Mais da metade dos deputados e senadores é favorável à atual legislação do aborto

aborto

Brasília – Mais da metade dos deputados e senadores é favorável à atual legislação do aborto, enquanto 1% defende modificações no texto. Por outro lado, 18% acreditam que a prática deve ser legalizada. Os dados constam da quinta pesquisa divulgada pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), que ouviu a opinião de 321 dos 594 parlamentares. O estudo foi realizado, nos últimos dois anos, com a intenção de descobrir o que os parlamentares pensam dos direitos das mulheres
Segundo o estudo, 57% dos parlamentares defendem o texto em vigor referente ao aborto. Além disso, 15% dos deputados e senadores são contrários a qualquer forma de interrupção voluntária da gravidez, enquanto 8% preferiram não opinar.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Radio Nacional, a cientista política do Cfemea, Patrícia Rangel, disse que a ideia da pesquisa é propagar a opinião dos legisladores sobre projetos que fortaleçam os direitos da classe feminina e diminuir a resistência deles em aceitar a ampliação dos debates de alguns assuntos considerados polêmicos.
“O Parlamento vem se mostrando conservador, principalmente quando a gente fala de direitos sexuais e reprodutivos como aborto e união de pessoas do mesmo sexo, por outro lado tem sido favorável em alguns temas, principalmente na área de direitos trabalhistas.”
Para Rangel, aumentar a participação das mulheres no cenário da política daria força aos movimentos feministas. “Os parlamentares demonstram conhecer a problemática da sub-representação das mulheres na política, mas não manifestam interesse em promover mudanças nesse cenário, já que isso implicaria em redução da presença masculina no congresso nacional.”
Ficou constatado no estudo que 38% dos entrevistados preferem legislar seguindo convicções religiosas. Para o Cfemea, a influência desses setores na definição de políticas públicas pode atrapalhar pois, a classe feminina tem sido oprimida por algumas doutrinas religiosas associadas, muitas vezes, à formação machista, que impõem condições de subordinação e preconceitos.

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Estudo da OMS mostra que 2,6 milhões de jovens morrem a cada ano

Estudo mostra que as maiores causas de morte de jovens são acidentes de carro, suicídios e circunstâncias maternas.

violencia jovensO primeiro estudo global que mostra os padrões das causas de morte entre jovens de 10 a 24 anos, descobriu que acidentes de carro, complicações durante a gravidez e parto, suicídio, AIDS e HIV, violência e tuberculose são as maiores causas de morte.

A maior parte dessas causas pode ser evitada ou tratada.

Estudo realizado recentemente pela OMS mostra que 2,6 milhões de jovens morrem todo ano, com 97% dessas mortes acontecendo em pequenos e médios países emergentes.

Atualmente, os jovens representam 30% as população mundial, 1,8 milhões de pessoas, mais do que foi registrado em outras épocas.

Até agora existia pouca informação sobre as causas das mortes de jovens, mas esse estudo visa informar o desenvolvimento de policias e programas voltados para assegurar que os jovens melhorem de vida e previnam suas mortes.

Segundo a assistente do diretor geral da comissão de Saúde da Família e da Comunidade da OMS, Daisy Mafubelu, essas descobertas mostram que investimentos consideráveis são necessários.

A OMS faz algumas recomendações para promover comportamentos mais seguros, melhorar a saúde e prevenir a morte dos jovens.

  • Acidentes de carro podem ser prevenidos com uma fiscalização de velocidade mais rigorosa, áreas de velocidade baixa nas cidades, uma política rigorosa contra a combinação álcool e direção e melhorando a fiscalização do uso de capacetes e cintos de segurança.
  • Saúde sexual e reprodutiva pode ser melhorada se assegurando que os jovens recebam educação sexual, tenham acesso a preservativos e outros contraceptivos, tratamento pré-natal e obstétrico, disponibilização de testes de HIV e aconselhamento, além de tratamentos de AIDS e HIV.
  • Violência e suicídios podem ser evitados com a promoção de uma relação sadia com os pais, reduzindo o uso de bebidas alcoólicas, reduzindo o acesso dos jovens a produtos letais, como facas e sedativos.
  • As conseqüências causadas por violência e maus tratos podem ser reduzidas significantemente por meio de melhora no acesso aos cuidados no nível da comunidade e atendimento médico de emergência, melhorando o tratamento e suporte dos jovens expostos a violência contra a criança, violência contra o jovem e assédio sexual.

Fonte:

OMS