PARTE 3. JUVENTUDE E A NOÇÃO DE PROTAGONISMO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

Considerações finais

Observando a realidade de jovens habitantes das periferias urbanas, envolvidos em situações de exclusão, constata – se a dificuldade destes sentirem-se ou reconhecerem-se como protagonistas, como sujeitos capazes de intervir em seu mundo. Cidadania – e seus termos correlatos – no mais das vezes, é entendida como algo abstrato, inalcançável.

Esta é uma questão que remete às condições de vida da juventude inserida em classes populares especialmente quando pensamos em termos de auto-estima. No entanto, parece que segmentos desta juventude conseguem a exercer o propagado protagonismo quando passam a participar de grupos de diferentes naturezas: organizações de caráter cultural, artístico, partidário, religioso, esportivo, etc. Têm – se assim, que, esta noção de protagonismo pode implicar níveis diferenciados de participação, dando-se a partir de um grupo local, por exemplo, até a participação efetiva na esfera das políticas públicas, via Conselhos representativos.

Nesse sentido, cabe destacar que na cena política brasileira recente, observa-se a implantação de políticas que seguem modelos mais próximos do que se entende por democracia, isto é, aquelas nas quais está “prevista e facilitada à participação mais ampla possível dos interessados”, Bobbio (1986). Cito como exemplo a criação dos Conselhos de Juventude em nível nacional, estadual e municipal, datados a partir de 2000, que constitui um campo interessante de análise quando se propõe compreender estas novas formas de negociação entre Estado e sociedade civil.

Estas são, portanto, algumas questões que permitem pensar o universo social da juventude no Brasil. Um segmento que vivencia, cotidianamente, desafios de escolarização, de inserção no mercado de trabalho, do agravamento de violências. Neste sentido, políticas públicas são formuladas, propugnando novas representações sociais e possibilidades de inserção deste segmento. As observações colocadas neste trabalho, representam esboços de análise sobre consensos acerca de determinadas expressões, como é o caso do mencionado protagonismo juvenil.

Referências bibliográficas:

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2 Respostas para “PARTE 3. JUVENTUDE E A NOÇÃO DE PROTAGONISMO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS

  1. Edson,

    Parabéns pelo artigo!!

    Coordeno um projeto localmente que dentre muitas ações de convivência com o semiárido nordestino, apoia os jovens rumo ao protagonismo e teus textos tem ajudado nas nossas reflexões.
    Forte abraço.

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