que esta lista, como qualquer eleição do tipo, é completamente arbitrária. O terceiro é: sintam-se à vontade para fazer suas listas e opinar!

10. Anelka, Domenech e Evra. Conseguir ser banido para sempre de uma seleção é um feito raro. Está no topo da lista das piores coisas que podem acontecer a alguém em uma Copa do Mundo, logo acima de “ler uma carta de greve dos seus jogadores”, como Domenech, ou “fazer seu preparador físico querer sair no tapa” (parabéns, Evra). E a França continua com o desempenho “montanha-russa” em Copas. Eliminação para Israel nas Eliminatórias em 1994, título e goleada em 1998, fiasco em 2002, final em 2006 e colapso total em 2010. Isso é sinal da revanche Brasil x França em 2014?

9. Sul-americanos. Quantas análises completamente equivocadas foram feitas sobre a Copa do Mundo da América do Sul, depois que Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai avançaram para as quartas de final? O fiasco sul-americano foi imenso. O Brasil perdeu completamente o equilíbrio diante da Holanda, o Paraguai “amarelou” diante da Espanha quando tinha o jogo nas mãos, a Argentina, bem, a Argentina dispensa comentários, e o Uruguai só foi longe porque contou com alguns golpes de sorte e de mão.

8. Maradona. Ele já foi o personagem de uma Copa por colocá-la no bolso, fazendo gols encantadores e um deles supostamente encantado. Ele já foi o personagem de uma Copa por berrar como um louco para a câmera e jogar dopado. Maradona desperta tanto interesse mundial, que basta usar terno na beira do campo para causar frisson. Na África do Sul chamou atenção por seu carinho paternal com os jogadores e a intensa vibração em todos os momentos. Teria causado ainda mais impacto se tivesse que cumprir sua promessa de andar pelado pelas ruas de Buenos Aires, mas felizmente para todos a Argentina não foi tri.

7. Felipe Melo. Há tão pouco a se falar sobre Felipe Melo, já que quase tudo foi dito, e com, ãhm, tanta eloquência. Antes da Copa, ele foi chamado de “o Dunga do Dunga”, por jogar na mesma posição, pelo estilo guerreiro em campo e por alguns atributos menos louváveis. Infelizmente Felipe foi o Dunga de 1990, um misto de culpado e bode expiatório em uma seleção que estava longe da unanimidade. Agora, Felipe Melo terá quatro anos pela frente para tentar se tornar a versão 1994 de Dunga.

6. Tshabalala e Suárez. Respectivamente o herói e o vilão africano. Quando Tshabalala fez aquele golaço contra o México, o primeiro da Copa, parecia que qualquer time africano – inclusive a África do Sul, o mais fraco de todos – seria capaz de fazer bonito no torneio. Quando o uruguaio Suárez fez o “anti-gol” contra Gana, se percebeu o quanto daquilo era euforia passageira. Camarões, Costa do Marfim, África do Sul, Argélia e Nigéria foram facilmente eliminados na primeira fase e, não fosse Gana, a África teria feito muito feio no seu Mundial.

5. Roberto Rosetti e Jorge Larrionda. Os dois juízes conseguiram o que ninguém jamais atingiu: fazer a Fifa discutir o uso de tecnologia para auxiliar arbitragem. Por que a entidade nunca considerou isso com seriedade antes é um mistério para todos. Parece tão óbvio que é um erro deixar as decisões em campo serem tomadas pela única pessoa, entre 100 milhões de espectadores, que não consegue ver direito a partida. As valiosas contribuições de Rosetti, em Argentina x México, e Larrionda, em Alemanha x Inglaterra, podem provocar a maior mudança na história do futebol desde a introdução do impedimento.

4. Mick Jagger. Poucas coisas são 100% na vida. Uma delas é a garantia de mau desempenho das seleções diante do cantor-amuleto do Rolling Stones. Não há dúvida alguma de que se não fosse a presença maligna deste simpatizante do diabo em alguns estádios, Brasil e Inglaterra estariam na final da Copa, talvez com John Terry e Felipe Melo na disputa pelo troféu de Melhor Jogador.

3. O celular de Larissa Riquelme. Beldades são tão importante para uma Copa do Mundo quanto um galã para uma novela. Não há nada de errado em se querer ver pessoas bonitas em uma Copa. Quantas mulheres assistem apenas aos jogos da Itália? Difícil é alguma das beldades conseguir se destacar na Copa, com tantas modelos em evidência. A paraguaia Larissa Riquelme conseguiu chamar a atenção do mundo mesmo não viajando para a África do Sul, graças às fotos suas em Assunção que correram o mundo. Ela contou com bastante ajuda do seu celular, colocado em uma posição estratégica para onde os olhos já naturalmente correm.

2. Jabulani e Vuvuzela. A dupla dinâmica da Copa do Mundo. A primeira irritou todos os jogadores. A segunda; jogadores, torcedores e telespectadores. Para o bem do esporte, as duas devem ser aposentadas nos eventos futuros.

1. Paul, o Polvo. Poucas coisas, além de Mick Jagger, são 100% na vida, que o diga Paul, o polvo oráculo, que acertou todos vencedores em seus palpites. Paul foi mais eficiente que Messi, mais preciso que Kaká, mais confiável que Cristiano Ronaldo. Para nós, jornalistas esportivos, Paul é indigesto, a prova final de que até um cefalópode isolado em um aquário entende mais de futebol do que a gente.

Fonte: BBC

Mostra Hip Hop em movimento é destaque em festival

Com o objetivo de democratizar a cultura e contemplar as mais diversas expressões da dança, a quarta edição do Festival Internacional VIVADANÇA traz o Hip Hop para os palcos do Teatro Vila Velha através da Mostra Hip Hop em Movimento – Homenagem a Preto Ghóez, que acontece nos dias 3 e 4 de abril. Devido ao sucesso das apresentações em 2009, neste ano um fim de semana inteiro será dedicado ao movimento, com programação totalmente gratuita.

Estão na pauta da mostra oficinas de break dance, grafitti e DJ, shows, mesa-redonda e feira, além da III Batalha de Break – Evolução Hip Hop. A disputa de break oferecerá para os três primeiros lugares prêmios nos valores de R$ 2.000,00, R$ 1.500,00, e R$ 1.000,00, além de medalhas e troféus para os vencedores. As duplas que se apresentarem serão julgadas por David Saide (EUA), Tijolim (Ceará) e Nino (Pernambuco), nomes importantes do Hip Hop internacional e nacional que marcarão presença no Festival deste ano.

Lançamento de livro e edital
A mesa-redonda As Múltiplas Visões de um Revolucionário – Preto Ghoéz discutirá a importância do ativista social, falecido em 2004. Como convidados, virão Miriam Bezerra, viúva de Ghoéz e o secretário de Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, que vai lançar em Salvador o 1º Edital Prêmio Cultura Hip Hop 2010 – Edição Preto Ghóez. Além deles, vêm Lamartine Silva, membro fundador do Clã Nordestino e do Movimento Hip Hop Organizado Brasileiro (MHHOB) e Adunias da Luz, jornalista do Estação HipHop e ativista social.

Na mesma ocasião, Miriam lança o livro A sociedade do código de barras – O mundo dos mesmos, de autoria de Ghoéz. A primeira e última obra do ativista conta a história de Marvic, que luta para livrar seu povo das armadilhas do sistema. O livro utiliza uma linguagem crítica e objetiva, na qual o autor elucida os símbolos e conceitos que ainda manipulam a sociedade contemporânea. Ghóez pretendia escrever mais dois livros sobre o tema e formar uma trilogia, mas faleceu antes de concluir os outros dois volumes.

A programação ainda traz dois grupos femininos de Hip Hop para a noite de sábado: a atração internacional Mujer Urbana, coletivo feminino com apresentação de mesmo nome composto por artistas espanholas e as baianas da Tropa Sagaz, que farão a abertura da noite. Mujer Urbana apresenta um mix de manifestações do Hip Hop como a dança break, as artes visuais (grafitti e street art) e a música (soul e Hip Hop). O grupo é formado pelas cantoras Arianna Puello e Ikah, por Oiana DJ e pelas dançarinas de break Nadine e Ther. A vinda do grupo se dá graças à parceria entre o Festival, o Instituto Cervantes e a AECID (Agência de Cooperación Internacional para el Desarollo). Já a Tropa Sagaz, formado pelas cantoras e letristas Sílvia Santana, Ayran Reis e Eliana Santos, mostra um trabalho autoral inspirado em grandes nomes do cenário do rap nacional e internacional.

Mais informações:
Dj Branco (71) 9151-0631
Pedro Araújo (71) 8837-5038
hiphopemmovimento2010@gmail.com

Hoje tem circo na praça

Apresentações circenses hoje em Governador Valadares

Abra as cortinas, luz no picadeiro, pipoca na mao, e vai começar o espetaculo. A Coordenadoria de Juventude em parceria com varios artistas do circo realiza hoje a partir das 19:00 a apresentação “Palco Aberto” na praça do bairro de Lourdes em Governador Valadares. No evento a população vai ter contato com as varias artes do picadeiro: malabaris, palhaços, perna de pau, equilibristas e muita diversão para toda a familia. O “Palco Aberto” nome dado ao evento faz parta das comemoraçãoes do dia do circo que é comemorado amanha dia 27 de março.