Pesquisa pelo governo de minas aponta Helio Costa na dianteira

Saiu uma nova pesquisa eleitoral em Minas Gerais. Foi feita pelo DataTempo/CP2. Ganhou as páginas do diário mineiro ‘O Tempo’. A sondagem indica que Hélio Costa (PMDB) mantém o favoritismo na briga pelo governo do Estado. O ministro das Comunicações lidera em todos os cenários. Está à frente dos dois nomes do PT –Fernando Pimentel e Patrus Ananias. Antonio Anastasia (PSDB), o preferido do governador Aécio Neves, é o lanterninha. A pesquisa testou também as chances eleitorais do vice-presidente José Alencar (PRB). Se fosse à disputa como único representante do bloco que gravita em torno de Lula, sem PMDB e PT, Alencar também bateria o indicado de Aécio. Vão abaixo os cenários: Cenário um: – Hélio Costa: 47,83% – Patrus Ananias: 14,92% – Antonio Anastasia: 11,65% Cenário Dois: – Hélio Costa: 48,36% – Fernando Pimentel: 15,98% – Antonio Anastasia: 11,89% Cenário três, sem candidato do PT: – Hélio Costa: 57,94% – Antonio Anastasia: 15,69% Cenário quatro, com Alencar e sem nomes de PT e PMDB: – José Alencar: 53,61% – Antonio Anastasia: 14,53%. A pesquisa inclui, de resto, dois cenários em que os nomes do PT são confrontados com o de Anastasia, sem Hélio Costa e sem Alencar. Fernando Pimentel, o ex-prefeito petista de Belo Horizonte, prevaleceria sobre o candidato de Aécio por 35,47% a 24,40%. Patrus Ananias, o ministro petista do Bolsa Família, derrotaria o tucano Antonio Anastasia por 33,78% por 20,02%. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 18 de fevereiro. Ouviram-se 2.078 pessoas. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais. Donos de índices confortáveis de aprovação em Minas, Aécio Neves e Lula tem praticamente o mesmo poder de influência sobre o eleitor do Estado. Os pesquisadores perguntaram o que faria o eleitor se Lula pedisse para votar num candidato ao governo de Minas -24,30% responderam que “com certeza” votariam no candidato do presidente. Outros 31,57% disseram que o apoio de Lula ajudaria, mas não seria decisivo na hora de fazer a opção por um dos candidatos. Somando-se os dois percentuais, conclui-se que 55,87% dos eleitores mineiros admitem que a opinião de Lula tem ou pode ter influência na hora de votar. E quanto a Aécio? 21,90% disseram que votariam no indicado do governador “com certeza”; 32% responderam que a opinião do governador os ajudaria a decidir, mas não seria decisiva. Ou seja, 53,90% admitem que vão ou podem vir a se guiar pela opinião de Aécio. A pesquisa permite tirar pelo menos quatro conclusões: 1. O PMDB vai reforçar na negociação da aliança pró-Dilma a exigência de que o PT nacional retire do caminho de Hélio Costa os petistas Pimentel e Ananias. A pesquisa indica que, aos olhos de hoje, Hélio Costa iria à campanha com potencial para levar o governo do segundo maior colégio eleitoral do país no primeiro turno. 2. José Alencar emerge da pesquisa como algodão entre os cristais do PMDB e do PT. Revela-se uma grande alternativa pacificadora. Há, porém, pelo menos um senão: a família de Alencar torce o nariz para a idéia de vê-lo no centro do ringue. Prefere que ele se concentre na luta contra o câncer. 3. Se quiser eletrificar Anastasia, Aécio Neves terá de trabalhar como um mouro. O prestígio do governador é alto. Mas não serviu, por ora, para iluminar o seu poste. 4. As perguntas sobre o poder de influência de Lula e Aécio junto ao eleitor restringiram-se à disputa para o governo mineiro. Porém… Porém, pode-se intuir que a dupla influirá também na opção dos mineiros em relação à refrega presidencial. Bom para Dilma Rousseff, cujo cabo-eleitoral desfruta, em Minas, da mesma capacidade de fazer a cabeça do eleitor exibida por Aécio. Com uma vantagem: sabe-se que Lula é Dilma 100%. Não há a mesma certeza em relação ao grau de envolvimento de Aécio na campanha de José Serra. Nesta semana, a propósito, de volta de uma licença de 11 dias, Aécio deve receber um telefonema de Serra. Deseja vê-lo, para um acerto de ponteiros.

PMDB busca chapa única com o PT para a disputa pelo governo de Minas

A vantagem do ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), em relação aos demais pré-candidatos ao governo de Minas Gerais, mostrada pela pesquisa do Instituto Datafolha, anima o PMDB e serve de alerta ao PT, mas está longe de consolidar a posição do pemedebista como cabeça-de-chapa em 2010.

Aliados de Costa são cautelosos ao avaliar o quadro da sucessão em Minas. Eles sabem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer montar um palanque forte para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), sua provável candidata à Presidência da República, e interessa a ele uma chapa formada por PMDB e PT.

O candidato a governador de uma eventual coligação entre as duas legendas governistas dependerá da situação nas pesquisas, mas os pemedebistas não menosprezam a força dos petistas Patrus Ananias (ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) e Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, que estão no páreo.

A relação de Hélio Costa com Patrus é boa e são grandes as chances de entendimento em torno de uma chapa única, caso até lá o ministro do Desenvolvimento Social esteja mais forte que Pimentel no PT.

Um cenário admitido pelos pemedebistas é uma chapa encabeçada por Costa, com o PT ocupando duas vagas: a de vice e uma das duas que serão abertas para o Senado (Patrus ou Pimentel). Esse acordo ficaria mais difícil caso o ex-prefeito de Belo Horizonte vença Patrus na convenção do PT. Pimentel e Costa tiveram um afastamento político na eleição municipal de 2008, quando o então prefeito preferiu aliar-se ao governador Aécio Neves (PSDB) para lançar Márcio Lacerda (PSB), em vez de uma aliança com o PMDB.

Caso Pimentel viabilize sua candidatura, deve contar com o apoio – ao menos informal- de Aécio. Uma aliança dessa o fortaleceria muito. Nesse caso, Costa poderia não disputar. Uma possibilidade que não é descartada é que o ministro pemedebista dispute novamente o Senado, instituição da qual está licenciado.

Aécio prepara uma alternativa a Pimentel, caso o ex-prefeito não consiga viabilizar sua candidatura. A opção do governador é o vice-governador Antonio Anastasia (PSDB), que aparece com 5% no Datafolha.

Costa, que já disputou o governo duas vezes (1990 e 1994), lidera em todos os cenários apresentados pelo Datafolha, variando de 37% a 43% das intenções de voto. Quando Patrus é colocado como o candidato do PT, Costa aparece com 41% e o petista, com 11%. Anastasia, com 5%, está tecnicamente empatado com Maria da Consolação Rocha, do P-SOL, com 4%.

No cenário em que Pimentel – o mais ligado à ministra Dilma entre os pré-candidatos – aparece como o candidato do PT, a vantagem de Costa cai: fica com 37%, Pimentel com 24% e Anastasia, com 4%. Como candidato de Aécio, Anastasia teria chance de crescimento.

O resultado do Datafolha confirma pesquisas encomendadas pelo PMDB e levadas a Lula pelo próprio ministro. A expectativa dos pemedebistas é que Costa se mantenha na liderança – o que poderá credenciá-lo a formar um palanque forte para Dilma.