Índio, os ataques e a direita que baba: plebiscito de Lula ganha ares continentais

O TSE condenou um site tucano a ceder espaço a Dilma, como direito de resposta, por causa dos ataques de Índio da Costa, o vice de Serra. É uma pequena derrota jurídica para os tucanos. Mas a oposição está pouco se lixando para o site e o direito de resposta. Os ataques ganharam a mídia, criaram um clima de conflagração, tirando o consórcio demo-tucano da defensiva.

Dois dias atrás, escrevi aqui que a tática terrorista do consórcio PSDB-DEM não era movida por “desespero”. Não se trata de nada improvisado, nem de verborragia mal calculada por parte de um vice com cara de almofadinha e nome de ìndio. Não. É algo deliberado. É o desdobramento lógico da primeira fase de campanha – em que se espalharam pela internet e-mails com acusações de “terrorista” contra Dilma e se estamparam fichas falsas em primeira páginas de jornais decadentes.

Ninguém podia acreditar na história de que Índio fora aconselhado a “submergir” depois dos primeiros ataques. Tudo teatro. Tanto que ele voltou à tona (ou à lama, seria melhor dizer), agora tentando associar Dilma ao Comando Vermelho (faltou citar Al-Qaeda, ETA e Hamas; mas ele ainda chega lá).

Serra ganha eleição com esse discurso? Provavelmente, não. Mas dá o toque de reunir para a tropa. Consolida o eleitorado de direita, anti-petista. E joga tudo na possibilidade de, na reta final, gerar um escândalo (com apoio da mídia amiga, Globo sobretudo) que lhe dê sobrevida e garanta um segundo turno.

A batalha não se joga só aqui no Brasil. Alguém acha que é coincidência  o vice de Serra falar nas FARC, logo depois do presidente da SIP atacar Lula? E pouco antes de Uribe usar as FARC para atacar Hugo Chavez?

Não. A direita decidiu retomar a ofensiva na América Latina. De forma coordenada. A direita sabe que, longe do aparato do Estado, corre risco de derreter ainda mais. E sabe que a partida principal será jogada aqui no Brasil. Serra – que não é um homem originário da direita – aceitou jogar esse jogo perigosíssimo. É o jogo do Instituto Millenium, da OPUS DEI, da SIP.

Não se trata de “teoria conspiratória”. É o jogo. O tal “plebiscito” do Lula virou um plebiscito continental. O rompimento de relações entre Venezuela e Colômbia faz parte desse plebiscito.

Por isso, erra quem subestima a capacidade dessa turma de gerar fatos, e provocar escândalos. Eles estão babando.

Aquele papo de ”pós-Lula”, inaugurando tempos de moderação, foi para o vinagre. A mídia e a oposição, em caso de vitória de Dilma, ficarão ainda mais ferozes a partir de 2011. A não ser que Aécio tome o comando do PSDB, acabe com o discurso raivoso e provoque uma virada completa. Mas falta combinar com os russos: os tucanos empurram sua base cada vez mais para a direita. Depois, talvez, seja tarde pra trazer esse eleitorado para o centro.

Índio, por exemplo, mesmo derrotado, já ganhou notoriedade. Virou um lacerdinha do século XXI. Sem brilho, é verdade.  Mas isso pouca importa a essa gente – que age de forma calculada, para acirrar os ânimos e conflagar o país.

Por Rodrigo Vianna
Blog Escrevinhador

Campanha: oposição faz guerra suja

Por José Dirceu

Não há mais dúvidas de que a campanha do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) optou pelo caminho da baixaria pura e simples e pela guerra suja. As noticias sobre uma suposta doença de nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e as declarações do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) sobre o PT, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e o narcotráfico, apenas confirmam o que o próprio candidato ao Planalto tem praticado. Lembrem-se de suas declarações sobre o tráfico de cocaína da Bolívia para o Brasil, quando responsabilizou diretamente nosso governo e o do presidente Evo Morales, e de toda a campanha de desqualificação de nossa candidata promovida por todos – isso mesmo, por todos – os dirigentes do PSDB.

Não há mais dúvidas de que a campanha do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) optou pelo caminho da baixaria pura e simples e pela guerra suja. As noticias sobre uma suposta doença de nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e as declarações do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) sobre o PT, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e o narcotráfico, apenas confirmam o que o próprio candidato ao Planalto tem praticado.
Lembrem-se de suas declarações sobre o tráfico de cocaína da Bolivia para o Brasil, quando responsabilizou diretamente nosso governo e o do presidente Evo Morales, e de toda a campanha de desqualificação de nossa candidata promovida por todos – isso mesmo, por todos – os dirigentes do PSDB.
Não estou falando da internet, nem da espontânea e nem da organizada pelos comitês de campanha tucanos-oposição. Falo da responsabilidade do candidato Jose Serra e do PSDB. Índio da Costa apenas expressou de forma grotesca e caluniosa – à imagem e semelhança dele mesmo – o que oficialmente o candidato e seu partido tem dito e repetido todos os dias.
A imprensa não fica devendo nada aos tucanos
A VEJA é o exemplo maior dessa política suja, agressiva, grosseira e infame, mas o jornal O Globo segue o mesmo caminho da revista paulista. Praticam, na verdade, a violência – um novo tipo de violência e de medida de força, já que exercem o monopólio da comunicação como o Estado no passado, durante a ditadura, exercia o da violência e da repressão.
Mas, o Brasil não acaba com as eleições de outubro. Pelo contrário, recomeça com um novo governo seja do PT ou do PSDB – esta uma hipótese remota. Assim sendo seria razoável, seria não pedir muito, que tanto o candidato tucano a presidente quanto a imprensa mudassem de comportamento, já que teremos que conviver nos próximos quatro anos e o governo eleito será legitimo e democrático, fruto da soberania popular.
A não ser que estejam tomando o rumo de tentar mudar a decisão soberana do povo através de um golpe que hoje, como todos sabemos, começa via midia. Como temos visto em todos os países, começa por um golpe midiático, um misto de desestabilização política e psicossocial dos governos, com sua desmoralização e imobilização até que um golpe parlamentar ou externo derruba o governo.
Se ocorresse, sem dúvida nenhuma seria derrotado no Brasil, mas levaria o país a caminhos já trilhados e aos quais não queremos voltar. Tenho certeza que a maioria esmagadora do Brasil repudia a campanha infame e caluniosa do PSDB e que seu candidato a presidente sabe que não ganhará nada com essa opção. Pelo contrário, só transformará sua derrota eleitoral numa derrota política e moral.

‘Os tucanos não tem autoridade para falar sobre juros’, diz Dirceu

Ex-ministro rebate críticas do pré-candidato à Presidência, José Serra, sobre atraso na redução da Selic durante a crise mundial

Ao comentar as críticas do pré-candidato do PSDB da Presidência da República, José Serra, sobre o atraso na redução dos juros durante a crise mundial, pelo Banco Central, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu e integrante da direção do PT, José Dirceu, disse que “os tucanos não tem autoridade para falar sobre juros”. “O Gustavo Franco (presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique) manteve o País com câmbio fixo e com juros reais de 27,5% por três anos. Dobrou a dívida interna e vendeu 100 bilhões de reservas, patrimônio do País”, afirmou José Dirceu, em entrevista, ao participar da reunião da Central Única dos Trabalhadores.

Para Dirceu, não houve inversão de papéis entre o discurso de José Serra e do governo em relação ao BC. O ex-ministro disse que sempre foi crítico “notório” em relação ao banco, mas ponderou que, como disse a pré-candidata Dilma Rousseff, a autoridade monetária teve papel fundamental para o País sair da crise.

Segundo Dirceu, o BC está “no tamanho bom”, sem independência e mandatos fixos para os seus diretores, previstos em Lei, mas com autonomia de fato. Ele ponderou que essa autonomia é relativa, porque tanto a meta de inflação, como a banda de flutuação da meta para cima ou para baixo são definidas pelo presidente da República e pelo Conselho Monetário Nacional.

Apesar do elogio ao BC no enfrentamento da crise, José Dirceu disse que não vê razão para o aumento dos juros. Segundo ele, o aquecimento da economia é real, mas ele não coloca em risco as metas inflacionárias . “O BC tem opinião diferente e aumentou juros. Mas não vai acontecer nada. A economia vai crescer 6%, 6,5 em 2010 e 5 , 5,5% em 2011”, previu.

Ele aproveitou para fazer várias críticas ao pré-candidato José Serra e à declaração do ex-governador de que não haverá disputa na sua equipe econômica, caso seja eleito presidente da República. “Ele era a crise da equipe econômica do governo Fernando Henrique. Quem não se lembra disso? Ele sempre foi um dissidente da equipe econômica”, alfinetou Dirceu. Segundo ele, a equipe econômica do governo Lula tirou o Brasil da crise financeira internacional, e a equipe econômica de Fernando Henrique colocou o País em duas crises.

Dirceu também atacou as críticas de José Serra ao fato de a Petrobrás ser presidida por sindicalistas. “Por que sindicalista não pode presidir a Petrobrás: Dois sindicalistas transformaram a Petrobrás numa das maiores empresa do mundo. O que os tecnocratas deles fizeram com a Petrobras?”.

Ele também atacou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que segundo Dirceu, sofre “crise de ciúme” em relação ao presidente Lula. “Ciúme de homem com homem é a pior coisa do mundo”.

Para o ex-ministro é irrelevante também as críticas de que o presidente teria sido autoritário ao impor ao PT o nome da pré-candidata Dilma Rousseff.  Segundo ele, Dilma tem o apoio unânime do partido. Segundo o ex-ministro,  o PT não é um partido a quem se diz o que se deve fazer. Ele minimizou as críticas de que a pré-candidata Dilma Rousseff não tem experiência para disputar a presidência da República e comparou a situação ao técnico Dunga, da Seleção brasileira. “É que nem o Dunga dizer que para ir para a Copa tem que ter experiência. Se fosse assim o Pelé não teria ido para a seleção”, disse Dirceu, acrescentando que os jogadores do Santos Neymar e Ganso, preteridos por Dunga, não tem experiência “mas tem grande paixão”.

As mentiras da Folha de S.Paulo e a nova pesquisa

A Folha mente, mente, mente, desesperadamente. Mentirá no fim de semana com nova pesquisa, em que tratará de rebater, com cifras manipuladas – por exemplo, como sempre faz, dando um peso desproporcional a São Paulo em relação aos outros estados –, a irresistível ascensão de Dilma, que tratará de esconder até onde possa e demonstrar que o pífio lançamento de Serra o teria catapultado às alturas.

As elites de um país, por definição, consideram que representam os interesses gerais do mesmo. A imprensa, com muito mais razão, porque está selecionando o que considera essencial para fazer passar aos leitores, porque opina diariamente em editoriais – e em matérias editorializadas, que não separam informação de opinião, cada vez mais constantes – sobre temas do país e do mundo.

A FSP, como exemplo típico da elite paulistana, é um jornal que passou a MENTIR abertamente, em particular desde o começo do governo Lula. Tendo se casado com o governo FHC – expressão mais acabada da elite paulistana -, a empresa viveu mal o seu fracasso e a vitória de Lula. Jogou-se inteiramente na operação “mensalão”, desatada por uma entrevista de uma jornalista tucana do jornal, que eles consideravam a causa mortis do governo Lula, da mesma forma que Carlos Lacerda,na Tribuna da Imprensa, se considerava o responsável pela queda do Getúlio.

Só que a história se repetiria como farsa. Conta-se que, numa reunião do comitê de redação da empresa, Otavio Frias Filho – herdeiro da empresa dirigida pelo pai -, assim que Lula ganhou de novo em 2006, dava voltas, histérico, em torno da mesa, gritando “Onde é que nós erramos, onde é que nós erramos”, quando o candidato apoiado pela empresa, Alckmin, foi derrotado.

O jornal entrou, ao longo da década atual, numa profunda crise de identidade, forjada na década anterior, quando FHC apareceu como o representante mor da direita brasileira, foi se isolando e terminou penosamente como o político mais rejeitado do país, substituído pelo sucesso de Lula. Um presidente nordestino, proveniente dos imigrantes, discriminados em São Paulo, apesar de construir grande parte da riqueza do estado de que se apropria a burguesia. Derrotou àquele que, junto com FHC, é o político mais ligado à empresa – Serra -, que sempre que está sem mandato reassume sua coluna no jornal, fala regularmente com a direção da empresa, aponta jornalistas para cargos de direção – como a bem cheirosa jornalista brasiliense, entre outros – e exige que mandem embora outros, que ele considera que não atuam com todo o empenho a seu favor.

O desespero se apoderou da direção do jornal quando constatou não apenas que Lula sobrevivia à crise manipulada pelo jornal, como saía mais forte e se consolidava como o mais importante estadista brasileiro das últimas décadas, relegando a FHC a um lugar de mandatário fracassado. O jornal perdeu o rumo e passou a atuar de forma cada vez mais partidária, perdendo credibilidade e tiragem ano a ano, até chegar à assunção, por parte de uma executiva da empresa, de que são um partido, confissão que não requer comprovações posteriores. Os empregados do jornal, incluídos todos os jornalistas, ficam assim catalogados como militantes de um partido (tucano, óbvio) político, perdendo a eventual inocência que podiam ainda ter. Cada edição do jornal, cada coluna, cada notícia, cada pesquisa cada editorial, ganharam um sentido novo: orientação política para a (debilitada, conforme confissão da executiva) oposição.

Assim, o jornal menos ainda poderia dizer a verdade. Já nunca confessou a verdade sobre a conclamação aberta à ditadura e o apoio ao golpe militar em 1964 – o regime mais antidemocrático que o país já teve -, do que nunca fez uma autocrítica. Menos ainda da empresa ter emprestado seus carros para operações dos órgãos repressivos do regime de terror que a ditadura tinha imposto, para atuar contra opositores. Foi assim acumulando um passado nebuloso, a que acrescentou um presente vergonhoso.

Episódios como o da “ditabranda”, da ficha falsa da Dilma, da acusação de que o governo teria “matado” (sic) os passageiros do avião da TAM, o vergonhoso artigo de mais um ex-esquerdista que o jornal se utiliza contra a esquerda, com baixezas típicas de um renegado, contra o Lula, a manipulação de pesquisas, o silêncio sobre pesquisas que contrariam as suas (os leitores não conhecem até hoje, a pesquisa da Vox Populi, que contraria a da FSP que, como disse um colunista da própria empresa, era o oxigênio que o candidato do jornal precisava, caso contrário o lançamento da sua candidatura seria “um funeral” (sic). Tudo mostra o rabo preso do jornal com as elites decadentes do país, com o epicentro em São Paulo, que lutam desesperadamente para tentar reaver a apropriação do governo e do Estado brasileiros.

Esse desespero e as mentiras do jornal são tanto maiores, quanto mais se aprofunda a diminuição de tiragem e a crise econômica do jornal, que precisa de um presidente que tenha laços carnais com a empresa e teria dificuldades para obter apoios de um governo cuja candidata é a atacada frontalmente todos os dias pelo jornal.

Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE. Mentirá no fim de semana com nova pesquisa, em que tratará de rebater, com cifras manipuladas – por exemplo, como sempre faz, dando um peso desproporcional a São Paulo em relação aos outros estados -, a irresistível ascensão de Dilma, que tratará de esconder até onde possa e demonstrar que o pífio lançamento de Serra o teria catapultado às alturas. Ou bastaria manter a seu candidato na frente, para fortalecer as posições do partido que dirigem.

Mas quem acredita na isenção de uma pesquisa da Databranda, depois de tudo o que jornal fez, faz e fará, disse, diz e dirá, como partido assumido de oposição? Ninguem mais crê na empresa da família Frias, só mesmo os jornalistas-militantes que vivem dos seus salários e os membros da oposição, com a água pelo pescoço, tentando passar a idéia de que ainda poderiam ganhar a eleição.

Alertemos a todos, sobre essa próxima e as próximas mentiras da Folha, partido da oposição, partido das elites paulistas, partido da reação conservadora que quer voltar ao poder no Brasil, para mantê-lo como um país injusto, desigual, que exclui à maioria da sua população e foi governado para um terço e não para os 190 milhoes de habitante.

Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE.

Fonte: Blog do Emir

A encruzilhada TUCANA

É um pouco disso. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

A Cupula tucana já não sabe mais o que fazer. A cada pesquisa que sai, o tucano fica sem rumo, crese a presão para o José Serra definir para que ele vai sair candidato, mais crese também as especulações que ele não disputaria a presidencia da republica. Optando assim por uma disputa mais tranquila e segura para o governo paulista. Na contramão dessa histora a candidatura Dilma se consolidade e começa a conquistar a militancia por todos os cantos do nosso Brasil. Na última pesquisa publicada no final de semana os numeros confirman que Dilma pega o elevador de subida, enquanto o seu oponente desse ladeira abaixo.

A candidatura do PSDB, a cada dia que passa fica mais intrigante, pois ao mesmo tempo que ele ver a sua candidatura a presidencia da republica ficando complicada, ele começa também a ter problemas no estado de São Paulo, sem contar do inferno astral na qual se encontra o seu principal aliado o DEM, que também o afeta.

Os proximos 15 dias seram cruciais para a sobrevivencia do PSDB, apesar que eles procuram, procuram, procuram, mais não acham a luz no fim do tunel.

Pesquisa pelo governo de minas aponta Helio Costa na dianteira

Saiu uma nova pesquisa eleitoral em Minas Gerais. Foi feita pelo DataTempo/CP2. Ganhou as páginas do diário mineiro ‘O Tempo’. A sondagem indica que Hélio Costa (PMDB) mantém o favoritismo na briga pelo governo do Estado. O ministro das Comunicações lidera em todos os cenários. Está à frente dos dois nomes do PT –Fernando Pimentel e Patrus Ananias. Antonio Anastasia (PSDB), o preferido do governador Aécio Neves, é o lanterninha. A pesquisa testou também as chances eleitorais do vice-presidente José Alencar (PRB). Se fosse à disputa como único representante do bloco que gravita em torno de Lula, sem PMDB e PT, Alencar também bateria o indicado de Aécio. Vão abaixo os cenários: Cenário um: – Hélio Costa: 47,83% – Patrus Ananias: 14,92% – Antonio Anastasia: 11,65% Cenário Dois: – Hélio Costa: 48,36% – Fernando Pimentel: 15,98% – Antonio Anastasia: 11,89% Cenário três, sem candidato do PT: – Hélio Costa: 57,94% – Antonio Anastasia: 15,69% Cenário quatro, com Alencar e sem nomes de PT e PMDB: – José Alencar: 53,61% – Antonio Anastasia: 14,53%. A pesquisa inclui, de resto, dois cenários em que os nomes do PT são confrontados com o de Anastasia, sem Hélio Costa e sem Alencar. Fernando Pimentel, o ex-prefeito petista de Belo Horizonte, prevaleceria sobre o candidato de Aécio por 35,47% a 24,40%. Patrus Ananias, o ministro petista do Bolsa Família, derrotaria o tucano Antonio Anastasia por 33,78% por 20,02%. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 18 de fevereiro. Ouviram-se 2.078 pessoas. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais. Donos de índices confortáveis de aprovação em Minas, Aécio Neves e Lula tem praticamente o mesmo poder de influência sobre o eleitor do Estado. Os pesquisadores perguntaram o que faria o eleitor se Lula pedisse para votar num candidato ao governo de Minas -24,30% responderam que “com certeza” votariam no candidato do presidente. Outros 31,57% disseram que o apoio de Lula ajudaria, mas não seria decisivo na hora de fazer a opção por um dos candidatos. Somando-se os dois percentuais, conclui-se que 55,87% dos eleitores mineiros admitem que a opinião de Lula tem ou pode ter influência na hora de votar. E quanto a Aécio? 21,90% disseram que votariam no indicado do governador “com certeza”; 32% responderam que a opinião do governador os ajudaria a decidir, mas não seria decisiva. Ou seja, 53,90% admitem que vão ou podem vir a se guiar pela opinião de Aécio. A pesquisa permite tirar pelo menos quatro conclusões: 1. O PMDB vai reforçar na negociação da aliança pró-Dilma a exigência de que o PT nacional retire do caminho de Hélio Costa os petistas Pimentel e Ananias. A pesquisa indica que, aos olhos de hoje, Hélio Costa iria à campanha com potencial para levar o governo do segundo maior colégio eleitoral do país no primeiro turno. 2. José Alencar emerge da pesquisa como algodão entre os cristais do PMDB e do PT. Revela-se uma grande alternativa pacificadora. Há, porém, pelo menos um senão: a família de Alencar torce o nariz para a idéia de vê-lo no centro do ringue. Prefere que ele se concentre na luta contra o câncer. 3. Se quiser eletrificar Anastasia, Aécio Neves terá de trabalhar como um mouro. O prestígio do governador é alto. Mas não serviu, por ora, para iluminar o seu poste. 4. As perguntas sobre o poder de influência de Lula e Aécio junto ao eleitor restringiram-se à disputa para o governo mineiro. Porém… Porém, pode-se intuir que a dupla influirá também na opção dos mineiros em relação à refrega presidencial. Bom para Dilma Rousseff, cujo cabo-eleitoral desfruta, em Minas, da mesma capacidade de fazer a cabeça do eleitor exibida por Aécio. Com uma vantagem: sabe-se que Lula é Dilma 100%. Não há a mesma certeza em relação ao grau de envolvimento de Aécio na campanha de José Serra. Nesta semana, a propósito, de volta de uma licença de 11 dias, Aécio deve receber um telefonema de Serra. Deseja vê-lo, para um acerto de ponteiros.