Aecio e Anastasia só mencionam Serra quando ele está presente

O candidato José Serra (PSDB) elegeu Minas Gerais como uma das prioridades da campanha presidencial, mas ainda recebe um apoio tímido nos eventos eleitorais públicos de seu palanque mineiro, comandado pelo ex-governador Aécio Neves e pelo governador Antonio Anastasia.

Desde o início da campanha, Serra só foi mencionado em Minas nos eventos públicos em que esteve presente: ontem, quando foi a Belo Horizonte e Divinópolis, e no dia 12, quando esteve na capital mineira.

Sem Serra, a campanha de Anastasia e Aécio já realizou pelo menos cinco atos públicos. Em nenhuma delas o candidato a presidente foi citado espontaneamente –uma única citação ocorreu em resposta a um questionamento de jornalistas–, apesar de seu nome estar presente no material de campanha.

O levantamento se baseia nas transcrições de discursos e entrevistas divulgados pelo PSDB mineiro. Segundo a assessoria do partido, tudo que é dito pelos candidatos está reunido na página.

O mais importante ato do PSDB de Minas, até agora, foi um encontro com líderes políticos em BH, no último sábado, chamado por Aécio de "grande largada".

"Viva Minas, viva Anastasia, viva Itamar Franco [candidato ao Senado]", disse Aécio na ocasião, sem mencionar Serra. Anastasia e Itamar também discursaram e não falaram do presidenciável.

Anastasia chegou a defender Serra em uma entrevista, mas após ser questionado diretamente sobre se a campanha do presidenciável seria integrada à dele.

Uso de armas de fogo em homicídios cresce 12%, diz estudo

Mesmo com a promulgação do Estatuto do Desarmamento em 2003, o uso de armas de fogo para cometer homicídios cresceu 12% em 12 anos no Brasil, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O estudo ainda aponta que algumas regiões do Brasil contabilizam taxas de assassinados semelhantes a de países em guerra.

Em 1996, conforme a CNM, o uso de revólveres e pistolas estava presente em 59% dos quase 40 mil assassinatos registrados. Em 2008, 71,3% dos mais de 48 mil homicídios foram cometidos com armas de fogo. A comparação dos dados motra que, a partir de 2003, 7 de cada 10 mortes foram causadas por revólveres e pistolas. Em 2008, segundo os dados, praticou-se uma média de 95 homicídios com armas de fogo por dia.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, as conclusões do levantamento, realizado a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, são alarmantes. "O crescimento do tráfico ilegal e o fácil acesso às armas indicam a importância de qualificar e avançar nos debates sobre violência e segurança pública no Brasil, principalmente nos municípios", afirma. Na opinião dele, o estudo pode servir de orientação à elaboração de soluções para o problema.

Por região, a pesquisa aponta que o Nordeste é onde mais se utilizam armas de fogo para a prática de crimes. Em 2007, 73,9% dos homicídios registrados foram cometidos com revólveres ou pistolas. Em seguida, no mesmo ano, aparecem Sudeste e Sul, com 73,3% e 73,1%, respectivamente.

O Alagoas é o Estado que mais registrou mortes causadas por armas de fogo – 84,6% dos 1.878 casos em 2008. Rio de Janeiro (81,4%), Bahia (80,1%) e Pernambuco (78,2%) também figuram entre os primeiros. A análise mostra um grupo de 13 Estados com um crescimento constante na prática de homicídios com armas de fogo ¿ Paraná e Rio Grande do Sul, por exemplo ¿ e outro grupo de três Estados com quedas significativas na violência – Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima.

Capitais

Nas capitais, os dados preliminares de 2008 apontam que Salvador (BA) lidera o ranking. De um total de 1.720 homicídios, 92,6% foram praticados com arma de fogo. Maceió, que foi líder da lista em 2007, caiu para segundo com o índice de 92,1%. Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG) e Recife (PE) completam o topo: 89,4%, 88,6% e 88%, respectivamente.

Sexo e idade

Por sexo e idade, são os homens entre 15 e 24 anos as principais vítimas das armas de fogo. Em 2008, por exemplo, 94,2% dos homens foram assassinados por esse meio, enquanto as mulheres responderam por 5,7%. No mesmo ano, os crimes cometidos contra pessoas de 15 a 24 anos foram praticados em 79,6% dos casos por armas de fogo. Entre 25 a 34 anos, a taxa foi de 74,2%.

Municípios

O ranking municipal de homicídios causados por armas de fogo traz na liderança dois municípios que fazem fronteira com o Paraguai – Guairá e Foz do Iguaçu, ambos no Paraná. "É mais um indício de que a conexão com redes internacionais de tráfico de armas e outras atividades ilegais podem facilitar a prática de homicídios", diz o presidente da CNM.

Como se diz: ” O mundo é dos espertos”…

Não, não….
Diz que um carinha, de palio no shopping procurava uma vaga de estacionamento. A umas tantas ele vê uma vaga sendo desocupada e um Hummer ali perto. Mais que depressa ela assume a vaga antes que o Hummer possa pensar em fazer alguma coisa. Quando sai do carro, com mó cara de vitorioso, vira pro motorista do hummer e diz:

"O mundo é dos espertos."

O motorista do hummer (que não era inox nem folheado em ouro branco), sem se alterar, calmamente sobe sobre o palio transformando-o em um karmann-guia rebaixado. O dono do ex-palio, atônito fica de boca aberta, sem reação.
O dono do hummer desce, e corrige o dono do palio:

"Engano seu, o mundo é dos ricos. Aqui, tome o cartão de meu advogado."

PEC promulgada: jovens ganham merecido espaço na Constituição

Os jovens brasileiros terão uma série de garantias previstas na Constituição Federal. O Congresso promulgou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que inclui a juventude no capítulo que trata da “Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso”. A PEC deve ser publicada nesta quarta-feira (14) no Diário do Congresso Nacional, quando passa a ter validade.

Com isso, passa a ser determinação constitucional o dever de o Estado promover programas de assistência integral à saúde da criança, adolescentes e jovens. O texto promulgado admite a participação de entidades não governamentais, “mediante políticas específicas”, que devem obedecer a alguns preceitos.

Entre eles, o capítulo constitucional especifica a criação de programas de prevenção e atendimento especializado aos portadores de deficiência física, sensorial ou mental. Também prevê a integração social do adolescente e do jovem portador de deficiência, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de discriminação.
A Constituição Federal determina ainda que o Estado crie mecanismos para garantir o acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola.

Caberá à legislação comum estabelecer o Estatuto da Juventude, que regulamentará os direitos dos jovens e criar um plano nacional, de duração de 10 anos, com o objetivo de articular entre o governo federal, estados e municípios políticas públicas para os jovens.
No calor da vitória no Congresso Nacional, acompanhada de perto pelos movimentos de juventude, três importantes lideranças jovens escreveram o texto que segue reproduzido abaixo, comentando o valor simbólico, político e histórico da aprovação da PEC da Juventude.

A juventude, enfim, é parte da Constituição Brasileira!
O dia 07 de julho marca uma nova página para a juventude Brasileira. Se há 22 anos a juventude conquistou o voto aos 16 anos, nessa data a juventude brasileira se inseriu como sujeito de direitos na Constituição da Republica Federativa do Brasil.
A aprovação da PEC 42/2008 no Senado Federal em duas votações unânimes ilustra a envergadura que ganhou a representação política da juventude brasileira no governo Lula, assim como o reconhecimento de todas as forças políticas da importância e da necessidade de considerar a juventude como sujeito de políticas públicas de Estado.
Doravante, não estará sujeita a política pública de juventude aos ditames deste ou daquele(a) gestor(a). Com a aprovação da PEC, abrem-se largas avenidas para a consecução de um Plano Decenal e de um Estatuto da Juventude.

Entra na ordem do dia a realização da II Conferência Nacional da Juventude no primeiro semestre de 2011, assim como a consolidação dos órgãos gestores que tratem das questões relacionadas à juventude.
E não é a toa. Estudos demográficos apontam para um dado relevante. Essa geração comporá uma parcela imensa da população economicamente ativa que será a maior e definirá a face do desenvolvimento nacional nas próximas décadas. Quando a Câmara e o Senado aprovam a PEC da juventude, abrem caminho à definição de políticas públicas perenes num setor que decidirá efetivamente que novo Brasil teremos. Assegurando direitos à juventude e superando a omissão do texto constitucional, o Congresso abriu larga avenida à consolidação de direitos que só se insinuaram nesses oito anos de mudanças e continuidades. Direitos que se refletirão sobre o conjunto da população brasileira.
Assim, O Parlamento respondeu ativamente à pressão feita pelo Conselho Nacional de Juventude, que reúne um retrato fiel e qualificado da juventude nacional. Esse coletivo mobilizou a Câmara e o Senado, mas a sua representação fez muito mais, numa trilha que uniu governo e oposição e acabou por afirmar políticas públicas como o PROUNI, o PROJOVEM, os Pontos de Cultura e o Segundo Tempo, a expansão da educação superior e profissional. Ressaltou sucessão geracional no movimento sindical e no campo, construiu políticas de assistência estudantil enfatizou a importância das mulheres, dos negros e indígenas, dos trabalhadores e estudantes, das pessoas com deficiência, da cultura, da juventude que luta nas periferias. É essa moçada que propõe um Pacto da Juventude ao debate das eleições de 2010 e que compõe um bonito mosaico de movimentos sociais – como a UNE, a UBES, a CTB, a UGT e a CUT -, as juventude políticas, as ONGs, todos os tipos de movimentos.

Foi esse lastro social contemporâneo que extravasou nos blogs, nos portais e na massiva campanha que ganhou o Twitter. Foi essa voz que se fez ouvir na Tribuna de Honra e nas galerias do Senado, é essa a razão da vitória que só anima a mocidade brasileira na luta por mais direitos, pela construção de um novo projeto nacional de desenvolvimento em que possamos ver, como diz a canção que não dá pra esquecer "os meninos e o povo no poder eu quero ver".

Danilo Moreira
Presidente do Conselho Nacional de Juventude

Augusto Chagas
Presidente da União Nacional dos Estudantes

Paulo Vinícius
Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB

20 anos sem Cazuza: veja a trajetória do cantor.

 


Seu nome era Agenor de Miranda Araújo Neto, mas ele ficou conhecido como Cazuza. Nesta quarta-feira (7), 20 anos após sua morte, a obra do artista permanece viva como nunca. Considerado um gênio da música brasileira que, numa época pós-ditadura, botou o dedo na cara da sociedade, o ex-líder da banda Barão Vermelho começou a dar voz aos impulsos de uma juventude necessitada de novidades.
Seu jeito inquieto fez com que ele acabasse os estudos com muita dificuldade e nada de faculdade! Seu pai João Araújo, produtor fonográfico, não queria que ele passasse o resto da vida sem profissão, então lhe arranjou um emprego. A partir daí, Cazuza trabalhou no departamento artístico da Som Livre, em assessoria de imprensa e até tentou ser fotógrafo, mas nada disso o satisfazia.

Ele era boêmio, rebelde e polêmico e isso só poderia torná-lo um astro do rock. Os pais até aceitavam sua idolatria por nomes como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Rolling Stones, mas não conseguiam entender sua bissexualidade e o vício pelas drogas. O pai inclusive teve que livrá-lo de prisões e algumas fichas na polícia pelo uso e porte de drogas.
Enfim, ele, Cazuza, era a grande novidade. Tornou-se um cantor e compositor brasileiro e ficou conhecido como símbolo da sua geração no papel de vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Em 1982 lançou o seu primeiro disco, com o nome homônimo ao da banda, resultado de sua parceria com Frejat. Os principais sucessos deste disco são Todo Amor Que Houver Nessa Vida, Pro Dia Nascer Feliz, Maior Abandonado, Bete Balanço e Bilhetinho Azul.


Cazuza à frente da banda Barão Vermelho (Foto Reprodução)

Ainda na banda, ele lançou os discos Barão Vermelho 2 e Maior Abandonado, respectivamente em 1983 e 1984. Foi nesta fase que, durante um show no Canecão, Caetano Veloso apontou Cazuza como o maior poeta da geração e criticou as rádios por não tocarem suas músicas. O rótulo de "banda maldita" só abandonou o Barão Vermelho quando o cantor Ney Matogrosso gravou Pro Dia Nascer Feliz. Era o empurrão que faltava e, a partir daí, a banda ganhou vida pública própria.
Em 1985, ele saiu da Barão e resolveu se lançar em carreira solo. Foi então que ele se tornou um dos ícones da música brasileira. Dentre seus sucessos, destacam-se Exagerado, Codinome Beija-Flor, Ideologia, Brasil, Faz Parte Do Meu Show, O Tempo Não Pára e O Nosso Amor A Gente Inventa. Cazuza assinou os maiores hits do novo álbum: em parceria com Ezequiel e Leoni, o rock emblemático Exagerado, e a balada Codinome Beija-flor, com Ezequiel e Reinaldo Arias.


Foto da divulgação do CD Só se for a dois, de 1987 (Foto Reprodução)

Com seu segundo álbum, Só se for a dois, ele acrescentou novos sucessos à sua carreira, como o pop-rock O nosso amor a gente inventa (estória romântica). Daí ele se jogou de cabeça em uma turnê nacional, que mostrou um show mais elaborado que os anteriores, em termos de cenário e iluminação. Cazuza se aprimorava e decolava: seus espetáculos lotavam, suas músicas tocavam e a crítica elogiava seu trabalho. Mas antes de estrear este show, ele já sabia que estava com AIDS.


Capa do CD Ideologia, de 1988 (Foto Reprodução)

Em outubro de 1987, Cazuza foi levado pelos pais para Boston, nos Estados Unidos, onde passou quase dois meses submetendo-se a um tratamento forte. Ao voltar, gravou Ideologia no início de 1988, um ano marcado pela estabilização de seu estado de saúde e pela sua definitiva consagração artística.
No segundo semestre do mesmo ano, o espetáculo de Ideologia se mostrou mais profissional e bem-sucedido. Dirigido por Ney Matogrosso, Cazuza tentou valorizar mais o texto no show, que era pontuado pela palavra "vida". Substituiu a loucura de suas performances anteriores por uma postura mais contida no palco. Mesmo assim não aguentou e exprimiu seu lado agressivo e escandaloso num episódio que causou polêmica: em um show no Canecão, no Rio de Janeiro, cuspiu na bandeira nacional, atirada por uma fã.

Em 1989, se declarou publicamente soropositivo. Foi o primeiro artista brasileiro a assumir a doença publicamente, ele dizia que um artista que cantava “Brasil, mostra sua cara” não poderia mentir para o seu público.

Depois de quatro meses se tratando de forma alternativa em São Paulo, Cazuza viajou novamente para Boston, onde ficou internado até março do ano seguinte. Seu quadro clínico já era extremamente delicado e, àquele ponto, não havia muito mais o que fazer. Ele enfrentou a doença publicamente, mas acabou tomado por ela no dia 7 de julho de 1990.
Seu enterro aconteceu no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, e sua sepultura está próxima à de outros astros da música brasileira como Carmen Miranda, Ary Barroso, Francisco Alves e Clara Nunes. Sua obra é eterna e imortal, e a legião de fãs que ele ainda tem, continuará sendo exagerada, jogada aos pés do artista!


Cazuza, simplesmente Cazuza! (Foto Reprodução)

Fonte: MSN

Eliminação do Brasil da Copa provoca encalhe de R$ 85 milhões em produtos verde-amarelos

Repórter da Agência Brasil

A eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul resultou em um estoque encalhado de produtos verde-amarelos da ordem de R$ 85 milhões em todo o país, entre camisetas, vuvuzelas, cornetas e outros itens temáticos. A estimativa foi feita hoje (4) pelo professor de marketing de varejo da Fundação Getulio Vargas e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Daniel Plá. Somente no estado do Rio, segundo ele, R$ 8,5 milhões em estoque devem ficar encalhados.

“Os lojistas, de fato, estavam esperando vender ainda muitos produtos verde -amarelos. Agora, fica muito difícil vender, mesmo com até 50% de desconto”, disse Daniel. Ele acha que “até a indústria de televisores vai ser afetada”. Algumas lojas já estão dando desconto de 10% a 15% nos aparelhos, porque esperavam que as vendas continuassem aquecidas até a próxima semana, quando ocorrerá o encerramento da Copa. “Todo mundo esperava que o Brasil fosse até a final.”

O saldo, porém, é positivo, destacou Daniel. Ele disse que o comércio tradicional sai ganhando, uma vez que os produtos verde-amarelos representam uma fração reduzida do faturamento do setor: menos de 5% do total. “É quase como uma inversão do que se previa”. A perda de R$ 1 bilhão projetada para o comércio do Rio de Janeiro, caso o Brasil fosse até a final da Copa, ficou estancada, assinalou Daniel. No caso do Brasil como um todo, a perda estimada era de R$ 10 bilhões.