12º Coneg da Ubes: desafios e perspectivas do ensino na América Latina e Caribe

O debate: "América Latina e Caribe: desafios e perspectivas" visa discutir um projeto de desenvolvimento autônomo, que diminua progressivamente a dependência que temos frente aos EUA e a Europa.

No segundo dia (05) do 12º CONEG, entre 10h00 e 12h00, acontecerá a mesa de debate "América Latina e Caribe: desafios e perspectivas", com as presenças do embaixador Gonçalo Mello Mourão (Ministério das Relações Exteriores), Carlos E. Trejo Sosa (Cônsul de Cuba), Emir Sader (Presidente da Clacso) e Enrique Daza (Aliança Social Continental).

Para o presidente da UBES, Ismael Cardoso, o continente tem buscado através de acordos políticos/econômicos a unidade para se fortalecer perante o mundo. O objetivo é criar um projeto de desenvolvimento autônomo, diminuindo progressivamente a dependência que temos dos EUA e da Europa.

Ismael ainda ressalta: "com o advento da crise do capitalismo, gestada no núcleo do sistema, tem crescido o risco de aviltamento da soberania desta região, uma região rica em recursos naturais, – como a Amazônia, que envolve diversos países-, os recursos hídricos abundantes no Brasil e, a recente descoberta da maior reserva de petróleo dos últimos anos. O exemplo deste risco é a fixação de novas bases militares norte-americanas na Colômbia, um dos poucos países do continente ainda alinhado com a política estadunidense", concluiu.

O 12º CONEG (Conselho Nacional de Entidades Gerais) da UBES, acontece de 4 a 6 de setembro, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro concomitante ao 1º Encontro Latino Americano de Estudantes Secundaristas. Delegações da Colômbia, Peru e Bolívia estarão presentes.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

4 de setembro – Sexta-feira

07h às 9h – Chegada, credenciamento das delegações e café da manhã.

Local – Secretaria (subsolo da Capela) e cantina 11 andar UERJ

10h às 12h- Ato "Ensino Médio Inovador":

Presenças: Eduardo Paes (Prefeito Rio de Janeiro), Sérgio Cabral (Governador do Estado do Rio de Janeiro), Maria Auxiliadora Seabra Rezende (Consed), Fernando Haddad (Ministro da Educação), Antonio Cesar Russi Callegari (CNE) e Marco Antonio Raupp (SBPC), Augusto Chagas (UNE), Hugo Valadares (ANPG), Igor Bruno (Coord. de Juv. Rio de Janeiro), Tereza Porto (Secretária Estadual de Educação / RJ), Davi Barro (Pres. Conjuve).

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

12h às 14h – Almoço

Local – Cantina 11 andar UERJ

14h às 16h – Mesa "Experiências educacionais na América Latina e Caribe"

Com: Carlos Simões (Ministério da Educação), Ivana de Siqueira (Organização dos Estados Ibero-Americano, (Equador).

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

16h às 17h – Intervalo Cultural.

Local – Área aberta UERJ

17h00 às 19h00 – Intervenções internacionais especiais e atividades esportivas

Local – Capela da UERJ e quadras poliesportivas

19h às 20h – Jantar.

Local – Cantina 11 andar UERJ

20h às 24h – Atividade Cultural – Bateria da Mangueira

Local – Concha Acústica da UERJ

5 de setembro – Sábado

07h às 9h – Café da manhã.

Local – Cantina 11 andar UERJ

10h às 12h – Mesa "América Latina e Caribe: desafios e perspectivas"

Com: Embaixador Gonçalo Mello Mourão (Ministério das Relações Exteriores), Carlos E. Trejo Sosa (Cônsul de Cuba), Emir Sader (Presidente da Clacso), Enrique Daza (Aliança Social Continental).

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

12h às 14h – Almoço.

Local – Cantina 11 andar UERJ

14h às 16h – Mesa "Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação"

Com: Augusto Chagas (UNE), Francisco das Chagas Fernandes (Coordenador da Conferencia Nacional de Educação), Roberto Franklin de Leão (CNTE), Daniel Caara (Campanha nacional pelo direito a educação).

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

16h às 17h – Intervalo Cultural.

Local – Área aberta UERJ

17h às 20h – Grupos de discussão (Comunicação, Cultura e Esporte, Combate as opressões, Meio ambiente, Finanças, 2 Movimento Estudantil, Relações internacionais).

Local – 8 Salas de aula UERJ

20h às 21h – Jantar.

Local – Cantina 11 andar UERJ

21h às 24h – Atividade Cultural – Noite Funk.

Local – Concha Acústica da UERJ

6 de setembro – Domingo

7h às 09h – Café da manhã.

Local – Cantina 11 andar UERJ

10h às 11h – "Ato em defesa da Cultura"

Com: Juca Ferreira (Ministro da Cultura), Manoel Rangel (Presidente da ANCINE), Alexandre Santini (Coord. Geral do CUCA).

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

11h às 12h – Resolução Internacional do Encontro

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

12h às 14h – Almoço

Local – Cantina 11 andar UERJ

14h às 16h – Plenária Final

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

16h às 17h – Plenária Final

Local – Teatro Odylo Costa UERJ

Fonte: Site da UNE

Presidente da UNE responde aos ataques da mídia

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.

A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.

Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.

No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.

Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.

Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.

Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.

Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!

Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.

Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais – saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.

Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!

Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.

A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!

Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!

Augusto Chagas

Presidente da UNE

Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital

a UNE JÁ tem novo Presidente

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No Congresso mais representativo de sua história, a União Nacional dos Estudantes elegeu o paulistano Augusto Chagas, de 27 anos, são paulino declarado e fã de Telê Santana, estudante de sistemas de informação da Universidade de São Paulo (USP-Campus Leste). Augusto estará à frente de uma das mais importantes e tradicionais organizações da sociedade civil brasileira no próximo biênio.

A partir desse domingo (19), ele passa a figurar entre o seleto grupo dos que chegaram à presidência da UNE, nomes peso-pesado como José Serra, Aldo Arantes, Aldo Rebelo, Lindberg Farias e Orlando Silva Jr.

O novo presidente foi eleito com 71,8% dos votos pela chapa “Avançar nas mudanças” formada pelas forças Juventude Popular Socialista (JPS), Kizomba, Mudança, Mutirão e União da Juventude Socialista (UJS) e terá o compromisso de aprovar o Projeto de Lei da Reforma Universitária elaborado por estudantes de todo o Brasil em tramitação na Câmara dos Deputados, ver reerguida a nova sede da UNE na Praia do Flamengo e encampar a luta por mais acesso a universidade, ampliação do Programa Universidade para Todos (ProUni), pelo combate ao neoliberalismo, pela diminuição das desigualdades e distribuição de renda. “O Brasil vive um período em que os avanços democráticos são concretos e possíveis”, avalia Augusto.

Augusto atribui ao fato de ter tido contato com o movimento estudantil no primeiro ano de faculdade aos 19 anos a ampliação de sua visão sobre o mundo. “Fazer parte do movimento estudantil é como cursar uma segunda universidade. É um espaço que favorece a formação humanista, de cidadão crítico e comprometido com seu papel na sociedade e na transformação do Brasil”.

Nascido na capital paulista, Augusto morou em Rio Claro, interior do estado, onde presidiu o Diretório Acadêmico da Unesp-Rio Claro e o DCE da UNESP/Fatec e, por duas vezes, foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) nas gestões 2005-2007 e 2007-2009.

Com a experiência de quem esteve a frente da entidade que representa os universitários paulistas, ele sinaliza a radicalização nas pressões por mudanças no país, mobilizando um número cada vez maior de estudantes de diferentes linhas de pensamento para a lutas da UNE.

“Somos parte de uma nova era que discuti os avanços do Brasil, os avanços na educação e levantamos a bandeira do movimento estudantil, porque a UNE é parte de tudo isso e essa nova gestão, com Augusto presidente vai continuar a luta da entidade, que é uma luta história”, disse Lúcia Stumpf, que passou o cargo neste domingo a Augusto.

À frente da UNE, Augusto é consciente da responsabilidade que tem em mãos e sonha com em fazer a União Nacional dos Estudantes do tamanho do país. O 51º Congresso da UNE aconteceu em Brasília, entre os dias 15 a 19 de julho, e reuniu cerca de 10 mil pessoas, sendo mais de 5 mil delegados com direito a voto, eleitos em 92% das instituições de ensino superior do Brasil.

Truculência e tentativa de golpe impedem conclusão do 32º Congresso da UEE-GO

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Lúcia Stumpf – Presidente da Une ao lado do Presidente Lula

UNE convocam um Conselho de Entidades de Base para definir a continuidade do Congresso

Tudo estava previsto para ser mais um Congresso estudantil com debates, manifestações, democracia, liberdade de expressão, além da definição da plataforma política e da eleição da nova diretoria da UEE-GO. Mas os estudantes que chegaram a Anápolis, a 48 km de Goiânia, na última sexta-feira, 03 de julho, para participar do Congresso se depararam logo com uma serie de absurdos e praticas bem diferentes do que defende historicamente o movimento estudantil brasileiro.

A começar pela definição do local do Congresso, um Colégio Militar, repleto de seguranças particulares de cassetete em punho e policiais militares armados. Logo na entrada avisos pregados pela direção do Colégio: "Ordem e Disciplina". Não bastasse a péssima escolha do local, a pratica da Comissão Organizadora do Congresso lembrou os tempos da Ditadura Militar em nosso pais, onde o poder político era exercido pela força e pela intimidação.

Já na noite de sexta, primeiro dia do Congresso, cerca de 50 estudantes foram impedidos de se alojar no Colégio Militar, que conta com estrutura adequada para tal, e obrigados a dormir na calçada em pleno frio de cerca de 8º C. O inusitado é que a proibição não veio por parte da Direção do Colégio, mas sim por parte da Comissão de Organização do Congresso.

No decorrer do Congresso ocorreram inúmeras intervenções violentas por parte da segurança, chegando ao extremo da própria PM intervir para impedir que as agressões prosseguissem. Além da truculência também houve fraude e roubo de crachás de delegados, instrumento de votação no Congresso. A fraude foi reconhecida por toda a Comissão organizadora do congresso no sábado a noite, quando deliberou pela suspensão da validação dos crachás de delegados.

A Plenária Final, prevista para acontecer no domingo de manhã deu seqüência à série de irregularidades do Congresso. Três dos cinco componentes da mesa Diretora do Congresso tentaram a todo o momento convocar a Comissão de Sistematização para trazer à mesa as propostas de resolução política, mas as manobras para impedir a instalação da Plenária fizeram com que as propostas não chegassem à mesa.

Mais de quatro horas após o horário previsto para o início da Plenária Final, agindo sob orientação de agentes do Governo do Estado, funcionários começaram a desmontar o palco da mesa diretora, desligaram o som do Ginásio e a PM interviu ordenando que os estudantes se retirassem do Colégio.

Neste momento, sob a coordenação da mesa diretora os delegados presentes se retiraram do Ginásio do Colégio Militar. Porém, a partir disto, com menos de 30 pessoas dentro do Ginásio, um Policial Militar toma o microfone e inicia um sermão de mais de 20 minutos dando lições aos poucos que ali restaram de como os estudantes devem se organizar e se comportar num Congresso estudantil. Após o sermão militar, uma direção não legítima conduziu um teatro de horrores. Sem defesa de propostas, pediu-se que os presentes levantassem a mão – não crachás nem documentos, mas a mão- para "votar" pela eleição direta e por uma "chapa" fantasma. O "presidente eleito" estava sendo atendido por uma ambulância no momento de sua suposta eleição.

Enquanto esse teatro acontecia, do lado de fora, na calçada do Colégio, cerca de 80 estudantes, dentre eles a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, o Secretario Geral da entidade Ubiratan Cassano, o presidente licenciado da gestão cessante e diretor da UNE André Tokarski, decidiram por unanimidade dos ali presentes, convocar um Conselho de Entidades de Base da UEE, para neste conselho os CAs e Das convocarem a continuidade e a conclusão do 32º Congresso da UEE, elegendo uma nova diretoria e aprovando as resoluções políticas da entidade.

Em defesa do movimento estudantil, não podemos legitimar fraudes e práticas como essa nos fóruns das entidades.