Crise política só existe porque a crise econômica não ocorreu, diz Lula.

Caninha Marolinha Sama

Foi marolinha mesmo! Mas os tucanos com ajuda do pig não estão satisfeito, tudo como na velha udn querem derrubar o presidente mais popular que já houve no Brasil!

Crise política só existe porque a crise econômica não ocorreu, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva creditou nesta terça-feira a existência de uma crise política ao fato de a crise financeira global não ter atingido o país como a oposição imaginava.

"Agora querem substituir uma crise econômica que não aconteceu por uma crise política que só a eles interessa e a mais ninguém nessa nação", disse Lula em São Bernardo do Campo, durante encontro com políticos da região do ABC sobre a crise econômica. ?A síntese da diferença entre nós e quem nos critica é que mais de 500 mil brasileiros deixaram a linha da pobreza desde outubro de 2008, quando fervilhava o colapso do [crédito imobiliário de alto risco] subprime nos Estados Unidos."

Segundo o presidente, o governo agiu para evitar que a crise econômica se instalasse no país, "mesmo não sendo culpa nossa". Citou, entre outras medidas, a ampliação do crédito através dos bancos públicos, as desonerações fiscais sobre alguns setores produtivos, o aumento das reservas e o reforço nos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), especialmente sobre a exploração do petróleo da camada pré-sal.

Lula ressaltou ainda que as questões partidárias não fazem parte da análise de projetos de investimento do governo federal. "Duvido que a gente encontre no Brasil um prefeito de qualquer partido que seja que diga que deixou de receber algum apoio do governo federal", disse.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político ? o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da "ditabranda", do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

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Obama e a beleza interior

O futuro chegou. Um presidente negro nos Estados Unidos dá passos para restaurar o profissionalismo na Casa Branca – é o que anunciam os periódicos americanos ao ver o staff de Obama. Ele indicou para vários cargos pessoas da Era Clinton, antes profissionais tidos como competentes que simples políticos aliados. Vai dar certo? Não sabemos, mas sabemos que os passos até agora estão na direção correta. Ele tem muito a favor, pode dar certo.Tudo indica que o século XXI poderá ser mais um “século americano”. Obama tomará posse sob a expectativa do mundo. A cobertura da CNN é clara: toma posse o imperador da Nova Roma. A China e outros países populosos sofrem com a recessão americana, e mostram que não estavam preparados para assumir a hegemonia do mundo. Quando Roma não consome, os que diziam que iriam assaltar o futuro se mostram incapazes de oferecer alternativas, e até podem voltar a comer escorpião – ou quase! Obama promete tirar todos da crise. O centro do Império e as províncias. Ele é o primeiro americano hifenado (John Dewey dizia que o ítalo-americano, o afro-americano etc. eram os americanos típicos), isto é, o verdadeiro americano, que chega à presidência toma o comando do mundo. Seu hífen poderá fazê-lo pensar com uma cabeça mais cosmopolita que outros presidentes.

Ao mesmo tempo, nasce a primeira criança que não será vítima de câncer. Os jornais anunciaram na semana passada. Fruto de engenharia genética ela realiza o sonho que, no cinema, apareceu muitas vezes antes como terror que como conquista benéfica. Gattaca foi o filme que mostrou essa transição: alguns seriam geneticamente superiores. Uma raça de super homens, de modo antes natural que por qualquer praga jogada por Hitler.

Assim, enquanto o preconceito de cor que, enfim, queria nos impôr uma falsa desigualdade, começa a cair para valer, surge a diferença de genes, e esta não será uma falsa desigualdade. Logo seremos desiguais não por uns passarem fome na infância e outros não; seremos desiguais por uns serem geneticamente programados para vencer e outros não. Não vamos construir Gattaca, certamente (filme de Andrew Niccol, 1997, com Uma Thurman) . Pois Gattaca é uma caricatura. Mas vamos construir algo que pode ser pior, ou tão cruel quanto.

A democracia étnica vence com Obama. A democracia genética perde no momento em que vence a ciência, que promete a todos um futuro melhor. Mas não vamos renunciar à ciência – é claro! Não somos malucos. Para que possamos dar realmente o pulo prometido pela ciência precisamos, então, continuar a batalha democrática. A questão da democracia racial deverá ser substituída pela democracia genética. Teremos de criar situações para que os filhos dos pobres, no mundo todo, também possam nascer sob as condições que vão ser oferecidas aos filhos dos ricos para obter a melhoria genética. E não digo mais condições outras que não as condições genéticas. Vamos ter de criar um gigantesco serviço social de busca de melhorias genéticas para todos. Será um grande engodo irônico e terrível se viermos a terminar a primeira metade desse século com uma população adulta imune geneticamente a muitas doenças, por nascimento, enquanto que uma outra parte da população esteja condenada a ter doenças que os ricos terão esquecido de uma vez por todas – sem vacina.

Sendo assim, o Welfare State que Obama quer reconstruir para os Estados Unidos deverá ser capaz de fazer algo muito mais difícil do que todos os outros Estados de Bem Estar prometidos ao longo da história. Terá de ser capaz de dar condições a todo o Império, ou seja, ao mundo todo, salvo alguns poucos bárbaros renitentes (Bin Laden e sua turma?), a condição de gerar filhos imunes ao câncer e outras coisas que irão ser coibidas geneticamente. Logo logo, também, tudo isso não será mais negativo. Além de imunes a doenças, as crianças poderão ser programadas para a genealidade. É horrível imaginar que a melhoria de vida de cada um no mundo, do ponto de vista da estrutura corporal, não virá acompanhada do direito da maioria de gerar filhos nas condições genéticas dos mais afortunados.

O mundo de Obama não será a luta pela igualdade da cor, do que vai “fora” do corpo, mas do que vai “dentro”. Quando nossos pais assistiam Flash Gordon, eles imaginaram isso? Não! Nem nós, ao vermos Jornada nas Estrelas, levávamos a sério essas coisas. Mas eles chegaram. Não tínhamos pensado nisso seriamente, tínhamos? Não tínhamos pensado para valer que o futuro chegaria.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo

O Filósofo da Cidade de São Paulo