No amor e na guerra – Ranking das cassações do TSE, partido por partido

DEM = 69 (20,4%)
PMDB = 66 (19,5%)
PSDB = 58 (17,1%)
PP = 32 (10,1%)
PTB = 24 (7,1%)
PDT = 23 (6,8%)
PR = 17 (5%)
PPS = 14 (4,7%)
PT = 10 (2,9%)
PSB = 7 (2,1%)

O Brasil vive hoje uma guerra política e uma disputa entre dois projetos de país. É isso que está em jogo neste momento, ou seja, se mudaremos ou não de projeto no ano que vem. É uma guerra na qual um dos lados decidiu apelar até para a sabotagem para retomar o controle do Estado.

Um desses projetos considera que o Bolsa Família é “esmola”, que em um país com mais da metade da população negra ou descendente de negros estava correto essa população não ter nem um por cento de universitários, que numa crise como esta deve-se cortar gastos públicos em vez de investir dinheiro público para fazer a economia funcionar, que deveríamos continuar fazendo negócios exclusivamente com os EUA e com a Europa etc. E o outro projeto prevê exatamente o oposto.

Nessa guerra política em curso, o projeto que o país rejeitou em 2002 e em 2006 usa seus jornais, tevês, rádios e alguns paus-mandados na internet para tentar pregar no presidente Lula, em seu partido e em seu governo a pecha de corruptos.

Para esse fim, o projeto derrotado nas duas últimas eleições presidenciais cria, através dos seus meios de comunicação, crises políticas e escândalos forjados, alarma a população com epidemias inexistentes que seriam culpa do governo, acusa o projeto de país vigente de se aliar a políticos e a partidos acusados de corrupção enquanto esconde suas alianças com políticos acusados da mesma coisa, diz que tudo que acontece de bom no país é mérito dele pelo que fez no passado e tudo que está ruim é culpa do projeto a que se opõe, tem histórico em seu período de vigência de ter sido favorável a privatizações e a supressão de direitos trabalhistas etc.

O projeto derrotado tenta sabotar o projeto vigente diuturnamente, via imprensa. Com um discurso moralista, acusa o projeto vigente de abrigar políticos e partidos acusados de corrupção. Neste momento, usa essa estratégia para tentar controlar o Senado derrubando o presidente da Casa, que é aliado do governo, visando pôr no lugar dele o segundo senador na linha de comando da Casa, um político contra o qual pesam acusações tão ou mais graves do que as que pesam contra aquele que se pretende derrubar.

Ao cair nas mãos da oposição, a Presidência do Senado permitiria aos oposicionistas dificultarem a vida do governo e impor obstáculos a um projeto de país apoiado por 80% dos brasileiros.

É isso o que está em jogo neste momento, o projeto de país vencedor que manteve o Brasil acima da crise mundial, que está fazendo deste país um player global e que melhorou a vida dos brasileiros como jamais vi em meus 49 anos de vida.

Não contém comigo para sabotar o projeto de país que aprovo. Até porque, hoje vemos gente que votou em Collor em 1989 e meios de comunicação que o apoiaram durante sua disputa com Lula naquele ano cobrando que este não poderia se aliar a um partido que abriga o ex-presidente. Vemos meios de comunicação e pessoas que se calam sobre a aliança de José Serra com Oréstes Quércia cobrar de Lula sua aliança com José Sarney…

É óbvio que, para entoar tal discurso, esses meios de comunicação e essas pessoas têm que se apresentar como apartidários, e dizendo que não é porque o projeto de país derrotado tem um Quércia em suas fileiras que o projeto vigente pode ter um Collor, e que não é porque o senador oposicionista que querem colocar no lugar do atual presidente do Senado sofre tantas acusações quanto este que não se deve fazer a troca.

Bem, se for para falar de quem é mais corrupto, os que acusam o governo de se aliar a corruptos não têm moral para abrir suas bocas. E, para comprovar o que estou dizendo, basta analisarmos o gráfico lá em cima, que mostra o ranking dos 623 políticos cassados em 339 processos julgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 2000 e 2006. Nesse gráfico, fica claro que os moralistas não têm moral para dizerem um A quando o assunto é ética na política.

O projeto de país que apóio é responsável por êxitos enormes na economia. E nem vou falar dos avanços sociais, na redução da pobreza, da miséria e da desigualdade. Vou me ater ao que interessa de fato hoje à esmagadora maioria dos brasileiros e que os neo moralistas querem destruir, e que faz com que essa maioria ignore as campanhas difamatórias do projeto derrotado e de seus jornais, rádios, tevês, revistas semanais e paus-mandados na internet, entre outros.

Retirei os dados que vocês lerão abaixo do site do jornalista Luiz Carlos Azenha. Eles mostram por que o Brasil deve travar uma guerra contra aqueles que tentam substituir projeto de país tão exitoso e por que todos devem se lembrar de que no amor e na guerra vale tudo, e por que, estando cercado pelo inimigo, o combatente deve aceitar apoios que, em situações normais, dispensaria.

Números do 2º Trimestre mostram PIB em expansão

Até os especialistas mais pessimistas calculam que haverá um crescimento no PIB de 0,5% no segundo trimestre, e os menos pessimistas falam em mais de 2%.

Com forte impulso do consumo, PIB deixa recessão para trás

Os números de vendas no varejo de maio reforçaram a avaliação de que o consumo das famílias – o principal motor da demanda – avança a um ritmo razoável, impulsionado pela massa salarial que nos 12 meses até maio cresceu 6,6%, descontada a inflação.

Consumidor retoma confiança, quita dívidas e a inadimplência cai

O consumidor começa a recuperar a confiança na economia, decidiu quitar dívidas e planeja comprar mais, embora recorrendo menos ao crediário. Como resultado, a inadimplência no comércio registrou queda de 22,67% no mês de junho em comparação com maio.

PIS injeta R$ 5,2 bi na economia

O pagamento do abono de um salário mínimo (R$ 465) do PIS 2008/2009 alcançou R$ 5,2 bilhões, atendeu o número recorde de 12,7 milhões de trabalhadores e ajudou a movimentar a economia. De acordo com a Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento, 1,3 milhão de pessoas a mais receberam o benefício em relação ao exercício anterior.

Juros do cheque especial caem para a menor taxa desde 1995

A taxa de juros do cheque especial chegou a 7,54% ao mês em junho, a menor identificada desde 1995, quando se iniciou a apuração das taxas pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Brasil é a bola da vez

O eminente investidor Whitney Tilson está impressionado com a qualidade das empresas brasileiras. Gestor de um fundo hedge americano, Tilson veio ao Brasil para lançar seu livro sobre o problema do mercado de hipotecas de alto risco nos EUA (“subprime”) e para conhecer de perto algumas de nossas companhias. Para ele, entre os países emergentes o Brasil é de longe o melhor para investir hoje.

GM anuncia investimento de R$ 2 bi no Brasil e expansão de fábrica no RS

A General Motors do Brasil anunciou investimento de R$ 2 bilhões no país, o que inclui a expansão da sua fábrica em Gravataí (RS) para produção de uma nova família de veículos. Cerca de R$ 1 bi, 50% do investimento, será feito com recursos próprios da GM do Brasil. O restante virá de empréstimos contraídos juntos as bancos estatais. Já estão no projeto o Banrisul e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento Econômico) e há negociações com o BNDES.

O projeto de país derrotado pelos brasileiros em 2002 e em 2006, bem como seus entusiastas e formuladores, julga-se muito esperto ao usar a sabotagem e o moralismo para recuperar o poder e mudar a rota do Brasil a partir de 2011. Hoje, aproveita-se do controle de impérios de comunicação para acobertar acusações contra si e inflar as que pesam contra o projeto vigente, mas os dados acima explicam por que esse projeto nefasto e seu formulador principal, José Serra, darão com os burros n’água. De novo.

Texto escrito por Eduardo Guimarães

TEXTO ORIGINAL NO ENDEREÇO:
http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Mais de 300 políticos eleitos em 2008 já tiveram os mandatos cassados

 

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Uma pesquisa divulgada hoje (6) pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) revelou que, do final de 2008 a março deste ano, 357 prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos no ano passado foram cassados por compra de votos ou uso eleitoral da máquina administrativa.  

O levantamento teve como base dados da Corregedoria Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi analisada a situação de 84,74% das zonas eleitorais do país.
Entre 119 vereadores cassados por compra de de votos no período considerado, a maioria (50 casos) tinha atuação na região Nordeste. Também já perderam mandato 238 prefeitos e vices eleitos em 2008.

O número de mandatos interrompidos pode crescer bastante nos próximos meses. A corregedoria do TSE contabiliza outros quatro mil processos relacionados à corrupção eleitoral ainda pendentes de conclusão, 3.124 deles referentes à compra de votos no último pleito.

O aumento de cassações reflete a aplicação da Lei 9.840, de 1999, originada de iniciativa popular. O MCCE é formado por 40 entidades da sociedade civil, movimentos sociais e igrejas.

20 anos de democracia

Segue mais um artigo interessante que recebi por email e que compartilho com vcs.

Boa leitura

 

Vivemos 20 anos de governos militares impostos (nem precisava dizer),
seguidos de 15 anos de governos neo-liberais cuja única e exclusiva
preocupação parecia ser ‘ficar bem na fita’ com os grandes capitais –
internos e externos – e potências internacionais. Após disputar três
eleições, Lula foi eleito, sendo reeleito com expressiva votação
popular, não obstante as insistentes e permanentes denúncias e
desaprovação expressa dos grandes meios de comunicação. Eleito e
reeleito, trabalhou uma plataforma de tentar redistribuir renda e
manter a economia estável, além de livrar-nos da muleta incômoda e
dispendiosa, em vários sentidos, do FMI. Conseguiu realizar boa parte
dessas promessas, ficando a dever em alguns campos, mas mesmo assim
não se pode dizer que seja um período no qual o país e sua população
tenham andado para trás: pelo contrário, houve aumento de renda mínima
e média e o PIB cresceu, mesmo que os detratores criticassem como
modesto um desempenho de 4,5%. Obteve realizações, a despeito de
oposições em muitos casos desleais e ferrenhas: no Congresso nacional,
nos grandes meios de comunicação de massa (precisa citar?) e de parte
até de alguns de seus antigos colaboradores e partidos aliados, ou
ainda dos partidos emergentes. Conseguiu estes êxitos malgrado as
sucessivas e constantes ‘crises’ criadas, em grande parte, por seus
opositores: crise do ‘mensalão’, crise do ‘apagão aéreo’, crise do
mercado imobiliário americano (a única não fomentada dentro do país)
… sem que nada disto pudesse abalar sua popularidade de modo
definitivo.

Agora, após uma denúncia (mais uma) de um senador de que todos os
políticos e seus partidos seriam ‘ninhos de corrupção’, inclusive seu
próprio partido que se aliara a Lula meses antes, e depois de um
bate-boca no STF, fala-se em uma ‘crise institucional generalizada’.
Ora, esta palavra é uma das mais prostitutas da história: a cada golpe
de estado no Brasil, ou a cada tentativa, verão que ela era a mais
pronunciada nos meses antecedentes. Os que se erigiam em salvadores da
pátria tinham sempre que divulgar a imagem de que um suposto ‘caos’ se
instaurara e que a situação das instituições nacionais era ‘crítica’,
portanto, faziam-se necessárias ‘medidas de exceção’ (artifício
lingüístico usado para denominar governos impostos por quase três
décadas em grande parte da América do Sul). A ´ética’ e a
‘moralidade’, bem como a ‘ordem’ e a ‘normalidade’, usadas como
justificativas para instaurar o arbítrio. Sabemos o resultado: mortos,
desaparecidos, torturados, truculência, autoritarismo e inúmeras
outras mazelas, dentre as quais o endividamento nacional e a entrega
de recursos naturais estratégicos em mãos de multinacionais.
Não queremos repetir esse passado, nem mesmo como ‘reprise’. Já
vivemos e vimos o suficiente para saber que ele não nos serve e não
nos auxilia em nada. A desunião, desinformação, avaliação incorreta da
realidade, além da desarmonia e lutas internas nos levaram ao fracasso
na tentativa de opor-nos ao que nos era imposto por grupos cujos
interesses únicos eram privados e classistas. Eu era adolescente na
última ditadura, mas acompanhei e acompanho, na medida do possível, o
que ocorreu então. Minha avaliação talvez não seja a mais exata sobre
as razões do fracasso popular e de suas vanguardas naquela época
triste e sombria, mas guarda respeito e admiração pelos que lutaram e
tentaram fazer o melhor, mesmo com erros.

Vamos repetir hoje os erros do passado e permitir que grupos
articulados em torno de interesses escusos consigam implantar o caos e
fomentar crises – como fizeram com o transporte, no Chile, pouco antes
do golpe contra Allende? Quando vejo, em alguns momentos, os discursos
da extrema direita e esquerda convergirem para pontos comuns (crise
institucional, denúncias, etc.), fico alarmado. Os governos de
Getúlio, Juscelino e Jango foram acusados de ‘corrupção endêmica’, não
apenas pela direita, pouco antes de serem derrubados e nunca se falou
tanto em crise ou caos quanto na véspera desses golpes. Não sou
ingênuo a ponto de pensar que não haja problemas ou que não possa
haver desvios no governo atual, mas asseguro-lhes que os que o
denunciam não são movidos pelo amor à retidão, na maior parte dos
casos, e que se existem não são maiores do que já se viu em
administrações anteriores.

Sabemos que muitas das denúncias e fontes de inquietação, transmitidas
diariamente à população, são falsas ou inexatas: é o anunciado
‘terceiro turno’ em andamento. Enquanto isto, proliferam os blogs
radicais de direita fabricando piadas ofensivas e falsas acusações
(uma delas: a de que Bóris Casoy, Jabor e Mainardi tenham sido
mandados embora de suas respectivas redações a pedido de Lula! –
outra: a de que todos os direitos trabalhistas cairiam).
Não podemos ser co-veiculadores de coisas desse tipo, não por
atingirem o presidente eleito e o PT, mas por serem inverdades. Não
podemos fazer eco quando falam de ‘apagão aéreo’ sem que isto seja
verdadeiro, também. Não deveríamos acreditar mais em uma crise
internacional, ou em uma suposta crise interna, que em nossa
capacidade já comprovada de superá-las. Se há crises, vamos a elas; o
que não podemos é propor ‘dinamitar tudo’ ou ‘demolir o modelo’ a cada
década. Construir um país e uma democracia levam tempo e custam vidas,
sacrifícios e suor.

Abraços sociais
F.Prieto

Senador sugere fechar o Congresso Nacional

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lançou nesta segunda-feira a ideia de se fazer um plebiscito questionando a população sobre o fechamento do Congresso Nacional. De acordo com ele, o grande volume de críticas contra o parlamento e a “inoperância” dos congressistas justifica a necessidade de plebiscito.

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“Ficou a ideia do plebiscito, não a proposta, porque não fiz. [Mas] Não vou retirar a ideia. Deixo o povo comentar quem é a favor ou contra um plebiscito e se deve ou não fechar o Congresso. Até porque as razões para fechar não são apenas as dos escândalos. São as razões da inoperância e são as razões do fato de que estamos hoje em uma situação de total disfunção, diante do poder, de um lado, das medidas provisórias do Executivo e, de outro, das medidas judiciais do Judiciário. Somos quase que irrelevantes”, disse Cristovam no plenário do Senado.

Questionado sobre o eventual resultado do plebiscito, o senador preferiu não palpitar, disse apenas que ele faria campanha pela manutenção do parlamento aberto. “Um Congresso ruim aberto é melhor que um Congresso fechado”, disse.

Na linha das críticas ao parlamento, Cristovam ainda comentou que a imagem passada pelo Senado para a população “não é de limpeza” mas sim de um grupo que assume o poder para ter uma “boquinha e não para servir o País”.

Antes de apresentar a ideia do plebiscito no plenário do Senado, Cristovam a comentou num programa de rádio de Recife. De acordo com ele, “foi uma felicidade” ter recebido diversas críticas de pessoas que consideraram um absurdo “a simples ideia de se pensar num plebiscito [para o fechamento do Congresso]”.

 

Fonte Agencia Brasil