Protógenes: como a imprensa favoreceu Daniel Dantas

 

O delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, produziu um documento de 30 páginas, em que denuncia o envolvimento da imprensa brasileira no apoio ao banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. O material, divulgado com exclusividade pelo site Consultor Jurídico, foi apreendido pela Polícia Federal (PF) por ter sido feito sem autorização legal.

Protógenes menciona o jornal Folha de S.Paulo e revistas como Piauí e IstoÉ em supostas "parcialidades" no conteúdo editorial. Segundo Protógenes, os veículos teriam produzido "reportagens que refletem o interesse de determinados grupos econômicos", em referência ao banco Opportunity e à Brasil Telecom.

O material de Protógenes se baseia em análises de artigos, editoriais, reportagens e colunas publicadas desde 2007, período em que eclodiu a Operação Satiagraha, que determinou as prisões de Dantas, do ex-prefeito Celso Pitta e o investidor financeiro Naji Nahas.

O delegado transcreve, em determinado trecho do documento, a reportagem "Os vencedores da telefonia", publicada em 16 de janeiro de 2008 na revista IstoÉ. Segundo afirma Protógenes, o texto faz referência a Dantas apenas como um dos acionistas da Brasil Telecom, e não, segundo ele, como personagem determinante na fusão da empresa com a Oi.

Em outro trecho do material, o delegado da Satiagraha aborda a matéria "Justiça pede dados sobre Telecom Itália", veiculada em 13 de dezembro de 2006, na Folha de S.Paulo. Protógenes afirma que o texto "curiosamente não aprofunda o aspecto da investigação que vem sendo desenvolvida na Itália, o qual trata do pagamento de propina a políticos pela Telecom Itália". É uma alusão à disputa da empresa européia com o Opportunity, de Dantas, pelo controle da Brasil Telecom.

Já a revista Piauí é questionada pelo delegado por, em reportagem extensa, ressaltar a trajetória profissional do banqueiro do Opportunity, com enfoque à "inteligência e sagacidade" do empresário, e não destacar seu suposto envolvimento irregular em mega transações financeiras. De acordo com Protógenes, "curiosamente a VideoFilmes, instituição de propriedade de um dos sócios da Piauí, recebeu aportes financeiros da Brasil Telecom, na época em que esta era gerida por Dantas".

A Operação Satiagraha teve seu estopim em meados de 2007. A Polícia Federal, órgão responsável pelo caso, investiga a participação dos suspeitos em ações de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em negociações financeiras.

Fonte Portal Vermelho

Uma BOMBA chamada Protógenes Queiroz

A CPI das Escutas Telefônicas ouve na quarta-feira (8) o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz. O depoimento é o segundo do delegado à comissão. O presidente CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), informa que um dos objetivos dos parlamentares é pedir explicações a Protógenes sobre as contradições entre os depoimentos prestados à comissão e à Polícia Federal. O depoimento está marcado para as 14 horas, no plenário 7.

O delegado comandou a Operação Satiagraha, que resultou na prisão de 20 pessoas acusadas de crimes financeiros. Entre eles, o empresário e investidor financeiro Naji Nahas, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. No inicio deste mês, a PF indiciou criminalmente Protógenes e mais quatro escrivães pelos crimes de quebra de sigilo funcional e violação da Lei de Interceptações.

Protógenes Queiroz informou em seu blog que prestará depoimento acompanhado dos senadores José Nery (Psol-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Pedro Simon (PMDB-RS). Ele diz que, se questionado pelos parlamentares, dará nomes aos personagens envolvidos na investigação. “Vou atender pontualmente cada membro da comissão. Vou dar nomes e individualizar condutas”. A reconvocação do delegado foi pedida pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE), Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Nelson Pellegrino (PT-PE).

terça-feira
Na terça-feira (7), a comissão ouve o delegado da Polícia Federal Renato Porciúncula, ex-diretor de Inteligência do órgão. Esta reunião será realizada às 14h30 no plenário 3.

Em setembro de 2008, o agente aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio do Nascimento afirmou que se reuniu com dois diretores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com o delegado Renato Porciúncula. O objetivo do encontro, segundo Ambrósio, foi tratar das explicações que daria à Polícia Federal sobre a informação da revista IstoÉ de que ele seria o responsável pelo grampo da conversa entre o ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres. A reunião aconteceu em uma casa de massas de Brasília, no dia 5 de setembro, e Campana não teria falado nada.

Ambrósio teria sido orientado por Fortunato e Porciúncula a ir voluntariamente à PF, no último dia 6, para falar com os delegados responsáveis pela investigação da denúncia de grampo, Willian Marcel Morad e Rômulo Berredo. Porciúncula teria se oferecido para acompanhá-lo, mas não compareceu à PF e Ambrósio depôs sozinho na tarde do dia 6 de setembro.

 

Fonte: Agencia Câmara

O PODER DA IMPUNIDADE

O grande sentimento que paira e persiste em continuar no coração de todos nos brasileiros falando de política e o poder da impunidade. Uma das grandes revoltas que temos e ver um ladrão de galinhas (que na grande maioria das vezes provoca tal delito, como última maneira de sobreviver) sendo preso e pegando anos de prisão e ao mesmo tempo ver DEPUTADOS, PREFEITOS, SENADORES, NOMES DA SOCIEDADE, GRANDES PERSONALIDADES roubando MILHARES DE DOLARES E EUROS e não sendo punido.

Quando pensamos que a situação começa a mudar mesmo que muito pouco. Nos últimos anos tivemos políticos perdendo o seu mandato, mesmo que ainda não foram presos (mas já há algum avanço), empresário, banqueiros passando pelo menos alguns dias na prisão.

Mesmo assim temos pessoas, só para não falar da maioria dos meios de comunicação, dos deputados, dos cronistas, criticando certos abusos da POLICIA FEDERAL, porque os mesmos não questionam os roubos e desmando de quem ficou no poder durante mais de 500 anos. Cadê os anões do orçamento, a compra de votos da reeleição, por não falar das privatizações. Cadê os processos engavetados no TCU de Minas Gerais e do Rio de Janeiro (mas os gordos salários caem na conta todos os santos meses).

Há. Já estava me esquecendo. O novo presidente do Conselho de Etica da Câmara dos Deputados, deputado José Carlos Araújo mal já chegou e anda falando por ai que o conselho deveria impor pena, que a cassação do mandato e muito pesado. E falando de congresso o que dizer da filha do ex presidente FHC.

Depois e a policia federal é que comete abusos.

Um grande abraço e ate mais.

Márcio Thomaz Bastos assume defesa da construtora Camargo Corrêa

O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A operação, deflagrada na quarta-feira (25), resultou na prisão de dez pessoas, sendo quatro executivos e duas secretárias da construtora. Bastos atuará em conjunto com o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que já estava no caso. Ontem, a defesa da construtora ajuizou um pedido de habeas corpus para libertar os funcionários presos pela PF. Folha Imagem O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa O ex-ministro, substituído em março de 2007 por Tarso Genro, afirma que não houve influência do Palácio do Planalto para que assumisse o caso. “Tenho amigos pessoais lá dentro [da Camargo Corrêa] e eles que me procuraram. Nada de Planalto. Tive com o presidente, mas só por cinco minutos, só para cumprimentá-lo no meio de uma reunião que ele estava tendo”, afirmou Bastos à Folha Online As investigações da PF apontam suspeitas de que a construtora tenha feito doações irregulares a partidos políticos. A polícia encontrou menções de doações a PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB. Os partidos negam as doações irregulares. Bastos afirma que já começou a estudar o caso para poder se inteirar sobre quais serão os próximos passos tomados no caso. A Operação Castelo de Areia visa desarticular uma suposta quadrilha que atuava dentro da construtora. As suspeitas são de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Castelo de Areia A Operação Castelo de Areia visa desarticular uma suposta quadrilha que atuava dentro da construtora. As suspeitas são de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Segundo reportagem da Folha desta sexta-feira, transcrição de conversas telefônicas de diretores da construtora aponta que a empreiteira fez doações ilegais a partidos políticos, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Apesar de a operação ter atingido partidos de oposição, as investigações, segundo informou o “Painel”, da Folha, também preocupa membros do PT. Também há indícios da participação de um dirigente da Fiesp no suposto esquema. Ele foi citado em uma das conversas grampeadas pelos investigadores. A entidade nega qualquer “distribuição de dinheiro para funcionários públicos”, “pagamentos por fora” ou “obtenção de benefícios indevidos em obras públicas”. Senadores citados nos documentos da PF trataram de comprovar a legalidade de doações recebidas da construtora. O PSDB já solicitou ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que ele peça à Justiça acesso aos relatórios da PF.

A rainha do luxo amanhece no Carandiru

Eliana Tranchesi, dona da Daslu, pega 94 anos e meio de prisão por sonegar R$ 1 bi

São Paulo – Dos salões de luxo da capital paulista para as celas superlotadas da Penitenciária Feminina do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. A empresária Eliana Tranchesi, dona da maior loja de alto luxo do País, foi condenada pela 2ª Vara Federal de São Paulo a 94 anos e meio de prisão. A sentença expedida na quarta-feira motivou, ontem às 6h, a prisão, pela segunda vez, da dona da Daslu e de outros dois acusados em crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos e fraudes em importações.

Ontem mesmo a advogada de Eliana, Joyce Roysen, entrou com recurso contra a decisão e pedido de habeas corpus e prisão domiciliar. A alegação da defesa é de que a empresária tem câncer no pulmão e nos ossos e, atualmente, precisa de tratamento radioterápico e quimioterápico. No entanto, de acordo com o procurador Matheus Baraldi Magnani, do Ministério Público Federal, o fato de os réus serem acusados de integrar uma organização criminosa faz com que eles percam o direito de recorrer em liberdade. “Trata-se de um grupo articulado, muito confiante em sua condição social, nos contatos políticos e em seus padrinhos”, afirmou Magnani.

Em nota, a advogada afirmou que a prisão de Eliana é “inconstitucional” e “excêntrica”. Ironicamente, a excentricidade está em cada detalhe dos últimos quatro anos da Daslu, cuja história começou a ser revelada a partir da Operação Narciso, da Polícia Federal. Auditores e policiais descobriram subfaturamento de até 9.000% nas importações.

A decisão da juíza Maria Isabel do Prado usa um exemplo para demonstrar as fraudes do grupo: “Verifica-se que o valor de uma calça da Marc Jacobs é de 150 dólares. Todavia, o valor declarado para importação foi de apenas 20 dólares”, explicou a magistrada.

A sentença inclui sete denunciados, todos com mandados de prisão expedidos. Foram presos ontem Antônio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana e ex-diretor da loja, também condenado a 94 anos e meio, e Celso de Lima, da importadora Multimport, uma das empresas usadas pelo grupo.

Em uma carta manuscrita divulgada ontem, Eliana se defende: “Não vejo sentido em estar presa novamente. Não represento perigo para a sociedade”, diz um trecho da mensagem. Para a juíza do caso, porém, Eliana “merece ainda maior reprovação, posto que a conduta da acusada,proveniente da cobiça em busca da acumulação de riqueza proveniente de meios ilícitos”. Ao decidir pela prisão, a juíza diz que os réus são uma ameaça à ordem pública, “sendo certo que, se ficarem em liberdade, certamente voltarão a delinquir”.

Desde ontem, Eliana frequenta os mesmos espaços onde já estiveram Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella Nardoni, acusada de matar a menina, a cantora mexicana Glória Trevi, acusada de rapto, violação e corrupção de menores, e Suzane Louise Von Richthofen, condenada pela morte dos pais.