Mesa sobre políticas públicas de esporte discute participação popular

Políticas públicas de esporte para juventude e sua consolidação como política de Estado foi pauta de uma das mesas de debate do 51º Congresso da UNE. A mesa foi composta por Brenda Espíndula, diretora de Estudos e Pesquisa do CEMJ, Gustavo Petta, ex-presidente da UNE e secretário Municipal de Esportes de Campinas e Daniele Santos, representante do Ministério dos Esportes.

Segundo Gustavo Petta, “Se conseguíssemos investir no esporte relacionado ao tempo que ele toma na vida das pessoas, teríamos todos os problemas resolvidos”. Gustavo ainda afirma que embora os avanços das políticas públicas de esporte para a juventude no país, “nosso grande problema é ainda não possuir um sistema nacional articulado. Precisamos consolidar esse sistema, valorizando os profissionais, agentes comunitários e as pessoas que mais precisam”, finalizou.

Para Daniele Santos, representante do Ministério dos Esportes, “já existe uma diretriz nacional de esportes e quando o Ministério propõe uma agenda política, já propõe com base nestas diretrizes, no entanto, é preciso melhorar a gestão de participação popular nas políticas públicas”. “Com o movimento social temos que dar um passo adiante, cada ator precisa ter consciência de sua missão para construir consensualmente, políticas publicas fortes para o esporte no país”, afirmou.

Brenda Espíndula defende uma política pensada sobre vários aspectos.”A política de esporte para juventude deve se preocupar com a diversidade dos contextos onde a prática esportiva se desenvolve, pensando que existem jovens que desejam praticar no campo, na cidade, nas comunidades indígenas”.

Ipea: Sensor aponta que aumenta confiança do setor produtivo

Ipea apresentou nesta segunda-feira seu estudo 6º Sensor Econômico. Referente ao mês de junho, o indicador aponta uma maior confiança na recuperação da economia brasileira nos próximos 12 meses. Segundo o Sensor, melhoram as expectativas em relação ao desempenho da indústria e agropecuária, além das contas nacionais.

Lançado em fevereiro deste ano com o objetivo de captar mensalmente as expectativas econômicas e sociais do setor produtivo brasileiro, o Sensor funciona como uma espécie de termômetro. O indicador reflete as perspectivas de 115 entidades ligadas à indústria, agropecuária, serviços e comércio, e aos trabalhadores – representantes de 80% do PIB nacional – para a economia nacional. As consultas com essas entidades são realizadas em todo o Brasil.

Segundo o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, ainda há dúvidas sobre o cenário futuro da economia brasileira, mas isso não significa que o setor produtivo projete uma situação adversa para os próximos 12 meses. Segundo ele, o indicador está se recuperando de forma acelerada nos últimos meses. Pochmann destacou que o setor industrial, o mais atingido pela crise, é o que tem apresentado mais rapidez na melhoria de suas expectativas.

“As expectativas estão certamente ancoradas no que vem ocorrendo no Brasil no segundo trimestre deste ano, em que há melhoras consideráveis sob o ponto de vista da ampliação do setor terciário. O comércio vem vendendo mais, os serviços também, e a indústria, de maneira geral, apresenta uma melhora, embora esteja claro que a indústria ainda sofre com a crise”, afirmou Pochmann. “Embora haja realidades diferentes para setores e regiões brasileiras, há uma convergência na ideia de que o País deverá ter um resultado melhor, especialmente no segundo semestre do ano em relação ao que foi o fim do ano passado e o início deste ano”, acrescentou.