Fortalecer a UNE, a juventude e o povo. Manivesto da JPT ao 51º Congresso da UNE

A HORA É AGORA!

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O 51º Congresso da UNE tem a tarefa de preparar a UNE e o movimento estudantil (ME) para a luta por uma universidade popular e democrática, o enfretamento à crise mundial do capitalismo e a disputa política e ideológica das eleições 2010.

Vivemos um momento decisivo para impedir qualquer possibilidade de retorno desastroso dos Demo-Tucanos, representantes dos setores conservadores e monopolistas responsáveis pelo sucateamento da universidade pública brasileira e por abrir as portas para exploração da educação no mercado. É preciso lutar por um terceiro mandato para o PT e o campo democrático popular buscando aprofundar as transformações em curso rumo à superação do neoliberalismo e do capitalismo para construir uma sociedade socialista.
Se há dez anos atrás, durante o Governo FHC, fazíamos um movimento de resistência, hoje o Governo Lula proporciona um cenário de possibilidades à Universidade Brasileira. Nos quatro primeiros anos do Governo Lula, a população universitária brasileira saltou de 3,5 para 4,5 milhões, um aumento de 28%. O ProUni, o Reuni, as cotas raciais e para estudantes oriundos de escolas públicas, o PDE, o plano nacional de assistência estudantil e a Conferencia Nacional de Educação, mostram uma nova perspectiva de acesso a educação.
Portanto, além da expansão, interiorização e aumento dos recursos para as universidades federais, é preciso reforçar a contenção do avanço do setor privado, que precisa ser fortemente regulado pelo Estado, fortalecendo as iniciativas que, no Congresso Nacional e no Conselho Nacional de Educação, seguem neste sentido.
Apesar de importantes avanços no ensino superior podemos dizer que muito ainda precisa ser transformado. Precisamos entender a educação de forma sistêmica. Por isso a Conferência Nacional de Educação será um espaço importante para pautarmos a necessidade de um sistema nacional de educação articulado e voltado aos interesses populares.
Neste sentido, ainda que existam mudanças que podem alterar o perfil e as oportunidades de formação de jovens, precisamos enfrentar a hegemonia do setor privado e da concepção mercantil de educação, voltada à formação de mão de obra e à produção de conhecimento orientada às demandas de mercado.
Em um cenário em que o neoliberalismo é duramente questionado e encontra-se enfraquecido, é fundamental concentrar esforços para desfazer o movimento que protagonizou ao longo da década de 1990 no Brasil. Ou seja, o atual período exige transferir os setores que passaram a ser alvo da exploração visando a acumulação de capital para espaços públicos que não obedeçam à lógica do mercado, sob a orientação e gestão do Estado.
Para isso precisaremos de uma UNE e um movimento estudantil fortes e mobilizados. Porém, embora ainda seja o movimento juvenil mais organizado do país o ME está longe de ser a única expressão organizada da diversidade da juventude brasileira. Os anseios e aspirações dos próprios estudantes extrapolam cada vez mais o meio universitário e a pauta educacional.
Temas como emprego e trabalho ganham mais centralidade em um ambiente de altos índices de precarização e difícil entrada no mundo de trabalho. A parcela da população jovem que trabalha ao mesmo tempo em que estuda seria muito superior aos atuais 17,7% dos jovens com 15 a 24, não fosse o alto índice de evasão escolar devido à necessidade dos jovens de trabalhar para contribuir com a renda familiar.
Ademais, a tese equivocada de que o alto índice de desemprego entre os jovens é decorrente da falta de qualificação e não da baixa oferta de postos de trabalho formal tem como conseqüência o aumento da corrida por diplomas e a procura dos bancos acadêmicos em busca de profissionalização – expectativa que geralmente é frustrada, uma vez que a graduação não é sinônimo lugar cativo no mercado de trabalho, muito menos de estabilidade financeira, realização profissional ou ascensão social.
Somado à centralidade do trabalho no imaginário e na realidade dos jovens estudantes, é preciso notar que a composição da base social do movimento estudantil tem sofrido alterações. Fatores como (a) a reserva de vagas para estudantes negros, oriundos das escolas públicas e de baixa renda, (b) o Programa Universidade para Todos (ProUni), (c) a expansão dos setores público e privado em municípios e regiões distantes dos centros urbanos, (d) o surgimento de nichos de mercado educacional voltados à população de baixa renda e (f) o aumento da oferta de cursos noturnos transformaram a cara do estudante universitário, tornando-o mais popular e menos elitista e, portanto, mais impactado por fatores objetivos do lado de fora dos muros universitários.
Contribuindo para que UNE cumpra seu papel histórico de acordo com a realidade atual da juventude brasileira e para o aprofundamento das mudanças que acontecem em nosso país, o Partido dos Trabalhadores acredita ser necessário um salto organizativo e mudanças profundas no conjunto movimento estudantil e na UNE, em especial, tornando-a uma entidade cada vez mais democrática, transparente, combativa e de lutas.
O PT no movimento estudantil se orienta pela construção de uma universidade popular e democrática, pela defesa da UNE como entidade máxima de representação dos estudantes, motivo pelo qual reprovamos o divisionismo e defendemos sua revitalização, pela democratização e aproximação da UNE das salas de aulas, pelo fortalecimento das entidades e da rede do movimento estudantil, pela articulação dos movimentos sociais com as entidades e organizações estudantis, pelo aprofundamento das transformações em curso e pelo combate à crise internacional apresentando uma alternativa de esquerda visando superar o neoliberalismo e o capitalismo.
Sabemos que se aproxima um momento decisivo para os rumos do país que exige forte pressão pelas reivindicações históricas e atuais da classe trabalhadora e do povo brasileiro. Cumprir com esta tarefa exige atuação coesa do campo democrático e popular, o fortalecimento e a combatividade dos movimentos sociais e o enraizamento do petismo em amplas parcelas da população, sobretudo entre os jovens.
Portanto, o PT e sua juventude irão incidir com intensidade na pauta política que orientará a ação dos estudantes no próximo período, visando sair deste fórum mais fortalecidos e coesos do que nunca. Convocamos os estudantes petistas, delegados e observadores ao 51º CONUNE, a construírem uma intervenção qualificada e com unidade programática, fortalecendo a UNE, o movimento estudantil e o Partido dos Trabalhadores!

Escolha um processador certo para o seu perfil

Em uma loja de computador, é fácil que até mesmo especialistas se percam no meio de tantos modelos de processadores que existem. Novos modelos entram e saem de linha todo o tempo e existem diversas nomeclaturas, códigos e versões que podem deixar qualquer um perdido entre tantas opções.

Por essas e outras, na hora da compra é preciso saber o básico para não chegar em casa e descobrir que aquele computador baratinho da loja não dará conta de editar imagens no Photoshop ou que não é preciso pagar por um poderoso Core i7 apenas para navegar na internet. Seja lá qual seja seu tipo de uso, existe um processador que dará conta de suas necessidades, muita vezes sem pesar no seu bolso.

É bom lembrar que o mercado de chips muda rapidamente e que recomendar um Core Duo para editar planilhas e apresentações hoje pode parecer normal, mas certamente seria considerado um tremendo exagero há três anos. Não é de se duvidar que um dia (ainda que distante) um Core i7 seja considerado o suficiente apenas para atividades básicas, mas até lá ainda será possível fazer de tudo usando um modelo bem menos potente.

Então, confira em que perfil de usuário você se encaixa e escolha seu modelo:

Básico – Navega na internet, lê e-mails, ouve músicas, edita documentos e planilhas

Básico

Chip Intel – Celeron
Chip AMD – Sempron

É um usuário que definitivamente não faz questão de ter o computador mais forte do quarteirão e que raramente usa muitos recursos da máquina.

De acordo com a Intel, muitos desses consumidores ficarão plenamente satisfeitos com o modelo Celeron, chip de entrada da empresa, que a exemplo dos modelos da família Sempron, da AMD, podem ser encontrados em grandes lojas equipando máquinas que muitas vezes saem por menos de R$ 1 mil, com monitor.

Em todo caso, é bom lembrar que alguns lojistas não veem esses modelos mais em conta como a melhor opção: “por mais R$ 200, é possível comprar um computador com chip mais potente e com maior vida útil”, explica Roberta, funcionária do sistema de televendas da Dell.

Doméstico – Navega na internet, lê e-mails, ouve músicas, assiste a vídeos, eventualmente joga ou edita textos, apresentações ou imagens.

Doméstico

Chip Intel – Core Duo
Chip AMD – Athlon X2

Este é o usuário que, às vezes, pede um pouco mais de recursos da máquina, mas no geral apenas se contenta com o básico. Sheila, da Fast Shop, recomenda para esse perfil um desktop com processador Core Duo por R$ 1.299: “é máquina mais em conta que temos”, disse. Ao menos, está em sintonia com a recomendação da Intel para esse tipo de usuário. Já o técnico de informática Gastão de Carvalho prefere os chips Athlon X2, da AMD: “eles são mais em conta e têm o mesmo desempenho”, diz.

Profissional – Navega na internet, assiste a vídeos, lê e-mails, faz documentos, planilhas e apresentações, edita imagens e vídeos

Profissional

Chip Intel – Core 2 Duo
Chip AMD – Athlon X2

Bola da vez entre os lojistas, que recomendam o processador Core 2 Duo para todos os tipos de usuários, este é o modelo que a Intel aponta como o ideal para dar conta das atividades de um duro dia de trabalho.

Na Lenovo, que atualmente concentra grande parte de suas forças às vendas para empresas, esse foi o primeiro modelo recomendado pela atendente Fernanda, e custa a partir de R$ 2.399. Em outras marcas, máquinas equipadas com esse modelo de chip podem sair bem mais em conta.

Já na Dell, que oferece processadores da AMD em sua linha de máquinas profissionais, a recomendação é sobre o Athlon: “sua capacidade de processamento é bem alta”, comenta o atendente Alexandre sobre um computador que sai por R$ 1.750.

Hardcore – Navega na internet, lê e-mails, roda jogos, programas de edição de imagem e vídeo, modelagem 3D

Hardcore

Chip Intel – Core i7
Chip AMD – Phenom X4

Um usuário que usa tanto da máquina possivelmente é o que menos tem que pesquisar a respeito do que comprar, já que a escolha cai sobre o famoso Core i7 da Intel.

Chamado pela empresa de “o processador de desktop mais rápido do mundo”, na Dell ele não sai por menos de R$ 4.498. Para os lados da AMD, a escolha por um computador de alto desempenho significa escolher uma máquina com o processador Phenom X4, que em alguns sites de venda pode ser encontrado por um preço bem mais simpático: R$ 1.499 em um computador sem monitor ou Windows.

Nos dois casos, as máquinas podem ser usadas tanto em casa quanto no trabalho para as mais variadas atividades, incluindo jogar online usando recursos 3D.