Volume de água do rio São Francisco caiu 35% em 50 anos

Uma pesquisa feita por cientistas norte-americanos aponta que o fluxo de água na bacia do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e deságua no nordeste do Brasil, caiu 35% no último meio século.
A notícia é do portal do jornal O Estado de S. Paulo, 23-04-2009.
O estudo, que será publicado no próximo dia 15 de maio no Journal of Climate, da Sociedade Meteorológica Americana, foi feito por pesquisadores do National Center for Atmospheric Research (NCAR), que fica no Estado americano do Colorado.
Eles analisaram dados coletados entre os anos de 1948 e 2004 nos 925 maiores rios do planeta, e concluíram que vários rios de algumas das regiões mais populosas estão perdendo água.
De acordo com os pesquisadores, a bacia do São Francisco foi a que apresentou o maior declínio no fluxo de águas entre os principais rios que correm em território brasileiro durante o período pesquisado.
Neste mesmo período, o fluxo de águas na bacia do Amazonas caiu 3,1%, enquanto as bacias de outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão.
O fluxo de águas no rio Paraná (que termina na Argentina), por exemplo, apresentou um aumento de 60% no período pesquisado, enquanto a bacia do Tocantins registrou um acréscimo de 1,2% em sua vazão.
Segundo o cientista Aiguo Dai, o líder da pesquisa, esta variação está relacionada principalmente a mudanças na quantidade de chuvas nas regiões das bacias.
São Francisco
Estas alterações nos níveis de precipitações, de acordo com o pesquisador, estariam relacionadas, principalmente, ao fenômeno meteorológico El Niño, que consiste em um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e que afeta o clima da região e do planeta. Dai afirma que, entre 1948 e 2004, a região da bacia do rio São Francisco apresentou uma leve queda nos níveis de precipitações e um grande aumento de temperatura.
Estes dois fatores contribuíram para o grande declínio do escoamento do rio. Segundo ele, o aumento das temperaturas eleva a evaporação, e assim, reduz o fluxo de água do rio.
"Eu avalio que algumas destas mudanças na temperatura e nas precipitações estão relacionadas às mudanças nas atividades do El Niño, mas não todas elas", afirma o cientista.
Água
De um modo geral, o estudo aponta que alguns dos rios mais importantes do planeta e que abastecem áreas populosas estão perdendo água.
Um terço dos 925 rios pesquisados apresentaram mudanças significativas nos fluxos de água no período, sendo que aqueles que perderam vazão ultrapassam os que ganharam em uma proporção de 2,5 para 1.
Entre os rios que apresentaram declínios na vazão estão alguns que servem a grandes populações, como o Amarelo, na China, o Niger, na África, e o Colorado, nos Estados Unidos. Em contraste, os pesquisadores constataram um aumento considerável na vazão de rios em áreas pouco habitadas no Oceano Ártico.
Entre os que permaneceram estáveis ou que registraram um pequeno aumento no fluxo de água estão o Yang Tsé, na China e Bhrahmaputra, na Índia.
Segundo os pesquisadores, muitos fatores podem afetar a vazão desses rios, incluindo barragens e o desvio de água para a irrigação.
Mas, de acordo com os dados da pesquisa, em muitos casos, a redução no fluxo de água pode estar relacionada às mudanças climáticas globais, que alteram os padrões de chuvas e os níveis de evaporação.
"A redução na vazão aumenta a pressão sobre as reservas de água doce em grande parte do mundo, especialmente em um momento em que a demanda por água aumenta por causa do crescimento da população. A água doce é um recurso vital, e a tendência de queda é motivo de preocupação", diz Aiguo Dai.
Pesquisas anteriores feitas em grandes rios, no entanto, apontavam que a vazão global dos cursos de água estaria aumentando.

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Valadares em alerta. Ainda pode chuver nos proximos dias

Dia 11 – Domingo

No Leste e Nordeste do Estado, o tempo ainda ficará instável e com possibilidade de pancadas de chuva.

Na região Oeste, Sul, Triângulo e Zona da Mata, o calor deve favorece a ocorrência de chuvas isoladas a tarde.

Nas regiões regiões mineiras, o tempo ficará ensolarado, mas a tarde surgirão algumas nuvens. São pequenas as chances de chuva significativa.

 

 

Em Belo Horizonte e Região Metropolitana, céu ficará parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada a tarde. As temperaturas deverão variar entre 20ºC, na madrugada a 32ºC, no período da tarde. 

10 dias de novo Governo

Após 10 dias de novo governo as expectativas sobre os rumos do governo Elisa Costa continua a pelno vapor. Toda transição é dificil, pegando um prefeitura vindo da oposição se torna mais dificil ainda.

Penso eu que deve ainda demorar um pouco para o governo da Elisa mostrar de fato para o que veio, pois até tomar o pé da cituação, resolver os problemas emergenciais como os da chuva, e principalmente construir o seu propio orçamento, pois durante todo o ano de 2009 ela governará com o orçamento do governo Mourão. Ou seja na pratica o novo governo tará pouco menos de 03 anos para contruir uma outra valadares.

 

Um grande abraço,

Temporada de chuva já resultou em 22 mortos e milhares de desabrigados em Minas

O último balanço das chuvas registradas desde setembro do ano passado em Minas Gerais, divulgado hoje (1º) pela Defesa Civil estadual, mostra que a força das águas provocou a morte de 22 pessoas, já contabilizadas as três registradas em Belo Horizonte nesta madrugada.

As vítimas, em sua maioria, morreram com o desmoronamento de residências localizadas em área de risco ou arrastadas pelas enxurradas. O levantamento também indica a existência de 5.995 pessoas desabrigadas e 56.668 desalojadas em todo o estado. Mais de 20 mil casas foram danificadas e e cerca de 50 pontes comprometidas.

Pelo menos 55 municípios mineiros decretaram situação de emergência devido às fortes chuvas e outros 39 comunicaram ocorrências.

Segundo informações da Defesa Civil, a tempestade ocorrida na virada do ano na capital mineira provocou a inundação de bairros na regiões Oeste e do Barreiro. Além das mortes confirmadas de pessoas arrastadas pela enxurrada, a estimativa é de que 50 residências e 50 veículos tenham sido danificados ou destruídos na avenida Tereza Cristina. Foram registrados deslizamentos de encostas, desabamentos de paredes e muros de contenção.

Um grupo de resposta às situações críticas instituído pela Prefeitura de Belo Horizonte para monitorar áreas de risco trabalha para contabilizar os prejuízos e recuperar a região afetada.