Sindute Convoca mais uma Assembleia dos professores para a definição da greve em Minas Gerais

Cartaz de Mobilização da Assembelia Geral dos Professores

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A greve dos Professores de MG COntinua por tempo indeterminado

A greve dos /as trabalhadores/as em educação da rede pública estadual continua e nova assembleia acontece no próximo dia 25.05, às 14h, no Pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).  Essa foi a decisão tomada por cerca de 15 mil servidores nesta terça-feira (18.05).

Após assembleia, os servidores seguiram em passeata até a Praça Sete e nas escadarias da Igreja São José fizeram uma atividade, uma espécie de Tribunal do Júri para denunciar o descaso do governo para com a educação em Minas.

Durante a semana e até a próxima assembleia a estratégia do Sind-UTE/MG, por meio de suas subsedes, será a realização de atividades locais em todas as regiões do Estado. Além das escolas paradas, a intenção é agregar novas adesões à greve, que foi deflagrada em 08 de abril último e ampliar o diálogo com a sociedade.

Segundo a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a categoria vai marcar presença também na abertura da Fenamilho (Festa do Milho, em Patos de Minas) quando deverão participar diversas autoridades.  A intenção é fazer uma verdadeira caça ao governador Anastasia e insistir com ele numa agenda positiva de negociação com os trabalhadores em educação.

Prefeita de Governador Valadares anuncia condomínio residencial para servidores

 

A prefeita Elisa Costa anunciou, nesta terça-feira, 27 de outubro, o Plano de Habitação para os servidores municipais. Incluídos na Política de Habitação do Município, através da organização de um Núcleo de Sem-Casa de servidores, os funcionários já serão beneficiados com 176 unidades residências, com a construção de dois condomínios dos servidores. Os condomínios serão construídos através do programa Minha Casa, Minha Vida e deverão ficar prontos em 12 meses.

 

A prefeita Elisa Costa ressaltou que este é um momento histórico para Valadares, “quando reunimos pessoas, instituições e um governo compromissado com política habitacional, e que além de construir casas, gera desenvolvimento com a criação de empregos e renda”. Além disso, a prefeita lembra que “política de habitação não é só construir casas, é dar às pessoas moradias dignas, com casas que tenham infra-estrutura, com acesso fácil à educação e segurança”.

 

De acordo com o secretário de Planejamento, Jaider Batista, “Governador Valadares tem um déficit habitacional de, aproximadamente, 7 mil moradias, ou seja, cerca de 28 mil pessoas não têm casas”. O secretário ressalta, ainda, que a cidade tem cerca de 1.600 famílias morando em área de risco e que “é compromisso deste governo fazer do programa Minha Casa, Minha Vida um instrumento que atenda, principalmente, as pessoas que tenham renda salarial de 0 a 3 salários mínimos”.

 

A gerente geral da Caixa Econômica Federal em Governador Valadares, Rosamélia Caldeira, ressaltou que os servidores pagarão de R$ 50,00 a R$ 139,00, mensalmente, pelos apartamentos. “As unidades habitacionais que os servidores vão receber estão avaliados em R$ 60 mil, porém, ao final, pagarão, no máximo, 13.900 reais”. A gerente registrou, ainda, a importante parceria firmada entre governo federal e Prefeitura. “Neste governo temos política pública, e é preciso que elas sejam realizadas e multiplicadas por cada servidor e servidora, que são, também, responsáveis por melhorar a vida dos valadarenses”.

 

“O sonho da casa própria está sendo realizado nesta administração”, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsem) de Valadares, José Carlos Maia. E atendendo a base das ações deste governo, o da organização e participação, cerca de 500 servidores já estão inscritos no Núcleo de Sem-Casa. Os condomínios serão construídos no bairro Jardim Alvorada, pela construtora Projecon, e cada apartamento terá dois quartos, um sala/copa, cozinha, banheiro e área de serviço.

 

Dia do Servidor Público Municipal

 

Neste dia 28 de outubro é comemorado o Dia do Servidor Municipal e a prefeita Elisa Costa ressalta que a comemoração deve ser feita com valorização e respeito à classe. “A adoção de um piso salarial, a nova sede do Sinsem e, agora, o Plano de Habitação para os servidores, com a construção de quase 200 unidades habitacionais, demonstra o compromisso que temos com esta classe”, afirma a prefeita, lembrando o importante papel que tem cada servidor, “que também é responsável por fazer de Valadares uma cidade de todos e para todos”.

Educação: direito e valorização para um novo projeto de desenvolvimento.

A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ensino (CNTE), Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), e o vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tiago Ventura, foram os painelistas da oficina "Educação: direito e valorização para um novo projeto de desenvolvimento", realizada dia 14 pela CUT Nacional, em São Paulo.

Tiago destacou o novo papel do Estado, com ampliação do acesso por meio de ações afirmativas para negros e indígenas, e a luta da UNE pela aplicação do Plano Nacional de Assistência Estudantil, particularmente em relação à creche para as mães, alimentação, transporte e bolsas de estudo. Frisou também a importância de um Estado mais presente, responsável pela educação pública e capaz de regular o ensino privado, condenado "pelo aumento abusivo nas mensalidades e pela falta de democracia".

Denunciando o sucateamento e o arrocho de recursos a que a universidade brasileira foi submetida durante o desgoverno Fernando Henrique, Tiago destacou a importância da derrubada da DRU (Desvinculação das Receitas da União) pela Câmara, agora em apreciação pelo Senado, pois tem sangrado 20% da verba desta importante área social.

O vice-presidente da UNE também apresentou as linhas gerais do projeto de reforma universitária dos estudantes brasileiros, defendendo que haja o pleno exercício da autonomia universitária: "são necessários novos patamares de investimento, com a destinação de 10% do PIB. Para além das medidas emergenciais, é preciso dar garantias para que a universidade goze da autonomia de gestação administrativa, didático-pedagógica e financeira. Daí a nossa luta pela aplicação mínima de 75% do orçamento da educação no ensino superior, caracterizando política de Estado". Sobre as novas formas de financiamento, lembrou Tiago, "a UNE defende a vinculação de 50% da arrecadação com royalties do petróleo da camada pré-sal em educação pública". Para a entidade, frisou, é preciso que haja "controle público sobre o ensino privado, com o reconhecimento do ensino superior como um bem público e a exploração privada como uma concessão do Estado, que deve ter a obrigação de regular, fiscalizar e garantir a qualidade do ensino".

Na avaliação da representante da CNTE e presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maria Izabel defendeu a necessidade de um efetivo Sistema Nacional Articulado de Educação (SNAE), que faça jus à determinação constitucional de que a educação é um direito. Por isso, ressaltou Bebel, os professores propõem seis eixos: "o papel do Estado na garantia de direito à educação de qualidade, com organização e regulação da educação nacional; qualidade da educação, com gestão democrática e avaliação; democratização do acesso, permanência e sucesso escolar; formação e valorização dos trabalhadores em educação; financiamento da educação e controle social; justiça social, educação e trabalho: inclusão".

Bebel lembrou que na contramão destas propostas, atentando contra a diversidade e a igualdade, a Desvinculação das Receitas da União foi responsável pelo assalto a R$ 70 bilhões da educação. "Lutamos pelo fim da DRU porque defendemos um Estado provedor de políticas públicas, que regule o atendimento à população". Outro ponto fundamental para a melhoria da qualidade da educação, para a valorização do setor e de seus profissionais, acrescentou, é a implementação do Piso Salarial Nacional da Educação, que vem sendo boicotado pelos governos estaduais tucanos, que buscam inviabilizar a medida.

Ao ver a educação com interface mais ampla, declarou a representante da CNTE, a entidade tem procurado envolver não só os profissionais que atuam nas escolas, mas os estudantes, pais de alunos e as próprias administrações, "para que o país avance". Por isso, ressaltou Bebel, o parâmetro defendido pela CNTE é o do custo-aluno-qualidade, valorizando a elevação permanente do conhecimento e da capacidade crítica do aluno em sua formação. Este avanço, alertou, obviamente não será possível com uma visão tacanha como a manifestada pelas administrações que atentam contra a Lei do Piso, e que são as mesmas que precarizam as relações de trabalho, não fazendo concursos públicos e mantendo um alto número de profissionais admitidos em caráter temporário (ACT). Os governos tucanos de Aécio Neves (MG), onde cerca de 50% dos profissionais de educação são ACTs, e de José Serra (SP), com 47% de ACTs são exemplos desta triste prática.

"Precisamos melhorar as condições de trabalho dos profissionais de educação, garantir uma unidade entre teoria e prática, a centralidade do trabalho como princípio educativo, a gestão democrática das escolas e dos sistemas", acrescentou Bebel.

Em nome da CUT Nacional, o diretor executivo Adeilson Telles lembrou do significado da educação para o aprofundamento da democracia participativa e da luta da Central "para fazer com que todos os avanços conquistados nas políticas de governo se transformem em política de Estado". "Daí a nossa luta para efetivar mecanismos que se traduzam em políticas públicas para ser implementadas", concluiu Adeilson.

Entrevista com Rosana Souza, secretária nacional de Juventude da CUT

“Nosso objetivo é envolver a juventude trabalhadora no projeto sindical da CUT”, afirma

A primeira secretária da recém criada Secretaria Nacional da Juventude, Rosana Souza, do ramo químico de São Paulo, de 32 anos, falou em entrevista ao Portal Mundo do Trabalho sobre o desafio de representar a juventude da CUT e de sua atuação ao longo

do mandato.

 

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Como é ser a primeira secretária nacional de Juventude da CUT?

Eu tenho orgulho de estar à frente desta Secretaria e reconheço o tamanho da responsabilidade para que possamos colocar a juventude como um dos agentes principais na construção da sociedade. Esta luta vem de longa data, desde a fundação do Coletivo Nacional da Juventude Trabalhadora da CUT, em 1997. Portanto, já existe um trabalho voltado à juventude, que hoje conta com 18 coletivos estaduais. E agora conseguimos institucionalizar a discussão no interior da CUT.

O que você detectaria, em um primeiro momento, como a principal demanda?

Acho que a questão do trabalho decente é a principal. A cada dia os jovens estão ingressando mais cedo no mercado,  abandonando o processo educacional e sem acesso a qualificação profissional. A maioria, que vem de famílias mais pobres, é obrigada a aceitar postos de trabalho precários, ao contrário dos filhos das classes mais altas, que podem disputar os melhores empregos ou entrar mais tarde no mercado de trabalho. Além disso, essa realidade traz consigo o adoecimento provocado pelo trabalho. Visualizando este cenário, precisamos ter bastante atenção sobre a inserção do jovem no mundo do trabalho com o propósito de reduzir os impactos sobre a sua saúde e seu acesso à educação.

Já existe a definição da estratégia política?

Ainda não. Ela será construída coletivamente, após a posse da direção, que ocorrerá no dia 28 de agosto. A idéia é fazer um seminário com a participação de todos os secretários e secretárias estaduais eleitos nos CECUTs  e com os representantes dos ramos que têm algum trabalho de juventude já organizado.  A partir deste momento é que vamos traçar um planejamento e começar a construir a política nacionalmente, com bastante participação.

Como será atuação da Secretaria?

Ela atuará com os coletivos estaduais da mesma forma que ocorre com os demais coletivos da CUT, que já têm suas secretarias. O Coletivo Nacional da Juventude precisa contemplar todos os ramos e estaduais da CUT. Então nenhum segmento ficará de fora da elaboração da estratégia da CUT sobre as políticas que desenvolveremos sobre a juventude trabalhadora.

O que você, enquanto secretária, espera da estrutura CUT?

Espero o apoio da Executiva da Nacional e dos sindicatos que representam os mais diversos setores. Assim como, diálogo com as demais secretarias porque o tema juventude não pode ser uma discussão isolada. A aproximação com as secretarias de Formação, Mulheres, Saúde do Trabalhador e de Combate ao Racismo é fundamental para a construção de políticas que atendam as demandas da juventude. Sem isso, não conseguiremos colocar em prática as propostas elaboradas pelo Coletivo.

Na sua avaliação qual o principal problema dos jovens no mercado de trabalho?

A ocupação de postos precários e a informalidade, ao lado da falta de representação nos sindicatos, o que torna difícil a interlocução. Por isso, iremos trabalhar em conjunto com os movimentos sociais. A UNE (União Nacional dos Estudantes), por exemplo, será uma grande aliada neste processo, assim como a juventude rural. Chegar aos trabalhadores informais é um grande desafio. Dialogamos com a juventude sindicalista, com juventude trabalhadora que são representadas pelos sindicatos da CUT, mas temos dificuldade com a juventude estudantil, rural e do mercado informal.

E a questão das políticas públicas?

Na nossa avaliação, o Estado precisa ter um papel maior na execução de políticas públicas voltadas para a juventude. Precisamos ter mecanismos de participação popular para que a juventude tenha espaços para opinar e decidir sobre as políticas públicas que queremos, como aquelas voltadas para educação, cultura, esporte e lazer.