“O Estado nunca deixou de ser importante na economia”

Por Moriti Neto

Dos quatro analistas que tiveram previsões citadas, apenas Maílson da Nóbrega respondeu às perguntas da reportagem da Fórum. Ministro da Fazenda entre 1988 e 1990, quando a Presidência da República era ocupada por José Sarney, o economista atualmente é sócio da Tendências Consultoria Integrada e articulista da revista Veja, da Editora Abril.
Aliás, a ligação dele com a grande mídia vem de longe. O ex-ministro admite a intervenção de Roberto Marinho na sua nomeação ao Ministério da Fazenda. A pedido do próprio Sarney, Maílson foi “sabatinado” pelo fundador das Organizações Globo. “A Globo tinha um escritório, em Brasília, no Setor Comercial Sul. Fui lá e fiquei mais de duas horas com o doutor Roberto Marinho. Ele me perguntou sobre tudo, parecia que eu estava sendo sabatinado. Terminada a conversa, falou: ‘Gostei muito, estou impressionado’. De volta ao Ministério, entro no gabinete e aparece a secretária: ‘Parabéns, o senhor é o ministro da Fazenda’. Perguntei: ‘Como assim?’ E ela: ‘Deu no plantão da Globo’”, contou a Carlos Sardenberg (hoje, comentarista de economia da Rede Globo) na edição de março de 1999 da revista Playboy.
Na entrevista à Fórum, ele comenta sobre os fundamentos que fizeram com que o Brasil tivesse menor vulnerabilidade à crise econômica, reconhece a importância do Estado, mas defende o neoliberalismo como modelo de sistema econômico.
Fórum – Passado um ano do estouro da crise, como o senhor avalia a situação do Brasil?
Maílson da Nóbrega – O Brasil se saiu muito bem no teste da crise. Ficou provado que a vulnerabilidade do país a crises externas melhorou dramaticamente.

Fórum – Quais foram os fundamentos que garantiram ao país uma situação “menos grave” do que em outras nações?
Maílson – O conjunto é amplo e resulta de transformações institucionais e mentais dos últimos 20 anos. As principais defesas do Brasil foram: um sistema financeiro sólido, fruto da ação do Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, de 1996) e do saneamento dos bancos estaduais, incluindo o fechamento da maioria; estabilidade macroeconômica, que deriva do tripé câmbio flutuante/metas de inflação/política fiscal responsável; a autonomia operacional do Banco Central; reservas internacionais robustas e superiores à dívida externa; e a classificação de grau de investimento pelas principais agências de avaliação de riscos.

Fórum – O senhor considera que o Brasil foi um dos últimos a entrar em crise e um dos primeiros a sair?
Maílson – Não. Essa é a visão do governo, que não correspondente à realidade. O certo é de dizer que o Brasil se saiu bem na crise, mas a China e a Índia tiveram desempenho melhor do que o nosso, principalmente porque não passaram pela recessão. Apenas sofreram uma desaceleração do ritmo de crescimento.

Fórum – No início da crise, em setembro de 2008, houve exagero da mídia e de analistas ao destacar os “aspectos catastróficos” da crise no Brasil?
Maílson – Confesso que não me recordo de ter visto alguém falar em catástrofe para o Brasil. Uma parte dos analistas se mostrava pessimista com os desdobramentos da crise, mas não a ponto de prever um desastre no país. Outros, entre os quais me incluo, apostavam que desta vez o Brasil estava mais bem preparado para enfrentar o vendaval.

Fórum – Veículos da mídia não entenderam a conjuntura da crise, transferindo para o Brasil o mesmo peso que o fenômeno teve em outros países? Houve desconhecimento sobre como funcionariam medidas do governo federal? O que dificultou a avaliação?
Maílson – O Brasil tem uma imprensa livre, independente e competente. A meu ver, a crise foi adequadamente noticiada. Na verdade, alguns dos principais veículos fizeram alertas para que não se menosprezasse o efeito da crise no Brasil, numa época em que o presidente da República assegurava que ela “não atravessaria o Atlântico”.

Fórum – Mas, em dado momento, a impressão era de que estávamos na antessala da catástrofe. Foram subestimadas as possibilidades de medidas existentes com os fundamentos da economia nacional que vinham sendo praticados?
Maílson – Na minha opinião, a visão de catástrofe foi mais presente no exterior, particularmente logo após a quebra do [banco] Lehman Brothers. O mundo esteve realmente à beira do maior desastre do sistema capitalista, o que nos atingiria inapelavelmente. As apostas em relação ao Brasil não chegaram a esse ponto.

Fórum – Há reconhecimento da importância do papel do Estado, do setor público, depois da crise?
Maílson – O Estado nunca deixou de ser importante na economia. O sistema capitalista somente começou a ter condições de livrar o mundo da “Armadilha Malthusiana” – aquela em que a renda per capita varia essencialmente pelas taxas de natalidade e mortalidade – depois que o Estado se consolidou na Europa por volta do século XV. Sem o Estado não há como preservar direitos de propriedade, fazer respeitar os contratos, manter níveis saudáveis de concorrência no mercado, regular o sistema financeiro e assim por diante. O Estado é fundamental em momentos de crise como o atual, pois pode suprir, via política fiscal, o vazio deixado pela contração do consumo e do investimento. Estão equivocadas as análises que sugerem a volta da intervenção estatal do passado. Alguém imagina que uma empresa estatal brasileira pode voltar a deter o monopólio dos serviços de telefonia? Ou que os Estados Unidos voltem a intervir como intervinham na
aviação civil? Na verdade, o que veremos será uma revisão da regulação financeira, com o objetivo de eliminar as falhas constatadas nesta crise e evitar que os mesmos erros sejam repetidos. E isso é bom. Até que venha a próxima crise. Como é fatal que aconteça.

Fórum – O governo decretou medidas de proteção, os bancos públicos tiveram protagonismo, aquecendo o mercado de crédito, baixaram juros e ainda tiveram lucros. Isso não é um modelo de fortalecimento do papel do Estado na economia?
Maílson – Como disse o economista Edmar Bacha, três defeitos do Brasil viraram virtude nesta crise: a elevada taxa de juros – havia espaço para queda, o que não estava disponível na mesma magnitude nos países ricos; níveis excessivos de compulsórios dos bancos no Banco Central – o BC não precisou inventar, como os seus congêneres no mundo desenvolvido, bastou reduzir os compulsórios e a liquidez fluiu rapidamente para o sistema financeiro; e a grande participação de bancos públicos na oferta de crédito – como eles não têm a mesma preocupação com os riscos que estão presentes nas instituições privadas, puderam expandir o crédito sem preocupação maior com os riscos. Tudo isso contribuiu para enfrentar a crise, mas não significa que esses defeitos deixaram de existir. Em algum momento no futuro, terão que ser enfrentados. Quanto à rentabilidade dos bancos públicos, tudo indica que a melhoria de seus sistemas de
avaliação de riscos pode ter evitado que a expansão rápida de seus empréstimos se torne ruinosa no futuro, como ocorreu mais de uma vez no passado. É cedo, todavia, para dizer que não haverá um preço a pagar pela agressiva expansão do crédito nessas instituições.
Fórum – Sobre crescimento, o que podemos, de fato, esperar para este ano e o ano que vem?
Maílson – A recuperação do Brasil é muito forte. Em 2010, a economia poderá crescer perto de 5%.

Fórum – O discurso do neoliberalismo sofreu com a crise? O modelo terá que ser revisto? Se sim, o que pode surgir como alternativa?
Maílson – O neoliberalismo é usado por segmentos da esquerda em sentido pejorativo. Como já se disse, chamar alguém de neoliberal é quase um xingamento. Dificilmente o mundo vai retroagir às épocas de excessiva intervenção do Estado na economia. Não há como pensar no retorno ao passado. Alguém concordaria com a volta de controle de preços, de licenças prévias para exportação ou de um Banco Central concedendo crédito para a agricultura e as exportações? Ou apoiaria o retorno de um tempo em que os brasileiros não podiam ter cartão de crédito internacional, compravam apenas mil dólares para viajar, andavam em “carroças” produzidas pela indústria automobilística brasileira ou esperavam dois anos ou mais para ter uma linha telefônica? O Brasil melhorou muito com a abertura da economia, a privatização, a criação de agências reguladoras, a autonomia do Banco Central, a austeridade fiscal e a maior integração aos fluxos
mundiais de comércio e finanças. O chamado “neoliberalismo” é um conjunto de ideias que estão por trás dessa melhoria. Assim como a ciência, as instituições e a gestão das políticas públicas evoluem. Não há que falar em alternativa a modelos, mas no que podemos fazer, via reformas, para radicalizar a democracia, melhorar o ambiente de negócios, reduzir as ineficiências derivadas da deterioração da infraestrutura e promover uma revolução da educação. É isso que aumentará o potencial de crescimento da economia e a redução ainda maior da pobreza. O resto é espuma.

Fórum – Antes, quando a economia não corria riscos, antes do estouro da crise, analistas diziam que o Brasil só estava bem porque “surfava” em um momento positivo do mundo. Agora, que o país saiu da situação com relativa força, alguns apontam que é uma tendência natural, que todos estão saindo. Enfim, que análise pode-se fazer disso?
Maílson – Quem fez essa declaração ignora as transformações do Brasil. O momento positivo do mundo ajudou, mas o desempenho do Brasil tem a ver com avanços institucionais dos anos 1980 para cá e da corajosa decisão do presidente Lula de jogar fora as ideias equivocadas do PT e preservar a política econômica herdada de seu antecessor. O presidente tem, sim, a ver com o êxito recente do Brasil, mais pelo que não fez do que pelo que realizou.

Fórum – O que ainda pode ser feito no país para o fortalecimento visando ao futuro da economia?
Maílson – Falta muito. O país está em transição rumo a uma economia capitalista e próspera, com melhor distribuição de renda. Para isso, é preciso eliminar as amarras do passado que nos limitam a capacidade de crescer mais, tais como o sistema tributário caótico, a legislação trabalhista anacrônica, a previdência social insustentável no longo prazo, o ambiente de negócios ainda desfavorável ao investidor privado, a infraestrutura deficiente, a corrupção e a influência ainda elevada de visões estatizantes, que ressurgiram com vigor recentemente, como se viu na proposta do novo marco regulatório do Pré-Sal.

Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de outubro. Nas bancas.

Por uma nova ordem financeira internacional

Pronunciamento do secretário de Relações Internacionais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), João Felício, realizado durante a 98ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, Suíça.

Por uma nova ordem financeira internacional

Os trabalhadores não estão dispostos a pagar pela crise. A solução está na criação de empregos e na geração de renda. O Estado em nosso país desempenha um papel fundamental na organização da economia e na construção de políticas de distribuição de renda e valorização do trabalho.

Atualmente, a economia capitalista atravessa uma de suas mais graves crises desde 1929. Se trata de uma crise estrutural do sistema, que explora os trabalhadores e as trabalhadoras, concentra renda e condena milhões de pessoas à fome e à miséria.

Este sistema, desde as últimas décadas do século 20, tem se inspirado nas políticas de liberalização financeira e comercial. São as políticas de desregulação ou autorregulação do mercado que estão na origem, as responsáveis pela crise financeira que nos afeta atualmente.

O resultado desta liberdade sem controle é um processo de crescimento sem limites do setor financeiro, que abre um grande fosso entre a riqueza virtual produzida pelos papéis e a riqueza real obtida graças à produção e ao trabalho.

Frente ao número de instituições e empresas afetadas pela crise, frente à quantidade de valores que estão em jogo e aos riscos de propagação rápida dos efeitos da crise no investimento, na produção e no emprego, os governos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento têm adotado e aplicado um conjunto de medidas e mecanismos de auxílio às instituições prejudicadas.

Se injetou liquidez na economia, foram modificadas as taxas de juros e os tipos de câmbio. Porém estas medidas não vieram acompanhadas por contrapartidas claras e, desta maneira, isso se converteu numa simples transferência de dinheiro público para as mãos dos especuladores.

O governo do Brasil, por sua parte, tem adotado medidas para salvaguardar o funcionamento do sistema de crédito no país e para preservar a economia real da crise. Em particular, tem injetado reservas dos bancos e dado sua autorização para que os bancos públicos possam absorver as instituições financeiras e não-financeiras em dificuldades.

A Central Única dos Trabalhadores insiste que medidas como esta devem vir acompanhadas de contrapartidas para o Estado e os trabalhadores. Nossa organização sindical considera que a intervenção do Estado não pode significar uma socialização das perdas do setor financeiro, que prejudicaria o conjunto da sociedade, como se observou durante período recente com a crescente privatização dos lucros, que se traduziu em enormes benefícios anuais para os bancos, o que representou, no Brasil, dezenas de bilhões de dólares.

Nossa central sindical reafirma que todas as ameaças de perdas de emprego devem ser combatidas com a mobilização dos trabalhadores. A luta pelo emprego é fundamental para fazer frente à crise. Vamos continuar exercendo pressões sobre o governo para que se estabeleçam políticas destinadas à preservação dos postos de trabalho e dos salários dos trabalhadores. Para isso, se podem aplicar as Convenções 151 (direito à negociação coletiva no setor público), 158 (impedimento à demissão imotivada) e 102 (fixação de normas mínima de Seguridade Social) da Organização Internacional do Trabalho, que são fruto do diálogo social.

Temos conseguido um aumento real de salário mínimo para a grande maioria das categorias profissionais do Brasil. É o resultado do regime democrático que existe atualmente no país e das boas relações entre os interlocutores sociais e o governo. Para progredir nesta esfera, propomos a defesa do emprego e a valorização do trabalho. Para os próximos meses, estamos preparando propostas históricas com iniciativas compatíveis com o Programa de Trabalho Decente da OIT e da CSI (Confederação Sindical Internacional).

A CUT estabeleceu uma plataforma de ação integrada que procura aplicar programas de acordo com o Programa de Trabalho Decente. Também tratamos de estabelecer um programa nacional que recolha os temas que sempre defendemos e, em particular, que trate da valorização do trabalho, que segue sendo o eixo principal da nossa estratégia.

Além disso, defendemos o fortalecimento do papel do Estado em matéria de regulação e desempenho, sua luta contra o trabalho infantil e o trabalho precário e também contra as relações fraudulentas na esfera do emprego. Nossa central reivindica que se reforce o controle e a supervisão e exige que se ponham fim às fragilidades estruturais existentes.

No plano internacional, a CUT apóia e participa dos debates da CSI e da CSA (Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas) para criar uma nova ordem com um maior controle das operações das instituições financeiras e dos fluxos de capitais entre os países, a fim de minimizar as repercussões da crise financeira e econômica internacional nas economias nacionais.

Os trabalhadores e as trabalhadoras do mundo inteiro não querem pagar o custo da crise financeira do sistema neoliberal, que tanto dano fez a todos os países.

A Polemica dos Difusores na F1

090415difusorarte A decisão da Corte de Apelação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) de recusar os protestos feitos por quatro equipes (Ferrari, Red Bull, Renault e BMW) e aprovar o uso dos difusores traseiros adotados por Brawn GP, Toyota e Williams fez com que as equipes lançassem uma nova preocupação.
Na temporada que a redução de custos virou palavra de ordem na F-1, os times que não contam com o mesmo modelo de difusor traseiro adotado pelo trio terão de reavaliar os projetos e conceber uma peça semelhante, já que o difusor traseiro teria gerado uma redução de 0s5 por volta nos tempos feitos pelas equipes que o utilizam.

A Ferrari foi a primeira a anunciar que o impacto financeiro será imediato com a decisão da FIA. "Infelizmente esta decisão nos força a intervir em áreas fundamentais do design do carro para competir em condição de igualdade com outros times do ponto de vista técnico. Isso custará tempo e dinheiro", disse o chefão da escuderia, Stefano Domenicali.

 

"O que está acontecendo é estúpido, obrigando as equipes a gastarem tanto dinheiro em um momento de crise", lamentou o chefão da Renault, Flavio Briatore. Terceira força da F-1 em 2008, a BMW é outra que mostra preocupação com a aprovação dos difusores usados por três de suas concorrentes. "Sete equipes terão de investir muito forte para fazer as modificações necessárias nos seus carros", lamentou Mario Thiessen, chefão da equipe.

Já a Red Bull divulgou que o chefe da equipe, Adrian Newey, sequer irá a Xangai para trabalhar no desenvolvimento do difusor. Além de reestudar os projetos originais para a temporada 2009, as equipes terão de adaptar esta peça sem realizar testes em circuitos, já que o novo regulamento da FIA impediu os testes coletivos após o início do Mundial, justamente para cortar gastos. Agora, os times têm direito a apenas oito treinos mas em linha reta ou raio constante.

Desta forma, as mudanças terão de ser conduzidas no túnel de vento de cada equipe, mas este não pode ser feito com carros em dimensões reais, precisando ser em tamanho reduzido ao "carro verdadeiro", esta também outra exigência do regulamento deste ano.
O teste real na pista será mesmo durante os treinos livres de cada GP. E a primeira equipe que pode levar para a pista um novo difusor é a Renault, que já anunciou nesta semana ter o equipamento pronto para ser utilizado no GP da China, que tem a primeira atividade em pista na noite desta quinta-feira.

 

OS DIFUSORES NA FÓRMULA 1

AP

Difusor da Brawn GP é vazado e em forma de "V" para passagem de ar

AP

Na McLaren, difusor não tem furos e o ar não passa por baixo do carro

AFP

Fato que se repete no carro da Toro Rosso, que terá de mudar projeto

 

 

"A Renault não perdeu o bonde, como disse a Brawn, porque a FIA nos disse que isso era ilegal. A partir disso, o difusor foi abandonado. Temos um protótipo pronto", garantiu Andrew Ford, que representou a escuderia francesa na reunião da Corte de Apelação da FIA.
Uma das equipes que utiliza o difusor traseiro, que pemite uma maior passagem de ar pelo assoalho do carro e melhora assim a aerodinâmica do monoposto, a Williams acredita que as outras equipes também não demorarão para encontrar uma solução. "As outras equipes mudarão os designs dos carros e isso não demorará. Agora, temos de melhorar a competitividade do carro, o que também não deve demorar", adiantou o chefe-executivo da equipe, Adam Parr.
Após o GP da Austrália, em 29 de março, cinco equipes iniciaram os estudos para "copiar" a peça que tanto deu vantagem a Brawn GP, Toyota e Williams. Renault, Ferrari, McLaren, BMW e Red Bull passaram a desenhar um novo difusor em suas fábricas, apesar de oficialmente não terem confirmado a informação. A peça foi mostrada pela primeira vez no final de janeiro, após a divulgação dos modelos de Toyota e Williams para a temporada, e já havia sido contestada naquela ocasião.
Costumeiras equipes que andavam atrás em 2008, o "trio do difusor" aproveitou o mau desempenho no ano justamente para desenvolver o carro desta temporada, quando muitas mudanças foram feitas e a aerodinâmica passou a ser vital para um bom desempenho. Segundo estudos divulgados por revistas econômicas, a Toyota e a Honda, equipe que teve o espólio adquirido pela Brawn GP, eram as duas que tinham mais investimentos na F-1.