Em dia Centenario do Corinthians quem que ganha o topo e o Centenário do Noroeste Paulista

A comemoração do centenário do Corinthians fez com que os torcedores rivais homenageassem outro clube paulista que completa 100 anos neste 1º de setembro: o Esporte Clube Noroeste.

 

Esporte Clube Noroeste

Esporte Clube Noroeste

E foi justamente o nome do clube de Bauru que ganhou o topo dos assuntos mais comentados no Twitter na tarde desta quarta-feira. Primeiramente, ficou no ‘Trending Topics’ (TT) Brasil. Mas, no início da tarde atingiu o ‘TT’ mundial. O que gerou ainda mais gozações dos rivais com os corintianos, que mantiveram a comemoração de seu centenário entre os assuntos mais comentados também com expressões como ‘Nação Corinthiana’ e ‘Corinthians Paulista’.

‘Porque o Esporte Clube Noroeste ganha do Corinthians no Trending Topics?? Porque é no TT ‘MUNDIAL’, titulo internacional não é com eles!!!!’, retuitavam os internautas. ‘Parabéns pelos 100 anos do Esporte Clube Noroeste, de Bauru. Não ganhou nenhuma Libertadores, mas tem estádio desde 1935’, provocavam os rivais corintianos no Twitter.

Assim como o Corinthians fez na noite de terça-feira em São Paulo, o Noroeste preparou sua festa para esta quarta-feira, a partir das 17h, no Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.

O clube do interior paulista volta à Série A1 no próximo ano, após conseguir o acesso em 2010. Entre as maiores conquistas do Noroeste estão o de campeão do Interior, em 1943, e Paulista da Segunda Divisão, em 1953, 1970 e 1984. Em 2005, o clube conquistou a Copa Federação Paulista, que lhe deu vaga na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro da Série C.

Patrícia Amorim: “Aqui, o Bruno não joga mais”

A presidente do Flamengo, em entrevista exclusiva a ÉPOCA, diz que vai processar o goleiro por perdas e danos e pretende demiti-lo por justa causa, seguindo a orientação dada nesta sexta-feira (16) pelo conselho de juristas convocado pelo clube: “Ele não é o modelo que queremos aqui na Gávea”

RUTH DE AQUINO

 Daryan Dornelles
PATRÍCIA AMORIM, presidente do Flamengo

Quando foi eleita em janeiro a primeira mulher presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, mãe de quatro filhos, de 3 a 13 anos, encarou um time cheio de moral, campeão brasileiro pela primeira vez em 17 anos. No dia seguinte à posse, ela recebeu um telefonema com um alerta: “O Bruno está dizendo que o time não vai entrar no ônibus enquanto não receber o resto do prêmio”. Patrícia diz que dobrou a manga da camisa social, desceu de seu escritório e encontrou Bruno “com aquela cara de mau, meio teatral”. Explicou que ia investigar o que tinha acontecido e mandou todo mundo entrar no ônibus para treinar. Eles obedeceram.

Patrícia achava que seu jeito de professora conseguiria conter a indisciplina no Flamengo: “Eu abomino essa permissividade”. Eram atrasos e faltas de alguns jogadores que, segundo ela, “se julgam inatingíveis”. Ou se julgavam. Com a prisão de seu ex-capitão Bruno, o clube decidiu incluir nos contratos uma cláusula exigindo “conduta ilibada dentro de fora de campo” (leia a cláusula ao fim deste texto), compatível com a imagem que o Flamengo quer passar a seus 33 milhões de torcedores. Se o atleta não se comportar, a nova cláusula prevê “rescisão imediata do contrato, sem qualquer ônus para o Flamengo”.
O conselho de juristas convocado pelo Flamengo para decidir o destino de Bruno acaba de recomendar a Patrícia que demita Bruno por justa causa, por todo o desgaste causado à marca e à imagem do clube. Os juristas que fizeram essa recomendação são: Mário Pucheu, advogado, Theophilo Miguel, juiz federal, os desembargadores Marcus Faver, Siro Darlan e Walter D’Agostino, além dos desembargadores do trabalho Marcelo Antero e José da Fonseca Martins Júnior.
A presidente fala com serenidade e firmeza, mas está cansada. Chega à Gávea sem um pingo de maquiagem, embora assessores tenham dado a ela um kit importado com cosméticos para os momentos de exposição pública em que as olheiras precisam ser disfarçadas. Ela não gosta de se maquiar, tem uma pele bonita e bem cuidada. Para posar, passa displicentemente uma base no rosto, penteia os cabelos compridos e repicados na frente. Seu figurino é sempre masculino, diz, “tudo abotoado até o pescoço”, como acha que deve se vestir uma mulher que comanda tantos marmanjos. “No início, senti que para eles foi meio constrangedor ter uma mulher na presidência. Alguns me chamam de rainha”.
Seu desafio inicial já era enorme: “arrumar a casa”, as finanças e as instalações do Flamengo. O clube estava quebrado, financeiramente e fisicamente. Havia uma dívida de R$ 350 milhões. E as instalações, naquele terreno nobre com uma das vistas mais espetaculares do Rio, a Lagoa Rodrigo de Freitas, estavam abandonadas, enferrujadas, um desrespeito aos sócios do clube, segundo Patrícia: “Tirei daqui de dentro 30 caminhões de entulho, 9 toneladas de lixo, e vou consertando tudo aos poucos”.

Ela jamais pensou que sua missão mais urgente poderia ser outra – moralizar a Gávea, impedir que o clube fosse contaminado por jogadores bandidos. Os maiores ídolos acabaram envolvidos nos últimos meses com traficantes, fuzis, brigas, orgias e, para culminar, um crime macabro: o assassinato de Eliza Samudio, 25 anos, a mãe de Bruninho, de 4 meses, suposto filho do capitão com cara de mau. A pressão foi tanta que Patrícia precisou tomar remédio para dormir. A partir de segunda-feira, vai tirar uma licença para descansar do noticiário policial e deixar o diretor, Zico, cuidando da equipe. Ela falou a EPOCA vestida de vermelho e colocou um colarzinho preto com brilho porque, afinal de contas, é mulher.

ÉPOCA – O advogado do goleiro Bruno pediu habeas corpus para ele. Caso o goleiro seja libertado, caso os depoimentos não sejam suficientes para sua condenação e ele se apresente no clube, o que fará o Flamengo?
Patrícia Amorim – Aqui, o Bruno não joga mais. Não dá. Desgastou demais a marca e a imagem do clube. E sua postura é inaceitável. Sempre teve reações intempestivas, assumiu a posição de capitão como se pudesse mandar em todos, como se fosse o dono da verdade. Havia um descontrole sim. Xingava, chutava até a garrafinha do isotônico. Enquanto o Léo Moura saía do campo chorando e outro jogador saía de cabeça baixa, ele saía chutando muito o portão no vestiário.

ÉPOCA – Como era sua relação com o capitão do time?
Patrícia – Eu dizia ao Bruno que estava errado. Depois ele pedia desculpas, dizia que estava com a cabeça quente. Vinha me contar a história de ter sido abandonado, e ser criado pela avó. O problema é que o Bruno via a liderança sempre como uma postura para se impor berrando. Eu não precisava levantar a voz. Ele chegava na minha sala com uma postura de valente e saía com outra, dócil.

ÉPOCA – Como foi a briga do Bruno com o Petkovic?
Patrícia – Ah, ele achou que o Pet não jogou tudo que podia jogar. Aí acho que era uma disputa normal mesmo, de futebol, e nisso não vejo tanto problema.

ÉPOCA – Quais foram as conversas mais difíceis com o goleiro?
Patrícia – Quando ele xingou os torcedores, por exemplo. Começou a dizer que estava ‘insustentável’ a relação com a torcida e que ele ‘só ia treinar se falasse com a presidente’. Eu disse a ele que tinha gente ali na arquibancada ganhando salário mínimo. Muitos no estádio não ganhariam a vida inteira o que ele ganhava num mês. Falei da oportunidade que ele teve na vida, do talento. Achei que tinha adiantado, mas não teve efeito. Dei tanta lição de moral, nem gosto de pensar nisso. Aí, ao defender o Adriano, que tinha brigado com a namorada, ele perguntou ‘qual homem não tinha saído na mão com a mulher’. Eu o chamei aqui imediatamente, mandei ele se retratar e ele pediu desculpas publicamente ao lado da filha.

ÉPOCA – O Flamengo não deveria ter advertido os jogadores antes, quando Adriano apareceu em fotos com fuzis de mentirinha, e Vagner Love chegou escoltado por supostos traficantes armados numa favela? O clube não poderia advertir, punir e ameaçar rescindir o contrato?
Patrícia – Quando a corda já está esticada, fica difícil. Eu sempre fui muito presente desde que fui eleita presidente. Tinha um negócio errado, eu falava direto. Descontava o dia. Mas nunca adiantou. Esse trabalho de contenção deveria ter sido feito ao longo da formação desses jogadores. Essa geração cresceu com bad boys como ídolos, desde o Romário e o Edmundo. Em 1994, por exemplo, o Flamengo tinha outro tipo de bad boy. Era mais malandragem, menos violência. Olha como as coisas pioraram. Antes, eles tinham um monte de mulheres, faziam filhos fora do casamento, mas pelo menos eles assumiam os filhos. Os clubes e a estrutura do futebol não se preocuparam com esses desvios e isso passou a fazer parte do contexto. A coisa tomou outro vulto agora. Esse universo deles inclui agredir mulheres e dar essas festas inacreditáveis, até com jumentos e anões. Em vez de jogadores, passaram a ser celebridades. Quem é a referência do Flamengo hoje?

ÉPOCA – Que medidas concretas foram tomadas depois que ele foi acusado de sequestrar Eliza no Rio e estar envolvido em seu crime em Minas Gerais?
Patrícia – A primeira coisa que fizemos foi afastar imediatamente, antes mesmo que fosse detido. Mas não podíamos proibi-lo de treinar longe dos outros, antes de ser indiciado. Depois, suspendemos o pagamento porque ele não está prestando o serviço para o qual foi contratado. Bruno ganha um salário de R$ 150 mil por mês, e se juntar luvas, patrocínio, e bônus pelas vitórias, acredito que sua remuneração mensal no ano passado tenha ficado em R$ 250 mil. Ficamos pensando como faríamos a rescisão do contrato com ele: justa causa ou não? Discutimos duas noites seguidas. Não se chegou à unanimidade.

ÉPOCA – Com todas essas acusações pesadas contra o Bruno, e o clube há duas semanas em manchetes policiais, isso já não seria suficiente para demitir o goleiro?
Patrícia – Há jogadores que não têm contrato de imagem, só de trabalho, como é o caso do Bruno, cujo contrato é regido pela CLT. Para rescindir o contrato dele sem justa causa, o Flamengo teria de pagar 6 milhões de euros. Aí eu não podia ser irresponsável, agir só com paixão, e dizer “manda embora”, sob risco de prejudicar o clube. Exatamente por eu não ter competência na área criminal, reuni um conselho de notáveis para discutir e chegar a uma conclusão. E eles acabam de me recomendar a rescisão do contrato do Bruno por justa causa. Se exigirmos dele também compensação por perdas e danos, o valor que pediremos será igual ao da rescisão.

ÉPOCA – Seu desejo pessoal seria desligar totalmente o goleiro o mais rápido possível?
Patrícia – Com certeza. Tudo isso foi um baque enorme. Eu gostaria sim que ele fosse demitido por todo o desconforto e desgaste que causou ao Flamengo e aos torcedores, desde que não haja nenhum tipo de dolo para o clube.

ÉPOCA – Como tem reagido a torcida?
Patrícia – Tem de tudo. Desde o torcedor que se diz humilhado, com o coração sangrando, até os que mantêm o carinho pelo goleiro porque se recusam a acreditar na culpa dele, especialmente as crianças. Ídolo é ídolo. Ele vendia mais camisas do que o Rogério Ceni. No Maracanã, depois do jogo com o Botafogo no Maracanã, uma família de flamenguistas chegou a mim perto do vestiário e a filha, de 9 anos, me fez o seguinte pedido: ‘Se você for visitar o Bruno, diz que eu amo ele?’ Eu fiquei desconcertada, nem sabia o que dizer.

ÉPOCA – Não seria preciso mexer no time para passar uma mensagem e disciplinar os jogadores?
Patrícia – Eu herdei uma situação em que alguns jogadores gozavam de regalias, ou privilégios. Não gostava disso, mas, com o título brasileiro este ano, eu não tinha como mexer em nada, nem na base do time nem na comissão técnica. Era como mexer num vespeiro. Existia um sentimento geral que me incomodava muito, do tipo: ‘Ah, na hora do jogo esses aí decidem’. Como se isso bastasse. Era um time vencedor. E a torcida quer a mão na taça. Grita no estádio o nome do jogador. Picha os muros quando o time joga mal. As renovações foram muito mais complicadas e desgastantes depois do título. Jogadores e treinadores achavam que podiam tudo. Eu tinha coragem mas enfrentava um time fechado, com muito corporativismo. O bom foi que esses privilégios começaram a incomodar o próprio grupo e também aos formadores de opinião. Comecei a tratar tudo com transparência, sem esconder os problemas. E chamei o Zico porque não há melhor pessoa para estabelecer esses parâmetros de comportamento. E nós não vamos mais ficar reféns de atleta nenhum. Porque já enfrentamos o pior. Nada pode ser pior do que o que aconteceu no caso Bruno.

ÉPOCA – Quais são os maiores desafios do Flamengo?
Patrícia – Grupos dominantes fragmentaram o clube. Eu não sou de feudo nenhum, não pertenço a grupo nenhum, eu pertenço ao Flamengo. Isso me deixa muito à vontade para receber todos os empresários e ouvi-los. E também para criticar comportamentos que me dão pavor, como o de cartolas que adoram sair em fotos abraçados com jogadores. Precisamos sim de investimento, precisamos pagar aos poucos as dívidas. Nos primeiros meses, só conversei sobre dinheiro aqui e não sobre futebol. A sorte é que meu marido é economista e eu me cerquei de pessoas que entendem de finanças.

ÉPOCA – Houve conversas suas com os jogadores depois que Bruno foi preso?
Patrícia – Falei com alguns em particular, o Leo Moura, o Pet, o Lomba, que substituindo o Bruno, o Willians, que era companheiro de quarto do goleiro. Mas também reuni o grupo e perguntei a eles: ‘Quem garante que isso não vai acontecer de novo?’ Todo mundo ficou mudo.

ÉPOCA – E as categorias de base? Existe um plano para formar jogadores com outro tipo de caráter e valores?
Patrícia – Aí, sim, precisamos de um investimento grande. Vamos construir escolas aqui dentro. Este é o foco. O clube precisa assumir sua função de formador, não só de atletas. Esses meninos têm que sair do Flamengo como grandes homens, em primeiro lugar. Se puderem também ser grandes jogadores, ótimo. O clube precisa retomar sua relação direta com os jogadores, sua ascendência, em vez de ficar nas mãos de empresários e de assessores de imprensa dos jogadores, como se tivesse lidando com um bando de celebridades. O que eu defendo é a volta da responsabilidade, tanto dos jogadores quanto dos dirigentes.

ÉPOCA – Em algum momento desse drama, sendo mãe de quatro filhos, dois deles gêmeos, houve algum arrependimento por ter se candidatado à presidente do Flamengo?
Patrícia – Olha, noutro dia uma senhora chegou para mim e disse: ‘Ai, eu não queria estar no seu lugar, deve ser terrível’. E eu respondi que estou no lugar que eu quero estar. O Flamengo é muito mais do que o Bruno, é a tradição, a história, tem uma enorme força de mercado e público. O Flamengo é um tesouro. Não só no futebol. É o Flamengo do Cesar Cielo, do Diego Hipólito. Perdemos agora algumas batalhas mas no fim tenho certeza de que existe um arco-íris esperando por nós. E como tudo que o Zico fala tem uma força enorme, tenho convicção de que vamos unir o Flamengo e sair dessa. Zico é o Flamengo que deu certo.

A nova cláusula nos contratos dos jogadores do Flamengo

"O atleta X (nome do atleta), se obriga expressamente em honrar a imagem e o bom nome do CRF e de seus patrocinadores, mantendo conduta ilibada dentro e fora de campo, observando as regras de boa conduta e imagem pública que lhe são pertinentes, sob pena de rescisão imediata do contrato, sem qualquer ônus para o CRF.
§1º – A inobservância do disposto nesta cláusula acarretará sanções legais ao atleta e quem mais tiver dado causa à violação, respondendo administrativa, civil e criminalmente, inclusive por danos morais, materiais e à imagem, sem prejuízo de outras medidas judiciais cabíveis."

BBC Esportes homepage Os dez personagens da Copa

Listo abaixo os dez personagens que fizeram a história da primeira Copa do Mundo africana. Eles estão listados do menos para o mais importante.

Desde já, é preciso fazer três ressalvas. Primeiro, já vou avisando que cometi uma trapaça. Em alguns itens, há mais de um personagem listado. Façam como o árbitro de Inglaterra x Alemanha fez com o gol de Lampard; desconsiderem.

O segundo aviso é que esta lista, como qualquer eleição do tipo, é completamente arbitrária. O terceiro é: sintam-se à vontade para fazer suas listas e opinar!

10. Anelka, Domenech e Evra. Conseguir ser banido para sempre de uma seleção é um feito raro. Está no topo da lista das piores coisas que podem acontecer a alguém em uma Copa do Mundo, logo acima de “ler uma carta de greve dos seus jogadores”, como Domenech, ou “fazer seu preparador físico querer sair no tapa” (parabéns, Evra). E a França continua com o desempenho “montanha-russa” em Copas. Eliminação para Israel nas Eliminatórias em 1994, título e goleada em 1998, fiasco em 2002, final em 2006 e colapso total em 2010. Isso é sinal da revanche Brasil x França em 2014?

9. Sul-americanos. Quantas análises completamente equivocadas foram feitas sobre a Copa do Mundo da América do Sul, depois que Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai avançaram para as quartas de final? O fiasco sul-americano foi imenso. O Brasil perdeu completamente o equilíbrio diante da Holanda, o Paraguai “amarelou” diante da Espanha quando tinha o jogo nas mãos, a Argentina, bem, a Argentina dispensa comentários, e o Uruguai só foi longe porque contou com alguns golpes de sorte e de mão.

8. Maradona. Ele já foi o personagem de uma Copa por colocá-la no bolso, fazendo gols encantadores e um deles supostamente encantado. Ele já foi o personagem de uma Copa por berrar como um louco para a câmera e jogar dopado. Maradona desperta tanto interesse mundial, que basta usar terno na beira do campo para causar frisson. Na África do Sul chamou atenção por seu carinho paternal com os jogadores e a intensa vibração em todos os momentos. Teria causado ainda mais impacto se tivesse que cumprir sua promessa de andar pelado pelas ruas de Buenos Aires, mas felizmente para todos a Argentina não foi tri.

7. Felipe Melo. Há tão pouco a se falar sobre Felipe Melo, já que quase tudo foi dito, e com, ãhm, tanta eloquência. Antes da Copa, ele foi chamado de “o Dunga do Dunga”, por jogar na mesma posição, pelo estilo guerreiro em campo e por alguns atributos menos louváveis. Infelizmente Felipe foi o Dunga de 1990, um misto de culpado e bode expiatório em uma seleção que estava longe da unanimidade. Agora, Felipe Melo terá quatro anos pela frente para tentar se tornar a versão 1994 de Dunga.

6. Tshabalala e Suárez. Respectivamente o herói e o vilão africano. Quando Tshabalala fez aquele golaço contra o México, o primeiro da Copa, parecia que qualquer time africano – inclusive a África do Sul, o mais fraco de todos – seria capaz de fazer bonito no torneio. Quando o uruguaio Suárez fez o “anti-gol” contra Gana, se percebeu o quanto daquilo era euforia passageira. Camarões, Costa do Marfim, África do Sul, Argélia e Nigéria foram facilmente eliminados na primeira fase e, não fosse Gana, a África teria feito muito feio no seu Mundial.

5. Roberto Rosetti e Jorge Larrionda. Os dois juízes conseguiram o que ninguém jamais atingiu: fazer a Fifa discutir o uso de tecnologia para auxiliar arbitragem. Por que a entidade nunca considerou isso com seriedade antes é um mistério para todos. Parece tão óbvio que é um erro deixar as decisões em campo serem tomadas pela única pessoa, entre 100 milhões de espectadores, que não consegue ver direito a partida. As valiosas contribuições de Rosetti, em Argentina x México, e Larrionda, em Alemanha x Inglaterra, podem provocar a maior mudança na história do futebol desde a introdução do impedimento.

4. Mick Jagger. Poucas coisas são 100% na vida. Uma delas é a garantia de mau desempenho das seleções diante do cantor-amuleto do Rolling Stones. Não há dúvida alguma de que se não fosse a presença maligna deste simpatizante do diabo em alguns estádios, Brasil e Inglaterra estariam na final da Copa, talvez com John Terry e Felipe Melo na disputa pelo troféu de Melhor Jogador.

3. O celular de Larissa Riquelme. Beldades são tão importante para uma Copa do Mundo quanto um galã para uma novela. Não há nada de errado em se querer ver pessoas bonitas em uma Copa. Quantas mulheres assistem apenas aos jogos da Itália? Difícil é alguma das beldades conseguir se destacar na Copa, com tantas modelos em evidência. A paraguaia Larissa Riquelme conseguiu chamar a atenção do mundo mesmo não viajando para a África do Sul, graças às fotos suas em Assunção que correram o mundo. Ela contou com bastante ajuda do seu celular, colocado em uma posição estratégica para onde os olhos já naturalmente correm.

2. Jabulani e Vuvuzela. A dupla dinâmica da Copa do Mundo. A primeira irritou todos os jogadores. A segunda; jogadores, torcedores e telespectadores. Para o bem do esporte, as duas devem ser aposentadas nos eventos futuros.

1. Paul, o Polvo. Poucas coisas, além de Mick Jagger, são 100% na vida, que o diga Paul, o polvo oráculo, que acertou todos vencedores em seus palpites. Paul foi mais eficiente que Messi, mais preciso que Kaká, mais confiável que Cristiano Ronaldo. Para nós, jornalistas esportivos, Paul é indigesto, a prova final de que até um cefalópode isolado em um aquário entende mais de futebol do que a gente.

Fonte: BBC

A Fúria também devasou o vestuario

Cervejas, cuecas e bastante sujeira: o vestiário da campeã mundial Espanha

Uma rápida visita ao vestiário da Espanha no dia seguinte à inédita conquista da Copa do Mundo pela Fúria dá a exata noção do que foi a festa dos jogadores no Soccer City. Após vencer a Holanda na final, por 1 a 0, gol de Iniesta, os espanhóis comemoraram com muita cerveja. Cerca de 160 garrafas estavam espalhadas por todo o vestiário, incluindo a sala do técnico Vicente Del Bosque, chuveiros e área de aquecimento.

vestiário Espanha garrafas comemoração
Retrato da festa: vestiário da Espanha tomado de garrafas de cerveja no dia seguinte à conquista da Copa
(Foto: João Paulo Garschagen e Bernardo Eyng / GLOBOESPORTE.COM)

A Espanha ocupou o vestiário B do Soccer City. Finalista pela primeira vez em Mundiais, a Fúria conquistou o título mais importante da sua história, dois anos depois de faturar a Eurocopa, na Áustria e na Suíça, confirmando o caráter vitorioso de uma geração integrada por craques como Xavi, Iniesta, Fabregas, Casillas e David Villa, artilheiro da equipe na Copa com cinco gols, entre outros.

vestiário Espanha garrafas cuecas comemoração
As cuecas largadas não interessaram aos
funcionários do estádio Soccer City
(Foto: João Garschagen e Bernardo Eyng)

A festa no vestiário foi tão grande que uma grande bagunça tomou conta do local. Além das inúmeras garrafas de cervejas, frutas, energéticos e ataduras foram deixadas para trás, assim como algumas cuecas azuis que nem os funcionários do estádio quiseram levar como recordação.

– Demos uma olhada nos vestiários, sempre pegamos algumas coisas que os jogadores esquecem, mas as cuecas não né? – brincou um dos seguranças do principal estádio da Copa da África do Sul.

O vestiário A, ocupado pelos holandeses, também não havia sido arrumado. Assim como no espaço do time campeão, ataduras usadas, energéticos e frutas estavam pelo chão. O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a quantidade de latas de cerveja, em número bem inferior. Cerca de 40 latinhas foram consumidas pelos vice-campeões do mundo.

vestiário holanda depois da final
No vestiário da Holanda, as poucas cervejas serviram para amenizar o sofrimento pelo terceiro vice mundial
(Foto: João Paulo Garschagen e Bernardo Eyng / Globoesporte.com)

Font: G1

Eliminação do Brasil da Copa provoca encalhe de R$ 85 milhões em produtos verde-amarelos

Repórter da Agência Brasil

A eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul resultou em um estoque encalhado de produtos verde-amarelos da ordem de R$ 85 milhões em todo o país, entre camisetas, vuvuzelas, cornetas e outros itens temáticos. A estimativa foi feita hoje (4) pelo professor de marketing de varejo da Fundação Getulio Vargas e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Daniel Plá. Somente no estado do Rio, segundo ele, R$ 8,5 milhões em estoque devem ficar encalhados.

“Os lojistas, de fato, estavam esperando vender ainda muitos produtos verde -amarelos. Agora, fica muito difícil vender, mesmo com até 50% de desconto”, disse Daniel. Ele acha que “até a indústria de televisores vai ser afetada”. Algumas lojas já estão dando desconto de 10% a 15% nos aparelhos, porque esperavam que as vendas continuassem aquecidas até a próxima semana, quando ocorrerá o encerramento da Copa. “Todo mundo esperava que o Brasil fosse até a final.”

O saldo, porém, é positivo, destacou Daniel. Ele disse que o comércio tradicional sai ganhando, uma vez que os produtos verde-amarelos representam uma fração reduzida do faturamento do setor: menos de 5% do total. “É quase como uma inversão do que se previa”. A perda de R$ 1 bilhão projetada para o comércio do Rio de Janeiro, caso o Brasil fosse até a final da Copa, ficou estancada, assinalou Daniel. No caso do Brasil como um todo, a perda estimada era de R$ 10 bilhões.