Professores do Acre também estão em GREVE por melhores salarios.

Representantes do governo suspendem reuniões e agora aguardam uma proposta dos sindicatos para prosseguir ações

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Em negociação há trinta dias com os sindicatos da Educação e sem chegar a um acordo, o governo do Estado anunciou em nota oficial ontem que suspendeu as negociações com o movimento por não ter condições legais de oferecer o que está sendo exigido pela categoria. Desse modo, os negociadores da Secretaria de Articulação Política do Estado aguardam  uma contraproposta apresentada pelo grupo.

Dando sequência à greve, na manhã de ontem os representantes do movimento se reuniram com o líder do governo na Assembleia Legislativa para uma “conversa informal”, cujo objetivo era ajudar o grupo a construir um caminho que pudesse dar fim à greve sem que as partes fossem prejudicadas.
Na secretaria de articulação política do Estado, Francisco Carioca, falou sobre a greve que foi considerada atípica tendo em vista o conhecimento dos lideres sindicais com relação aos prazos impostos pela lei no ano eleitoral.

“A única manobra que conseguimos fazer diante de determinações jurídicas é o pagamento da inflação do período em curso que representa 2,52% de aumento. Em nenhuma situação favorável a negociação, categoria alguma foi tratada com hipocrisia, principalmente com a educação que uma das mais valorizadas e importantes categorias do Estado”, pontua.

O secretario argumenta ainda que o sindicato está esbarrando na lei e que o governo não está acima dela e por isso suspendeu as negociações para que a própria categoria apresente um documento que possa ser favorável as duas faces da situação.

“Essa greve do ponto de vista do avanço econômico não tem uma situação real que justifique essa greve, já que existe a lei eleitoral e uma eleição sindical marcada para o dia 21 que gerou muita expectativa nos sindicalizados e que agora os lideres perderam o controle”, aponta.
Carioca destaca ainda que o Acre tem o segundo pior Produto Interno Bruto ( PIB) do País, a frente apenas do Estado de Roraima. E em contra partida tem o terceiro melhor salário de professores do País, a frente de metrópoles como São Paulo.

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‘Os tucanos não tem autoridade para falar sobre juros’, diz Dirceu

Ex-ministro rebate críticas do pré-candidato à Presidência, José Serra, sobre atraso na redução da Selic durante a crise mundial

Ao comentar as críticas do pré-candidato do PSDB da Presidência da República, José Serra, sobre o atraso na redução dos juros durante a crise mundial, pelo Banco Central, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu e integrante da direção do PT, José Dirceu, disse que “os tucanos não tem autoridade para falar sobre juros”. “O Gustavo Franco (presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique) manteve o País com câmbio fixo e com juros reais de 27,5% por três anos. Dobrou a dívida interna e vendeu 100 bilhões de reservas, patrimônio do País”, afirmou José Dirceu, em entrevista, ao participar da reunião da Central Única dos Trabalhadores.

Para Dirceu, não houve inversão de papéis entre o discurso de José Serra e do governo em relação ao BC. O ex-ministro disse que sempre foi crítico “notório” em relação ao banco, mas ponderou que, como disse a pré-candidata Dilma Rousseff, a autoridade monetária teve papel fundamental para o País sair da crise.

Segundo Dirceu, o BC está “no tamanho bom”, sem independência e mandatos fixos para os seus diretores, previstos em Lei, mas com autonomia de fato. Ele ponderou que essa autonomia é relativa, porque tanto a meta de inflação, como a banda de flutuação da meta para cima ou para baixo são definidas pelo presidente da República e pelo Conselho Monetário Nacional.

Apesar do elogio ao BC no enfrentamento da crise, José Dirceu disse que não vê razão para o aumento dos juros. Segundo ele, o aquecimento da economia é real, mas ele não coloca em risco as metas inflacionárias . “O BC tem opinião diferente e aumentou juros. Mas não vai acontecer nada. A economia vai crescer 6%, 6,5 em 2010 e 5 , 5,5% em 2011”, previu.

Ele aproveitou para fazer várias críticas ao pré-candidato José Serra e à declaração do ex-governador de que não haverá disputa na sua equipe econômica, caso seja eleito presidente da República. “Ele era a crise da equipe econômica do governo Fernando Henrique. Quem não se lembra disso? Ele sempre foi um dissidente da equipe econômica”, alfinetou Dirceu. Segundo ele, a equipe econômica do governo Lula tirou o Brasil da crise financeira internacional, e a equipe econômica de Fernando Henrique colocou o País em duas crises.

Dirceu também atacou as críticas de José Serra ao fato de a Petrobrás ser presidida por sindicalistas. “Por que sindicalista não pode presidir a Petrobrás: Dois sindicalistas transformaram a Petrobrás numa das maiores empresa do mundo. O que os tecnocratas deles fizeram com a Petrobras?”.

Ele também atacou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que segundo Dirceu, sofre “crise de ciúme” em relação ao presidente Lula. “Ciúme de homem com homem é a pior coisa do mundo”.

Para o ex-ministro é irrelevante também as críticas de que o presidente teria sido autoritário ao impor ao PT o nome da pré-candidata Dilma Rousseff.  Segundo ele, Dilma tem o apoio unânime do partido. Segundo o ex-ministro,  o PT não é um partido a quem se diz o que se deve fazer. Ele minimizou as críticas de que a pré-candidata Dilma Rousseff não tem experiência para disputar a presidência da República e comparou a situação ao técnico Dunga, da Seleção brasileira. “É que nem o Dunga dizer que para ir para a Copa tem que ter experiência. Se fosse assim o Pelé não teria ido para a seleção”, disse Dirceu, acrescentando que os jogadores do Santos Neymar e Ganso, preteridos por Dunga, não tem experiência “mas tem grande paixão”.

Professores de MInas Gerais decidem pela continuidade da Greve

Dirigentes do Sind-UTE/MG participam de reunião com membros da Seplag e deputados estaduais na ALMG

O encontro acontece no Salão Nobre da Assembléia Legislativa, hoje (12.05) pela manhã, com a presença da Secretária de Estado do Planejamento e Gestão (Seplag), Renata Vilhena, do presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho, a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, dentre outros dirigentes sindicais. “A expectativa é abrir o diálogo para negociação das reivindicações da categoria”, afirma Cerqueira.

A greve continua

A assembleia estadual dos/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais realizada (dia 11/05), no Pátio da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), contou com a presença de 8 mil pessoas.

A deliberação foi pela continuidade da greve por tempo indeterminado. A categoria também aprovou para o próximo dia 18 de maio, às 14h, no Pátio da ALMG, nova assembleia.

Após a assembléia, uma comissão do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), composta pela coordenadora geral do Sindicato, Beatriz Cerqueira e pelas diretoras Marilda Abreu e Feliciana Saldanha foi recebida pelo presidente da ALMG, deputado Alberto Pinto Coelho, pelos deputados Carlin Moura, Padre João, Mauri Torres e pelo secretário geral da Mesa, José Geraldo. Desta reunião ficou agendada uma novo encontro para quarta-feira (12.05) com representantes do governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Planejamento e Gestão.

Estratégia
Durante toda a semana, os/às trabalhadores/as em educação de Minas Gerais vão realizar atividades regionais, dialogando com a população sobre os baixos salários e realidade caótica da educação em Minas. Campanhas de doação de sangue também serão realizadas em todo o Estado com o slogan “O governo suga a educação, os/as educadores/as doam sangue e vida”.