Em Desfesa do Ensino de Qualidade – Alunos da Faculdade Pitágoras lutam contra a mercantilização no ensino

 

Desde o início das aulas nesse primeiro semestre de 2010, universitários da Faculdade Pitágoras e seus diretores vivem dias de transtornos.

O entrave começou logo no início do ano, em meados de março, quando os diretores da faculdade, pertencente ao grupo kroton Educacional, decidiu fundir-se com outro grupo, o Iuni, muito forte principalmente no estado do Mato Grosso. Com a fusão, ao todo serão 40 faculdades espalhadas pelo Brasil.

Com a mudança, a reitoria da FAP, em conjunto dos coordenadores de cada curso, resolveu alinhar a grade de ensino de todas as instituições para que o aprendizado seja passado de forma uniforme. A partir da decisão, começaram os primeiros atritos entre coordenação e alunos. Um dos pontos debatidos foi a grade de ensino que, ao invés de ser alterada no início do próximo semestre somente para os a calouros, também foi modificada para os veteranos, acabando com o planejamento de aula dos alunos.

O período de cada semestre também foi alterado: de oito matérias por semestre, para apenas cinco. Isso fez com que a o dinamismo das aulas, bem como a forma das avaliações fossem alteradas. Entre as alterações, ficou estabelecida a diminuição dos horários de aulas. No período da noite, por exemplo, as aulas começavam às 19h e iam até às 22h40. Com as novas regras as aulas terminas às 22h.

A estudante de jornalismo da FAP, unidade Divinópolis, Jéssica Riegg, relatou que, mesmo com as mudanças já anunciadas pela direção da faculdade sem ao menos consultar os alunos, inclusive com a diminuição da carga horária, os valores pagos nas mensalidades não serão baixados. “Fomos afetados com a diminuição da carga horária nas aulas. Mas, ao invés de sofrermos abatimento na mensalidade, há quem diga que o valor pode até aumentar”, reclamou a estudante que compõe o movimento contra as mudanças junto com alunos de outras unidades.

Professores também questionam mudanças

Professores da FAP também se sentiram prejudicados com a mudança e ameaçaram entrar em greve nesta semana. Em assembléia realizada nessa sexta-feira, 21, na Sede da Associação Médica de Minas Gerais, na capital mineira, os professores decidiram que não haverá greve momentaneamente. No entanto, decidiram que no dia 28/05 haverá uma nova paralisação.

A assembléia foi convocada pelos professores para discutir não só reivindicações trabalhistas, como por exemplo, a diminuição do salário em função da redução da carga horária de trabalho, mas também a queda da qualidade do ensino impulsionada pelas mudanças. Para saber mais sobre a luta dos estudantes e professores de Minas Gerais, acessem o blog http://falsidadepitagoras.blogspot.com/

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