Prefeitura de Governador Valadares lança Escola de Tempo Integral.

Novo modelo educacional atenderá 26 mil alunos na rede municipal de ensino

Crianças e adolescentes na escola o dia inteiro estudando, praticando esporte, fazendo arte e se alimentando bem. Esta é a meta da Prefeitura com o programa da Escola em Tempo Integral. O lançamento do programa acontece nesta quinta-feira (11/02), às 19 horas, no Teatro Atiaia (Av. Brasil, 2.920 – centro).

Um total de 50 escolas, divididas na área urbana e rural, estão preparadas para receber os alunos no próximo dia 22 de fevereiro. Para adequar as escolas ao novo modelo, a Prefeitura realizou uma série de obras de reforma e adequação nas unidades para atenderem com o máximo de amplitude os alunos, os quais terão o ensino regular e várias atividades complementares, como: práticas esportivas, culturais e reforço escolar.

A secretária de Educação Sames Assunção Madureira explica que a Educação Integral veio para desenvolver uma proposta educacional de mudanças que ofereça educação transformadora e comprometida com a formação humana, integralmente. “Não é apenas ampliação do tempo do aluno na escola, mas uma proposta que possibilite vivência democrática nas relações das crianças e adolescentes, em todos os tempos e espaços da escola e da comunidade”, disse.

Os alunos do Ensino Fundamental e Educação Infantil permanecerão na escola de 7 horas da manhã às 15 horas, um total de 8 horas diárias. Nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e Instituições Conveniadas (Creches) as crianças permanecerão na Instituição de 7 às 17 horas, um total de 10 horas diárias.

Formação dos professores

Em 2009, a Secretaria Municipal de Educação promoveu debate sobre o tema “Escola em tempo integral”, com todos os profissionais da rede. Mais de duas mil pessoas discutiram o programa, em dois encontros.

Em janeiro foi a vez da reorganização curricular e preparação de toda a rede para receber os alunos. “Os professores efetivos se reuniram durante três dias na Escola Municipal Teotônio Vilela para formação”, comenta a secretária de Educação. A formação dos professores será encerrada nesta quinta-feira (11/02), durante o lançamento do Programa no Teatro Atiaia.

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Gestão demo-tucana: perto do fim do semestre, alunos não tiveram nenhuma aula de matemática

Crise da educação

Gestão Demo-Tucano

Gestão Demo-Tucano

Unidade recém-aberta pela gestão Gilberto Kassab não tem professores de matemática. Os pais dos alunos pedem providências para que o ano letivo dos filhos não seja perdido.

Gilberto Yoshinaga e Gabriela Gasparin do Agora

Inaugurada neste ano pela gestão Gilberto Kassab (DEM), a Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Vila Santa Maria, localizada em Cidade Dutra (zona sul de SP), está prestes a encerrar o primeiro semestre letivo com falta de professores. Alguns alunos de 5ª, 6ª e 7ª séries não têm tido aulas de matemática, história, português, geografia, informática e leitura.

Professores estão de licença
Estudante carrega livros à toa
“Só tive aulas de matemática na primeira semana de aula. Depois disso, o professor entrou de licença e não apareceu nenhum substituto”, conta o estudante João Gabriel Silva Latuner Antunes, 12 anos, da 7ª série. “Não sei quando vou ter de repor essas aulas. Também fico preocupado com o que vai acontecer no ano que vem, porque neste ano ainda não aprendi nada”, acrescenta.

Também na 7ª série, mas em outra classe, um estudante de 13 anos tem sido ainda mais prejudicado. “Além de matemática, não tenho professores de informática e leitura”, diz ele. “Às vezes, essas aulas vagas são ocupadas por algum professor de outra matéria. Em outros casos, temos de ficar sem fazer nada dentro da sala de aula, porque não aparece nenhum professor substituto”, relata.

Outro estudante, de 11 anos, vive situação semelhante na 5ª série. Ele afirma que, em 2009, só teve algumas aulas de história e português, disciplinas que no momento estão sem professor. “Neste ano, ainda não tive nenhuma aula de matemática. Meu caderno está todo em branco e nunca usei o livro, que deixo em casa”, afirma.

A falta de professores também incomoda os pais. A técnica Rosinda Maria da Silva, 43 anos, mãe de João Gabriel, já procurou a diretoria da escola para pedir explicação, mas não obteve resposta convincente. “A diretora admitiu que faltam professores, mas disse que os pais é que têm de se unir e reivindicar uma atitude da Secretaria da Educação”, diz ela. “Não acho que isso seja responsabilidade dos pais, mas sim da prefeitura.

Declínio
Apesar de a escola ser nova, a falta de professores na Emef Vila Santa Maria ilustra a queda do rendimento dos alunos de 6ª e 8ª séries em matemática, dado revelado na última Prova São Paulo, cujos resultados foram divulgados em abril. Os alunos da escola nova, no entanto, ainda não passaram pelo exame.

O índice de alunos com nível satisfatório nesta disciplina caiu entre 2007 e 2008. Entre os alunos de 6ª série, o percentual de aprovação caiu de 47,2% para 41,2%. Já entre os alunos de 8ª série, a queda foi maior: de 60,3%, em 2007, para 47%, no ano seguinte. A avaliação é aplicada anualmente na rede municipal de ensino e avalia os alunos em português e em matemática.