Lula dá recado a prefeitos: ‘Vamos ter de apertar os cintos’

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta segunda-feira, 6, no município mineiro de Montes Claros, que as prefeituras assumam sua parcela de sacrifício na queda de arrecadação da União em razão da crise financeira internacional. Porém, Lula reconheceu que desonerações tributárias feitas pelo governo federal atingem mais os Executivos municipais e reiterou que um grupo interministerial foi criado para estudar medidas de auxílio a prefeituras e a Estados que "estão mais no sufoco". "Todos nós vamos ter de apertar o cinto, mas nenhum de nós vai morrer na seca como os municípios brasileiros já morreram durante tanto e tanto tempo", disse.

Prefeitos da região do área mineira da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) – cuja reunião de seu Conselho Deliberativo será realizada ainda hoje em Montes Claros – cobravam um encontro com o presidente. Lula afirmou que irá recebê-los, mas alertou: "Vamos prestar atenção numa coisa: com a crise, caiu a arrecadação do governo federal, cai a arrecadação do governo estadual e cai a arrecadação das prefeituras, isso é verdade", disse ele, durante discurso da inauguração da terceira usina de biodiesel da Petrobras, batizada de Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro.
"Imaginem vocês as mães nossas colocando feijão no fogo para cinco pessoas e de repente chegam dez. Ou seja, todos nós vamos ter de comer a metade do que estava previsto." Segundo Lula, o importante "é que cada prefeito, cada governador e cada ministro saiba que reduziu a receita". "Reduzindo a receita, vai reduzir a distribuição", afirmou.

Protesto
A Associação Mineira dos Municípios (Amis) promete no próximo dia 15 uma manifestação para protestar contra a diminuição de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), devido à queda das receitas da União. A entidade, que representa as 853 prefeituras de Minas Gerais, está convocando as prefeituras do Estado para que nesse dia suspendam o funcionamento de suas sedes e mantenham apenas os serviços básicos de saúde e educação.

 

EDUARDO KATTAH E CHRISTIANE SAMARCO – Agencia Estado

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Se a Onda pega no Brasil. Espanhóis demitidos se vingam denunciando pirataria nas empresas

 

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A crise econômica criou na Espanha uma nova forma de vingança por parte dos empregados demitidos: eles passaram a denunciar seus ex-empregadores, no caso destes usarem software pirata no ambiente corporativo.

Segundo a associação Business Software Alliance (BSA), as denúncias de pirataria relacionadas à informática subiram 27% em fevereiro de 2009, se comparado ao mesmo mês de 2008.

O elevado crescimento se deve, possivelmente, à onda de demissões. “Com o aumento do desemprego, os ex-funcionários passaram a denunciar suas antigas empresas”, afirmou Julián Swan, diretor de marketing da BSA para Europa, Oriente Médio e África.
Segundo a BSA, associação com sede nos Estados Unidos que luta contra a pirataria de software, diversas empresas instalam produtos sem licença em seus computadores para economizar. Na Espanha, o uso de programas piratas pode render até cinco anos de prisão e multas de 200 mil euros.