7 tendências tecnológicas para os próximos dois a cinco anos

Consultoria E-Consulting indica quais tecnologias serão relevantes para os negócios no futuro próximo.

A consultoria E-Consulting estabeleceu uma lista de sete tendências tecnológicas para os próximos dois a cinco anos.

A lista busca prever quais tecnologias estarão em pauta em médio prazo. Ainda que elas possam ser, atualmente, “mercadologicamente imaturas ou comercialmente inviáveis, certamente serão aquelas que no prazo de dois a cinco anos impactarão radicalmente a forma como as empresas conduzem seus negócios”, ressalta a consultoria.

De acordo com a E-Consulting, dizer hoje que governança de Tecnologia da Informação, outsourcing, Web 2.0 ou TI como serviços serão destaques não traz um valor diferenciado para o CIO ou para o interessado/investidor em tecnologia. As 7 “hot trends” apontadas pela consultoria são:

1- Cloud Customization – A customização de aplicativos e funcionalidades interativas vai acontecer remotamente, segundo a consultoria, e será realizada pelo usuário. A E-Consulting chama isso de self-technologies.

2- Proactive Stakeholder Networks (redes proativas de partes interessadas) – Apoiado na evolução do conceito 2.0, o conceito defende que as diversas partes interessadas (stakeholders) das empresas vão se organizar em grupos, redes e comunidades de interesse, manifestando opinião e defesa de direitos, assumindo papel de protagonistas na gestão das empresas (de suas marcas e produtos). Isso valerá para as redes de clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores, etc. Assim, caberá às corporações absorver essas redes integrando-as aos seus modelos de negócios.

3- Customized Application Frameworks (framework de aplicações customizadas) – A idéia está em maximizar o valor da estrutura de tecnologia existente, acelerando a oferta dos aplicativos e serviços de tecnologia para os usuários de forma prática e rápida. A existência de frameworks maduros deverá criar mercados importantes para plataformas de venda de serviços de software/sistemas pautados no aluguel destes frameworks, que serão customizados em função das necessidades dos diferentes clientes.

4- Enterteinment Content Components (componentes de conteúdo de entretenimento) – O mercado de conteúdo de entretenimento aumenta muito com o crescimento da convergência e da penetração do celular com maior capacidade de manipulação de dados, da TV Digital e de outros aparelhos integrados em plataforma digital. Assim, a componentização dos aplicativos de conteúdo e entretenimento gerará novos produtos em escala deste tipo de serviço, áreas de interesse de empresas como Nokia, Microsoft e Google

5- Multichannel IP Points (gestão multicanal) – A convergência nos canais digitais e da Web 2.0 e de suas integrações com os canais físicos (ex. lojas de varejo, agências bancárias, representantes comerciais, etc) vai obrigar as empresas a adotarem uma abordagem multicanal, com a revisão das dinâmicas dos modelos de interação com clientes e demais stakeholders.

Toda a arquitetura de canais da companhia deverá ser revisada com vistas à integração online, tanto de canais físicos como digitais. Neste momento, conceitos como single sign on, CRM analítico, visão única do cliente, clusterização de redes e comunidades (e não segmentação de clientes), etc, ganham espaço.

6- Open Remote Libraries (bibliotecas remotas de acesso qualificado) – O conhecimento em uma empresa ganha mais valor com a sua disseminação em grupos e comunidades capazes de tirar beneficio dele, além de agregar novas informações e disseminá-las. Assim, abre espaço para bibliotecas remotas de acesso qualificado que vão estruturar o conhecimento de maneira que possa ser compartilhado e agregado dentro da Internet, em comunidades abertas ou corporativas.

7- GAT (Gestão dos Ativos de TI) – O gestor de tecnologia tem o dever de comprovar o valor gerado e/ou protegido pela tecnologia (infraestrutura, sistemas, arquiteturas, plataformas, conhecimento, metodologias, modelos, gestão, etc) para empresa e para os acionistas. Desta forma, com o tratamento dos ativos intangíveis como ativos de valor (movimento iniciado pela revisão das prerrogativas da Governança Corporativa – fruto da pressão da atual crise econômica – e pelo advento de novos padrões contábeis), caberá ao CIO aprender a gerenciar os ativos tecnológicos como ativos corporativos, de fato.

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