Escolha um processador certo para o seu perfil

Em uma loja de computador, é fácil que até mesmo especialistas se percam no meio de tantos modelos de processadores que existem. Novos modelos entram e saem de linha todo o tempo e existem diversas nomeclaturas, códigos e versões que podem deixar qualquer um perdido entre tantas opções.

Por essas e outras, na hora da compra é preciso saber o básico para não chegar em casa e descobrir que aquele computador baratinho da loja não dará conta de editar imagens no Photoshop ou que não é preciso pagar por um poderoso Core i7 apenas para navegar na internet. Seja lá qual seja seu tipo de uso, existe um processador que dará conta de suas necessidades, muita vezes sem pesar no seu bolso.

É bom lembrar que o mercado de chips muda rapidamente e que recomendar um Core Duo para editar planilhas e apresentações hoje pode parecer normal, mas certamente seria considerado um tremendo exagero há três anos. Não é de se duvidar que um dia (ainda que distante) um Core i7 seja considerado o suficiente apenas para atividades básicas, mas até lá ainda será possível fazer de tudo usando um modelo bem menos potente.

Então, confira em que perfil de usuário você se encaixa e escolha seu modelo:

Básico – Navega na internet, lê e-mails, ouve músicas, edita documentos e planilhas

Básico

Chip Intel – Celeron
Chip AMD – Sempron

É um usuário que definitivamente não faz questão de ter o computador mais forte do quarteirão e que raramente usa muitos recursos da máquina.

De acordo com a Intel, muitos desses consumidores ficarão plenamente satisfeitos com o modelo Celeron, chip de entrada da empresa, que a exemplo dos modelos da família Sempron, da AMD, podem ser encontrados em grandes lojas equipando máquinas que muitas vezes saem por menos de R$ 1 mil, com monitor.

Em todo caso, é bom lembrar que alguns lojistas não veem esses modelos mais em conta como a melhor opção: “por mais R$ 200, é possível comprar um computador com chip mais potente e com maior vida útil”, explica Roberta, funcionária do sistema de televendas da Dell.

Doméstico – Navega na internet, lê e-mails, ouve músicas, assiste a vídeos, eventualmente joga ou edita textos, apresentações ou imagens.

Doméstico

Chip Intel – Core Duo
Chip AMD – Athlon X2

Este é o usuário que, às vezes, pede um pouco mais de recursos da máquina, mas no geral apenas se contenta com o básico. Sheila, da Fast Shop, recomenda para esse perfil um desktop com processador Core Duo por R$ 1.299: “é máquina mais em conta que temos”, disse. Ao menos, está em sintonia com a recomendação da Intel para esse tipo de usuário. Já o técnico de informática Gastão de Carvalho prefere os chips Athlon X2, da AMD: “eles são mais em conta e têm o mesmo desempenho”, diz.

Profissional – Navega na internet, assiste a vídeos, lê e-mails, faz documentos, planilhas e apresentações, edita imagens e vídeos

Profissional

Chip Intel – Core 2 Duo
Chip AMD – Athlon X2

Bola da vez entre os lojistas, que recomendam o processador Core 2 Duo para todos os tipos de usuários, este é o modelo que a Intel aponta como o ideal para dar conta das atividades de um duro dia de trabalho.

Na Lenovo, que atualmente concentra grande parte de suas forças às vendas para empresas, esse foi o primeiro modelo recomendado pela atendente Fernanda, e custa a partir de R$ 2.399. Em outras marcas, máquinas equipadas com esse modelo de chip podem sair bem mais em conta.

Já na Dell, que oferece processadores da AMD em sua linha de máquinas profissionais, a recomendação é sobre o Athlon: “sua capacidade de processamento é bem alta”, comenta o atendente Alexandre sobre um computador que sai por R$ 1.750.

Hardcore – Navega na internet, lê e-mails, roda jogos, programas de edição de imagem e vídeo, modelagem 3D

Hardcore

Chip Intel – Core i7
Chip AMD – Phenom X4

Um usuário que usa tanto da máquina possivelmente é o que menos tem que pesquisar a respeito do que comprar, já que a escolha cai sobre o famoso Core i7 da Intel.

Chamado pela empresa de “o processador de desktop mais rápido do mundo”, na Dell ele não sai por menos de R$ 4.498. Para os lados da AMD, a escolha por um computador de alto desempenho significa escolher uma máquina com o processador Phenom X4, que em alguns sites de venda pode ser encontrado por um preço bem mais simpático: R$ 1.499 em um computador sem monitor ou Windows.

Nos dois casos, as máquinas podem ser usadas tanto em casa quanto no trabalho para as mais variadas atividades, incluindo jogar online usando recursos 3D.

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20 anos de democracia

Segue mais um artigo interessante que recebi por email e que compartilho com vcs.

Boa leitura

 

Vivemos 20 anos de governos militares impostos (nem precisava dizer),
seguidos de 15 anos de governos neo-liberais cuja única e exclusiva
preocupação parecia ser ‘ficar bem na fita’ com os grandes capitais –
internos e externos – e potências internacionais. Após disputar três
eleições, Lula foi eleito, sendo reeleito com expressiva votação
popular, não obstante as insistentes e permanentes denúncias e
desaprovação expressa dos grandes meios de comunicação. Eleito e
reeleito, trabalhou uma plataforma de tentar redistribuir renda e
manter a economia estável, além de livrar-nos da muleta incômoda e
dispendiosa, em vários sentidos, do FMI. Conseguiu realizar boa parte
dessas promessas, ficando a dever em alguns campos, mas mesmo assim
não se pode dizer que seja um período no qual o país e sua população
tenham andado para trás: pelo contrário, houve aumento de renda mínima
e média e o PIB cresceu, mesmo que os detratores criticassem como
modesto um desempenho de 4,5%. Obteve realizações, a despeito de
oposições em muitos casos desleais e ferrenhas: no Congresso nacional,
nos grandes meios de comunicação de massa (precisa citar?) e de parte
até de alguns de seus antigos colaboradores e partidos aliados, ou
ainda dos partidos emergentes. Conseguiu estes êxitos malgrado as
sucessivas e constantes ‘crises’ criadas, em grande parte, por seus
opositores: crise do ‘mensalão’, crise do ‘apagão aéreo’, crise do
mercado imobiliário americano (a única não fomentada dentro do país)
… sem que nada disto pudesse abalar sua popularidade de modo
definitivo.

Agora, após uma denúncia (mais uma) de um senador de que todos os
políticos e seus partidos seriam ‘ninhos de corrupção’, inclusive seu
próprio partido que se aliara a Lula meses antes, e depois de um
bate-boca no STF, fala-se em uma ‘crise institucional generalizada’.
Ora, esta palavra é uma das mais prostitutas da história: a cada golpe
de estado no Brasil, ou a cada tentativa, verão que ela era a mais
pronunciada nos meses antecedentes. Os que se erigiam em salvadores da
pátria tinham sempre que divulgar a imagem de que um suposto ‘caos’ se
instaurara e que a situação das instituições nacionais era ‘crítica’,
portanto, faziam-se necessárias ‘medidas de exceção’ (artifício
lingüístico usado para denominar governos impostos por quase três
décadas em grande parte da América do Sul). A ´ética’ e a
‘moralidade’, bem como a ‘ordem’ e a ‘normalidade’, usadas como
justificativas para instaurar o arbítrio. Sabemos o resultado: mortos,
desaparecidos, torturados, truculência, autoritarismo e inúmeras
outras mazelas, dentre as quais o endividamento nacional e a entrega
de recursos naturais estratégicos em mãos de multinacionais.
Não queremos repetir esse passado, nem mesmo como ‘reprise’. Já
vivemos e vimos o suficiente para saber que ele não nos serve e não
nos auxilia em nada. A desunião, desinformação, avaliação incorreta da
realidade, além da desarmonia e lutas internas nos levaram ao fracasso
na tentativa de opor-nos ao que nos era imposto por grupos cujos
interesses únicos eram privados e classistas. Eu era adolescente na
última ditadura, mas acompanhei e acompanho, na medida do possível, o
que ocorreu então. Minha avaliação talvez não seja a mais exata sobre
as razões do fracasso popular e de suas vanguardas naquela época
triste e sombria, mas guarda respeito e admiração pelos que lutaram e
tentaram fazer o melhor, mesmo com erros.

Vamos repetir hoje os erros do passado e permitir que grupos
articulados em torno de interesses escusos consigam implantar o caos e
fomentar crises – como fizeram com o transporte, no Chile, pouco antes
do golpe contra Allende? Quando vejo, em alguns momentos, os discursos
da extrema direita e esquerda convergirem para pontos comuns (crise
institucional, denúncias, etc.), fico alarmado. Os governos de
Getúlio, Juscelino e Jango foram acusados de ‘corrupção endêmica’, não
apenas pela direita, pouco antes de serem derrubados e nunca se falou
tanto em crise ou caos quanto na véspera desses golpes. Não sou
ingênuo a ponto de pensar que não haja problemas ou que não possa
haver desvios no governo atual, mas asseguro-lhes que os que o
denunciam não são movidos pelo amor à retidão, na maior parte dos
casos, e que se existem não são maiores do que já se viu em
administrações anteriores.

Sabemos que muitas das denúncias e fontes de inquietação, transmitidas
diariamente à população, são falsas ou inexatas: é o anunciado
‘terceiro turno’ em andamento. Enquanto isto, proliferam os blogs
radicais de direita fabricando piadas ofensivas e falsas acusações
(uma delas: a de que Bóris Casoy, Jabor e Mainardi tenham sido
mandados embora de suas respectivas redações a pedido de Lula! –
outra: a de que todos os direitos trabalhistas cairiam).
Não podemos ser co-veiculadores de coisas desse tipo, não por
atingirem o presidente eleito e o PT, mas por serem inverdades. Não
podemos fazer eco quando falam de ‘apagão aéreo’ sem que isto seja
verdadeiro, também. Não deveríamos acreditar mais em uma crise
internacional, ou em uma suposta crise interna, que em nossa
capacidade já comprovada de superá-las. Se há crises, vamos a elas; o
que não podemos é propor ‘dinamitar tudo’ ou ‘demolir o modelo’ a cada
década. Construir um país e uma democracia levam tempo e custam vidas,
sacrifícios e suor.

Abraços sociais
F.Prieto