Prorrogado até 19/6 prazo para pré-selecionados do FIES

Os estudantes pré-selecionados em primeira chamada para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) têm até o dia 19 de junho para comparecer à instituição de ensino em que estão matriculados e confirmar as informações prestadas na ficha de inscrição. Após a entrevista na instituição, o aluno deve comparecer, até 24 de julho, a uma agência da Caixa Econômica Federal de sua escolha para firmar o contrato de financiamento.

Os estudantes contemplados podem financiar de 50% a 75% da mensalidade, independentemente do semestre que estejam cursando. A taxa de juros é de 3,5% (fixa) ao ano para os matriculados em cursos de licenciatura, pedagogia, normal superior e cursos tecnológicos constantes do Catálogo da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). Para os demais cursos a taxa é de 6,5% (fixa) ao ano. Após formado, o aluno tem uma carência de seis meses para iniciar o ressarcimento do valor contratado.

Para consultar se foi pré-selecionado, o estudante inscrito deve acessar página eletrônica do
Fies http://www3.caixa.gov.br/fies/

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Desemprego no Brasil bate recorde

O mercado de trabalho no país reflete as conseqüências da crise financeira. O contingente de desempregados atingiu, em março, cerca de 2 milhões de pessoas – o maior contingente em 18 meses – e a taxa de desocupação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (24), avançou pelo terceiro mês consecutivo para o patamar mais alto desde setembro de 2007, ficando em 9%.

“Temos um cenário econômico não muito favorável, no qual se tem o anúncio de uma crise. Quando o cenário econômico não está favorável, isso se reflete no mercado de trabalho”, afirmou o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE,  Cimar Azeredo.

De acordo com ele, a pesquisa de emprego comprova que, em função da turbulência econômica, postos de trabalho deixaram de ser criados e trabalhadores foram dispensados. Com exemplo, Azeredo citou a redução de 1,5% do emprego na indústria de fevereiro para março, o que representa a saíde de 54 mil trabalhadores do mercado.

“Esse comportamento da indústria, que não é diferente de outros grupamentos – ainda que menor nos outros – faz com que o mercado [de trabalho], além de não gerar [emprego], registre perda de postos, fazendo com que a fila da desocupação seja ainda maior”, afirmou, ao destacar que o setor industrial é o que apresenta maior taxa de dispensa.

A pesquisa de desemprego do IBGE mostra que na passagem de um mês para outro, a população desocupada no país aumentou 7,3% (141 mil pessoas) e 6,7% na comparação com março de 2008 (130 mil pessoas). Já o número de ocupados ficou estável em 21 milhões de pessoas, com acréscimo de 9 mil postos, considerados, porém, insignificantes no universo de desempregados.

“Esse contingente [de 9 mil], em termos relativos é zero por cento. É muito inferior ao aumento [do desemprego]. O contingente de desocupados está maior que o do mês passado em 141 mil, ou seja, enquanto a desocupação aumento em 7,3%, a ocupação não avança em nada. A conseqüência disso é uma taxa de [desocupação] de 9%”, reforçou Azeredo.