A atualização da política nacional de juventude

Leopoldo Vieira

Por causa das novas rotas comerciais, incluindo-se o fortalecimento econômico do MERCOSUL, do aumento da massa salarial – especialmente do salário mínimo – oferta histórica de crédito, do incremento das obras públicas e do estímulo ao desenvolvimento social via Bolsa-Família, conseguimos gerar 15 milhões de empregos, promovendo a mobilidade social de 28 milhões de brasileiros para fora da linha da miséria e de 36 milhões para a classe média.

Num cenário onde o Ministério do Planejamento e o da Fazenda projetam um taxa de crescimento do Brasil em 5%/ano nesta próxima década, culminando com o ano de 2020 ( exatamente onde se demarca o início do processo de envelhecimento da população brasileira), aliado a esse processo de mobilidade social[1], destacadamente o acesso das classes D e E para a classe C, cumpriremos a meta da presidenta Dilma de erradicar, no seu mandato, a miséria no país.

A maior geração brasileira de todos os tempos tem hoje entre 15 e 30 anos de idade porque chegou/chegará à idade de trabalhar num momento de franca expansão do emprego no Brasil. E quando falamos disso nos referimos quase que exclusivamente aos jovens que se encontram nesse processo de mobilidade social, ou seja, das classes C, D e E, de baixa renda, de origem social no mundo do trabalho. São eles que constituem, de fato, nossa janela demográfica, pois somados são a maioria da juventude brasileira (58,6%[2]), e a maioria da população dentro dessas classes, respectivamente 68% na E, 57% da D e 51% na D, enquanto 43% na B e 41% na A.

Termos instituído o ProJovem, dobrado o acesso à universidade, ampliado a oferta de educação básica – agora incorporando no conceito e nas metas o ensino médio – o incremento do ensino técnico, a ocupação, por jovens, de 80% dos empregos gerados foram fatores decisivos e favoráveis para o Brasil explorar sua "janela demográfica". Mas para obter o sucesso que os Estados Unidos e Europa conquistaram explorando seu "bônus" demográfico nos 60 e 70, ou os Tigres Asiáticos nos anos 80 e 90, é preciso ir além disso e a descoberta do pré-sal (nosso “passaporte ao primeiro mundo”) cria as condições para transformarmos a tal "geração C" no que alguns economistas denominam de "babyboomers".

Essas nações que chegaram à plenitude do desenvolvimento pelo investimento em sua juventude, num processo semelhante de mobilidade social para cima, na renda e com cultura, tiveram que fazer investimentos massivos na educação básica. Na complexidade brasileira, isso se traduz em revolucionar a qualidade – de equipamentos e na formação humanística e cidadã – acelerar escolaridade, possibilitar a permanência, profissionalização e a exclusividade do estudo, associados à inovação tecnológica estimulada desde as bases. Portanto, para além do que já fizemos, é fundamental que a nova política nacional de juventude esteja alicerçada numa fórmula que envolva educação básica e pré-sal como financiador. Assim combinamos ascensão social com a sua equiparação cultural.

E aqui entra um elemento crucial do nosso desenvolvimento assentado no bônus demográfico: a inter-relação entre Amazônia, juventude e juventude amazônica. Isso porque é referenciado nesta região e sua biodiversidade e riqueza natural (especialmente a do subsolo e energética) que poderemos dar ao boom brasileiro um destino – necessário e imprescindível à humanidade e ao planeta – diverso ao da China, Japão, EUA e Europa, que extraíram qualidade de vida do esgotamento de recursos e a degradação ambiental. Pelo PNAD 2007, 61,5% da população amazônica é infanto-juvenil, logo ela está inserida de maneira ainda mais estratégica, quantitativa e qualitativamente falando, na janela demográfica.

É estratégica em sentido amplo, pelos mesmos motivos que o é em nível de Brasil, mas também quanto à questão da segurança alimentar do país, já que a presença de jovens que se mantêm no meio rural equivale a 27%, enquanto que no Brasil tais índices são de 16% (PNAD 2007); e, principalmente, porque na Amazônia podemos, via investimento geracional, formar atores sociais portadores de uma profunda consciência ambiental, conhecedores e protagonistas de iniciativas econômicas sustentáveis, produtores de conhecimento baseado na tecnologia limpa, ambientalmente e socialmente justa, e comprometidos com a defesa desse patrimônio brasileiro da biodiversidade mundial. O investimento, sob essas diretrizes, na relação juventude-Amazônia é o celeiro de um modelo de desenvolvimento do século XXI, que cresça e gere bem estar social protegendo, conservando e convivendo com a natureza.

Todavia, a porta de saída das camadas mais empobrecidas (D e E) rumo à classe C não é automática. Sendo majoritariamente composta por jovens e com indicadores que revelam descompasso idade/série, trabalho/estudo, entre outras, ampliar, integrar e aperfeiçoar iniciativas como o ProJovem, dialogando com projetos como o EJA[3], por exemplo, e a consolidação de uma rede de sustentação institucional e metas a serem cumpridas, a partir de um arcabouço de garantias aos jovens, que terão os principais atingidos nestas camadas subalternas, nesta etapa em que se associam bônus demográfico e projeção de crescimento sustentado a altas taxas, é fundamental.

Da teoria à prática

Nesse sentido, a política nacional de juventude da presidenta Dilma tem a missão de atualizar a vitoriosa dos últimos 8 anos, liderada pelo Secretário Beto Cury e o primeiro passo é impedir retrocessos, garantindo a permanência da Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal vinculada à Presidência da República, avançando para o cumprimento efetivo da lei que faz dela a coordenadora do ProJovem integrado, tornando-o totalmente executado pela Secretaria. O acúmulo obtido de 2005 até aqui não apenas justifica como torna essa demanda uma conseqüência natural.

A partir dos resultados e desempenho, essa medida possibilitaria elevar o status da pasta. Concomitantemente, a outra responsabilidade central seria o encaminhamento do desenvolvimento da agenda parlamentar pendente: o Plano Nacional e o Estatuto da Juventude.

Garantida a permanência da SNJ-GF na Secretaria-Geral, se colocaria na ordem do dia a instituição um novo Grupo de Trabalho Interministerial, com participação do Conselho Nacional de Juventude e dialógico com a II Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude já convocada, para confluir na nova síntese que o país demanda sobre este assunto, que coloque o bônus demográfico no centro da estratégia de desenvolvimento do governo. E, ao mesmo tempo, criar as condições para os encaminhamentos do programa de governo, especialmente o maior avanço necessário e possível inscrito no documento: o “ProJovem Ensino Médio”.

Para fechar com chave de ouro a projeção da política nacional de juventude para os próximos quatro anos, temos o PAC 2 com suas “Praças do PAC” e o incremento de quadras poliesportivas nas escolas públicas, o que, com a aprovação do Sistema Nacional de Juventude (presente no Estatuto), tende a se intensificar, pela previsão de divisão de responsabilidades com as políticas de juventude entre os entes federativos. Um autêntico “PAC da Juventude”, respondendo à demanda pelo tempo livre saudável, assegurado pelo Poder Público.

Estes são os eixos que condensam a responsabilidade da atual geração de governantes e dirigentes partidários, numa tática realista e estratégia avançada, de aproveitarem a janela demográfica e democrática para o Brasil se desenvolver.


[1] Aqui é utilizada a divisão de classe por renda, do IBGE, onde a classe é A é a que tem renda de mais de 15 salários mínimos, a B de 05 a 15 salários mínimos, a C de 03 a 05 salários mínimos, a D de 01 a 03 salários mínimos e a E até 01 salário mínimo
[2] Ver em www.datapopular.com.br
[3] Educação de Jovens e Adultos.

Fonte: JPT

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Valadares terá faculdade de Medicina e Hospital Universitário

Este será o primeiro campus da instituição instalado em outra cidade. Serão 710 novas vagas em oito cursos

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) vai instalar um campus avançado em Governador Valadares. O custo previsto é de R$ 122 milhões. Este será o primeiro campus da UFJF instalado em outro município. O pró-reitor de Planejamento, Carlos Elízio Barral, que coordenou a elaboração dos projetos, disse que a área construída terá 25.630 metros quadrados para atender aos institutos de Ciências da Vida, com 420 vagas anuais em cinco cursos, e o de Ciências Sociais Aplicadas, com 290 vagas ao ano para três cursos.

Segundo Barral, o projeto apresentado ao Ministério da Educação (MEC) tem duas opções para o Hospital Universitário (HU): a construção de uma nova unidade no campus, com 200 vagas e avaliado em R$ 60 milhões, ou adaptação do hospital público municipal de Governador Valadares, que manteria atendimento à população e atuaria também como hospital escola, com avaliação de R$ 45 milhões. O pró-reitor conta que as obras físicas, sem o HU, estão orçadas em R$ 34,5 milhões e a aquisição de equipamentos, R$ 23,5 milhões.

Cursos

A área de Ciências da Vida prevê a criação dos cursos de Medicina, Odontologia, Farmácia, Fisioterapia e Enfermagem. Para Ciências Sociais Aplicadas, as opções serão Economia, Direito e Ciências Contábeis.

Pelo projeto pedagógico, no ano de 2016, quando todos os períodos tiverem alunos matriculados e o campus estiver funcionando plenamente, o número de alunos deverá chegar a 3.800. Inicialmente, o número de professores nestes dois institutos está previsto em 375 e o de técnicos administrativos, em 186.

O projeto do novo campus foi autorizado pelo Governo federal, mas depende da aprovação do Conselho Superior (Consu). O reitor da UFJF, Henrique Duque, diz que só depois que obtiver sinal verde do Ministério da Educação (MEC) sobre os investimentos é que levará a proposta ao Consu. Segundo o reitor, toda a obra deve durar de três a quatro anos, mas acredita que o vestibular já possa ser realizado em 2011, talvez até no meio do ano.

— Temos informações de que o Governo federal teria incluído no Orçamento Geral da União do próximo ano R$ 60 milhões para a UFJF. O problema maior seria aquisição de equipamentos e realização de concurso para contratação de pessoal.

Segundo Duque, quatro cargos comissionados foram designados para a UFJF e que serão encaminhados no campus de Governador Valadares.

Terreno

Até que o novo campus seja construído, a prefeitura de Governador Valadares disponibilizou local provisório para instalação das primeiras turmas e cursos da UFJF. Trata-se de um prédio ocupado atualmente pela Universidade Vale do Rio Doce (Univale), no Centro da cidade, e que está sendo desocupado. O terreno, de aproximadamente 600 mil metros quadrados — a metade do tamanho do campus da UFJF —, foi doado pelo empresário Edvaldo Soares e sua família. Segundo o reitor, o contrato de doação possui cláusula que determina a devolução do terreno ao antigo dono no caso de a UFJF não utilizá-lo para a construção.

Fonte: http://www.jfhoje.com.br/2010/09/14/ufjf-tera-campus-em-governador-valadares

Desafios das PPJs no governo Dilma

Após oito anos de experiências nacionais, estaduais e municipais com políticas públicas de juventude (PPJs), adotadas no governo Lula, será realizado encontro, em Brasília, para debater avanços e desafios nesse campo. O principal foco do evento será o papel e os desafios dos conselhos regionais de juventude para o aperfeiçoamento dessas políticas.

Patrícia Lânes, pesquisadora do Ibase e também representante do Conjuve, avalia com otimismo os avanços das PPJs no Brasil. Para ela, oito anos depois, a discussão sobre a juventude brasileira está em um patamar melhor.

"Antes das PPJs não existiam políticas oficiais voltadas para a juventude. Hoje, o número de pessoas pensando sobre elas cresceu e há um avanço no adensamento do debate na sociedade civil sobre PPJs e o fazer políticas públicas para a juventude. Uma consequência imediata disso é o aumento do orçamento oficial voltado para esse tipo de política pública", analisa Patrícia.
Entre os desafios do próximo governo em relação às PPJs está a dificuldade dos ministérios incorporarem os jovens às suas ações e projetos de forma integrada, e a transformação dessas políticas públicas de governo em uma política de Estado.
"Mas talvez o maior desafio para o próximo governo seja tornar as PPJs abrangentes para toda a juventude brasileira, lidando com sua diversidade e com as especificidades", destaca a pesquisadora.
Conselhos regionais em foco
O III Encontro Nacional de Conselhos de Juventude — que ocorre nos dias 28, 29 e 30 de novembro, em Brasília — foi idealizado como um espaço de formação para membros dos conselhos regionais de juventude e de estímulo para o aperfeiçoamento dos mesmos.
"A expectativa é que os participantes avaliem o papel dos conselhos regionais na construção das PPJs e discutam os desafios e as prioridades desses conselhos para o futuro do próximo governo", diz Marina Ribeiro, pesquisadora do Ibase, representante do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e participante do Encontro.
O evento, promovido pela Rede Nacional de Juventude em conjunto com o Conjuve, sob a responsabilidade da Comissão de Articulação e Diálogo, também irá propor uma discussão sobre os marcos legais da juventude brasileira — a aprovação da Emenda Constitucional sobre a Juventude no Senado e na Câmara, a elaboração do Plano de Metas para a Juventude e do Estatuto da Juventude — e sobre as diretrizes que deverão nortear a 2ª Conferência Nacional de Juventude, convocada pelo presidente Lula em julho deste ano e prevista para ocorrer em 2011.
O III Encontro Nacional de Conselhos de Juventude é restrito aos representantes de conselhos regionais de Juventude e contará com a participação de mais de 240 pessoas, de 97 conselhos municipais, 15 conselhos estaduais de juventude, selecionadas dentre mais de 540 inscritos.
Publicado em 26/11/2010.

Primeiro Seminario de Politicas Públicas de Juventude de Governador Valadares

Ola amigos e amigas leitoras do nosso blog. Fiquei umtempo sem postagem mais estamos de volta.

Segue fotos do Primeiro Seminario de Politicas Públicas de Juventude de Governador Valadares realizado no último dia 18 de novembro.

Seminario de Politicas Públicas para a Juventude

Juventude Militante

Eric tem 15 anos e é morador da Maré, no Rio de Janeiro. Ele faz parte de um grupo de adolescentes que vem se reunindo na sede da Redes de Desenvolvimento da Maré para discutir questões que dizem respeito ao cotidiano da comunidade.

O grupo do qual Eric faz parte é um desdobramento da Consulta Livre da Maré , uma das etapas da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), que previa encontros comunitários com o intuito de levantar sugestões para as diretrizes da Conseg.

O garoto conta que participou da Consulta Livre com a intenção de se informar sobre segurança e violência, questões presentes na sua comunidade. “ É importante saber o que está acontecendo para a gente melhorar as coisas por aqui”, afirma. Eric é um exemplo de um adolescente, que apesar da pouca idade, se interessa por política e já se mobiliza por ela. No entanto, ele ainda não pode votar. “Se eu tivesse 16 anos escolheria bons candidatos que trabalhassem para mudar aquilo que precisa ser mudado”, conta.

O jovem morador da Maré contraria a visão daqueles que consideram a juventude brasileira apática ou desmobilizada. Danilo Moreira, presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), considera que esse entendimento se baseia na redução do alistamento eleitoral de jovens entre 16 e 17 anos. “Não existe nenhum dado, pesquisa ou estudo que afirme que o nível de participação dos jovens é menor que o de outros segmentos da sociedade. Qual a base comparativa dessa afirmação? Não há”, afirma.

A opinião de Danilo coincide com o entendimento de Márcio Gomes, morador da Cidade de Deus e militante desde a adolescência. “Não acho que a despolitização é um problema dos jovens. Há uma despolitização em todas as idades e isso é resultado de um processo histórico. A consciência política nunca foi estimulada no Brasil”, diz. Márcio hoje tem 26 anos e sua história demonstra como a inserção política pode se dar de formas variadas. “Comecei a militância através da Igreja Católica. Depois participei da Pastoral de Favelas, onde discutia sobre políticas públicas, saneamento básico, infraestrutura. Até que comecei a trabalhar na Associação Semente da Vida da Cidade de Deus (ASVI)”, conta.
Ainda que não participem diretamente nos espaços reconhecidos como do domínio da política, os jovens demonstram participar de determinada esfera pública ao buscarem informações sobre a atividade política
Considerar a participação da juventude na política apenas a partir dos números de emissão de títulos de eleitores parece mesmo incapaz de apreender as múltiplas formas de mobilização dos jovens. Os casos de Eric e Márcio são exemplos e de acordo com a pesquisa “Juventude Brasileira e Democracia: participação, esferas e políticas públicas”, realizada pelo Ibase e pelo Instituto Polis, há muitos jovens brasileiros como eles.

O relatório final da pesquisa revela que "a maioria dos jovens entrevistados demonstra interesse pelos assuntos da política. Ainda que não participem diretamente nos espaços reconhecidos como do domínio da política, eles demonstram participar de determinada esfera pública ao buscarem informações sobre a atividade política". Entre os entrevistados, 65,6% se dizem interessados por política e 8,5% se consideram politicamente atuantes. Outro dado relevante é que a participação em grupos, como aconteceu com Márcio Gomes, é uma experiência vivida por 28,1% dos jovens e 18,5% deles afirmaram já ter participado “de algum movimento ou reunião para melhorar a vida do seu bairro ou da sua cidade”.

Mobilizados para mudar a realidade
Se é verdade que menos jovens com idade inferior a 18 anos irão votar em outubro, também é correto afirmar que é cada vez maior o número de questões que os mobiliza. Danilo Moreira destaca a experiência da campanha pela aprovação da PEC da Juventude. “Na campanha da PEC, hoje Emenda Constitucional 65, pudemos ter uma mostra do potencial dessa juventude. Todo o Conjuve, além de entidades estaduais e municipais, mobilizou-se via twitter, telefone, e-mail e reuniu-se com senadores criando uma verdadeira pressão política em favor da garantia de direitos constitucionais à juventude”, conta.

A pesquisa do Ibase e do Instituto Polis reafirma a diversidade das lutas da juventude brasileira. O relatório lista os temas que os jovens apontaram como suas principais preocupações e questões relacionadas à violência, segurança e criminalidade apareceram com frequência. Elas ocupam a primeira ou a segunda colocação em todas as regiões pesquisadas e de acordo com o texto isso “sugere que eles(as) possuem consciência dos riscos a que se encontram expostos(as)”. Os temas que se seguem como mais citados são trabalho, educação e desigualdade social, evidenciando a disposição dos jovens em pensar sobre os problemas que afetam a população. Nesse contexto, Danilo Moreira lembra que a juventude está entre os segmentos mais capazes de trazer mudanças a uma sociedade e diz acreditar que temos um bom nível de engajamento dos nossos jovens. “Poderia ser bem maior, mas de algum modo os jovens estão participando mais, se envolvendo mais. A 1ª Conferência Nacional de Juventude, que envolveu mais de 400 mil jovens para debater as políticas públicas de juventude do país, é um bom exemplo de como limites podem ser superados”, conclui.

Preocupar-se com a realidade do país é um bom caminho para começar a se fazer política. A inquietação pode motivar o engajamento com a transformação, como aconteceu com Márcio Gomes. “Tenho a impressão que isso nasceu comigo. O que eu via na televisão não era a realidade que eu vivia. Uma vez, quando criança, tive que ir à Zona Sul e vi que as ruas eram direitinhas, arrumadinhas. Me perguntei: por que onde eu moro é essa bagunça? Se a Carta Maior prega que todos são iguais, por que então só uns tem seus direitos garantidos? Por que poucos têm muito e muitos têm pouco?”, questiona Márcio.

Presidente do Conjuve, Danilo Moreira, fala ao EstudanteNet

Em tempos de eleições, o EstudanteNet vem procurando conversar com diversos segmentos da sociedade civil organizada para tentar entender como será o Brasil do futuro, o país da Copa e das Olímpiadas. O bate papo agora foi com o presidente do Conselho Nacional de Juventude. Confira a seguir a entrevista exclusiva

Muito se fala que o Brasil é o país do futuro. A explicação estaria no vigoroso crescimento econômico com distribuição de renda, na vastidão de possibilidades energéticas, como a descoberta do Pré-Sal, na sua capacidade de diálogo e interação com os diversos países da nova configuração mundial. Acompanhando todos esses indicativos, está um que projeta, literalmente, o Brasil como país em crescimento. Pela primeira vez, o país tem uma população de jovens superior aos 50 milhões de pessoas, um recorde histórico que redefine a estrutura social, econômica e cultural da nação.
Aproveitando essa irrecusável deixa, o portal EstudanteNet produziu uma entrevista especial com Danilo Moreira, que há dois anos preside o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). A função do conselho, ligado à Presidência da República, é debater, propor e acompanhar a implementação de políticas voltadas para os jovens.
Além de responder à pergunta “ O que é ser jovem? ” e comentar a importância do momento histórico, Danilo dá sua opinião sobre a criação do Ministério da Juventude e fala a respeito das principais conquistas e desafios dessa política nos próximos anos: “Temos dois grandes trunfos para avançarmos em 2011: a aprovação do Plano Nacional de Juventude, que é uma necessidade legal que consta no texto da PEC da Juventude e terá metas para os próximos 10 anos; e a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude que será um poderoso instrumento de convencimento e pressão para que continuidade e avanços caminhem juntos”, declara. Leia abaixo a entrevista na íntegra:

Como funciona o Conjuve? Qual o seu papel dentro do governo federal e junto à sociedade civil?
O Conjuve foi criado em 2005, é um organismo vinculado à Secretaria Geral da Presidência da República e tem 60 integrantes (20 de poder público e 40 de sociedade civil). Pelo poder público participam 17 Ministérios além de representantes de Governos Estaduais, Municipais e Câmara dos Deputados. Compõem a representação da sociedade civil os principais movimentos juvenis brasileiros, assim como organizações que atuam com a temática juvenil, chamadas de entidades de apoio. Além de reuniões ordinárias trabalhamos em comissões que cuidam de temas como relações internacionais, políticas e programas, comunicação e parlamento.
Atualmente, o papel do Conjuve tem sido principalmente fortalecer a implementação das políticas de juventude junto ao parlamento, governo federal e governos estaduais. Apoiamos aprovação de leis, analisamos programas do governo federal, fazemos recomendações e apoiamos a criação de conselhos estaduais e municipais de juventude. Do ponto de vista da sociedade civil, o Conjuve cumpre o papel de dar mais transparência às ações governamentais assim como é um grande ponto de encontro e articulação de organizações e movimentos que lutam pelos direitos da juventude.

O que é ser jovem? Como estabelecer um critério para essa definição?
Do ponto de vista etário a juventude é definida como uma faixa entre 15 e 29 anos, mas seria uma grande simplificação reduzir a juventude a uma questão de idade. Ser jovem é também uma condição social com características e demandas diferentes da infância, da idade adulta ou da terceira idade. Questões como acesso e produção de bens culturais, a combinação entre educação e trabalho, moradia, saúde, esporte, participação política, entre outros, têm que ser analisadas levando em consideração as particularidades da juventude, esta é a chave das políticas públicas de juventude. Só para citar um exemplo bastante conhecido: do ponto de vista do mercado de trabalho não podemos tratar de maneira igual uma pessoa que busca o primeiro emprego e um profissional que já tem experiência.

O Brasil tem hoje, pela primeira vez na sua história, mais de 50 milhões de habitantes com idade entre 15 e 29 anos. Quais os reflexos disso no nosso presente e no nosso futuro?
Vou me restringir somente ao argumento econômico. Estamos vivenciando uma oportunidade única na nossa história, nunca foi e nunca será tão grande o número de jovens no Brasil. Em termos quantitativos estamos no ápice da chamada "onda jovem", mas em função da queda das taxas de natalidade tal situação não se repetirá e o número de jovens reduzirá gradualmente nos próximos anos. Temos hoje a menor taxa de dependência econômica em relação à população economicamente ativa, com um reduzido número de crianças e idosos que dependem de quem está produzindo economicamente. Os especialistas chamam isso de bônus demográfico. À medida que aproveitarmos este bônus, preparando e incluindo produtivamente este jovem, ampliaremos em muito o ritmo de crescimento do país. Caso não aproveitemos esta oportunidade, perdemos duas vezes, pois o país cresce menos e, ao mesmo tempo, aumenta a demanda pelas chamadas políticas compensatórias. Um outro aspecto é que se pensarmos em um novo modelo de desenvolvimento baseado no conhecimento, nas tecnologias da informação e na sustentabilidade não podemos prescindir do potencial da juventude.

A Secretaria Nacional e o Conjuve são a expressão institucional da política de juventude hoje. Você acha necessário criar um Ministério da Juventude? Por que?
Costumo dizer que em fevereiro de 2005, quando o Presidente Lula criou a Secretaria Nacional de Juventude e o Conjuve, estes dois órgãos eram maiores que a política de juventude. De lá pra cá, avançamos muito com ampliação de programas em todos os níveis de governo, a multiplicação de conselhos por todo país, aprovamos a PEC da Juventude e fortalecemos nossa ação internacional nesta área. Para nossa felicidade hoje a política de juventude é muito maior que a Secretaria e o Conselho Nacional. Por outro lado, ainda temos muitos indicadores negativos a superar, precisamos aprovar e colocar em prática o Plano Nacional de Juventude, apoiar mais estudos e pesquisas, incluir a juventude com mais força no PAC, aproveitar todo potencial da Copa do Mundo e das Olimpíadas, ou seja, incluir definitivamente a juventude na estratégia de desenvolvimento nacional. Deste ponto de vista, defendo que, ao lado do fortalecimento do Conjuve, a Secretaria Nacional de Juventude passe a ter um status ministerial. Recentemente o Presidente Lula transformou a Secretaria de Mulheres e a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial em Ministérios por serem segmentos populacionais importantes para o país, não vejo motivos para não avançarmos também na juventude. Estou aberto ao debate, mas penso que o principal órgão da política nacional de juventude deve estar a altura dos nossos desafios e da importância que atribuímos à juventude brasileira.

Qual a sua trajetória de vida? Desde estudante secundarista até a presidência do Conjuve?
Iniciei minha militância na Escola Técnica de Feira de Santana, na Bahia. Estudava Eletrotécnica, ao mesmo tempo fazia um curso de eletricista no Senai. Neste período participei ativamente da diretoria do Grêmio Livre. Logo depois de formado fui trabalhar e voltei a militar quase quatro anos depois quando fui cursar história na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista. Daí em diante, fiz um caminho bastante conhecido no movimento estudantil: fui do Centro Acadêmico, do DCE e depois cumpri dois mandatos na executiva da UNE. Saí da UNE em 2003 quando o presidente Lula já indicava que desenvolveria uma política nacional de juventude. Por conta da minha filiação partidária – sou do PCdoB, um partido muito identificado com a juventude – e da minha trajetória no movimento juvenil, pois também fazia parte da Direção da União da Juventude Socialista – UJS, fui convidado para participar do "Projeto Juventude" coordenado pelo Instituto Cidadania. Este projeto foi à base da atual política nacional de juventude. Em 2005, com criação da Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), o convite foi quase natural. Na SNJ desde o primeiro momento me dediquei à construção do Conjuve. Penso que presidi-lo também foi um consequência deste trabalho no governo e da boa relação com a sociedade civil.

De que modo a sua atuação no movimento estudantil te influenciou para o trabalho que desempenha?
Além de um contato cotidiano com a juventude a passagem pelo movimento estudantil me deu duas coisas que considero indispensáveis para a atuação na área de políticas públicas de juventude: a primeira coisa foi a noção de que a juventude é diversa e ao mesmo tempo comprometida com as questões nacionais. No movimento estudantil sempre valorizamos e respeitamos as "diversas tribos juvenis" sem perder de vista que melhores dias para juventude sempre estarão ligados com melhores dias para o Brasil. A segunda lição foi perceber que por maior que seja sua convicção quanto à justeza das suas idéias, sempre vão existir pessoas que pensam diferente de você. Valorizar e respeitar a diversidade de pensamentos e buscar unidade para alcançar objetivos estratégicos é o segredo da força do Conjuve.

Quais as principais conquistas do Conjuve nos últimos anos?
Completamos, no último dia 02 de agosto, 5 anos desde a posse do primeiro mandato do Conjuve. Participo intensamente desde o primeiro momento e valorizo cada passo adiante, por menor que pareça. De qualquer forma, arrisco enumerar as seguintes vitórias: ter conquistado respeito e reconhecimento no governo e na sociedade: qualquer iniciativa do Conjuve tem hoje grande credibilidade; ter promovido o maior processo participativo do governo Lula, a 1ª Conferência Nacional de Juventude que teve 400 mil participantes; ter aprovado por unanimidade, na Câmara e no Senado, a PEC da Juventude; ter convencido o presidente Lula a convocar para 2011 a 2ª Conferência Nacional de Juventude, deixando para a próxima pessoa que irá ocupar a Presidência da República a possibilidade de fazer política com democracia e participação desde o primeiro momento do seu governo. Por último e mais importante, ter demonstrado que a atual geração política não deixa nada a desejar a gerações anteriores provando que é possível sonhar, lutar e conquistar.

Neste ano de eleições, qual a plataforma de propostas defendida pelo Conjuve para os candidatos?
Em 2008 o Conjuve liderou um movimento denominado Pacto pela Juventude e apresentou uma carta compromisso aos candidatos às eleições municipais. Tentamos reeditar esta iniciativa nas eleições presidenciais, mas por força da legislação eleitoral fomos impedidos de realizar a atividade em 2010. Felizmente as organizações da Sociedade Civil que integram o Conjuve chamaram pra si esta responsabilidade e estão apresentando o Pacto pela Juventude de maneira autônoma. Tive acesso ao documento que considero muito bom. Fico muito feliz em ver que as entidades mantém suas iniciativas de maneira independente e comprometida com os avanços das políticas públicas e dos direitos da juventude.

Qual a importância de termos candidatos jovens, políticos jovens ou mais jovens participando da política?
A juventude brasileira tem um histórico forte de organização e participação política. A UNE talvez seja o seu melhor exemplo. E não falo da UNE do passado, mas da UNE de hoje que luta, por exemplo, por 50% do fundo social do Pré-Sal para educação. Poderia falar também das inúmeras formas de organização e participação juvenil que se somam ao movimento estudantil. Basta olhar a composição do Conselho Nacional de Juventude e perceber sobre o que estou falando. Ocorre que quando falamos da juventude em espaços políticos eleitorais percebemos que existe uma enorme exclusão política. Do universo de 136 milhões de eleitores registrados pelo TSE, 30% é composto por jovens até 29 anos. No entanto, desde a redemocratização do Brasil nunca passou de 3% o número de jovens deputados federais. Este é um dos problemas que precisamos enfrentar para ampliar a representação efetiva dos jovens em todas as instâncias de poder.

Quais são os principais objetivos e desafios do Conjuve para os próximos anos?
As perspectivas do Conjuve estão diretamente relacionadas com a atitude que a próxima pessoa que assumir a presidência terá diante das políticas públicas de juventude e, especialmente, dos mecanismos de democracia participativa como o Conselho e a Conferência. Todo nosso esforço nos últimos anos foi voltado para transformar nossa pauta em algo irreversível. Digo isto não por uma visão corporativa do Conjuve, mas pela convicção quanto à necessidade de apostarmos na juventude para asseguramos o pleno desenvolvimento do Brasil, no presente e no futuro. Temos dois grandes trunfos para avançarmos em 2011: a aprovação do Plano Nacional de Juventude, que é uma necessidade legal que consta no texto da PEC da Juventude e terá metas para os próximos 10 anos; e a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude que será um poderoso instrumento de convencimento e pressão para que continuidade e avanços caminhem juntos.

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"O melhor amigo do povo é o povo organizado"
Rafael Minoro

Fonte: Estudantenet

UNE lança campanha contra o analfabetismo com apoio de Emir Sader

Proposta pelo sociólogo e cientista político Emir Sader, um dos principais intelectuais de referência na América Latina, e organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ), foi lançada na tarde desta quarta-feira (22) a campanha "Rio 2014 de A a Z: Analfabetismo Zero". O encontro reuniu mais de 200 participantes no salão nobre da Reitoria da UFRJ, na Praia Vermelha. 

 

 

Augusto Chagas (UNE), ao lado de Emir Sader, conduziu o ato no Rio de Janeiro

Com o objetivo de mobilizar o Estado do Rio de Janeiro para por fim ao analfabetismo, um dos piores problemas que ainda assolam o país, a campanha será realizada por meio de um mutirão social envolvendo a sociedade civil, os movimentos sociais, as universidades e o poder público. A UNE e a UEE-RJ ainda buscam parceiros para alavancar o projeto.
A ideia é fazer do Estado do Rio de Janeiro, capital cultural do país, área livre de analfabetismo, em 2014, incluindo planos de pós-alfabetização para consolidar e combater o analfabetismo funcional. A campanha propõe ainda:
– Incentivar o voto nos candidatos progressistas que façam adesão à mobilização, conscientizando seus eleitores da importância real e simbólica da erradicação do analfabetismo.
– Formar grupo de trabalho com professores ligados ao métodos Paulo Freire para elaborar metodologia para os da terceira idade, maioria entre os analfabetos.
– Mobilizar pedagogos, entidades estudantis, sindicais, culturais para, coordenados pelo MEC, envolvendo as Secretarias de Educação do Estado e de município, desenvolver a campanha e acabar com o analfabetismo no Rio até 2014.
– Aliança com União, Estado e Municípios, empresa e entidades empresariais, Sistema S, Universidades Públicas e privadas, para financiamento do projeto.
– Convênio com programas federais, estaduais e municipais, como PróJovem, ProUni, etc, para que os beneficiários prestem suas contrapartidas trabalhando no projeto.
– Incentivar a adesão voluntária, visando a formação de um banco de dados com pessoas que se disponham a participar do programa.

Logo da campanha

Presenças

A mesa presidida pelo presidente da UNE, Augusto Chagas, contou com a participação de Emir Sader, que também mantém um dos blogs mais acessados do site Carta Maior; a ex-secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Jandira Feghali e a presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão, professora Laura Tavares.
Durante o ato, Augusto falou sobre os números do analfabetismo no Estado do Rio de Janeiro, que ainda possui cerca de 500 mil pessoas que não sabem ler e escrever, e a importância do movimento estudantil estabelecer esta troca com a sociedade.
Participaram a presidente da UEE-RJ, Flávia Calé; o pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento da UFRJ, Carlos Levi; o coordenador de Juventude do Rio de Janeiro , Rodrigo Ribeiro; a representante da reitoria da Unirio, professora Antonia; a coordenadora da Geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ, Janaina Maia; e o conselheiro universitário e diretor do DCE da UFRJ, Alison Lemos.
Augusto aproveitou o momento para retribuir o apoio, empenho e incentivo de Sader. “Mais uma vez quero agradecer o amigo Emir Sader pelo papel importantíssimo na campanha Rio 2014 de A a Z: Analfabetismo Zero!”, disse.
As próximas ações da campanha serão realizadas após as eleições em parceria com os respectivos candidatos eleitos. Para mais informações e acesso aos banners e materiais da campanha, visite o blog e siga no Twitter.

Leia abaixo texto publicado por Emir Sader no blog da campanha:
"Rio de Janeiro, Analfabetismo Zero – Uma proposta de Emir Sader
A superação da miséria no Brasil – objetivo fundamental do governo Lula – tem que representar a superação da miséria material, mas também da miséria espiritual. Nada representa melhor esta do que o analfabetismo, a incapacidade de sequer poder ler.
O próximo governo tem que se colocar como um de seus objetivos centrais o fim do analfabetismo. Esse objetivo tem que ser conseguido com a mobilização de todas as forças democráticas e populares da sociedade brasileira.
O Rio de Janeiro deve dar um passo à frente, servir como exemplo, elaborando desde já um plano concreto para atingir a meta de ser o primeiro território brasileiro livre do analfabetismo em 2014. O Rio conta com recursos humanos para isso: a Fundação Darci Ribeiro, o Instituto Paulo Freire, as associações de professores, as organizações estudantis, coordenados pelo Ministério da Educação e pelas Secretarias Estadual e Municipais de Educação do Rio de Janeiro.
O Rio tem plena capacidade de realizar esse objetivo. Não é possível que a capital cultural do Brasil continue convivendo com o analfabetismo, com a incapacidade de centenas de milhares de pessoas de ler, de ter acesso mínimo ao conhecimento.
Que esta eleição sirva para comprometer a todos os que realmente privilegiam a educação popular com o objetivo do analfabetismo zero no Rio de Janeiro.
É preciso convocar a todos – pedagogos, centros de cultura popular, movimento estudantil, governos municipais – para um grande mutirão que fará com que o rio chegue ao final dos mandatos que elegemos agora, ao Campeonato Mundial de Futebol como território livre de analfabetismo".