“400 contra 1” procura originalidade ao contar história de líder do Comando Vermelho

Cena do filme 400 contra 1

Estreando na direção de longas de ficção, o documentarista Caco Souza sabia que estava andando num terreno perigoso ao fazer “400 contra 1 – Uma história do comando vermelho”, previsto para estrear nos cinemas em agosto (a previsão, antes para maio, foi alterada). O longa fala sobre o líder do Comando Vermelho no final dos anos de 1970, William da Silva Lima. “O que me levou a fazer esse filme foi a curiosidade para entender o grupo, a dinâmica de como essas coisas funcionam”, disse ao UOL Cinema, um dia antes de viajar para o Chile, onde finaliza a pós-produção.

Apesar dos vários filmes sobre bandidos, presídios e presidiários que foram feitos no Brasil nos últimos anos, Souza afirma que “400 contra 1” traz um diferencial. “Essa é a história de um homem, não de um coletivo, como em ‘Carandiru’ [2003], por exemplo. Aqui, falo da vida do William nesse momento, e, consequentemente, do Brasil daquela época, que se reflete no país de agora”.

Conforme explica o diretor, o Comando Vermelho nasceu num período em que existiam presos políticos e estes ficavam junto dos presos comuns. “Tanto quem assaltou um banco quanto aqueles considerados subversivos ficavam nas mesmas celas. A união deles permitiu reivindicações de seus direitos”.

Para ser fiel à história, Souza começou o filme a partir da adaptação da biografia homônima de William. Mas não parou por aí. Para se aprofundar na vida do seu personagem, o cineasta visitou-o algumas vezes. Desse contato, resultaram dois curtas: “Sra. Liberdade” (2004) e “Resistir” (2007), que foram filmados quando William estava no presídio Ary Franco, em 2004.

Souza explica que foram necessários alguns encontros com William, que começaram a ocorrer em 2004, quando ele estava no Presídio de Bangu (RJ), antes que ele aceitasse vender os direitos de sua história. “Ele queria me conhecer, sentir confiança em mim antes de aceitar o filme.” Quando chegou ao presídio, William se mostrou bastante receptivo com o diretor e empolgado com a possibilidade da adaptação. “Ele me contou que sempre sonhou que sua vida virasse um filme”.

No longa, Daniel de Oliveira (“Cazuza – O tempo não para”) interpreta William. Souza conta que a escolha do ator foi um processo bastante natural. “A gente se conhecia há muito tempo, quando o dirigi num filme publicitário. Depois, ficamos vários anos sem nos vermos. Ele estreou no cinema, tornou-se um sucesso. Quando comecei a pensar no filme, não tive dúvidas: o Daniel era a única pessoa que eu queria para fazer o William”. O diretor acrescenta que o ator, por conta disso, esteve envolvido com o filme desde o comecinho, e isso ajudou aos dois no processo.

Já para o principal papel feminino, Tereza, o diretor chamou a atriz Daniela Escobar (“Jogo Subterrâneo”). “As pessoas vão se surpreender, pois estão acostumadas a vê-la interpretando mulheres ricas e sofisticadas e aqui ela está bem diferente.” O elenco ainda conta com Branca Messina (“Não por acaso”), Lui Mendes (“Show de Bola”), Felipe Kannenberg (“A mulher invisível”), além da cantora Negra Li (“Antônia”).

Fora os atores profissionais, “400 contra 1” conta com a participação de 70 presos da Colônia Penal Agrícola do Paraná, que serviu de locação para várias cenas do filme. “A preparação do elenco ocorreu lá também, para ajudar a entrar no clima. O trabalho com os presos foi muito legal. E, assim que o filme estiver pronto, estou planejando fazer uma sessão para eles”.

Na parte técnica, Souza procurou cercar-se de alguns dos melhores profissionais de cada área. A direção de fotografia é de Rodolfo Sanchez (“Pixote”) e o roteiro de Victor Navas (“Cabra Cega”, “Carandiru”), com a colaboração e di escritor Julio Ludemir, autor do livro “Sorria, você está na Rocinha”.

Para a trilha sonora, Souza convidou o músico Max de Castro. “Eu admiro a capacidade de arranjo das músicas. Pensamos numa trilha com uma pegada mais pop, para fugir do estereótipo samba e morro. Acredito que a soul music e o funk trarão mais força para o filme”.

Fonte> UOL

Gabeira avisa: Marina será linha auxiliar dos tucanos

gabeira Muita gente comemora a entrada de Marina Silva na campanha presidencial. Ela seria uma alternativa para “arejar a disputa”, dizem uns amigos a quem respeito. Eu mesmo acho uma lástima termos de escolher entre um tucano autoritário e uma candidata do PT que não parece lá muito comprometida com bandeiras históricas da esquerda.

A candidatura ideal pra mim seria aquela que reconhecesse os avanços do governo Lula (e são vários), sem abrir mão de fazer a crítica pela esquerda.

Marina seria essa alternativa? O perfil dela indica que sim. Acontece que política não se faz com perfil do candidato apenas…

Um velho barbudo, no século XIX já dizia: as pessoas não são aquilo que dizem ser, mas aquilo que são na prática. A frase não é bem essa, a citação é mambembe, mas a idéia é essa. Não adianta o PT dizer que ainda é socialista. O partido virou uma máquina eleitoral social-democrata – e olhe lá. Não adianta o Serra dizer que ele é social-democrata; porque o partido dele foi responsável por um governo ultraliberal e privatista.

Sobre a candidatura de Marina, é preciso fazer duas perguntinhas simples:
– a quem interessa?
– quem estará com ela?

A resposta para a primeira pergunta é subjetiva. Há quem diga que interessa ao Serra, por tirar votos de Dilma, pela esquerda. Marina seria a Soninha em nível nacional. Mas há quem diga que a candidatura dela interessa ao eleitor que se sente órfão diante de um governo Lula que se abraça ao Sarney e ao Renan para sobreviver.

A resposta para a segunda pergunta é mais simples. Marina, se sair candidata, estará no PV. Ela foi recebida nesta quarta-feira pelo Gabeira. Ele trabalha há alguns anos como linha auxiliar dos tucanos, todo mundo sabe. Mais que isso: Gabeira é uma espécie de UDN verde. Moralista da boca pra fora, berrava contra Severino, de dedo em riste. Ao mesmo tempo, se lambuzava em dinheiro público.

Pois bem. Se alguém tinha alguma dúvida sobre as intenções do PV em relação a Marina Silva, isso se dissipou depois do encontro com Gabeira.

Leiam o que Gabeira disse ao site G1, que é uma espécie de porta-voz da UDN do Leblon.

G1
“Gabeira afirmou ainda que o “fator Marina” pode interferir no seu planejamento eleitoral. Ele é pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro e diz contar com o apoio de PSDB, DEM e PPS para a empreitada. O problema é que toda a negociação da aliança foi feita em cima da possibilidade de o deputado fazer campanha para o candidato à Presidência do PSDB, José Serra (SP) ou Aécio Neves (MG), apontados como potenciais nomes para encabeçar a chapa tucana.
Na visão de Gabeira, sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro só seria possível com um acordo entre os partidos para que ele defenda dois candidatos à Presidência, o do PV e o do PSDB.

Ele descartou ser candidato apenas pelo PV, sem alianças. “Não vou disputar só com um minuto na televisão.”
=

Volto eu. Gabeira, como se vê, terá dois candidatos a presidente: Serra e Marina. Nessa ordem. Ou seja: a senadora do Acre, para o PV, é sublegenda dos tucanos.

O povo não é besta. Vai perceber isso.
Espero que Marina também perceba. Antes que jogue sua biografia no lixo…

A boa notícia é que a candidatura Marina pode acabar com essa polarização Dilma x Serra. Se há espaço para uma sub-leganda dos tucanos, por que não apostar numa outra candidatura lulista?

O Ciro já avisou que está no jogo.
E disse, ao “Estadão”, qual seria o mote de sua campanha: “manter e institucionalizar tudo de bom do Lula. E consertar o que de contradição existe”.

Ciro seria um pós-Lula. Um candidato que reconheceria os avanços de Lula, sem preconceito anti-nordestino, sem elitismo, e principalmente sem tucanos à sua volta.

Sou mais o Ciro do que a Marina capturada pelo PV serrista.

fonte http://rodrigovianna.com.br/

15 Anos sem Kurt Cobain

KurtCobain

Este fim de semana marca 15 anos da morte do vocalista e guitarrista do Nirvana, Kurt Cobain, que se suicidou em 5 de abril de 1994 com um tiro na boca após tomar uma overdose de heroína em sua casa em Seattle, nos EUA. O corpo foi achado três dias depois. Cobain é considerado o ícone do grunge, movimento de rock alternativo vindo do noroeste dos EUA que marcou a música no começo dos anos 1990.

Sua morte encerrou a trajetória meteórica da banda, que apareceu para os holofotes com o segundo disco, Nevermind, de 1991. O álbum traz "Smells Like Teen Spirit", considerado por muitos o hit de toda uma geração, mas também uma música cuja popularidade atormentou Kurt. A ponto da banda se negar a tocá-la em alguns shows, como no Hollywood Rock em São Paulo, em 1993.

Além de Nevermind, o Nirvana lançou outros três álbuns de estúdio: Bleach, ainda pela Sub Pop – tida como ‘o selo do grunge’ – em 1989, e In Utero, de 1993. Entre outras bandas do movimento, também se destacam o Mudhoney, o Soundgarden, o Alice in Chains e o Pearl Jam.

Lembrando os 15 anos da morte de Kurt, o jornalista americano Greg Prato lança neste mês o livro ‘Grunge is Dead" (O grunge morreu). Um filme, adaptado da biografia oficial ‘mais pesado do que o céu’, está em produção.

Os outros músicos do Nirvana trilharam caminhos distintos após a morte de Kurt. O baterista Dave Ghrol largou as baquetas e se tornou vocalista de um novo grupo, o Foo Fighters. O baixista Kirst Novoselic perambulou por alguns projetos musicais, e hoje escreve sobre música e política em um jornal de Seattle.