LULA também é Livro

1026839-250x250

Capa do do livro que conta a historia do Lula

Sinopse

O relato emocionante da origem do torneiro-mecânico que se elegeu presidente da república, e de como seu amor pela mãe fez com que ele transformasse o impossível em realidade.

Pouco depois da cerimônia do seu primeiro casamento, na hora de partir para a lua de mel, Luiz Inácio, caçula de D. Lindu, agarrou a mãe e desatou a chorar. Ia morrer de saudades. Ele se recompôs e viajou com sua esposa, mas voltou antes do planejado, de tanta falta que sentia de D. Lindu.

O episódio, relatado neste livro por Denise Paraná, dá a dimensão da ligação entre Lula, na época dando seus primeiros passos no sindicalismo, e sua mãe. Não é de se espantar, portanto, que a figura de D. Lindu –uma mulher cuja meta de vida era criar os oito filhos de maneira digna– tenha norteado a existência do homem que é hoje um dos políticos mais influentes do mundo. Foi graças ao exemplo dela que Lula conseguiu superar as inúmeras tragédias e desafios que surgiram no seu caminho.

“A História de Lula: O Filho do Brasil” revela a importância da mãe para a formação do líder e mostra como um menino tímido se transformou, nos anos 70, no principal sindicalista brasileiro. O livro narra ainda alguns dos episódios mais dramáticos da vida de Lula, como os maus tratos sofridos na mão do pai alcoólatra, o acidente que lhe custou um dedo e a morte de sua primeira esposa e do filho que ela estava esperando.

Nós, quem?

Em seu “O Processo Civilizatório”, Darcy Ribeiro escreveu que, pela primeira
vez na história da espécie, chegamos à possibilidade concreta de administrar
coletivamente a evolução e o desenvolvimento das sociedades humanas.

O livro, que elevou a ciência social brasileira aos mais altos padrões
internacionais, é pequeno, extraordinariamente denso e deveria ser lido por
todos.

É bem verdade que mesmo que o luminoso brasileiro não tivesse escrito o que
escreveu, empreenderiamos o que empreendemos agora.

Nós, quem? Perguntará você…Nós, o povo brasileiro: barnabés, empresários,
profissionais liberais, acadêmicos, camelôs, moradores das ruas, ambulantes,
pescadores, gente da noite, agricultores, produtores, industriais,
comerciantes, militares, o MST, o SAS, o inter-redes, a CNBB, a Cut, a Força
Sindical, associações, sindicatos, federações, confederações, etc…

Temos que lembrar, entretanto e todo o tempo, daquele que tem sido um
protagonista extraordinariamente importante de nossa história: o interesse
internacional, que depois da segunda guerra mundial passou a ser
representado e capitaneado pelos EUA.

O interesse internacional quando não a escreveu, torceu nossa história,
desde o início: foi assim quando da implantação dos engenhos e culturas de
cana-de-açucar que inseriram o que viria a ser o Brasil na economia
globalizada pelas grandes navegações. Foi assim quando a rainha de Portugal
mandou fechar todas as manufaturas das Minas Gerais. Foi assim quando
Getúlio Vargas disparou contra seu próprio coração cedendo/neutralizando às
terríveis pressões que os militares da “República do Galeão” e seus aliados
nacionais, sòzinhos, não conseguiriam exercer. Foi assim quando militares e
outros implementaram o golpe de 1964 e foi também assim quando homologou-se
a demarcação contínua da Reserva Indígena Raposa-Serra-do-Sol…

Quem vai carregar os minérios estratégicos da Reserva? Quem impedirá que
tropas transitem da Guiana à Venezuela, através da Reserva?

O que é isto? Uma provocação à super-potência? Não, claro que não…A
história de outros impérios tampouco o recomendaria.

Entretanto, se trataremos de discutir com todos os protagonistas,
pacificamente, os caminhos futuros de nosso país, precisaremos obter, também
dos Estados Unidos da América, uma atitude respeitosa e de não intervenção.

Não ver as pegadas norte-americanas nos últimos 65 anos de história
brasileira equivale a não perceber a influência romana na europa do primeiro
século da era cristã.

Por ora começaremos a disponibilizar conteúdos e reflexões pertinentes,
produzidos por indivíduos e por organizações, a comparar, discutir e
reelaborar a partir destas contribuições, passando sempre que possível ao
debate e às interações com estes listados protagonistas brasileiros.

20 anos de democracia

Segue mais um artigo interessante que recebi por email e que compartilho com vcs.

Boa leitura

 

Vivemos 20 anos de governos militares impostos (nem precisava dizer),
seguidos de 15 anos de governos neo-liberais cuja única e exclusiva
preocupação parecia ser ‘ficar bem na fita’ com os grandes capitais –
internos e externos – e potências internacionais. Após disputar três
eleições, Lula foi eleito, sendo reeleito com expressiva votação
popular, não obstante as insistentes e permanentes denúncias e
desaprovação expressa dos grandes meios de comunicação. Eleito e
reeleito, trabalhou uma plataforma de tentar redistribuir renda e
manter a economia estável, além de livrar-nos da muleta incômoda e
dispendiosa, em vários sentidos, do FMI. Conseguiu realizar boa parte
dessas promessas, ficando a dever em alguns campos, mas mesmo assim
não se pode dizer que seja um período no qual o país e sua população
tenham andado para trás: pelo contrário, houve aumento de renda mínima
e média e o PIB cresceu, mesmo que os detratores criticassem como
modesto um desempenho de 4,5%. Obteve realizações, a despeito de
oposições em muitos casos desleais e ferrenhas: no Congresso nacional,
nos grandes meios de comunicação de massa (precisa citar?) e de parte
até de alguns de seus antigos colaboradores e partidos aliados, ou
ainda dos partidos emergentes. Conseguiu estes êxitos malgrado as
sucessivas e constantes ‘crises’ criadas, em grande parte, por seus
opositores: crise do ‘mensalão’, crise do ‘apagão aéreo’, crise do
mercado imobiliário americano (a única não fomentada dentro do país)
… sem que nada disto pudesse abalar sua popularidade de modo
definitivo.

Agora, após uma denúncia (mais uma) de um senador de que todos os
políticos e seus partidos seriam ‘ninhos de corrupção’, inclusive seu
próprio partido que se aliara a Lula meses antes, e depois de um
bate-boca no STF, fala-se em uma ‘crise institucional generalizada’.
Ora, esta palavra é uma das mais prostitutas da história: a cada golpe
de estado no Brasil, ou a cada tentativa, verão que ela era a mais
pronunciada nos meses antecedentes. Os que se erigiam em salvadores da
pátria tinham sempre que divulgar a imagem de que um suposto ‘caos’ se
instaurara e que a situação das instituições nacionais era ‘crítica’,
portanto, faziam-se necessárias ‘medidas de exceção’ (artifício
lingüístico usado para denominar governos impostos por quase três
décadas em grande parte da América do Sul). A ´ética’ e a
‘moralidade’, bem como a ‘ordem’ e a ‘normalidade’, usadas como
justificativas para instaurar o arbítrio. Sabemos o resultado: mortos,
desaparecidos, torturados, truculência, autoritarismo e inúmeras
outras mazelas, dentre as quais o endividamento nacional e a entrega
de recursos naturais estratégicos em mãos de multinacionais.
Não queremos repetir esse passado, nem mesmo como ‘reprise’. Já
vivemos e vimos o suficiente para saber que ele não nos serve e não
nos auxilia em nada. A desunião, desinformação, avaliação incorreta da
realidade, além da desarmonia e lutas internas nos levaram ao fracasso
na tentativa de opor-nos ao que nos era imposto por grupos cujos
interesses únicos eram privados e classistas. Eu era adolescente na
última ditadura, mas acompanhei e acompanho, na medida do possível, o
que ocorreu então. Minha avaliação talvez não seja a mais exata sobre
as razões do fracasso popular e de suas vanguardas naquela época
triste e sombria, mas guarda respeito e admiração pelos que lutaram e
tentaram fazer o melhor, mesmo com erros.

Vamos repetir hoje os erros do passado e permitir que grupos
articulados em torno de interesses escusos consigam implantar o caos e
fomentar crises – como fizeram com o transporte, no Chile, pouco antes
do golpe contra Allende? Quando vejo, em alguns momentos, os discursos
da extrema direita e esquerda convergirem para pontos comuns (crise
institucional, denúncias, etc.), fico alarmado. Os governos de
Getúlio, Juscelino e Jango foram acusados de ‘corrupção endêmica’, não
apenas pela direita, pouco antes de serem derrubados e nunca se falou
tanto em crise ou caos quanto na véspera desses golpes. Não sou
ingênuo a ponto de pensar que não haja problemas ou que não possa
haver desvios no governo atual, mas asseguro-lhes que os que o
denunciam não são movidos pelo amor à retidão, na maior parte dos
casos, e que se existem não são maiores do que já se viu em
administrações anteriores.

Sabemos que muitas das denúncias e fontes de inquietação, transmitidas
diariamente à população, são falsas ou inexatas: é o anunciado
‘terceiro turno’ em andamento. Enquanto isto, proliferam os blogs
radicais de direita fabricando piadas ofensivas e falsas acusações
(uma delas: a de que Bóris Casoy, Jabor e Mainardi tenham sido
mandados embora de suas respectivas redações a pedido de Lula! –
outra: a de que todos os direitos trabalhistas cairiam).
Não podemos ser co-veiculadores de coisas desse tipo, não por
atingirem o presidente eleito e o PT, mas por serem inverdades. Não
podemos fazer eco quando falam de ‘apagão aéreo’ sem que isto seja
verdadeiro, também. Não deveríamos acreditar mais em uma crise
internacional, ou em uma suposta crise interna, que em nossa
capacidade já comprovada de superá-las. Se há crises, vamos a elas; o
que não podemos é propor ‘dinamitar tudo’ ou ‘demolir o modelo’ a cada
década. Construir um país e uma democracia levam tempo e custam vidas,
sacrifícios e suor.

Abraços sociais
F.Prieto