Lançamento da pedra fundamental do campus do IFMG/GV marca a história da cidade

 

Governador Valadares já tem universidade pública. Nesta sexta-feira (9/10), foi lançada a pedra fundamental do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) em Valadares. O Instituto oferece cursos superiores e técnicos gratuitos, e segundo a prefeita Elisa Costa, “muda o rumo desta cidade”. Na presença do professor reitor do IFMG, Caio Mário Bueno, o diretor do campus do IFMG/GV, Júlio Azevedo, do deputado federal Leonardo Monteiro, do vice-prefeito, Geremias Brito, vereadores e outras autoridades e lideranças da cidade, Elisa ressaltou que a cidade está dando um grande passo na construção de desenvolvimento ao conquistar um campus do IFMG.

Para a prefeita investir em educação, oferecer universidade pública é conquistar desenvolvimento definitivo, o verdadeiro desenvolvimento sustentável, que não traz benefícios somente para o presente, mas para o futuro, e, principalmente, para todos. “Considero que política séria tem que fazer o presente bem feito e estender os benefícios às gerações futuras. Desenvolvimento sustentável é isso, incluir economia, cultura, educação e incluir a todos e todas”.

Já o reitor do IFMG disse que “Todos nós devemos lutar pelo direito universal de educação. Todos precisam cobrar dos políticos que tenham como prioridade os investimentos em educação. Mas educação de qualidade para todos, que inclua àqueles que sempre estiveram à margem de todos os processos deste país, que tem mais de 80 milhões de analfabetos funcionais”, afirma o professor, ressaltando o ensino de qualidade que Valadares está recebendo com o IFMG, antigo Cefet, instituição federal com mais de 100 anos de história.

Na ocasião, o deputado federal Leonardo Monteiro recebeu o reconhecimento da prefeita Elisa Costa pelo esforço e trabalho, sempre conjunto, para dar aos valadarenses universidade pública. O deputado ressaltou que a implantação do IFMG em Valadares é resultado de um governo federal que entendeu e trabalha para que a educação seja prioridade neste país, e que seja direito de todos.

A construção do campus do IFMG/GV, de acordo com a empresa que ganhou a licitação para a realização das obras – Construtora Hana –, será feita em três etapas. A primeira delas, que começa agora, ficará pronta até o final do ano que vem, e disponibilizará: prédio com 28 salas de aulas e laboratórios; prédio administrativo, com auditório e biblioteca; e estacionamento com capacidade para 120 vagas para automóveis, uma para ônibus e outra para microônibus e, ainda, 20 para motos. Da área de 80mil m² doada pela Prefeitura para o a construção do campus, nesta primeira etapa serão utilizadas 3.300 mil m². Ao fim das outras etapas, o campus terá cerca de 80 salas de aulas.

Mas as oportunidades começam já, mesmo antes do campus definitivo ficar pronto. Para 2010, o IFMG/GV está oferecendo dois cursos superiores: Engenharia de Produção e Tecnologia em Gestão Ambiental; e um de nível técnico: Segurança do Trabalho. Até que o campus seja construído, a Prefeitura está oferecendo o Polo de Apoio Presencial de Educação a Distância de Valadares para a realização das aulas.

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Entrevista do secretário Beto Cury para o Portal PSB

 

por Catherine Fátima Alves última modificação 31/08/2009 17:57

O secretário Nacional de Juventude, Beto Cury, ministrou a aula inaugural do primeiro Curso de Políticas Públicas para a Juventude, uma iniciativa da Fundação João Mangabeira, em parceria com a Universidade da Juventude.

beto cury
Em entrevista exclusiva ao jornalista Gustavo Sousa Jr do Portal PSB, Cury apresentou as políticas públicas de juventude implementadas pelo governo federal. Segundo o Secretário, um dos principais desafios é combinar políticas públicas estruturantes com programas de governo, assegurando os diretos à juventude.
Entre as áreas onde os resultados já podem ser observados está a educação, onde o governo tem conseguido ampliar, a cada dia, o acesso ao ensino superior. Além disso, tem investido na formação técnica e profissionalizante, importante iniciativa para a inclusão dos jovens. "O Brasil tem hoje 4,5 milhões de jovens fora do mercado de trabalho, sem acesso à educação", denunciou.
Confira a íntegra da entrevista.

Portal PSB – Como você avalia a iniciativa da Fundação João Mangabeira em realizar um curso voltado especificamente às políticas públicas para a juventude?
Cury – Acho muito importante, pois permite que gestores de juventude nos estados e municípios, militantes sociais juvenis das organizações não-governamentais tenham a possibilidade de aprofundar e apreender mais sobre o tema juventude, que é um tema recente na agenda das políticas públicas. Essa iniciativa da Fundação João Mangabeira, da Juventude do PSB, em parceria com a Universidade da Juventude, não tenho dúvida, fortalece este processo muito positivo que o Brasil está vivendo, essa onda positiva de construir políticas públicas direcionadas aos nossos jovens. É um processo que avançou muito nos últimos quatro anos e meio, com a consciência de que temos ainda uma longa trajetória. E essa iniciativa da Fundação, do PSB, contribui para fortalecer esse processo.

Portal PSB – As políticas públicas já existentes atendem às necessidades da juventude?
Cury – Eu diria que, como a dívida social é muito grande e nós começamos a resgatar essa dívida de uns anos pra cá, elas estão atendendo. Agora, evidentemente, é um processo. Elas atendem a boa parte da juventude, principalmente aquela parcela mais vulnerável socialmente, mais excluída. Quando se observa o Prouni [Programa Universidade para Todos], o Projovem [Programa Nacional de Inclusão de Jovens], são ações que estão gerando inclusão digital, formação profissional, oportunidade para que o jovem possa fazer o ensino superior. Geram a oportunidade de ter um diploma de ensino fundamental para aqueles que teriam pouquíssima perspectiva de voltar à escola ou de chegar à universidade se não fossem programas como esses. Agora, a dívida [social] é muito grande. É um processo que tem que ter continuidade. Por isso que temos afirmado que é fundamental transformar o tema juventude em Política de Estado, ou seja, perene, duradouro, permanente, que não mude de acordo com a troca de governos. Dessa forma, conseguiremos fazer com que essa dívida com a juventude brasileira seja paga mais rapidamente, uma dívida que o Estado acumulou e que esse governo começa a resgatar, mas que tem que ter continuidade nos próximos governos.

Portal PSB – O estimulo na retomada da oferta de cursos técnicos pode contribuir para a inclusão social da juventude?
Cury – Eu não tenho dúvida nenhuma disso. O investimento que o governo tem feito em ensino técnico, em ensino tecnológico, essa retomada que, infelizmente, governos anteriores abandonaram, é fundamental. Para o jovem nessa faixa etária, dos 20 aos 23 anos, o ensino médio somente pelo lado da educação é importante, mas é insuficiente do ponto de vista da atratividade. Então, o jovem ter a possibilidade de fazer um ensino médio tecnológico, profissionalizante, fazer o ensino superior tecnológico, é essencial para que essa boa parcela da juventude que deixou a escola, retome e tenha motivação para voltar às escolas e, consequentemente, concluir seus estudos. E, é claro, ter inclusive melhores oportunidades no mercado de trabalho, que a cada dia é mais existente. Portanto, acho que esse investimento que o governo federal tem feito nas escolas técnicas é essencial para asseguram mais oportunidades e garantir mais direitos aos jovens brasileiros.

Portal PSB – As questões relacionadas à juventude já estão arraigadas na cultura dos políticos e dos gestores públicos?
Cury – Ainda não. Está em processo. Eu até costumo brincar que nós precisamos criar uma cultura juvenil entre os nossos agentes políticos e gestores públicos, conquistar corações e mentes. O tema juventude é um tema contemporâneo, da democracia moderna, fundamental para a democracia republicana que queremos construir no Brasil. Estamos falando de um universo de 50 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos. Até muito recentemente, quando se pensava do ponto de vista de política pública, havia uma linha que considerava um grupo até os 18 anos – em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente -, depois entrava imediatamente no grupo de adultos, com direito às políticas universais, sem entender que a juventude tem singularidades, tem particularidade.
Nos últimos quatro anos tem um movimento que envolve a sociedade civil , parlamento, organizações da ONU e governos federal, estaduais e municipais, que têm implementado programas, que têm constituído secretarias, coordenadorias, conselhos de juventude. Eu diria que isso tudo é um processo que já avançou muito, mas que ainda tem uma trajetória pra ser consolidada.

Eu espero, e esse é o grande desafio, que esse tema seja de fato consolidado na agenda das políticas públicas. Aquele ou aquela que assumir a Presidência da República em 2011, independentemente da sua posição política ou identidade maior ou menor com os temas sociais, que esse ou essa governante tenha, na política de juventude, um processo que será continuado, aprofundado e aperfeiçoado, para que nós não tenhamos nenhuma interrupção de um processo muito rico, que começou quatro anos e meio atrás, em 2005, com o governo do presidente Lula, e que possa dar continuidade a esse resgate da dívida que o Brasil tem com seus jovens.