O Caso DAniel Dantas

Daniel DAntas

Daniel DAntas

Segue mais um email interessante que eu recebi

Alexandre L

Comentário para o programa radiofônico do OI, 24/3/2009

A Folha de S.Paulo e o Globo ignoraram a notícia, mas o Estado de S.Paulo
publica na edição de terça-feira (24/3), com destaque, que o Tribunal
Regional Federal da 3ª Região impôs ontem uma importante derrota à
estratégia de defesa do banqueiro Daniel Dantas.

O controlador do banco Opportunity queria trancar a ação penal nascida da
acusação de corrupção ativa, por tentativa de subornar um delegado federal
para ser excluído da chamada Operação Satiagraha.

A decisão é fundamental para o prosseguimento das ações judiciais contra
Dantas. Por essa razão, os leitores da Folha e do Globo ficarão menos
informados sobre o assunto do que os leitores do Estadão.

A defesa de Daniel Dantas queria que a Justiça Federal considerasse
irregular a parceria feita entre a Polícia Federal e a Agência Brasileira de
Inteligência – Abin – durante as investigações. Se a Justiça acatasse essa
tese, o processo poderia ser abortado, mas os magistrados votaram por
unanimidade considerando que a ação conjunta entre a Abin e a Polícia
Federal não tem nada de errado.

Muito barulho

Fica, portanto, sobre a mesa, uma questão incômoda para ser respondida pela
imprensa. A quem mais, a não ser ao próprio Daniel Dantas, interessaria toda
a campanha feita principalmente pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo e
pela revista Veja, no sentido de criminalizar as ações da Polícia Federal
junto com a Abin?

Fica evidente, até mesmo para o leitor mais distraído com a paisagem, que
parte da imprensa brasileira tem dedicado os últimos meses mais energia e
espaço à tentativa de desqualificar os investigadores do que a investigar o
acusado.

Foi tão desproporcional a concessão de espaço para supostas revelações sobre
desmandos atribuídos ao delegado Protógenes Queiroz e ao juiz responsável
pelo caso Satiagraha, Fausto de Sanctis, que algum leitor poderia supor que
o delegado e o juiz é que eram os principais acusados.

O fato de parte da imprensa omitir na terça-feira (24) de seus leitores que
a Justiça Federal considera normal a parceria entre a Polícia Federal e a
Abin chega a soprar na brasa da teoria conspiratória segundo a qual o
banqueiro contaria com a solidariedade de algumas redações.

Será que foi apenas um “furo” do Estadão? Os outros jornais não têm acesso à
agenda da Justiça Federal?

Depois de todo barulho a respeito das ações conjuntas entre as duas
instituições, o silêncio da Folha e do Globo chega a ensurdecer.