A EDUCAÇÃO VIROU UMA ZONA

….. esta é a política de educação doPSDB

por
Fábio Leissmann

educação(2)O deputado Roberto Felício (PT/SP) protocolou nesta terça-feira (dia 19) requerimento de informação dirigido à Secretaria de Estado da Educação para que sejam esclarecidas as circunstâncias em que foram adquiridos e distribuídos pelo Governo do Estado de São Paulo livros destinados aos alunos da 3ª Série do Ensino Fundamental. O livro, de acordo com o parlamentar, que é professor da rede estadual de ensino, é “absolutamente impróprios para a idade que se pretendia atingir”.
Felício afirma em seu requerimento de informações que a Secretaria de Estado da Educação tem, de fato, andado muito mal: “Ninguém se esquece que o ano passado foi um ano em que se viu inúmeras manifestações de rua dos professores das escolas públicas, por conta de que, a pretexto de melhorar a qualidade do ensino, cometeu-se uma série de ilegalidades, o que acabou por levar a categoria em greve e o Estado às barras dos tribunais, com vitória gritante da categoria, o que acabou, sem sombra de dúvidas, com a queda da antiga secretária da Educação, sem que se esqueça dos inúmeros problemas com materiais destinados ao uso em sala de aula pelos professores e alunos, como o caso das apostilas com os “dois Paraguais””.
Para precisar a origem do problema, Felício faz as seguintes indagações ao Secretário da Educação: É fato que o Governo do Estado de São Paulo distribuiu às escolas públicas do Estado de São Paulo livro denominado “Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol”, destinado aos alunos da 3ª série do Ensino Fundamental?
O parlamentar petista também questiona quantos exemplares do livro foram adquiridos? Quantos foram distribuídos? Em quais escolas?  Qual a idade média dos alunos aos quais os livros foram destinados?  Os livros foram recolhidos?  Quantos foram comprados? Quantos foram recolhidos?  Qual o gasto efetuado pelo Governo do Estado de São Paulo com a aquisição dos livros citados? O valor já foi pago? No caso de restituição dos livros, haverá restituição do valor pago ao Governo do Estado de São Paulo?
Roberto Felício também ressalta que é fato que o Governo do Estado de São Paulo instaurou uma sindicância para a apuração de responsabilidades pela escolha do livro?, assim como se deu o processo de escolha dos livros que foram entregues nas escolas públicas, especialmente os que vão para o apoio do programa “Ler e Escrever”? Há alguma comissão para o processo? Se há, quem a integra?

Alunos dão exemplos de preservação e cobram das escolas engajamento com o meio ambiente

 

Marina silva

Amanda Guimarães está entre os cerca de 700 alunos que participam da 3ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil de Meio Ambiente, em Luziânia (GO). A menina de 13 anos cursa a 8ª série em uma escola da rede pública de ensino de Salvador (BA) e dá exemplos do que já é feito em sua sala de aula – tonéis preparados pelos próprios estudantes para coleta seletiva do lixo e projetos para reduzir o desperdício de papel e de água na instituição de ensino.

Ao comentar a iniciativa de reunir crianças e adolescentes com idade entre 11 e 14 anos para discutir o fortalecimento da escola nas políticas de meio ambiente, Amanda avaliou como “super importante” que os mais jovens sejam o foco da conversa. “Somos o futuro e é preciso conscientização.”
Ela lembrou que algumas instituições de ensino do país se mostram “engajadas” quando o assunto é proteger o meio ambiente ,mas que a maioria “apenas fala mas não pratica”. Em Salvador, Amanda faz parte da Comissão de Qualidade de Vida e de Meio Ambiente de sua escola e garantiu que os professores promovem com regularidades palestras e oficinas de educação ambiental.

Durante visita a Brasília pela primeira vez, a menina deixou um recado para crianças e adolescentes de todo o país: “Vamos preservar o meio ambiente porque o futuro depende de nossas ações. A partir do momento em que comecei a conhecer melhor as necessidades do país, passei a me engajar.”
João Pedro Marsola, de 14 anos, veio de Santa Cruz do Rio Pardo (SP) como um dos delegados na conferência. Para ele, o encontro serve para “conscientizar ainda mais”. Entre um debate e outro, ele contou que a escola onde estuda já promove atividades como visitas a sítios, onde os estudantes plantam árvores, conhecem as nascente de rios e entrevistam agricultores da região.

Questionado sobre o que pretende levar da conferência, ele disse que espera aprender a cuidar do meio ambiente e garantiu que todo o conhecimento adquirido na capital federal será repassado ao irmão, de 17 anos, e aos amigos do interior de São Paulo.
“Vou passar tudo. Tenho um amigo que, uma vez, chupou cinco balas e colocou os papéis em um canto da sala. Pedi que ele recolhesse porque aquilo não era certo. Ele não gostou do que eu disse, mas recolheu os papéis.”

Quase 10% dos prefeitos eleitos não concluíram ensino fundamental, revela estudo

 

 

Alunos do ensino fundamental

Alunos do ensino fundamental

 

 

Um levantamento feito pela ONG (organização não-governamental) Transparência Municipal revela que, dos mais de 5.563 prefeitos eleitos em 2008 –e que tomaram posse na última quinta-feira (1º)–, 514 (9,24%) não concluíram o ensino fundamental.

De acordo com o estudo, destes, a maioria ficará no comando das prefeituras de municípios com até 5 mil habitantes. Segundo a pesquisa, que cruzou dados de 2008 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem 1.154 cidades com até 5 mil habitantes no Brasil.

De acordo com a pesquisa, quanto maior o número de habitantes no município, maior é o grau de instrução do prefeito eleito. Segundo a ONG, prefeitos com nível superior completo apresentam uma participação de 31,37% para os municípios com até 2 mil habitantes, que se eleva gradualmente até atingir uma participação de 100% para as cidades acima de 5 milhões de habitantes.

O estudo revela, porém, que a maioria dos prefeitos (43,93%) possuem curso superior, enquanto 26,32% concluíram o ensino médio.

Participação feminina

Outro dado que chama a atenção é em relação ao número de mulheres eleitas em 2008. Apenas 8,99% dos eleitos são do sexo feminino. Ou seja, apenas 500 das 5.653 prefeituras brasileiras serão comandadas por mulheres entre 2009 e 2012.

Segundo a pesquisa, a participação das mulheres é maior entre as cidades com até 20 mil habitantes.