MG: Hélio Costa (PMDB) 43,4% x 21,5% Anastasia (PSDB)

Serra (PSDB) e Dilma (PT) estão tecnicamente empatados em Minas, diz Sensus

Segundo o Instituto Sensus, Hélio Costa (PMDB) tem 43,4% das intenções de voto para governador de Minas. O atual governador, Antonio Anastasia, tem 21,5%. Esse resultado indica que Costa pode  vencer a eleição no 1° turno.

A pesquisa Sensus foi feita de 8 a 11.jul.2010. Também mostra que Vanessa Portugal (PSTU) e José Fernando (PV) têm 2,3% cada. Brancos, nulos e indecisos são 28,1%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais (para mais ou para menos). A pesquisa está registrada no TRE-MG com o n° 48064/2010.

Com relação à última pesquisa Sensus sobre a eleição mineira (feita em 10 e 11.jun.2010), registra-se as seguintes mudanças: Hélio Costa caiu 6,2 pontos percentuais (era preferido por 49,5% dos eleitores e passou a 43,3%); Anastasia tinha 20,7% e foi para 21,5%, oscilando 0,8 ponto para cima, dentro da margem de erro (ou seja: não cresceu, nem diminuiu).

Aqui, quadro com pesquisas de diversos institutos sobre a eleição em Minas Gerais.

Presidente
O Sensus indica empate técnico: José Serra (PSDB) tem 35,5%; Dilma Rousseff (PT) tem 34%. Estão separados por 1,5 ponto percentual, menos que os 2,5 pontos da margem de erro, por isso ocorre o empate. Marina Silva (PV) tem 9,2%. Brancos, nulos e indecisos são 19,7%.
Minas tem 10,72% dos eleitores brasileiros (14.370.541 eleitores), segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) referentes a abr.2010. É o 2° Estado em n° de eleitores, perde apenas para São Paulo – que tem 22,41% do eleitorado, equivalente a 30.044.141 eleitores.

Como se ganha no 1º turno?
Para ser eleito no 1° turno, candidatos a governador, presidente da República ou prefeito (de cidades com mais de 200 mil eleitores) precisam obter, pelo menos, 50% mais um dos votos válidos.
Votos válidos, segundo a lei brasileira, são apenas aqueles dados aos candidatos. Votos nulos e em branco não são considerados válidos.
Para saber se há chance de uma eleição terminar no primeiro turno, basta verificar se o candidato que está em 1º lugar nas pesquisas registra um percentual superior à soma dos percentuais de todos os seus adversários.

Pesquisa Vox Populi aponta vitoria da oposição em Minas Gerais

 

A Bandeirantes divulgou mais cinco pesquisas que contratou junto à Vox Populi. As sondagens incluem a preferência dos eleitores para governador e também para a eleição presidencial. A pré-candidata governista, Dilma Rousseff, Lidera no Distrito Federal, Paraíba e Rio Grande do Norte. O oposicionista José Serra (PSDB) está à frente no Paraná e também em Minas Gerais, mas em situação de empate técnico.

Em Minas o Vox Populi indica 38% para Serra e 35% para Dilma, dentro da margem de erro, de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. No Paraná o Tucano abre 44% e a candidata de Lula tem 32%. No Rio Grande do Norte – único estado onde uma candidata do DEM lidera a pesquisa para governador –, Dilma tem 45% e Serra 34%. Já na Paraíba a pré-candidata de Lula alcança 55% e seu concorrente 29%.
A senadora Marina da Silva, presidenciável do PV, oscila na pesquisa entre 3%, na Paraíba, e 12%, no Distrito Federal. Outros candidatos alcançaram 1%, no DF, Paraná e Minas, e não pontuaram nou outros dois estados.
A avaliação do governo Lula, também aferida pelo Vox Populi, foi positiva em todas as cinco pesquisas. A soma de avaliações "ruim" e "péssimo" alcançou seu nível mais alto no Paraná e no Distrito Federal: 4% das respostas. Em Minas foi 3%, no Rio Grande do Norte 2% e na Paraíba 1%.

Intenção de voto para governador
O Vox Populi chegou aos seguintes resultados para governador:
MG: Costa (PMDB) 45% x 17% Anastasia (PSDB)
PR: Beto Richa (PSDB) 40% x 33% Osmar Dias (PDT)
RN: Ciarline (DEM) 49% x 16% Carlos Eduardo Alves (PDT)
PB: Zé Marahão (PMDB) 43% x 35% Ricardo Coutinho (PSB)
DF: Roriz (PSC) 42% x 32% Agnelo Queiroz (PT)
Rio Grande do Norte
Rosalba Ciarline (DEM) – 49%
Carlos Eduardo Alves (PDT) – 16%
Iberê Ferreira Souza (PSB) – 15%
Miguel Mossoró (PTC) –2%
Sandro Pimentel (PCB) –1%
Brancos e nulos – 8%
Não sabem ou não responderam – 8%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 40%
Osmar Dias (PDT) – 33%
Orlando Pessuti (PMDB) – 10%
Rubens Bueno (PPS) – 3%,
Luiz Felipe Bergman (PSOL) – 1%
Paulo Salamuni (PV) – 1%
Não votariam em ninguém, anulariam ou votariam em branco – 2%
Não quiseram ou não souberam responder à questão – 10%.
Minas Gerais
Hélio Costa (PMDB) – 45%
Antônio Anastasia (PSDB) – 17%
Vanessa Portugal (PSTU) – 2%
João Batista (PSOL) – 2%
Maria da Consolação Rocha (PSOL) – 1%
Branco, nulos e ninguém – 10%dos
Não souberam ou não quiseram responder – 23%
Distrito Federal
Joaquim Roriz (PSC) – 42%
Agnelo Queiroz (PT) – 32%
Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 6%
Rogério Rosso (PDT) – 4%,
Alberto Fraga (DEM) –3%.
Branco e nulos – 9%
Não souberam ou não quiseram responder à questão – 4%
Paraíba
José Maranhão (PMDB) – 43%
Ricardo Coutinho (PSB) – 35%
Cícero Lucena (PSDB) – 7%.
Brancos e nulos – 5%
Não sabem em quem votar – 10%
Os dados foram coletados entre os dias 8 e 12 deste mês. Em Minas foram 800 entrevistas e a margem de erro é de 3,5 pontos. No Paraná, 700 entrevistados e 3,7 pontos. No DF, 600 eleitores e 4 pontos de margem de erro. Na Paraíba e Rio Grande do Norte, 700 formulários e 3,7 pontos de margem de erro.

Professores de MInas Gerais decidem pela continuidade da Greve

Dirigentes do Sind-UTE/MG participam de reunião com membros da Seplag e deputados estaduais na ALMG

O encontro acontece no Salão Nobre da Assembléia Legislativa, hoje (12.05) pela manhã, com a presença da Secretária de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), Renata Vilhena, do presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, dentre outros dirigentes sindicais. “A expectativa é abrir o diálogo para negociação das reivindicações da categoria”, afirma Cerqueira.

A greve continua

A assembleia estadual dos/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais realizada (dia 11/05), no Pátio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), contou com a presença de 8 mil pessoas.

A deliberação foi pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A categoria também aprovou para o próximo dia 18 de maio, às 14h, no Pátio da ALMG, nova assembleia.

Após a assembléia, uma comissão do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), composta pela coordenadora geral do Sindicato, Beatriz Cerqueira e pelas diretoras Marilda Abreu e Feliciana Saldanha foi recebida pelo presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho, pelos deputados Carlin Moura, Padre João, Mauri Torres e pelo secretário geral da Mesa, José Geraldo. Desta reunião ficou agendada uma novo encontro para quarta-feira (12.05) com representantes do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão.

Estratégia
Durante toda a semana, os/às trabalhadores/as em educação de Minas Gerais vão realizar atividades regionais, dialogando com a população sobre os baixos salários e realidade caótica da educação em Minas. Campanhas de doação de sangue também serão realizadas em todo o Estado com o slogan “O governo suga a educação, os/as educadores/as doam sangue e vida”.

Pesquisa pelo governo de minas aponta Helio Costa na dianteira

Saiu uma nova pesquisa eleitoral em Minas Gerais. Foi feita pelo DataTempo/CP2. Ganhou as páginas do diário mineiro ‘O Tempo’. A sondagem indica que Hélio Costa (PMDB) mantém o favoritismo na briga pelo governo do Estado. O ministro das Comunicações lidera em todos os cenários. Está à frente dos dois nomes do PT –Fernando Pimentel e Patrus Ananias. Antonio Anastasia (PSDB), o preferido do governador Aécio Neves, é o lanterninha. A pesquisa testou também as chances eleitorais do vice-presidente José Alencar (PRB). Se fosse à disputa como único representante do bloco que gravita em torno de Lula, sem PMDB e PT, Alencar também bateria o indicado de Aécio. Vão abaixo os cenários: Cenário um: – Hélio Costa: 47,83% – Patrus Ananias: 14,92% – Antonio Anastasia: 11,65% Cenário Dois: – Hélio Costa: 48,36% – Fernando Pimentel: 15,98% – Antonio Anastasia: 11,89% Cenário três, sem candidato do PT: – Hélio Costa: 57,94% – Antonio Anastasia: 15,69% Cenário quatro, com Alencar e sem nomes de PT e PMDB: – José Alencar: 53,61% – Antonio Anastasia: 14,53%. A pesquisa inclui, de resto, dois cenários em que os nomes do PT são confrontados com o de Anastasia, sem Hélio Costa e sem Alencar. Fernando Pimentel, o ex-prefeito petista de Belo Horizonte, prevaleceria sobre o candidato de Aécio por 35,47% a 24,40%. Patrus Ananias, o ministro petista do Bolsa Família, derrotaria o tucano Antonio Anastasia por 33,78% por 20,02%. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 18 de fevereiro. Ouviram-se 2.078 pessoas. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais. Donos de índices confortáveis de aprovação em Minas, Aécio Neves e Lula tem praticamente o mesmo poder de influência sobre o eleitor do Estado. Os pesquisadores perguntaram o que faria o eleitor se Lula pedisse para votar num candidato ao governo de Minas -24,30% responderam que “com certeza” votariam no candidato do presidente. Outros 31,57% disseram que o apoio de Lula ajudaria, mas não seria decisivo na hora de fazer a opção por um dos candidatos. Somando-se os dois percentuais, conclui-se que 55,87% dos eleitores mineiros admitem que a opinião de Lula tem ou pode ter influência na hora de votar. E quanto a Aécio? 21,90% disseram que votariam no indicado do governador “com certeza”; 32% responderam que a opinião do governador os ajudaria a decidir, mas não seria decisiva. Ou seja, 53,90% admitem que vão ou podem vir a se guiar pela opinião de Aécio. A pesquisa permite tirar pelo menos quatro conclusões: 1. O PMDB vai reforçar na negociação da aliança pró-Dilma a exigência de que o PT nacional retire do caminho de Hélio Costa os petistas Pimentel e Ananias. A pesquisa indica que, aos olhos de hoje, Hélio Costa iria à campanha com potencial para levar o governo do segundo maior colégio eleitoral do país no primeiro turno. 2. José Alencar emerge da pesquisa como algodão entre os cristais do PMDB e do PT. Revela-se uma grande alternativa pacificadora. Há, porém, pelo menos um senão: a família de Alencar torce o nariz para a idéia de vê-lo no centro do ringue. Prefere que ele se concentre na luta contra o câncer. 3. Se quiser eletrificar Anastasia, Aécio Neves terá de trabalhar como um mouro. O prestígio do governador é alto. Mas não serviu, por ora, para iluminar o seu poste. 4. As perguntas sobre o poder de influência de Lula e Aécio junto ao eleitor restringiram-se à disputa para o governo mineiro. Porém… Porém, pode-se intuir que a dupla influirá também na opção dos mineiros em relação à refrega presidencial. Bom para Dilma Rousseff, cujo cabo-eleitoral desfruta, em Minas, da mesma capacidade de fazer a cabeça do eleitor exibida por Aécio. Com uma vantagem: sabe-se que Lula é Dilma 100%. Não há a mesma certeza em relação ao grau de envolvimento de Aécio na campanha de José Serra. Nesta semana, a propósito, de volta de uma licença de 11 dias, Aécio deve receber um telefonema de Serra. Deseja vê-lo, para um acerto de ponteiros.

PMDB busca chapa única com o PT para a disputa pelo governo de Minas

A vantagem do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), em relação aos demais pré-candidatos ao governo de Minas Gerais, mostrada pela pesquisa do Instituto Datafolha, anima o PMDB e serve de alerta ao PT, mas está longe de consolidar a posição do pemedebista como cabeça-de-chapa em 2010.

Aliados de Costa são cautelosos ao avaliar o quadro da sucessão em Minas. Eles sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer montar um palanque forte para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), sua provável candidata à Presidência da República, e interessa a ele uma chapa formada por PMDB e PT.

O candidato a governador de uma eventual coligação entre as duas legendas governistas dependerá da situação nas pesquisas, mas os pemedebistas não menosprezam a força dos petistas Patrus Ananias (ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, que estão no páreo.

A relação de Hélio Costa com Patrus é boa e são grandes as chances de entendimento em torno de uma chapa única, caso até lá o ministro do Desenvolvimento Social esteja mais forte que Pimentel no PT.

Um cenário admitido pelos pemedebistas é uma chapa encabeçada por Costa, com o PT ocupando duas vagas: a de vice e uma das duas que serão abertas para o Senado (Patrus ou Pimentel). Esse acordo ficaria mais difícil caso o ex-prefeito de Belo Horizonte vença Patrus na convenção do PT. Pimentel e Costa tiveram um afastamento político na eleição municipal de 2008, quando o então prefeito preferiu aliar-se ao governador Aécio Neves (PSDB) para lançar Márcio Lacerda (PSB), em vez de uma aliança com o PMDB.

Caso Pimentel viabilize sua candidatura, deve contar com o apoio – ao menos informal- de Aécio. Uma aliança dessa o fortaleceria muito. Nesse caso, Costa poderia não disputar. Uma possibilidade que não é descartada é que o ministro pemedebista dispute novamente o Senado, instituição da qual está licenciado.

Aécio prepara uma alternativa a Pimentel, caso o ex-prefeito não consiga viabilizar sua candidatura. A opção do governador é o vice-governador Antonio Anastasia (PSDB), que aparece com 5% no Datafolha.

Costa, que já disputou o governo duas vezes (1990 e 1994), lidera em todos os cenários apresentados pelo Datafolha, variando de 37% a 43% das intenções de voto. Quando Patrus é colocado como o candidato do PT, Costa aparece com 41% e o petista, com 11%. Anastasia, com 5%, está tecnicamente empatado com Maria da Consolação Rocha, do P-SOL, com 4%.

No cenário em que Pimentel – o mais ligado à ministra Dilma entre os pré-candidatos – aparece como o candidato do PT, a vantagem de Costa cai: fica com 37%, Pimentel com 24% e Anastasia, com 4%. Como candidato de Aécio, Anastasia teria chance de crescimento.

O resultado do Datafolha confirma pesquisas encomendadas pelo PMDB e levadas a Lula pelo próprio ministro. A expectativa dos pemedebistas é que Costa se mantenha na liderança – o que poderá credenciá-lo a formar um palanque forte para Dilma.