O LABIRINTO DE AÉCIO – O MINOTAURO JOSÉ SERRA

Quando Pedro Encerrabodes de Oliveira, neto de dona Benta e personagem fascinante de Monteiro Lobato entrou no labirinto do Minotauro na Grécia Antiga, por conta pirlimpimpim que o genial escritor criou, foi deixando um caminho de volta em forma de linha. Carregava um carretel em um dos bolsos para emergência e esperava encontrar um monstro capaz de devorar a mais forte das criaturas, até Hércules se fosse o caso.

Pedro Encerrabodes de Oliveira foi buscar Tia Nastácia, prisioneira do Minotauro. Quando chegou ao centro do tal labirinto encontrou um monstro gordo, pachorrento e rendido aos bolinhos da cozinheira mágica da turma do Sítio do Picapau Amarelo.

Não foi a primeira vez que Tia Anastácia encantara alguém para além dos limites do sítio com seus bolinhos. Na viagem que a turma fez ao céu São Jorge e o dragão renderam-se aos encantos do quitute.

Monteiro Lobato foi uma dessas figuras notáveis da história contemporânea do Brasil. Cismou que aqui tinha petróleo quando um relatório do governo dos EUA dizia que no Brasil era impossível existir petróleo. Por conta de sua luta acabou vivendo um período exílio e nessas idas e vindas incompreensíveis da política brasileira acabou suplente de deputado do antigo Partido Comunista Brasileiro na Constituinte de 1946. Não conseguiu ser eleito.  E olha que naquele tempo não tinha “Caravana da Cidadania” com Pedro Bial e seus heróis ou a Cuca, hoje travestida de Miriam Leitão.

Um dos mais belos livros de literatura infantil em todos os tempos continua sendo “O poço do Visconde”. Um sabugo de milho transformado em gente, em cientista que desafia os poderosos dos EUA e acha petróleo no sítio. O primeiro poço de petróleo encontrado no Brasil tem o nome de Lobato, hoje me parece que cidade.

O pó de pirlimpimpim que Monteiro Lobato criou foi uma invenção da cabeça da boneca Emília. Uma boneca de trapos, feita por Tia Nastácia para a sobrinha Narizinho, princesa do Reino Escamado. Foi lá que Emília engoliu umas pílulas que a permitiram falar e falar sem parar.

O pirlimpimpim de Monteiro Lobato não tem nada a ver com o pó de Aécio. São pós distintos.

E muito menos o pó de arroz símbolo da torcida do Fluminense Football Club.

A convivência de Aécio com Itamar Franco deve tê-lo deixado mais para Eduardo Azeredo que para Tancredo Neves, até porque Itamar é produto de Tancredo (gerado em 1966) e Tancredo não tinha a menor simpatia pelo ex-presidente (vá lá). Ao contrário, em 1984 deu-lhe um gelo quando da campanha que o levou à presidência e acabou matando-o antes da posse.

Ao que parece o governador de Minas, que mora no Rio e viaja por galáxias insondáveis, inalcançáveis aos mortais comuns, foi cooptado pelo governador de São Paulo e vai terminar seus dias como ajudante do vampiro brasileiro. Personagem de Chico Anísio. Um vampiro que fazia tudo atrapalhado com um ajudante não menos idiota.

É o que diz a imprensa. É o que diz a mídia. Nesse caso complicado não há como duvidar, afinal da mídia é deles, são eles que controlam a mídia. E a não ser que seja balão de ensaio da mídia FIESP/DASLU, Aécio termina seus dias como vice-presidente de José Serra.

Para atrair o governador de Minas o de São Paulo deve ter espalhado o seu pó mágico em todo o seu labirinto, indicando ao mineiro que mora no Rio o caminho para o palácio do vice. Serra no trono e Aécio no banquinho lá atrás. Representa o eventual futuro presidente em festas de aniversário, batizado, etc, etc.

Deve conseguir emplacar um ou outro emprego para sua corte de eunucos padrão Marcus Pestana, Anastasia, o “conde” Arcuri e vai por aí afora.

Aécio passou por perto, sentiu o cheiro, caiu de quatro e chegou ao centro do labirinto. Lá o Minotauro Serra deve ter servido produtos originários da Colômbia e do Afeganistão, todos da mais alta pureza e aí, o resto foi fácil.

Já o Brasil.

O Brasil se lasca.

A FOLHA DE SÃO PAULO vai virar Diário Oficial da União oficial, já que neste momento pretende ser essa chancela de oficialidade. O Palácio FIESP/DASLU fica sob os cuidados da filha de Alckimin. É que a moça, simples balconista e por vocação, virou diretora do negócio diante da impossibilidade de dona Troncoso metida em negócios de sonegação.

Para levar Alckimin ao labirinto e lá aprisioná-lo bastaram 400 vestidos para a senhora do ex-governador. Em tese para doar aos pobres, mas por via das dúvidas, no guarda roupa da elegante dama.

No Olimpo, aí muda de figura, FHC. Deve ter enrolado Zeus com suas histórias e sua verborragia e naturalmente está desfrutando de Vênus/Afrodite.

Desde a notícia que Aécio foi capturado pelo governador de São Paulo José Serra, mistura de Minotauro com Vampiro Brasileiro – mas que vende o País como FHC vendeu – o mineiro não tem sido visto e  não faz muito tempo, por pouco não foi recolhido pelo caminhão do lixo na Lapa.

Os encarregados da limpeza perceberam a tempo que tinha aparência de gente apesar do estado. Foi removido por acólitos, ajudados por transeuntes que por lá passavam ou passeavam.

Virou banana nanica. Cozida em banho Maria com e digerida com canela e “açúcar”. Daquele branquinho refinado.

É essa dupla Minotauro e Bananinha que quer governar o Brasil. Pode ser também o Vampiro Brasileiro e seu ajudante trapalhão.

A mesma que de saída, se eleitos, privatizam a PETROBRAS e entregam o pré-sal, como entregaram a VALE, a EMBRAER, o setor de telefonia, de energia, privatizaram a educação sucateando as universidades públicas, montaram grandes negócios na saúde, essa gente assim que adora Londres e só faz curso de administração em Harvard ou em Birminghan.

Como dizia Jânio Quadros, um deles, mas bem mais esperto, “FHC nem sabe onde fica Sapopemba”.  Continua sem saber.

A quem interessa a CPI da Petrobrás

Por Emanuel Cancella*

Os inimigos da Petrobrás estão de volta: pretendem instalar uma CPI
contra a companhia no momento em que se cogita a criação de uma nova
empresa no setor e o Congresso vai discutir o novo marco regulatório.

O objeto da CPI é inconsistente. O que está por traz da iniciativa é
somente fragilizar a Petrobrás. Como coincidências não existem, muito
menos quando se trata de iniciativas políticas, como a instauração de
uma CPI, é legítimo perguntar que interesses esses grupos partidários
escondem e a quem servem.

Técnicos da companhia projetam que as reservas do pré-sal podem variar
entre 100 e 300 bilhões de  barris. Nesse sentido, é necessário que a
União encaminhe uma pesquisa, através da Petrobrás, para um cálculo
mais exato. De qualquer forma, são reservas que podem colocar o Brasil
no patamar da Arábia Saudita, como primeiro no ranking.

Nesse cenário, entregar o pré-sal para uma nova empresa é castigar a
Petrobrás que, muito pelo contrário, merece prêmio por desenvolver,
durante décadas, tecnologia própria, investindo nisso bilhões de reais
e, de forma pioneira, descobrindo petróleo no pré-sal, num momento em
que as reservas mundiais estão em declínio.

A Petrobrás é longe a empresa que mais arrecada impostos para a União.
Atualmente, financia 40% do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).

Instalar uma CP, justamente agora, só se for para servir de palanque
àqueles que foram contra a criação da Petrobrás e depois tentaram
privatizá-la. O Congresso Nacional, se fosse movido pelos interesses
da população brasileira, deveria debater o fortalecimento da Petrobrás
e uma estratégia para garantir que o petróleo e gás encontrados em
nosso território sejam nossos!

*Emanuel Cancella é coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do
Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ)