Campanha: oposição faz guerra suja

Por José Dirceu

Não há mais dúvidas de que a campanha do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) optou pelo caminho da baixaria pura e simples e pela guerra suja. As noticias sobre uma suposta doença de nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e as declarações do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) sobre o PT, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e o narcotráfico, apenas confirmam o que o próprio candidato ao Planalto tem praticado. Lembrem-se de suas declarações sobre o tráfico de cocaína da Bolívia para o Brasil, quando responsabilizou diretamente nosso governo e o do presidente Evo Morales, e de toda a campanha de desqualificação de nossa candidata promovida por todos – isso mesmo, por todos – os dirigentes do PSDB.

Não há mais dúvidas de que a campanha do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) optou pelo caminho da baixaria pura e simples e pela guerra suja. As noticias sobre uma suposta doença de nossa candidata Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) e as declarações do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) sobre o PT, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs) e o narcotráfico, apenas confirmam o que o próprio candidato ao Planalto tem praticado.
Lembrem-se de suas declarações sobre o tráfico de cocaína da Bolivia para o Brasil, quando responsabilizou diretamente nosso governo e o do presidente Evo Morales, e de toda a campanha de desqualificação de nossa candidata promovida por todos – isso mesmo, por todos – os dirigentes do PSDB.
Não estou falando da internet, nem da espontânea e nem da organizada pelos comitês de campanha tucanos-oposição. Falo da responsabilidade do candidato Jose Serra e do PSDB. Índio da Costa apenas expressou de forma grotesca e caluniosa – à imagem e semelhança dele mesmo – o que oficialmente o candidato e seu partido tem dito e repetido todos os dias.
A imprensa não fica devendo nada aos tucanos
A VEJA é o exemplo maior dessa política suja, agressiva, grosseira e infame, mas o jornal O Globo segue o mesmo caminho da revista paulista. Praticam, na verdade, a violência – um novo tipo de violência e de medida de força, já que exercem o monopólio da comunicação como o Estado no passado, durante a ditadura, exercia o da violência e da repressão.
Mas, o Brasil não acaba com as eleições de outubro. Pelo contrário, recomeça com um novo governo seja do PT ou do PSDB – esta uma hipótese remota. Assim sendo seria razoável, seria não pedir muito, que tanto o candidato tucano a presidente quanto a imprensa mudassem de comportamento, já que teremos que conviver nos próximos quatro anos e o governo eleito será legitimo e democrático, fruto da soberania popular.
A não ser que estejam tomando o rumo de tentar mudar a decisão soberana do povo através de um golpe que hoje, como todos sabemos, começa via midia. Como temos visto em todos os países, começa por um golpe midiático, um misto de desestabilização política e psicossocial dos governos, com sua desmoralização e imobilização até que um golpe parlamentar ou externo derruba o governo.
Se ocorresse, sem dúvida nenhuma seria derrotado no Brasil, mas levaria o país a caminhos já trilhados e aos quais não queremos voltar. Tenho certeza que a maioria esmagadora do Brasil repudia a campanha infame e caluniosa do PSDB e que seu candidato a presidente sabe que não ganhará nada com essa opção. Pelo contrário, só transformará sua derrota eleitoral numa derrota política e moral.

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