Viva a Copa do Mundo

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Estádio: Vivaldo Lima (Vivaldão), Manaus
Escritório responsável pelo projeto: o alemão Gerkan Marg und Partner (GMP)
Características do projeto: o atual estádio será demolido para dar lugar à nova arena do Vivaldão. O projeto prevê um teto retrátil e a cobertura será feita de forma a simular um cesto de palha e as escamas de répteis para lembrar a fauna amazônica.
Valor estimado da obra: R$ 500 milhões

 

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Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), São Paulo
Arquiteto responsável pelo projeto: Ruy Ohtake
Características do projeto: o novo estádio do São Paulo Futebol Clube será reformado e receberá um novo centro de imprensa, uma redação para jornalistas, novas salas VIP e vestiários. Na parte externa, será construída uma cobertura sob as arquibancadas nas cores branco e vermelho. A capacidade será reduzida de 75 mil para 62 mil lugares para atender aos padrões da FIFA. O projeto ainda prevê um edifício-garagem para 4.800 carros.
Valor estimado da obra: inicialmente em R$ 180 milhões, mas pode haver alteração

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Estádio: Governador Plácido Castelo (Castelão), Fortaleza
Escritório responsável pelo projeto: não divulgado pelo Governo do Ceará
Características do projeto: as principais obras previstas para o estádio são a cobertura de todos os assentos, a construção de um estacionamento subterrâneo com 4.200 vagas e aproximação da arquibancada inferior, em 20 metros , em relação ao campo. Por isso, a capacidade do estádio diminuirá de 58,3 mil para 50 mil torcedores. Além disso, o projeto prevê uma nova área com shopping, cinemas, restaurantes e hotel. Os detalhes do projeto serão divulgados após o término da licitação da obra.
Valor estimado da obra: R$ 300 milhões

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Estádio: Estádio José Pinheiro Borda (Beira-Rio), Porto Alegre
Arquitetos responsáveis pelo projeto: Fernando Balvedi, Gabriel Garcia e Maurício Santos da Hype Studio
Características do projeto: com a reforma já iniciada, o projeto procura aproveitar ao máximo a estrutura já existente do estádio. Entre as poucas intervenções, estão a cobertura do complexo, a reforma e ampliação da arquibancada inferior, construção de camarotes e reformulação interna (administração, tribuna principal, restaurantes etc). A capacidade será aumentada de 56 mil para 60 mil lugares.
Valor estimado da obra: R$ 150 milhões

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Estádio: Mané Garrincha, Brasília
Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos
Características do projeto: o estádio Mané Garrincha deixará de ser olímpico para se tornar uma arena multiuso. Apenas a fachada e a arquibancada superior originais serão mantidas. O novo projeto prevê uma cobertura de tensoestrutura sobre as arquibancadas, estacionamentos e áreas de apoio, vestiários, central médica, lojas e outros empreendimentos. A capacidade será de 60 mil lugares aos torcedores e 10 mil à imprensa, personalidades, staff e convidados.
Valor estimado da obra: R$ 522 milhões

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Estádio: Jornalista Mário Filho (Maracanã), Rio de Janeiro
Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos
Características do projeto: para a Copa do Mundo de 2014 será construída uma nova cobertura no estádio, um prédio para estacionamento com cerca de 3.500 vagas e outras intervenções para melhorar a visibilidade nas arquibancadas. Além disso, o projeto pode ir além da reforma do estádio, incluindo a requalificação da Quinta da Boa Vista, do Museu de São Cristóvão e a reurbanização dos bairros Maracanã e Tijuca.
Valor estimado da obra: R$ 460 milhões

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Estádio: Governador José Fragelli (Verdão), Cuiabá (MT)
Escritório responsável pelo projeto: Castro Mello Arquitetos
Características do projeto: as principais intervenções serão a criação de um grande parque ao redor do estádio, a diminuição da capacidade para 48 mil torcedores e a construção de uma área com camarotes, tribuna de honra e gabinetes de imprensa.
Valor estimado da obra: R$ 350 milhões

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Estádio: Governador Magalhães Pinto (Mineirão), Belo Horizonte
Escritórios responsáveis pelo projeto: Gerkan Marg & Partner (GMP) e Gustavo Penna Arquiteto & Associados
Características do projeto: o estádio será transformado em um complexo cultural, esportivo e de lazer. No interior do estádio, as maiores intervenções serão o rebaixamento do gramado em 3,5 metros , a construção de camarotes e de uma cobertura feita de metal e membranas de policarbonato para a arquibancada. O projeto ainda prevê pavimentos subterrâneos com espaço para shoppings, centros comerciais, área de eventos, equipamentos culturais, hotéis e estacionamentos.
Valor estimado da obra: não divulgado

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Estádio: Arena das Dunas, Natal
Escritórios responsáveis pelo projeto: escritório brasileiro Coutinho, Diegues e Cordeiro Arquitetos em parceria com o escritório inglês Populus
Características do projeto: para dar lugar ao novo estádio, o atual Machadão e o Centro Administrativo serão demolidos. O projeto da Arena das Dunas prevê a completa reurbanização do local, com a implantação do novo estádio para os jogos e de um complexo formado por uma arena multiuso, hotéis, teatro, estacionamento para seis mil veículos, prédios comerciais e um shopping, além dos novos Centros Administrativos do Estado e do município.
Valor estimado da obra: R$ 300 milhões

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Estádio: Otávio Mangabeira (Fonte Nova), Salvador
Arquitetos responsáveis pelo projeto: Marc Duwe e Claas Schulitz (Schulitz+Partner Architekten)
Características do projeto: por conta das más condições do edifício, praticamente todo o estádio será reformado, desde a reformulação das arquibancadas, a instalação de cobertura e a adequação dos espaços para imprensa e áreas vip até a restauração das instalações hidráulicas e elétricas. O projeto só vai manter a forma de ferradura do estádio, com a abertura que dá para o lado sul, para o dique do Tororó.
Valor estimado da obra: R$ 231 milhões

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Estádio: Arena da Baixada, Curitiba
Escritório responsável pelo projeto: Vigliecca Associados
Características do projeto: considerado o estádio mais moderno do Brasil atualmente, a arena receberá poucas modificações para a Copa de 2014. Entre elas, o aumento da capacidade de 21 mil para 41 mil torcedores, alterações na cobertura, melhoria da iluminação, eliminação de pontos cegos e dos fossos e a abertura de novas saídas, nas esquinas do estádio.
Valor estimado da obra: R$ 140 milhões

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Estádio: Cidade da Copa, Recife
Arquiteto responsável pelo projeto: não divulgado pelo Governo de Pernambuco
Características do projeto: prevê a construção de um estádio com capacidade para 46.154 lugares, um conjunto habitacional, um centro comercial e hotel.
Valor estimado do estádio com infra-estrutura: R$ 1,6 bilhão

Lupi: Em 2010, o País vai gerar dois milhões de novos empregos

 

A geração de emprego e a qualificação profissional foram temas abordados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no Bom Dia Ministro desta quinta-feira (22). Lupi também falou sobre a criação de mais de 252 mil empregos com carteira assinada. Veja abaixo a síntese da opinião do ministro sobre temas importantes para os trabalhadores.

Redução da carga horária
“Sou amplamente favorável a essa redução. Hoje, toda a Europa pratica menos de 40 horas – em torno de 37,5 horas. Dos 50 estados americanos, praticamente quase todos têm menos de 40 horas semanais. Acho inclusive que isso é um ganho para as empresas. Porque dá mais produtividade do trabalhador, do seu serviço. A carga de 40 horas é uma medida saudável. O trabalhador brasileiro precisa ter um pouco mais de tempo para ficar com a sua família.”

Crescimento do emprego
“O Brasil vai crescer muito. No auge da crise, o mundo todo se descapitalizava e o Brasil crescia a sua reserva. A indústria nacional aplicando muito e o mercado interno, muito forte. Tivemos ganhos reais do salário de todas as categorias. O salário mínimo aumentou, nos últimos sete anos, mais de 60%. Todos esses fatores somados permitiram que o Brasil tivesse esse comportamento diferenciado de crescimento da economia. Para que isso acontecesse, adotamos medidas específicas para cada área. Para o setor automobilístico, isenção do IPI para o carro novo e investimentos através do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), liberando recursos para capital de giro para empresas que vendem carros usados. Demos várias isenções fiscais para o setor produtivo – indústria da carne, da metalurgia. Ampliamos para mais de 300 mil trabalhadores o seguro-desemprego. Esse ano, o abono salarial será pago a mais de 16 milhões de brasileiros. O salário mínimo teve, em 1º de fevereiro, ganho real acima da inflação. Tudo isso permitiu com que o País chegasse, em setembro a 252 novos postos de trabalho – 932 mil acumulados no ano. Dos 20 maiores países do mundo, o Brasil é o que mais gerou emprego. Chegaremos em dezembro a mais de 1,100 milhão de novos postos de trabalho. Em 2010, vamos bater novo recorde: serão dois milhões de empregos”

Copa do Mundo e Olimpíadas
“As pessoas precisam ter noção de quanto são importantes esses dois eventos para o Brasil. Teremos uma divulgação no mundo, como nunca tivemos, em dois eventos sequenciais. Isso nos obriga a trazer investimentos maciços, por exemplo, na área de transportes e de serviços. Temos que melhorar a capacidade hoteleira e a qualidade dos serviços de restaurante, de hotelaria e de transporte. Isso tudo significa investimento e mais emprego. Vamos ter muitos investimentos e, nos próximos anos, vamos começar a bater recordes na geração de emprego. Um dos papéis do Ministério do Trabalho é investir na qualificação profissional. Esse ano 200 mil trabalhadores beneficiados pelo bolsa-família serão qualificados para a área de construção civil. Pretendemos preparar este ano 4,2 mil pessoas só no Rio de Janeiro no setor de turismo. Com a decisão mais recente das olimpíadas, estamos trabalhando para que em 2010 os investimentos sejam direcionados principalmente aos setores que terão maior crescimento de geração de emprego, que são as áreas de construção, serviço, hotelaria e transporte.”

Trabalho escravo
“Temos a ação governamental chamada Equipe Móvel do Ministério do Trabalho, que é um trabalho conjugado entre Ministério Público, Ministério da Justiça, Polícia Federal e governos estaduais, onde se trabalha fortemente para combater o trabalho escravo. Há uma lista suja com as empresas flagradas com trabalhos análogos ao do escravo, com condições subumanas ao trabalhador. Elas são impedidas de ter financiamento e acabam fechando. Tem um projeto de lei no Senado Federal para confiscar as terras onde for comprovado trabalho análogos ao escravo para a União, uma ótima forma para punir com mais rigor aqueles que usam o ser humano.”

Portadores de deficiência
“A fiscalização está agindo firmemente, mas infelizmente a grande maioria das empresas não está cumprindo a legislação. Entendo que existam setores que têm dificuldades para adaptar o portador de necessidade especial, como o de transportes por exemplo. Agora, outros não têm desculpa, é pura discriminação. Estamos combatendo isso. Será obrigatório em todos os cursos de qualificação oferecidos pelo Ministério pelo menos10% das vagas para portadores de necessidades especiais ou deficientes físicos. Esse é um instrumento a mais para que esta parcela da população tenha uma qualificação e consiga mais rapidamente uma vaga no mercado de trabalho.”

Serviço Nacional de Emprego
“O Sine tem uma característica muito especial por ser uma parceria muito forte que o governo federal faz com os estados. Está completando 34 anos fortalecido. Em todas as cidades que têm mais de 200 mil habitantes o Sine faz o trabalho para intermediação de mão-de-obra. Ou seja, receber o trabalhador que está precisando de emprego, catalogar, verificar se ele precisa de algum treinamento, averiguar solicitações, a demanda do mercado de trabalho e as empresas que precisam desse trabalhador. Através do Sine pode-se também emitir a carteira de trabalho e solicitar o seguro-desemprego.”

Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT
“Promover a segurança e a saúde do trabalhador é uma das responsabilidade do Ministério. Atuamos na fiscalização das empresas, que devem cumprir a lei. Os vales-alimentação, conhecido como ticket, ofereceram um ganho real para o trabalhador. Gerou melhoria de condições de vida e mais emprego na área de restaurantes. Hoje já são quase 12 milhões de beneficiários, mas precisamos avançar muito. O trabalhador deve acionar o Ministério no caso de achar que a empresa não está cumprindo com o PAT. Temos superintendências em todos os estados. “

Geração de empregos no sudeste
“São Paulo foi o maior gerador de emprego de todo o Brasil, maior inclusive do que o Rio de Janeiro, pelas características do estado – por ser um estado muito forte na industrialização e, principalmente, por ser o estado maior gerador de emprego e possuir a maior população do Brasil.
Nossa perspectiva para 2010 é muito positiva, não só na indústria do petróleo e em toda sua cadeia produtiva, como em todo o setor da economia. O Brasil está com setor de comércio reagindo fortemente; construção civil e serviços estão crescendo muito bem. A indústria, que no começo do ano teve um fraco desempenho, se recuperou. Mesmo no auge da crise eu já previa esses um milhão de emprego. Todo mundo achava que era otimismo demais. Eu tenho certeza que em 2010 vamos viver o melhor ano da economia brasileira, o maior crescimento do Produto Interno Bruto e o maior crescimento na geração de emprego.”

Fonte: Em Questão

JUCA KFOURI: Uma chance de ouro

Sediar uma Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos pode fazer do Brasil o país do século 21

PRIMEIRO é preciso dizer que a escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016 foi fruto de um trabalho brilhante. Pura ficção, mas brilhante.

Quem viu o Pan-2007 não tem por que acreditar em nenhuma das promessas feitas e sabe que aquela cidade maravilhosa que os filmes mostraram não existe.
É claro, porém, que pode existir. Bastará gastar o que está previsto, de fato, nela.
Em segundo lugar, é preciso dizer com todas as letras e sem nenhuma ironia que nunca, jamais, o Brasil teve um presidente da República como Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca, jamais e em tempo algum.

Nenhum governo antes tirou tantos milhões de brasileiros da linha de pobreza, diferença maior dele em relação a todos os seus antecessores.
Porque, de fato, um presidente preocupado com os excluídos, coisa que os outros só conheceram na teoria, enquanto Lula foi um deles, na prática.
E nenhum governo antes do dele conseguiu projetar tanto o Brasil internacionalmente, não à toa chamado de "o cara" pelo surpreendentemente derrotado poderoso presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Sim, reitere-se aqui que a vitória carioca é a maior surpresa do colunista em quase 40 anos de exercício do jornalismo.
Mas Lula simplesmente não só trouxe os dois maiores eventos mundiais para o Brasil como, ainda por cima, se não fez da crise internacional apenas uma marolinha, tratou de impedir que fosse um tsunami por aqui.

Bem ele, o único que não falava inglês na comitiva quase totalmente da elite branca que o país mandou para Copenhague.
Fenômeno, sem dúvida, fabulosamente macunaímico, cercado por inúmeras histórias mal contadas, algumas que até envolvem assassinato, como a do prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Desnecessário dizer que haverá roubalheira. Como haveria, já foi dito, também em Tóquio, em Chicago, em Madri e está havendo em Londres, que receberá a Olimpíada de 2012. Mas nós não vivemos nem nos Estados Unidos nem na Espanha nem no Japão. Nem na Inglaterra.

E desnecessário dizer que fiscalizaremos -e descobriremos uns 10% das tramoias. Ainda mais em ano eleitoral, como 2010.
É difícil exercitar a esperança quando a experiência já ensinou o que precisava em relação aos que comandarão o projeto olímpico.
Gente que fechou as portas aos maiores empresários do Rio de Janeiro e que fez questão de acumular cargos, como faz Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB e do comitê organizador da Olimpíada.

Assim como, aliás, Ricardo Teixeira acumula os cargos de presidente da CBF e do comitê organizador da Copa do Mundo, diferentemente do que acontece e aconteceu em todas as outras partes do mundo, basta lembrar de Michel Platini, na Copa da França, ou de Franz Beckenbauer, na da Alemanha.
Lula não gostava dessa gente e a colocou no topo do mundo. Sem se preocupar em ter uma política esportiva para o país.

Se a Rio-2016 mudar tal estado de coisas, valerá a pena. A ver.

OBAMA TROPEÇA NA RAPOSA E OS TUCANOS NAS OLIMPÍADAS

A equipe do presidente Barack Obama tem reclamado com insistência do procedimento do canal FOX de notícias. O porta-voz da presidência disse a vários jornalistas que Obama tem consciência que quando fala para a FOX fala para um veículo ligado ao partido Republicano. As queixas foram feitas a jornalistas da CNN, uma das principais redes concorrentes da FOX.

A preocupação da equipe presidencial passa pela deturpação das palavras de Obama, ou pela interpretação segundo o viés que a FOX representa. Se Obama disser que é azul, a FOX vai dar uma tonalidade diferente ao azul de Obama e acabar dizendo que é vermelho.

O principal apelo da FOX é o patriotismo. Aquele negócio de acordar, sair até o jardim hastear a bandeira dos EUA e depois então tomar café, ou breakfast em posição de sentido.

Mais ou menos como as declarações de alguns habitantes da cidade de Chicago no dia da escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos em 2016. A maioria lamentou que a cidade pudesse vir a ser escolhida e um dos entrevistados foi direto e objetivo: “essa gente vem de fora para cá, suja a cidade, rouba, emporcalha tudo, não ganhamos nada com isso, não precisamos disso”.

E talvez por isso Chicago tenha sido a primeiro a ser eliminada.

Presidentes como Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Corrêa (Equador), Evo Morales (Bolívia), sabem muito bem o que significa esse tipo de comunicação. Chávez chegou a ser deposto e preso por quase quatro dias por conta de um golpe armado por esse tipo de mídia. Gerou um documentário fundamental para que se possa compreender o que significa uma REDE GLOBO: “A revolução não será televisionada”. Toda a mentira do golpe contada em imagens reais e ao final a volta ao poder do presidente.

À época em que não renovou a concessão de um dos principais canais privados da Venezuela por lhe atribuir caráter golpista e disseminador de mentiras foi censurado pelo governo dos EUA. Liberdade de imprensa, “exigiam” os norte-americanos.

Pimenta desde que nos olhos dos outros é uma beleza.

O governador do antigo estado de São Paulo, hoje condado FIESP/DASLU (e com um pé no socialismo através de Paulo Skaf), mostra-se preocupado com a perspectiva de uma vitória da candidata Dilma Roussef no Rio de Janeiro no chamado “efeito Olimpíadas”. Serra corre o risco de ficar sem palanque no Rio, ou seja, sem forças expressivas que apóiem sua candidatura.

É que Fernando Gabeira, paladino da moralidade que financia o site da antiga namorada, hoje companheira com verba pública, candidato favorito do tucano ao governo do Estado do Rio, resolveu desistir. As chances são mínimas e Gabeira vai tentar o Senado. Ele e César Maia. Pobre Rio.

O tamanho de uma eventual vitória de Dilma é que preocupa Serra.

Na avaliação dos tucanos só a GLOBO e os chamados grandes veículos de comunicação não serão suficientes para garantir votação expressiva ao candidato no Rio.

Por mais mentiras que preguem, por mais notícias que deturpem, por mais que William Bonner ache que o telespectador é idiota. Por mais pesquisa que o IBOPE monte e falseie.

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Da mesma forma que nos EUA Obama estuda meios de neutralizar a ação da FOX, Serra por aqui estuda meios de poder cumprir o papel que lhe foi dado pelos patrões, no caso a Fundação Ford. Faz parte do complexo FOX.

Em jogo o resto que falta vender do País, agora muito mais valioso com a descoberta do petróleo do pré-sal. O trabalho perfeito de Bessinha é uma espécie de organograma do esquema. A águia do “in God we trust”, o “plim plim” e a faixa da turma FIESP/DASLU. O “in God we trust” deles é o mercado, Wall Street.

Há quem diga que Serra cogita desistir se perceber que a coisa não vai ser com garantia plena e absoluta de vitória e tente de novo reeleger-se em São Paulo. O que resta do condado acaba, exceto, lógico, o que for área FIESP/DASLU.

Gabeira vai acabar de tanga, modelo nas passarelas fashions do condado. Lembrando os tempos que viajava para o Uruguai por conta da Shell.

A Conferência Nacional de Comunicação está marcada para dezembro deste ano e pretende discutir o modelo brasileiro. Na Argentina já começaram a refazer esse desenho buscando formas de eliminar o monopólio da “verdade”.

Permitir que o cidadão comum tome conhecimento dos fatos como eles o são e não a partir do que pensa William Bonner ou Alexandre Garcia, pior, Míriam Leitão que matou milhões que não morreram com a gripe suína e de quebra quebrou um monte de empresas brasileiras que não quebraram no afã de aumentar o cacife junto aos patrões.

Eleições não vão mudar a realidade do País. O modelo está falido. Mas qualquer retrocesso nesse campo será sempre retrocesso. E retrocesso é retrocesso.

Redesenhar o modelo de comunicação no Brasil (rádio, tevês, jornais, revistas principalmente) é o desafio maior que as forças populares têm pela frente para romper com essa rede de pastelaria que vende vento todos os dias em função de interesses criminosos e antinacionais que representa.

Um modelo que permita a descoberta da latinidade do Brasil em sua inteireza. Isso passa por colocar fim à concentração de veículos de comunicação em poder de algumas famílias e todas elas dentro do esquema semelhante ao esquema FOX.

A percepção que na batida que vamos, em pouco tempo o JORNAL NACIONAL estará sendo apresentado em inglês para cidadãos colonizados e transformados em robôs/consumidores.

Obama, por exemplo, não tem o problema nessa dimensão. Norte-americanos têm hábito de criar jacarés dentro de casa e são pelo menos duzentos os programas especializados em crocodilos. Já incorporaram o espírito Homer Simpson faz tempo.

Acham que estão promovendo a paz e a liberdade no Afeganistão e que o Irã é o caminho do mal.

Lá o negócio é outro, mas também rola por aqui. Querem o Estado privatizado. No nosso caso, privatizado e colonizado.

Nós, os brasileiros, tropeçamos é em Ana Maria Braga, que acha que flor é fauna e onça é flora. Educamos nossos filhos a partir de Xuxa.

Por isso não percebemos, por exemplo, a barbárie que acontece em Honduras contra o povo daquele país. Nem que a demonização de figuras como Chávez passa por vender a idéia de que os anjos chegam de Washington vestidos de empresários ajudadores, anjos de guarda, em alguns lugares carregando mochilas verdes e fardados de marines, apelidados de “nossos rapazes”.

Os crimes que foram cometidos com a privatização da VALE, o fim do monopólio estatal do petróleo. O avanço das companhias estrangeiras sobre o pré-sal.

O mundo de FOX daqui não deixa e nem fala nisso. Só criou um “demônio” para nos aterrorizar. Transformou a luta de camponeses por terra em crime e silencia sobre os roubos e a barbárie dos senhores de escravos, os latifundiários.

No caso de Obama, ele deveria chamar o pessoal da FOX até a cervejaria Casa Branca e servir quitutes especiais além da cerveja. Essa gente adora isso e Millôr Fernandes é preciso quando diz que “a corrupção começa no cafezinho”.

Aqui a luta é outra. Passa por conhecer esses gigantes da mentira e enfrentá-los antes que nos transformem em Brazil.

E essa não é uma luta que vá ser travada com luvas de pelicas.

O QUE É BOM PARA O LULA, É RUIM PARA O BRASIL?

Emir Sader *

A mídia mercantil (melhor do que privada) tem um critério: o que for bom
para o Lula, deve ser propagado como ruim para o Brasil. A reunião de
mandatários sulamericanos em Bariloche – que o povo brasileiro não pôde ver,
salvo pela Telesul, e teve que aceitar as versões da mídia – foi julgada não
na perspectiva de um acordo de paz para a região, mas na ótica de se o Lula
saiu fortalecido ou não.
O golpe militar e a ditadura em Honduras (chamados de “governo de fato”,
expressão similar à de “ditabranda”) são julgados na ótica não de se ação
brasileira favorece o que a comunidade internacional unanimemente pede – o
retorno do presidente eleito, Mel Zelaya -, mas de saber se o governo
brasileiro e Lula se fortalecem ou não. Danem-se a democracia e o povo
hondurenho.
A mesma atitude tem essa mídia comercial e venal diante da possibilidade do
Brasil sediar as Olimpíadas. Primeiro, tentaram ridicularizar a proposta
brasileira, a audácia destes terceiromundistas de concorrer com Tóquio, com
Madri, com Chicago de Obama e Michelle. Depois passaram a centrar as
matérias nas supostas irregularidades que se cometeriam com os recursos,
quando viram – mesmo sem destacar nos seus noticiários – que o Rio tinha
passado de azarão e um dos favoritos, graças à excelente apresentação da
proposta e ao apoio total do governo. Agora se preparam para, caso o Rio de
Janeiro não seja escolhido, anunciar que se gastou muito dinheiro, se viajou
muito, para nada. Torcem por Chicago ou outra sede qualquer, que não o Rio,
porque acreditam que seria uma vitória de Lula, não do Brasil.
São pequenos, mesquinhos, só vêem pela frente as eleições do ano que vem,
quando tentarão ter de novo um governo com que voltarão a ter as relações
promíscuas que sempre tiveram com os governos, especialmente com os 8 anos
de FHC. Não existe o Brasil, só os interesses menores, de que fazem parte as
4 famílias – Frias, Marinho, Civitas, Mesquita – que pretendem falar em nome
do povo brasileiro.
O povo brasileiro vive melhor com as políticas sociais do governo Lula?
Danem-se as condições de vida do povo. Interessa a popularidade que isso dá
ao governo Lula e as dificuldades que representa para uma eventual vitória
da oposição. A imagem do Brasil no exterior nunca foi melhor? A mídia
ranzinza e agourenta não reflete isso, porque representa também a
extraordinária imagem de Lula pelo mundo afora, em contraposição a de FHC, e
isto é bom para o Brasil, mas ruim para a oposição.
O que querem para o Brasil? Um Estado fraco, frágil diante das investidas do
capital especulativo internacional, que provocou três crises no governo FHC?
Um país sem defesa ou dependente do armamento norteamericano, como ocorreu
sempre? Menos gastos sociais e menos impostos para ter menos políticas
sociais e menos direitos do povo atendidos? Um povo sem autoestima,
envergonhado de viver em um país que eles pintam como um país fracassado,
com complexo de inferioridade diante das “potências”, que provocaram a maior
crise econômica mundial em 80 anos, que é superada pelos países emergentes,
enquanto eles seguem na recessão?
São expressões das elites brancas, ricas, de setores da classe média alta
egoísta, que odeia o povo e o Brasil e odeia Lula por isso. Adoram quem se
opõem a Lula – Heloísa Helena, Marina, Micheletti -, não importa o que digam
e representem. Sua obsessão é derrotar Lula nas eleições de 2010. O resto,
que se dane: o povo brasileiro, o país, a situação de vida da população
pobre, da imagem do país no mundo, da economia e do desenvolvimento
econômico do Brasil.
O que é bom para o Lula é ruim para eles e tentam fazer passar que é ruim
para o Brasil. É ruim para eles, as minorias, os 5% de rejeição do governo,
mas é muito bom para os 82% de apoio ao Lula.

* Filósofo, cientista político, professor da Univers.Estad.Rio de Janeiro