A Fúria também devasou o vestuario

Cervejas, cuecas e bastante sujeira: o vestiário da campeã mundial Espanha

Uma rápida visita ao vestiário da Espanha no dia seguinte à inédita conquista da Copa do Mundo pela Fúria dá a exata noção do que foi a festa dos jogadores no Soccer City. Após vencer a Holanda na final, por 1 a 0, gol de Iniesta, os espanhóis comemoraram com muita cerveja. Cerca de 160 garrafas estavam espalhadas por todo o vestiário, incluindo a sala do técnico Vicente Del Bosque, chuveiros e área de aquecimento.

vestiário Espanha garrafas comemoração
Retrato da festa: vestiário da Espanha tomado de garrafas de cerveja no dia seguinte à conquista da Copa
(Foto: João Paulo Garschagen e Bernardo Eyng / GLOBOESPORTE.COM)

A Espanha ocupou o vestiário B do Soccer City. Finalista pela primeira vez em Mundiais, a Fúria conquistou o título mais importante da sua história, dois anos depois de faturar a Eurocopa, na Áustria e na Suíça, confirmando o caráter vitorioso de uma geração integrada por craques como Xavi, Iniesta, Fabregas, Casillas e David Villa, artilheiro da equipe na Copa com cinco gols, entre outros.

vestiário Espanha garrafas cuecas comemoração
As cuecas largadas não interessaram aos
funcionários do estádio Soccer City
(Foto: João Garschagen e Bernardo Eyng)

A festa no vestiário foi tão grande que uma grande bagunça tomou conta do local. Além das inúmeras garrafas de cervejas, frutas, energéticos e ataduras foram deixadas para trás, assim como algumas cuecas azuis que nem os funcionários do estádio quiseram levar como recordação.

– Demos uma olhada nos vestiários, sempre pegamos algumas coisas que os jogadores esquecem, mas as cuecas não né? – brincou um dos seguranças do principal estádio da Copa da África do Sul.

O vestiário A, ocupado pelos holandeses, também não havia sido arrumado. Assim como no espaço do time campeão, ataduras usadas, energéticos e frutas estavam pelo chão. O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a quantidade de latas de cerveja, em número bem inferior. Cerca de 40 latinhas foram consumidas pelos vice-campeões do mundo.

vestiário holanda depois da final
No vestiário da Holanda, as poucas cervejas serviram para amenizar o sofrimento pelo terceiro vice mundial
(Foto: João Paulo Garschagen e Bernardo Eyng / Globoesporte.com)

Font: G1

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Presidente Lula diz que seguirá na vida pública após 2010

lula

 

Quando terminar o segundo mandato como presidente da República, em 31 de dezembro de 2010, Luiz Inácio Lula da Silva quer continuar na vida pública. O desejo foi manifestado pelo presidente em entrevistas publicadas, no fim de semana, nos jornais La Nación (Argentina) e ABC (Espanha). Ao diário de Buenos Aires, Lula disse que "gostaria de trabalhar, e muito, no tema da integração latino-americana".

O outro foco de interesse para trabalho público futuro, acrescentou o presidente, seria a África, com seus problemas de atraso econômico e tecnológico. "Quero ver se posso ajudar de alguma maneira", disse. "Em 1º de janeiro de 2011, quero ir para casa e descansar. Depois, veremos. O que posso adiantar agora é que não tenho a intenção de me aposentar da vida pública", resumiu o presidente ao ABC.

Na longa entrevista ao La Nación, o presidente disse que "Dilma pode ser a futura presidente do Brasil". Mas emendou, em tom de recado aos petistas, que, para eleger a ministra-chefe da Casa Civil, é preciso "construir uma coalizão e saber se o PT quer que ela seja a candidata."

Lula chamou de "privilégio" ter uma disputa eleitoral à sucessão dele com dois candidatos como Serra e Dilma. E emendou: "Se os candidatos forem Dilma, Serra e Ciro Gomes também será um luxo. Igualmente, se Aécio Neves (concorrer)". O presidente festejou esse leque de candidatos e explicou o motivo: não são nomes de direita. "Vejo companheiros de esquerda, de centro esquerda, progressistas. Isso é um avanço extraordinário para o Brasil", afirmou.

Apesar dos inúmeros contenciosos comerciais com a Argentina, Lula minimizou o tempo todo a situação entre os dois países e disse que "a única divergência" é no futebol: "Se o Pelé é melhor ou não do que o Maradona".

O diário ABC quis saber se o Brasil, assim como a Espanha, aspira a integrar o G-8 (o grupo dos sete países mais ricos e a Rússia). O presidente respondeu apenas que a consolidação de fóruns "mostra que não é mais possível excluir os países em desenvolvimento das instâncias de decisões mundiais". E concluiu: "Os países ricos sabem que não se pode falar em governabilidade global sem a participação dos emergentes".

Espanhoes vendem orgão para sair da crise

A crise econômica que afeta a Espanha levou dezenas de pessoas a colocar à venda seus órgãos na internet, segundo a associação de consumidores Facua, que denunciou nesta terça-feira esta prática proibida em um comunicado.
A organização também alerta as autoridades para os sites que realizam esse tipo de comércio. Entre os candidados a vender seus órgãos, não estão apenas espanhóis, mas como muitos latino-americanos.

 

"São ofertas de venda de rins, pulmões e medula óssea realizadas por pessoas que dizem estar atravesando graves problemas financeiras e pedem quantias que oscilam entre 15.000 e um milhão de euros", acrescenta o comunicado.
A economia espanhola entrou em recessão no final de 2008 e o desemprego registrou um forte aumento, chegando a 15,5% da população ativa, segundo a Eurostat, ou seja, a taxa mais elevada da zona euro.

Se a Onda pega no Brasil. Espanhóis demitidos se vingam denunciando pirataria nas empresas

 

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A crise econômica criou na Espanha uma nova forma de vingança por parte dos empregados demitidos: eles passaram a denunciar seus ex-empregadores, no caso destes usarem software pirata no ambiente corporativo.

Segundo a associação Business Software Alliance (BSA), as denúncias de pirataria relacionadas à informática subiram 27% em fevereiro de 2009, se comparado ao mesmo mês de 2008.

O elevado crescimento se deve, possivelmente, à onda de demissões. “Com o aumento do desemprego, os ex-funcionários passaram a denunciar suas antigas empresas”, afirmou Julián Swan, diretor de marketing da BSA para Europa, Oriente Médio e África.
Segundo a BSA, associação com sede nos Estados Unidos que luta contra a pirataria de software, diversas empresas instalam produtos sem licença em seus computadores para economizar. Na Espanha, o uso de programas piratas pode render até cinco anos de prisão e multas de 200 mil euros.