Mesa sobre políticas públicas de esporte discute participação popular

Políticas públicas de esporte para juventude e sua consolidação como política de Estado foi pauta de uma das mesas de debate do 51º Congresso da UNE. A mesa foi composta por Brenda Espíndula, diretora de Estudos e Pesquisa do CEMJ, Gustavo Petta, ex-presidente da UNE e secretário Municipal de Esportes de Campinas e Daniele Santos, representante do Ministério dos Esportes.

Segundo Gustavo Petta, “Se conseguíssemos investir no esporte relacionado ao tempo que ele toma na vida das pessoas, teríamos todos os problemas resolvidos”. Gustavo ainda afirma que embora os avanços das políticas públicas de esporte para a juventude no país, “nosso grande problema é ainda não possuir um sistema nacional articulado. Precisamos consolidar esse sistema, valorizando os profissionais, agentes comunitários e as pessoas que mais precisam”, finalizou.

Para Daniele Santos, representante do Ministério dos Esportes, “já existe uma diretriz nacional de esportes e quando o Ministério propõe uma agenda política, já propõe com base nestas diretrizes, no entanto, é preciso melhorar a gestão de participação popular nas políticas públicas”. “Com o movimento social temos que dar um passo adiante, cada ator precisa ter consciência de sua missão para construir consensualmente, políticas publicas fortes para o esporte no país”, afirmou.

Brenda Espíndula defende uma política pensada sobre vários aspectos.”A política de esporte para juventude deve se preocupar com a diversidade dos contextos onde a prática esportiva se desenvolve, pensando que existem jovens que desejam praticar no campo, na cidade, nas comunidades indígenas”.

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Projeto que reduz maioridade penal avança no Senado

por Catherine Fátima Alves última modificação 19/06/2009 14:53

O projeto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos avançou no Senado. Em votação anteontem, a Comissão de Constituição e Justiça rejeitou a emenda que propunha responsabilizar todos os menores de 18 anos – incluindo aqueles abaixo de 16 anos – que praticassem crimes hediondos.

O texto básico da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da maioridade já havia sido aprovado em abril de 2007 – faltavam apenas as emendas. Agora, o projeto seguirá para votação no plenário do Senado. Se aprovada, em dois turnos, a PEC ainda passará pela Câmara, também em dois turnos.

A proposta é criticada por segmentos sociais e desaprovada pelo governo. Na CCJ, parte dos senadores condenou a redução da maioridade, alegando que o ideal seria fortalecer as políticas de apoio a jovens.

Fonte: Folha de S.Paulo de 19/06