Projovem transforma vida de adolescentes de baixa renda


O aracajuano Joaquim dos Santos Santana, de 23 anos, tem dias agitados. Às 7 horas já está no trabalho, no Centro, consertando celulares. De lá só sai às 17 horas. Depois volta para casa, no conjunto São Conrado, e já se prepara para uma nova empreitada. Tomo banho, café e venho para a aula, conta. De bicicleta, ele percorre cerca de dois quilômetros até a Escola Estadual Maria do Carmo Alves, no conjunto Augusto Franco, onde estuda das 18 às 22 horas.

Joaquim é um dos 3 mil alunos atualmente matriculados no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) em Aracaju. Seu exemplo de superação é algo comum entre tantos outros que participam da iniciativa do Governo Federal, desenvolvida pela Prefeitura de Aracaju. A maioria deles mora longe e trabalha durante o dia, comenta a professora Rosa Luiza Santos Cardoso, que leciona na Maria do Carmo.

Na escola estadual funciona um dos 15 núcleos do Projovem distribuídos por toda a cidade. Divididos em cinco turmas, cerca de 200 alunos estudam na unidade. Aqui somos nove profissionais, sendo dois assistentes sociais, comenta Rosa. Somando todas as turmas da capital, são 212 profissionais de educação. A grande maioria ensina disciplinas como Português, Geografia, Inglês e Matemática.

Os profissionais são contratados via concorrência pública, após entrevista e análise dos currículos e documentações. Em seguida, os professores passam por um curso de caráter eliminatório, com carga horária de 160 horas, ministrado por especialistas da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Concluído o curso, os candidatos aprovados passam a cumprir uma jornada de trabalho semanal de 30 horas, com remuneração mensal de R$ 1.381.

A contratação é feita pela Sociedade Eunice Weaver, que tem convênio com a Prefeitura de Aracaju. De dezembro de 2005 até 2009, o município repassou à entidade R$ 6.336.140, destinados ao pagamento de salários, à qualificação profissional e à estruturação do programa.

Para se adequar à dinâmica pedagógica integrada que caracteriza o Projovem, os professores são submetidos à formação continuada. Dessa forma e para facilitar a aprendizagem, o conteúdo trabalhado é dividido em Matemática, Português, Inglês, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Somente em Aracaju, pouco mais de 400 professores já passaram pelo programa.

Três eixos

Iniciado em 2005, o Projovem está com sua quarta turma em andamento. Com idade entre 19 e 29 anos, 2.436 alunos já se formaram pelo programa. A origem humilde e o déficit educacional são realidades compartilhadas entre eles. Por isso, todos recebem uma bolsa mensal de R$ 100 durante o curso, que possibilita ao jovem concluir o ensino fundamental ao mesmo tempo em que se prepara para o mercado de trabalho.

A formação básica e a qualificação profissional, atreladas à participação cidadã, compõem os três principais eixos do programa. Há uma parte do Projovem voltada para ações sociais. Com a ajuda de profissionais capacitados, eles aprendem também a se inserir no ambiente em que vivem, explica o coordenador pedagógico do Projovem/Aracaju, Marcus Éverson. Eles estudam meios de desenvolver trabalhos que melhorem as condições de vida da sua comunidade, conclui Marcus.

Já a qualificação profissional é dividida em arcos de ocupação definidos conforme a necessidade de cada pólo do programa. Para Aracaju foram propostos cinco: serviços pessoais, serviços domésticos, construção e reparos, vestuário e alimentação. O aluno escolhe o que mais lhe interessa e os professores ficam com a responsabilidade de trabalhar os respectivos conteúdos.

Para viabilizar essa frente temos vínculos com instituições como o Senai e o Senac, além de associações e empresas privadas que dão cursos de capacitação, explica Marcus. Ao final das aulas, cada aluno recebe um certificado comprovando a conclusão do curso de capacitação em determinado arco ocupacional.

Vida nova

Nossos frutos já estão no mercado de trabalho, comemora a professora Rosa, que ensina Inglês desde a primeira turma do Projovem. E um dos frutos atende pelo nome de Anderson Ramos. Com mais de 20 anos ele ainda não havia concluído o ensino fundamental. Ingressou no Projovem, formou-se, passou para o ensino médio, e hoje, aos 26 anos, tem um bom emprego.

O Projovem foi fundamental para minha vida profissional, comenta o jovem, que trabalha auxiliando as pessoas que têm dúvidas no manuseio dos caixas eletrônicos de uma agência bancária no Centro. Há um ano Anderson trabalha na instituição. Começou como office boy, passou a operador de xerox e hoje é recepcionista efetivo.

Taís de Souza Santos, de 20 anos, é outra que mudou de vida após concluir os estudos. Ex-empregada doméstica, no decorrer do curso já conseguiu seu primeiro emprego formal. Formou-se pelo Projovem em outubro do ano passado e agora faz parte da equipe do programa, trabalhando na parte de serviços gerais em uma das unidades. Hoje eu tenho uma visão mais realista do mundo, ressalta Taís.

Ponto de partida

Em 2005, o Governo Federal lançou a Política Nacional de Juventude, que compreendeu a criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude e o desenvolvimento do Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária – ProJovem.

Além dos eixos formação básica, qualificação profissional e participação cidadã, o programa tem entre suas finalidades específicas a inclusão digital como instrumento de inserção produtiva e de comunicação; e a ampliação do acesso dos jovens à cultura.

LIÇÃO DE VIDA

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta..
Escreveu assim:
‘Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade.. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença…."

Jovens pesquisadores mapeam iniciativas de arte e cultura em SP

Nos próximos 4 meses dezesseis jovens vão se dedicar a uma pesquisa em todo estado para identificar iniciativas de arte e cultura desenvolvidas por nós ou para nós, jovens paulistas.
As experiências serão enviadas para um banco de dados que futuramente será divulgado em todo estado.
Para realização desta pesquisa a Coordenadoria Estadual da Juventude, firmou convênio com o Centro de Estudos de Políticas Públicas – CEPP e a primeira etapa deste trabalho consistiu na capacitação dos jovens pesquisadores.

O Projeto
"Protagonismo Juvenil: Mapeando a Arte e a Cultura no Estado de São Paulo".  Fique ligado pois contaremos tudo pra você!

Objetivo
Mapear em todo Estado de São Paulo iniciativas de arte e cultura desenvolvidas por jovens e/ou voltadas para os jovens.

Justificativa
Inúmeras iniciativas envolvendo a arte e a cultura são desenvolvidas pela galera jovem em todo Estado de São Paulo. Porém, elas são, em sua maioria, pouco conhecidas e consequentemente pouco valorizadas e apoiadas.
Assim, é muito importante mapear as iniciativas existentes e tornar público o resultado desse mapeamento contribuindo com o aperfeiçoamento das políticas públicas da área e o intercâmbio entre diversos atores envolvidos.
Além disso, o mapeamento potencializa a divulgação das iniciativas em curso.

O mapeamento
Para o desenvolvimento do projeto, foram selecionados 16 jovens pesquisadores. Destes, 11 ficarão na capital e serão divididos assim: 6 no Aprendiz (organização da sociedade civil com sede na Vila Madalena, zona oeste da capital) e 5 no CCJ – Centro Cultural da Juventude – equipamento da Secretaria Municipal de Cultura que fica na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da capital); além disso haverá 1 jovem em Ribeirão Preto; 1 em Sorocaba, 2 em Sertãozinho e mais 1 em São Vicente.
Em todos os casos o espaço físico e os computadores são oferecidos pela organização e/ou pelas prefeituras parceiras das respectivas cidades.
Durante 4 meses (de maio a agosto de 2009) os jovens vão dedicar meio-período diário à identificação dos grupos e projetos, encaminhamento e fechamento dos questionários e inclusão on-line das informações no banco de dados. Nesta fase, eles serão acompanhados por um coordenador local.

Resultados
O Banco de dados resultante deste mapeamento será divulgado pela Coordenadoria Estadual da Juventude no nosso Portal. Também serão produzidos folders e catálogos com o resultado do mapeamento em São Paulo.
Paralelamente, a base de dados do Estado de São Paulo será integrada ao Banco de Experiências do Programa Juventude Transformando com Arte (www.juventudearte.org.br), somando-se à dos outros estados já mapeados, gerando assim, um grande banco de dados nacional.

Truculência e tentativa de golpe impedem conclusão do 32º Congresso da UEE-GO

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Lúcia Stumpf – Presidente da Une ao lado do Presidente Lula

UNE convocam um Conselho de Entidades de Base para definir a continuidade do Congresso

Tudo estava previsto para ser mais um Congresso estudantil com debates, manifestações, democracia, liberdade de expressão, além da definição da plataforma política e da eleição da nova diretoria da UEE-GO. Mas os estudantes que chegaram a Anápolis, a 48 km de Goiânia, na última sexta-feira, 03 de julho, para participar do Congresso se depararam logo com uma serie de absurdos e praticas bem diferentes do que defende historicamente o movimento estudantil brasileiro.

A começar pela definição do local do Congresso, um Colégio Militar, repleto de seguranças particulares de cassetete em punho e policiais militares armados. Logo na entrada avisos pregados pela direção do Colégio: "Ordem e Disciplina". Não bastasse a péssima escolha do local, a pratica da Comissão Organizadora do Congresso lembrou os tempos da Ditadura Militar em nosso pais, onde o poder político era exercido pela força e pela intimidação.

Já na noite de sexta, primeiro dia do Congresso, cerca de 50 estudantes foram impedidos de se alojar no Colégio Militar, que conta com estrutura adequada para tal, e obrigados a dormir na calçada em pleno frio de cerca de 8º C. O inusitado é que a proibição não veio por parte da Direção do Colégio, mas sim por parte da Comissão de Organização do Congresso.

No decorrer do Congresso ocorreram inúmeras intervenções violentas por parte da segurança, chegando ao extremo da própria PM intervir para impedir que as agressões prosseguissem. Além da truculência também houve fraude e roubo de crachás de delegados, instrumento de votação no Congresso. A fraude foi reconhecida por toda a Comissão organizadora do congresso no sábado a noite, quando deliberou pela suspensão da validação dos crachás de delegados.

A Plenária Final, prevista para acontecer no domingo de manhã deu seqüência à série de irregularidades do Congresso. Três dos cinco componentes da mesa Diretora do Congresso tentaram a todo o momento convocar a Comissão de Sistematização para trazer à mesa as propostas de resolução política, mas as manobras para impedir a instalação da Plenária fizeram com que as propostas não chegassem à mesa.

Mais de quatro horas após o horário previsto para o início da Plenária Final, agindo sob orientação de agentes do Governo do Estado, funcionários começaram a desmontar o palco da mesa diretora, desligaram o som do Ginásio e a PM interviu ordenando que os estudantes se retirassem do Colégio.

Neste momento, sob a coordenação da mesa diretora os delegados presentes se retiraram do Ginásio do Colégio Militar. Porém, a partir disto, com menos de 30 pessoas dentro do Ginásio, um Policial Militar toma o microfone e inicia um sermão de mais de 20 minutos dando lições aos poucos que ali restaram de como os estudantes devem se organizar e se comportar num Congresso estudantil. Após o sermão militar, uma direção não legítima conduziu um teatro de horrores. Sem defesa de propostas, pediu-se que os presentes levantassem a mão – não crachás nem documentos, mas a mão- para "votar" pela eleição direta e por uma "chapa" fantasma. O "presidente eleito" estava sendo atendido por uma ambulância no momento de sua suposta eleição.

Enquanto esse teatro acontecia, do lado de fora, na calçada do Colégio, cerca de 80 estudantes, dentre eles a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, o Secretario Geral da entidade Ubiratan Cassano, o presidente licenciado da gestão cessante e diretor da UNE André Tokarski, decidiram por unanimidade dos ali presentes, convocar um Conselho de Entidades de Base da UEE, para neste conselho os CAs e Das convocarem a continuidade e a conclusão do 32º Congresso da UEE, elegendo uma nova diretoria e aprovando as resoluções políticas da entidade.

Em defesa do movimento estudantil, não podemos legitimar fraudes e práticas como essa nos fóruns das entidades.

Câmara aprova reforma eleitoral

A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, pelo processo simbólico de votação, o projeto de lei que trata da reforma eleitoral. Poucos deputados se manifestaram contra a emenda substitutiva global apresentada em plenário pelo relator Flávio Dino (PCdoB-MA). Daqui a pouco, os deputados começam a votar os destaques que visam a alterar o texto principal aprovado.
Após a votação dos destaques, o projeto será encaminhado à apreciação do Senado Federal. Se aprovado e promulgado até o inicio de outubro, as novas regras eleitorais já valerão para as eleições do ano que vem.
Entre os avanços do texto aprovado hoje (8), está a liberação geral da internet nas campanhas, com algumas regras de proteção dos candidatos, dos partidos e da sociedade. “Não podemos permitir que haja na internet propaganda caluniosa, difamatória, injuriosa, mentirosa e campanha de baixo nível. Então, estamos prevendo multas e direito de resposta. Quem for ofendido terá direito de ir ao blog, ao site e se manifestar”, afirmou o relator Flávio Dino.
Para ele, o uso da internet democratizará as campanhas, aproximará o representante do representado, propiciará diálogo entre as partes e incentivará a participação política de amplos segmentos da população, além de diminuir o custo das campanhas. “O uso da internet nas campanhas é um grande avanço”, disse ele.
Sobre as propostas que aumentam a participação das mulheres nas eleições, Flávio Dino informou que foi aprovada uma reserva de 5% do fundo partidário para promoção de atividades de incentivo à presença feminina na política e de reserva de 10% do tempo dos partidos para que elas possam se manifestar. “São dois grandes avanços. Hoje, esses percentuais são zero”, ressaltou.