Presidente da UNE responde aos ataques da mídia

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.

A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.

Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.

No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.

Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.

Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.

Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.

Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!

Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.

Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais – saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.

Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!

Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.

A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!

Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!

Augusto Chagas

Presidente da UNE

Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital

UNE: Um congresso e o futuro pela frente

luana bonone une

Patrique Xavier de Lima tem 21 anos e cursa o terceiro ano de engenharia florestal na Universidade do Estado do Amapá. Com aquela disposição típica de quem está na faixa dos 20 anos, ele descreve sua programação para os próximos dias. “No domingo de manhã, vamos pegar um navio e, em 24 horas, desembarcamos em Belém. De lá, são outras 36 horas, de ônibus, para, se Deus quiser, chegar em Brasília na quarta-feira de manhã”, diz. É quando começa o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que vai até o domingo 19.

O encontro na capital federal deve reunir 10 mil estudantes que, como Patrique, virão de todas as regiões do País. A mais tradicional entidade estudantil brasileira comemora o que considera o congresso mais representativo de sua história, em que 92% das instituições de ensino superior elegeram 5,2 mil delegados. No encontro, estes escolherão por voto tanto os temas defendidos pela UNE (direito à meia-entrada e reforma universitária, entre outros) como quem a presidirá no próximo biênio. Ao que tudo indica, deverá ser eleito Augusto Chagas, candidato da chapa “Da unidade vai nascer a novidade”, afinada com o PCdoB e à frente da UNE desde 1989.

É impossível falar de movimento estudantil sem revistar o passado. Fundada em 1937, a UNE teve maior ou menor presença nos principais acontecimentos políticos do País desde então. Na ditadura, tornou-se um importante foco de resistência. Em 1984, a UNE estava nas passeatas pelas Diretas Já e, anos depois, chamou para si (e à União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) o mérito de ter levado milhares de estudantes às ruas pelo impeachment do então presidente Fernando Collor.

Depois de FHC, com a chegada de Lula ao poder, a UNE e todos os movimentos sociais viram-se em situação inédita: não havia mais um inimigo comum e o presidente era um “companheiro”. Tanto que um dos pontos altos do presente congresso será a presença de Lula, na quinta-feira 16. No mesmo dia, os estudantes farão uma passeata em defesa do petróleo e da Petrobras.

“A UNE deixou de fazer resistência ao projeto neoliberal para passar a fazer proposições. Mudou a relação do movimento social com o estado”, analisa a estudante de jornalismo e diretora da UNE, Débora Pereira, de 24 anos. Ela milita no PT e presidiu o grêmio no ensino médio antes de entrar na faculdade particular com bolsa integral graças ao ProUni – programa federal defendido pela UNE. Débora não vê problema na proximidade com o Planalto. “O governo é progressista, mas não significa que estejamos atrelados a ele. Um é um, outro é outro”, diz, e exemplifica como independência o pedido, no último congresso, em 2007, da saída de Henrique Meirelles (Banco Central) e Helio Costa (Comunicações) do governo. E pondera: “Temos plena consciência de que o movimento estudantil não é mais o grande mobilizador da juventude. Hoje, há um leque muito grande de atuação, como nas ONGs, mas temos avançado”.

No entender do cientista político e pesquisador da Fundação Getulio Vargas, Marco Antônio Teixeira, a UNE vive outros poréns. “Como em todo movimento reivindicatório, hoje restou muito mais uma representação partidária do que algo que dialogue realmente com a base. Na UNE, uma máquina se estruturou para manter o poder enquanto, com o crescimento de universidades privadas, a base estudantil aumentou e mudou de perfil. A UNE não acompanhou esse bonde, mas tem um papel político e deve interferir.”

Críticas mais duras vêm de uma entidade alternativa, a recém-fundada Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel), durante um congresso com 2 mil estudantes. “Diante da paralisia da UNE desde a eleição do Lula, vimos a necessidade de reivindicar o que ela sempre defendeu, mas abandonou”, diz Glória Trogo, de 25 anos, aluna de letras e integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG. Além deste, os DCEs da USP e da UFRJ apoiam a nova entidade.

Glória e outros protagonistas militam no PSTU – partido tão ligado à Anel quanto o PCdoB à UNE.

Se é legítimo, e desejável, que lideranças políticas surjam das demandas sociais, a proximidade dos partidos políticos com o movimento estudantil nem sempre é bem-vista. “Somos extremamente contra o aparelhamento”, pontua Marcelo Chilvarquer, de 19 anos, diretor de política social do Centro Acadêmico XI de Agosto, grêmio tradicional da faculdade de Direito da USP. Segundo ele, o problema não é militar, mas trazer bandeiras partidárias para dentro do movimento. “Slogans por slogans não mudam muita coisa. Pode parecer despolitização, mas é uma busca por qualidade”, diz. Marcelo considera emblemática nesse sentido a discussão sobre a flexibilização da lei da anistia, “um momento de efervescência política”. Apesar de ter uma relação “bem razoável” com a UNE, o XI de Agosto, associado ao DCE da USP, não enviará delegados ao congresso.

Mesmo na oposição, a UFRGS enviará cerca de 80 estudantes a Brasília. Do Rio Grande do Sul, sairão 330 delegados. “O movimento estudantil continua muito vivo”, garante Rodolfo Mohr, de 22 anos, aluno de jornalismo e tesoureiro do DCE da federal gaúcha. “Vivemos uma época de individua-lismo muito forte. Mas problemas cotidianos da faculdade, como a falta de professores, acabam incentivando a mobilização”, diz ele, que é filiado ao PSOL. No Sul, as discussões giram em torno da política de cotas, e as principais manifestações são contra a governadora Yeda Crusius e o senador José Sarney. “Como pode a UNE não ser contra o Sarney?”, cutuca.

“Porque queremos uma reforma política, e não um Parlamento enfraquecido”, rebate a presidente da UNE, Lúcia Stumpf. Em fim de mandato, ela refuta a ideia de que um partido domine a entidade. “Dos 85 diretores, cerca de 20 são alinhados ao PCdoB e há militantes de todos os demais, exceto o PSTU, que rompeu por não ser capaz do exercício democrático”, diz. E comenta a independência da entidade. “Não defendo, de forma alguma, os temas do PCdoB. Há um controle muito grande das opiniões defendidas pela UNE.” Para concluir, Lúcia argumenta que o diálogo com o governo tem permitido conquistas, e cita o fim do vestibular e o novo Enem. “Não vieram de presente, lutamos por isso.”

Fonte: Revista Capita

Contagem regressiva para o 51º Congresso da UNE

Lucia Stumpf - Presidente da UNE

Lucia Stumpf - Presidente da UNE

Os estudantes abriram contagem regressiva para o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontecerá entre 15 e 19 de julho, na Universidade de Brasília (UnB), na capital federal. Durante os quatro dias, a entidade espera reunir cerca de 10 mil jovens vindos de todos os estados do Brasil e Distrito Federal entre delegados (eleitos nas universidades), observadores credenciados, personalidades políticas e convidados para debater os próximos passos políticos da entidade e do país, além dos mais recentes acontecimentos referentes à universidade.

O Congresso da UNE (CONUNE) é fórum máximo de debates e deliberações do movimento estudantil, e se consolidou como a maior e mais representativa atividade política da juventude brasileira organizada. O 51º CONUNE já é o maior e mais representativo em toda a história da entidade. Cerca de 90% das Instituições de Ensino Superior participam do processo eleitoral. O movimento estudantil atualmente é formado por uma grande rede de entidades civis de caráter público que representam os interesses de uma importante parcela da sociedade.

“É na universidade que temos a oportunidade de nos organizarmos politicamente em centros acadêmicos para construir novas políticas de inclusão social, que democratizem o acesso à universidade. O movimento estudantil é um espaço democrático que não devemos abrir mão”, declara Lúcia Stumpf, presidente da UNE.

Lúcia Stumpf, eleita presidente no último CONUNE, há dois anos também em Brasília, acredita que “quanto mais esse espaço for aprimorado, melhor será a vitalidade da democracia e maior será a capacidade dos jovens para reivindicar seus pontos de vista”.

Novo processo eleitoral

Foram eleitos aproximadamente 5200 delegados, com direito a participar das votações durante o Congresso, em cerca de 90% das Instituições de Ensino Superior de todo o país, incluindo todas as universidades estaduais e federais, todas as católicas e a grande maioria das particulares.

Desta vez, as eleições foram modificadas para dar mais transparência ao processo eleitoral. Elas aconteceram de forma direta em todas as universidades. Antes, os delegados eram eleitos por curso, separadamente. No total, ocorreram 2300 eleições de delegados. O regimento eleitoral, aprovado no 57º Conselho Nacional das Entidades Gerais da UNE (CONEG), está disponível aqui.

Programação

A programação do 51º CONUNE está dividida em duas partes e contará com a participação de nomes de peso da educação, política, economia, cultura, ciência e tecnologia, esporte e conjuntura nacional.

Nos três primeiros dias acontecem as atividades e discussões gerais. Nos dois últimos ocorrem as plenárias, convenções das chapas e eleição da nova diretoria, de onde sairá o nome do (a) novo(a) presidente(a) da entidade.

No dia 15, haverá uma Sessão Solene no Plenário da Câmara de Deputados, que abrirá o Congresso. No dia 16, acontecerá o primeiro Encontro Nacional dos Estudantes do ProUni, às 11h, com a presença do presidente Lula, que abrirá o evento. Logo em seguida, o presidente da República participa da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da sede história da entidade, na Praia do Flamengo, Rio de Janeiro. A partir das 16h, os estudantes se concentrarão, em frente à Catedral de Brasília, para uma passeata em defesa do petróleo e da Petrobras, que seguirá até a Esplanada dos Ministérios.

Na sexta-feira, dia 17, acontecerão as discussões em torno das bandeiras estudantis. No total, serão 30 mesas de debate. Entre elas está a que abordará os “30 anos de Anistia no Brasil”, com a participação da socióloga Zilah Abramo – presidente do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo e co-fundadora e dirigente do Comitê Brasileiro pela Anistia de São Paulo (CBA-SP) – e de Paulo Abrão, Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Outros temas tratados serão “Protagonismo Juvenil: a juventude e seu papel social”; “Brasil hoje: crise ou desenvolvimento?”; “Integração America Latina”; “Juventude e Trabalho”; “Meia-entrada”; “Conferência de Educação”; “Democratização da Mídia”; “AI – 5 Digital”; entre outros.

Faltou Estudante

O número de vagas ociosas nas instituições de ensino superior do país chegou a 1,3 milhão em 2007, segundo o Censo da Educação Superior de 2007, divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC). De um total de 1.341.987 vagas ociosas, 1.311.218 delas nas instituições privadas. O menor índice de vagas ociosas foi verificado nas instituições federais: um total de 3.400. O motivo se deve ao aumento de vagas ofertadas, sem que fosse acompanhado do aumento de alunos ingressantes. Em 2007, houve a oferta de 194.344 vagas a mais que no ano anterior, atingindo um total 2.823.942, apesar de as instituições públicas estaduais e as instituições públicas municipais terem diminuído o número de vagas oferecidas. As instituições privadas foram responsáveis pelo maior aumento: 196.189 novas vagas. De acordo com o levantamento, há 2.281 instituições de educação superior, 23.488 cursos e 4.880.381 estudantes – sendo que, desses, 1.481.955 são ingressantes. A coleta de informações se deu em 2008 tendo como referência a situação observada em 2007. Os dados apontam para uma queda no ritmo de criação de novas instituições. Segundo a categoria administrativa, observa-se o aumento de 1,7% instituições municipais, 1% instituições federais, e 0,5% instituições privadas. Houve uma queda de 1,2% no número de instituições estaduais, decorrente de integrações. Ainda no que se refere a instituições, tendo como base a organização acadêmica, verifica-se o acréscimo no número de universidades, de 178 para 183, perfazendo um total de 8 %; a criação de um centro universitário (0,8% de aumento) e ainda o aumento de 0,3% nas faculdades, cujo número absoluto passou de 1.973 para 1.978. O maior número de faculdades (92,5%) e de centros universitários (96,7%) está vinculado ao setor privado. As universidades estão distribuídas em proporção aproximada entre setor público e privado, 52,5% e 47,5% respectivamente. Quanto ao número de alunos (numero de matrículas) segundo a categoria administrativa, observa-se a presença de 1.240.968 estudantes na rede pública (615.542 na rede federal; 482.814 na rede estadual e 142.612 na rede municipal). Em IES privadas há 3.639.413 estudantes. Houve uma evolução de 4,4% no número de matrículas nas instituições federais comparativamente ao ano anterior – a maior desde 2003. No que se refere a organização acadêmica, a maioria dos estudantes brasileiros está matriculada em universidades: 2.644.187. Os centros universitários registraram 680.938 matrículas e as faculdades, 1.555.256. O censo O Censo da Educação Superior reúne informações sobre as instituições de ensino superior, seus cursos de graduação presencial ou a distância, cursos seqüenciais, vagas oferecidas, inscrições, matrículas, ingressantes e concluintes, além de informações sobre docentes, nas diferentes formas de organização acadêmica e categoria administrativa. Por meio de um questionário eletrônico, as IES respondem sobre sua estrutura e cursos. Durante o período de preenchimento do questionário, os pesquisadores institucionais podem fazer, a qualquer momento, alterações ou inclusões necessárias nos dados de suas respectivas instituições. Após esse período, o sistema é fechado para alterações e os dados são colocados à disposição das IES, sob a forma de relatório, para que haja a consulta, validação ou correção das informações prestadas.