Um terço dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos não está no ensino médio




Isto significa que cerca de 3,3 milhões de adolescentes de um total de 10,2 milhões nessa faixa etária não concluíram o último ano do antigo primeiro grau no prazo correto

Quase um terço dos jovens brasileiros com idade entre 15 e 17 anos (32%) está fora do ensino médio e ainda estuda no ensino fundamental. Os dados são de 2007 e estão no livro Juventude e Políticas Sociais, lançado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Em termos absolutos, isso significa que cerca de 3,3 milhões de adolescentes de um total de 10,2 milhões nessa faixa etária não concluíram o último ano do antigo primeiro grau no prazo correto.

O número reflete em outros indicadores, como a quantidade pequena de jovens (13%) entre 18 e 24 anos que frequenta universidades.

O dado significa que só 3,1 milhões de um total de 24 milhões de adolescentes aptos estão no ensino superior, de acordo com os dados do Ipea.

Para o Instituto de pesquisa, a alta disparidade entre a idade e a série em que os jovens Deveriam estar na rede educacional prejudica o acesso deles ao ensino médio na idade certa.

Isso acaba refletindo também num problema de entrada em faculdades e demais instituições de ensino superior, que acaba não acontecendo para a maioria da população ou ocorre mais tarde, em um período da vida que não é considerado o ideal.

Menos analfabetos

Um dado positivo, de acordo com o Ipea, é que há menos analfabetos na faixa dos 15 aos 17 anos do que em outros grupos etários de adolescentes, e também em relação à geração de pais desses jovens.

Apesar da queda no analfabetismo, as taxas ainda são altas no país, de 10% para jovens com 15 anos ou mais. Estes adolescentes não conseguem sequer ler um bilhete simples.

Em outros países da América Latina, como Chile, Argentina e Uruguai, a taxa de analfabetismo para esta faixa não passa dos 4%.

Durante o lançamento do estudo do Ipea, a pesquisadora de educação da UNB (Universidade de Brasília) Leila Chalub Martins falou sobre a dificuldade de atrair os jovens para a escola:

– O jovem de hoje é a faixa da população com mais contato com a tecnologia. Nós temos uma escola que nega absolutamente isso, o que é um conflito de gerações muito grande.

O livro do Ipea trata das políticas sociais brasileiras para a juventude. Leila continua sua avaliação:

– A geração de professores se nega a aprender. O aluno não tem acesso a esses atrativos na escola, [e eles estão] em qualquer parte do mundo, em qualquer lan house.

Já temos salas e capacitação nesse sentido, mas não conseguimos reverter a situação.

(Fonte: Olhardireto.com.br, no sítio da CNTE)

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Investir em jovens é um bom negócio

 

Pesquisa de entidade de consultoria americana feita no DF mostra que, a cada R$ 1 aplicado em programas sociais voltados para pessoas entre 18 e 24 anos, a sociedade ganha quase o dobro em riqueza econômica

Luísa Medeiros

 

Jovens menos violentos serão adultos mais produtivos no futuro. A mudança comportamental de pessoas que têm contato com algum tipo de violência pode gerar uma maior renda familiar e até movimentar a economia da comunidade onde elas vivem. A importância de investir em programas sociais de atendimento a jovens carentes e de baixa escolaridade no Distrito Federal foi traduzida em números. Uma investigação estatística mostrou que quando uma empresa privada aplica dinheiro na juventude, a sociedade ganha quase o dobro do valor em riqueza econômica.

Pesquisa feita pela John Snow Brasil Consultoria, uma entidade internacional, sobre o impacto econômico do programa Jovem de Expressão, que oferece oficinas artísticas e culturais, além de terapia comunitária, a 300 jovens com idade entre 18 e 24 anos nas cidades de Sobradinho II e Ceilândia, revela que a cada R$ 1 investido no programa gerou-se R$1,87 de riqueza econômica. Descontando as probabilidades de perdas futuras – como desemprego, morte precoce dos jovens e desvalorização do dinheiro – o retorno do programa, num prazo de 45 anos (que equivale a idade produtiva entre 20 e 65 anos), será de R$ 318 mil à sociedade.

Segundo o coordenador-geral da pesquisa, Miguel Barbosa Fontes, há uma relação direta com a violência e a renda do jovem. "Quanto mais conhecimento ele tiver sobre violência, atitudes e práticas, ganhará mais na vida produtiva porque fará mais decisões positivas", afirma. O ponto inicial para elaboração da pesquisa foi a Escala de Comportamento de Paz, criada pela John Snow e as organizações não governamentais (ONGs) que participam do programa, com base em publicações de literatura científica. Um questionário com 35 questões sobre conhecimento, atitudes e práticas de violência foi aplicado aos jovens. Quem teve respostas mais positivas, subia na escala. "A juventude que teve mais pontos na escala, terá mais chance de projetar a renda individual e a familiar", conclui ele.

O reconhecimento ao esforço de mudar de mentalidade e comportamento veio em forma de ajuda de custo. O dançarino Luiz Fernando Barbosa, 18 anos, sempre foi ligado ao estilo street dance, mas o temperamento estourado não o deixava seguir em frente. "Não estudava direito, vivia na rua e quando me chamavam por Testa (apelido que ele sempre detestou) eu ficava doido", lembra um dos atuais monitores de dança do Programa Jovem de Expressão. Ele conta que frequentar as aulas dadas pelo programa o ajudou a ter mais fé e autoestima. "Faz mais de um ano que participo e hoje já dou aulas e recebo uma ajuda de custo para isso. Faço também apresentações fora daqui. O dinheiro, invisto em coisas para mim e minha família", comenta.

Colcha de retalho
Para o professor do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB) Vicente Faleiros, a violência só causa prejuízo e perda de vida. Ele lembra que a criminalidade é a principal causa externa de morte entre jovens de 20 a 29 anos. "Políticas públicas são fundamentais para o combate à violência, mas o setor privado pode se integrar a elas. O importante é que a ação seja conjunta, para não ficar uma atuação tipo colcha de retalho", cita o professor. Em relação ao custo/benefício revelado pela pesquisa, ele é cuidadoso. "É cálculo razoável, mas o principal investimento tem que vir do Estado. A verba vinda do setor privado e de ONGs são complementares, mas o governo tem que investir sobretudo na melhoria da educação nas escolas públicas. A escolaridade é a maior vacina contra a violência", defende.

O presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), Davi Barros, destaca que a política de responsabilidade social das empresas vem tendo um foco importante e positivo a respeito da condição juvenil no Brasil, nos últimos anos. "Isso estimula o próprio Estado a fazer investimentos nesse sentido. De fato, o Estado tem dificuldade de atender a demanda e experiências que dão certo podem servir de exemplo para novos programas", acredita. No entanto, Barros frisa que a participação da empresa privada pode ser emergencial e cumprir apenas políticas pontuais. "A atuação da sociedade civil tem um limite. Às vezes, não segue as transformações das ações sociais. Depois disso, quem irá mensurar o impacto da ação social? Quem continua dando um acompanhamento ao jovem?", indaga.

Toda a prevenção é mais barata do que o gasto com a correção. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), Eliana Pedrosa, o custo/benefício para o Estado e a sociedade é muito maior. Entretanto, ela admite que o poder público não tem condições de atender 100% a demanda de crianças e jovens carentes. "É necessária a participação complementar da sociedade civil, por isso temos vários convênios assinados. Um deles é o programa de auxílio ao primeiro emprego", conta.

1 – Gestão estratégica
A John Snow é uma consultoria americana especializada na gestão estratégica de investimentos sociais públicos e privados. Avalia por meio de pesquisas e aferição do impacto social o retorno dos recursos aplicados, o lucro social, prestando contas de todo o esforço empregado.

Mudança de rumos
Patrocinado pelo Grupo Caixa Seguros, o Jovem de Expressão é executado por duas organizações não governamentais (ONGs), o grupo Azulim e o Movimento Integrado de Saúde Comunitária do Distrito Federal (Mismec). A intenção do programa é evitar que os jovens sejam expostos a situações de risco e violência e há várias atividades para atraí-los. Aulas de dança hip-hop e street, webdesign, informática, grafite, fotografia e audiovisual são as armas usadas para mostrar aos jovens que há outros modos de pensar e agir numa sociedade organizada.

A coordenadora de Investimento Social Privado do Grupo Caixa Seguros, Alice Scartezini, diz que a faixa etária dos 18 aos 24 anos é descoberta na maior parte dos programas de políticas públicas. Ela cita que nessas idades a sociedade começa a cobrar atuação deles no mercado de trabalho. "Investimento social em jovens é um bom negócio e dá resultado. O retorno é muito rápido nessa faixa etária. É a fase na qual eles podem, se quiserem, correr atrás do prejuízo porque já tem capacidade produtiva", diz. Scaterzini destaca que o mercado de trabalho valoriza o jovem que busca conhecimento e formação, mas não é tolerante à falta de compromisso e comprometimento.

O coordenador do programa, Iranildo Gomes, afirma que o aprendizado dos jovens está atraindo a comunidade. "Muita gente procura os meninos que fazem grafite e pagam pelo trabalho deles. Sobradinho II está até mudando de cara", diz. A estudante Aline Dias, 24 anos, buscou o programa porque passava por conflitos em casa e precisa de ajuda para entendê-los e saber como agir. A sobrecarga emocional era tanta, que à época, ela pensava em largar o curso universitário de letras. Depois de muita conversa na terapia comunitária, Aline mudou o foco. Tomou gosto pela experiência e se viu inserida na comunidade. "Eu queria ir embora, mas vi que posso ser feliz aqui", conta. Hoje ela faz um curso de extensão universitária e sabe o que quer ser do futuro.

Fonte: Correio Braziliense

Pelo fim do vestibular

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Li a biografia de Albert Einstein (gosto muito dessa leitura), fiquei impressionado. O autor nos afirma que este pensador foi um mal aluno, desinteressado e para concluir sua faculdade precisou da ajuda dos colegas.Acontece que Einstein desde muito cedo teve a "luz" de sua grande criação e como tal, a escola não estava a seu tempo e não tinha como ajudá-lo. Quando chegou perto do epicentro de sua teoria, sentiu que faltou sua principal ferramenta: a fundamentação matemática. Entrou em tristeza, depressão e por pouco não desistiu de seu propósito. A biografia nos diz que quem o salvou foi um ex-professor e sua esposa que entendia razoavelmente de matemática.

Outro caso interessante é o de Isaac Newton, nascido de sete meses, doentio e de aparência física muito feia (não era nenhum gatinho). Também já entrou na faculdade pensando muito além de seu tempo e como tal, a escola era um tédio. Superou tudo e se tornou num dos cérebros mais venerados em todo o mundo. E o que dizer de Santo Agostinho e sua vida de libidinagem (senhor dá-me a castidade, mas não ainda) até seu convertimento e suas grandes contribuições para a filosofia?

Entendo, defendo e luto muito pela qualidade do ensino. Quando entrei na Ufac, o curso (geografia) não dispunha dos laboratórios elementares para seu funcionamento. E o que dizer do tempo em que os professores que davam aulas nos municípios isolados do Estado, sem biblioteca, sem internet e com uma comunidade acadêmica incipiente para motivar um estudante a fazer um curso superior?

Quer dizer que enquanto a "qualidade" não chegar, todas essas pessoas estarão impedidas de ingressar na faculdade?

O governo do Acre promoveu juntamente com a Ufac a formação de todos os professores da rede estadual urbana e rural e agora também a rede municipal em todos os municípios e sem vestibular. Também negociou a instalação do curso de economia em quinze dos municípios mais pobres do Estado (o Acre tem apenas 22 municípios).

O que pretendo mesmo é uma escola que leve os alunos à motivação! Motivados, o céu é o limite. O que queremos é a capacidade de pensar, criar e inovar. Com esses ingredientes, a "qualidade" será uma realidade ao alcance de muitos.

Diversas universidades estão testando alternativas para inovar na forma de recrutar novos alunos. A federal da Bahia e a UNB já incrementaram algumas novidades interessantes. Uma forma que estar tomando corpo nas UNIFES é o bacharelado por área comum.

Exemplo: a área de ciências da natureza/exatas formam um bacharelado como tronco comum (física, matemática, química, biologia, etc) com duração de 2 ou 3 anos. Ao final o aluno (a) escolhe o curso específico e conclui com a especialização. A Unicamp tem um curso de 2 anos conhecido como ciências da terra (geografia e geologia) depois o aluno escolhe em qual deles se especializa.

O ingresso dos alunos nesse bacharelado se dar por aproveitamento de notas e presença no ensino médio dentro (ainda) da capacidade das vagas oferecidas. As salas de aula foram aumentadas para comportar turmas de 50 alunos, com mini auditórios, vídeo conferências, bibliotecas, internet e outras formas de conhecimento extra sala. Os professores tiveram que reinventar o formato das aulas.

O foco do ensino é na pesquisa individual, ficando a sala de aula para os debates, seminários e apresentação de trabalhos. Ou seja, fazer do ensino uma iniciação científica.

Numa visita que fiz à Universidade de Padova na Itália, pedi para conhecer a sala onde Galileu ministrava suas aulas. Funcionava como nos comícios das campanhas eleitorais que conhecemos hoje: um pequeno palanque de onde ele falava e embaixo os alunos ouviam e certamente também o indagavam. (o curioso é que não vi cadeiras). E olhe que Galileu teve brilhantes alunos e naquelas condições.

Isto me diz que quando a vontade quer, os instrumentos por piores que sejam, só ajudam. Avante! Não é a forma de entrar na faculdade o nosso maior problema, e sim como a gente sai.

Siba Machado é suplente de senador pelo PT-AC e assessor especial do governo do Acre.

Orçamento da Educação para 2010 deve ter crescimento de quase 30%, diz Haddad

Ministro da Educação Fernando Hadad

Ministro da Educação Fernando Hadad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (10) que o orçamento da pasta para 2010 será em torno de R$ 53 bilhões. Esse total superaria em quase 30% os recursos do ministério neste ano, que foram de R$ 40,5 bilhões.

“É uma estimativa ainda, mas com o salário-educação, nosso orçamento com quase toda certeza deve superar R$ 50 bilhões”, afirmou durante inauguração do novo prédio do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB).

O salário-educação é uma contribuição social destinada ao financiamento de ações e programas voltados para a educação básica pública. São contribuintes do salário-educação as empresas em geral e as entidades públicas e privadas vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social. Ela é calculada com base na alíquota de 2,5% sobre o valor total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados.

Durante a cerimônia, Haddad disse que os R$ 2,5 bilhões previstos para os quatro anos de implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) já foram investidos nos dois primeiros anos do projeto. “Isso significa que o meu sucessor terá que buscar mais alguns bilhões para atender os reitores das universidades federais”, disse.

PGR dá parecer contrário à ação do Democratas que questiona cotas raciais da UnB

Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela rejeição da ação ajuizada pelo partido Democratas (DEM) que questiona o sistema de cotas raciais instituído pela Universidade de Brasília (UnB).

Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa “em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade”. Gurgel ressaltou ainda que o racismo continua marcante nas relações sociais brasileiras. A exclusão do negro na sociedade justificaria as medidas que o favorecem.

“Tratar as pessoas como iguais pressupõe muitas vezes favorecer, através de políticas públicas àquelas em situação de maior vulnerabilidade social”, afirmou Gurgel. “Esse argumento não tem em vista o passado, como o da justiça compensatória, mas sim a construção de um futuro mais equitativo”, acrescentou.

No parecer, Gurgel citou que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, sendo que 32 delas prevêem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros. Tais políticas no ensino superior, para o procurador, “quebram estereótipos negativos que definem a pessoa negra como predestinada a exercer papéis subalternos na sociedade”.

O procurador-geral ainda ressaltou que a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF “atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade”, além de gerar graves efeitos sobre as políticas de ação afirmativa promovidas por outras universidades.

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegaram que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Contagem regressiva para o 51º Congresso da UNE

Lucia Stumpf - Presidente da UNE

Lucia Stumpf - Presidente da UNE

Os estudantes abriram contagem regressiva para o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que acontecerá entre 15 e 19 de julho, na Universidade de Brasília (UnB), na capital federal. Durante os quatro dias, a entidade espera reunir cerca de 10 mil jovens vindos de todos os estados do Brasil e Distrito Federal entre delegados (eleitos nas universidades), observadores credenciados, personalidades políticas e convidados para debater os próximos passos políticos da entidade e do país, além dos mais recentes acontecimentos referentes à universidade.

O Congresso da UNE (CONUNE) é fórum máximo de debates e deliberações do movimento estudantil, e se consolidou como a maior e mais representativa atividade política da juventude brasileira organizada. O 51º CONUNE já é o maior e mais representativo em toda a história da entidade. Cerca de 90% das Instituições de Ensino Superior participam do processo eleitoral. O movimento estudantil atualmente é formado por uma grande rede de entidades civis de caráter público que representam os interesses de uma importante parcela da sociedade.

“É na universidade que temos a oportunidade de nos organizarmos politicamente em centros acadêmicos para construir novas políticas de inclusão social, que democratizem o acesso à universidade. O movimento estudantil é um espaço democrático que não devemos abrir mão”, declara Lúcia Stumpf, presidente da UNE.

Lúcia Stumpf, eleita presidente no último CONUNE, há dois anos também em Brasília, acredita que “quanto mais esse espaço for aprimorado, melhor será a vitalidade da democracia e maior será a capacidade dos jovens para reivindicar seus pontos de vista”.

Novo processo eleitoral

Foram eleitos aproximadamente 5200 delegados, com direito a participar das votações durante o Congresso, em cerca de 90% das Instituições de Ensino Superior de todo o país, incluindo todas as universidades estaduais e federais, todas as católicas e a grande maioria das particulares.

Desta vez, as eleições foram modificadas para dar mais transparência ao processo eleitoral. Elas aconteceram de forma direta em todas as universidades. Antes, os delegados eram eleitos por curso, separadamente. No total, ocorreram 2300 eleições de delegados. O regimento eleitoral, aprovado no 57º Conselho Nacional das Entidades Gerais da UNE (CONEG), está disponível aqui.

Programação

A programação do 51º CONUNE está dividida em duas partes e contará com a participação de nomes de peso da educação, política, economia, cultura, ciência e tecnologia, esporte e conjuntura nacional.

Nos três primeiros dias acontecem as atividades e discussões gerais. Nos dois últimos ocorrem as plenárias, convenções das chapas e eleição da nova diretoria, de onde sairá o nome do (a) novo(a) presidente(a) da entidade.

No dia 15, haverá uma Sessão Solene no Plenário da Câmara de Deputados, que abrirá o Congresso. No dia 16, acontecerá o primeiro Encontro Nacional dos Estudantes do ProUni, às 11h, com a presença do presidente Lula, que abrirá o evento. Logo em seguida, o presidente da República participa da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da sede história da entidade, na Praia do Flamengo, Rio de Janeiro. A partir das 16h, os estudantes se concentrarão, em frente à Catedral de Brasília, para uma passeata em defesa do petróleo e da Petrobras, que seguirá até a Esplanada dos Ministérios.

Na sexta-feira, dia 17, acontecerão as discussões em torno das bandeiras estudantis. No total, serão 30 mesas de debate. Entre elas está a que abordará os “30 anos de Anistia no Brasil”, com a participação da socióloga Zilah Abramo – presidente do Conselho Curador da Fundação Perseu Abramo e co-fundadora e dirigente do Comitê Brasileiro pela Anistia de São Paulo (CBA-SP) – e de Paulo Abrão, Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Outros temas tratados serão “Protagonismo Juvenil: a juventude e seu papel social”; “Brasil hoje: crise ou desenvolvimento?”; “Integração America Latina”; “Juventude e Trabalho”; “Meia-entrada”; “Conferência de Educação”; “Democratização da Mídia”; “AI – 5 Digital”; entre outros.