Sem gastos do governo, PIB cresceria menos ainda em 2009, diz BC

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, avaliou nesta segunda-feira (30), que, sem a contribuição dos gastos governamentais e de medidas determinadas pelo Executivo, o crescimento econômica deste ano seria menor. O BC informou hoje que a sua estimativa para o crescimento econômico de 2009 caiu de 3,2% para 1,2%. Deste modo, sem o governo, o crescimento seria menor do que 1,2% neste ano. Mesquita não soube precisar, porém, quanto a economia cresceria sem o aumento de gastos do governo. “Em momentos de recessão mundial, ou desaceleração, em geral o gasto público tem um efeito anticíclico [contrário ao movimento original, que é de queda], não só no Brasil, mas em todos os lugares. É menos sensível ao ciclo econômico do que os gastos do setor privado. A atuação do setor público, e a menor sensibilidade em relação ao ciclo, ajudam a amortizar as flutuações econômicas. Não só no caso do Brasil, mas de vários países”, disse Mesquita a jornalistas. Contribuições No relatório de inflação, divulgado hoje, o BC cita o setor de construção civil, dizendo que ele será favorecido pelas “novas linhas de financiamento imobiliário”, além de subsídios governamentais para construção de casas populares e pelos investimentos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O mesmo acontece quando a autoridade monetária fala da taxa de investimentos. Neste caso, o BC cita, além do plano habitacional e do PAC, os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que teve seu orçamento reforçado em R$ 100 bilhões, além das despesas da Petrobras na exploração de petróleo e gás natural. Pelo lado da demanda, a instituição cita ainda os aumentos concedidos pelo governo ao salário mínimo, que subiu de R$ 415 para R$ 465 neste ano, além dos programas de assistência social. Por fim, a projeção de consumo do governo neste ano subiu de 2,2% para 2,4%. Projeções diferentes Segundo análise do diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, projeções econômicas não devem ser “necessariamente iguais”. “Projeção certa ou errada a gente vai ver no fim do ano quando saírem os dados do PIB”, disse ele. A previsão da autoridade monetária de crescimento econômico para 2009, que é de 1,2%, está abaixo da projeção da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, que é de 2% de aumento. A previsão do BC, porém, está acima da estimativa do mercado financeiro e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que preveem crescimento zero para 2009. O número da SPE serviu, inclusive, como base para os cortes de gastos de R$ 21,6 bilhões no orçamento deste ano. Se a previsão da autoridade monetária começar a se confirmar, isso significa que o governo pode ter de fazer novos bloqueios de despesas no orçamento deste ano.

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O falso Positivo dos antivirus

virus

Extraido do blog
http://infoaux-security.blogspot.com/

O Falso Positivo nos antivírus funciona da mesma forma que nos seres humanos. Imagine, que você faz um exame, e este exame acusa que você tem determinada doença (bata na madeira agora :)). Porém, após uma série de outros exames, chega-se a conclusão de que o primeiro exame estava errado e que você não possui a tal doença.

Voltando aos antivírus, é como você fazer um rastreamento em seu equipamento e o seu antivírus enviar arquivos que não possuem nenhuma espécie de malware para a sua pasta de quarentena, ou apenas solicitar que você tente desinfectar um arquivo que na verdade não possui infecção nenhuma.

Isso pode ocorrer e não é uma situação tão incomum nos dias atuais, visto que, surgem diversos novos malwares todo dia na rede, o que pode ocasionar, que o antivírus acabe em alguns casos, superestimando a forma com que analisa esses malwares, tratando arquivos que estão “sadios” como infectados.

Esse tipo de análise que trata um arquivo sadio como infectado é o falso positivo nos antivírus. É importante, principalmente quando o arquivo for gerado pelo próprio usuário ou tratar-se de um arquivo do sistema operacional, que façamos um rastreamento no equipamento e não saiamos simplesmente deletando este(s) arquivo(s). Tentar verificar no site da empresa fabricante do antivírus se existe alguma novidade em relação ao tipo de arquivo que foi detectado como infectado ou verificar se já existe uma vacina disponível é o mais aconselhável, antes de uma deleção precipitada.

Obviamente que possuir um antivírus que mostre alguns falsos positivos, é muito melhor do que não possuir nenhum, porém, falsos positivos, são, ao contrário, pontos negativos quando da avaliação dos antivírus. Quanto mais falsos positivos um antivírus encontra, mais pontos ele perde em sua avaliação (pelo menos é o que ocorre nas avaliações dos maiores especialistas neste tipo de produto).

Abaixo, cito parte de um post escrito por um membro do site winajuda.ig.com.br, chamado Alexandre, o Chato sobre como reportar falsos positivos para as empresas de antivírus. Este post é bastante interessante e muito útil.

As empresas de antivírus disponibilizam um meio de acesso, para que seus usuários possam reportar falsos positivos, para que nas próximas atualizações estes erros sejam corrigidos.

Antes de Enviar a mensagem reportando o falso positivo, devemos verificar o seguinte:

– Ter certeza de que esta utilizando a última atualização do antivírus, pois assim evitamos o envio de falsos positivos que já foram corrigidos.
– Fazer uma análise em sites que contém bancos de dados da maioria dos antivírus, para ter certeza de que não está realmente infectado. Entre os sites, destacam-se: (http://www.virustotal.com/, http://virusscan.jotti.org/).
– Compacte o arquivo em ZIP ou RAR e coloque senha. (“Infected” é a senha solicitada pela maioria dos emails citados abaixo), para evitar que gateways de emails ou sites detectem qualquer malware.

Seguem abaixo, os antivírus e como reportar os falsos positivos:

Avira AntiVir
Através deste link (http://analysis.avira.com/samples/index.php), é possível reportar uma URL infectada erroneamente ou enviar um arquivo do seu computador de no máximo 8 Mb(Megabytes). É de extrema importância selecionar no campo File Type, a opção Suspected False Positive. Após a seleção, uma nova caixa de texto se abre, e ali deve-se colocar o link de onde o arquivo original pode ser baixado, se possível (links de instaladores que contenham o arquivo, também são válidos, mas dê preferência por links oficiais. Ex.: Programa com .dll detectada erroneamente > envie o link do instalador).

Kaspersky Internet Security / Kaspersky Antivírus
Há dois métodos para enviar Falsos Positivos aos laboratórios do Kaspersky. O primeiro pode ser feito através da janela de Quarentena do KAV / KIS.

O segundo método é o envio de email. Envie uma mensagem para newvirus@kaspersky.com com o Assunto “Possível Falso Positivo”. Anexe o arquivo em ZIP ou RAR. Você pode colocar algumas informações adicionais, como nome do malware detectado, o porquê de ser um falso positivo e, se houver, senha do arquivo compactado.

ESET Smart Security / NOD32 Antivírus
Envie um email para samples@eset.com, contendo o assunto “Possible False Positive” e o anexo em ZIP ou RAR. Na mensagem do email, coloque o porquê de achar que a detecção é um falso positivo. Se o arquivo do falso positivo for um programa, também coloque o nome do desenvolvedor, o nome do programa e sua versão e um site onde pode ser baixado (pode ser o link do instalador). E o email, deve ser, preferencialmente escrito em inglês, para agilizar o processo e evitar erros no entendimento da mensagem.

Norton Antivírus / Internet Security
Esta página https://submit.symantec.com/false_positive/index.html, permite que sejam reportados falsos positivos em programas, mas sem a necessidade de envio do arquivo infectado.

É importante informar se foi detectado Malware ou Security Risk no campo Is Your submission related to a malware or security risk false positive?. Também é importante informar no campo I am the vendor of the potentially mis-identified software, se você não for o desenvolvedor do programa. Por último, não se esqueça de informar o nome da detecção dada pelo Norton no campo Name of detection given by Symantec.

AVG Antivírus / Internet Security
Através do email virus@avg.com, envie o arquivo com o falso positivo no formato ZIP ou RAR com o assunto “False Positive”. Descreva brevemente o problema, e se, houver, a senha do arquivo zipado. Dê preferência ao inglês para redigir a sua mensagem.

avast! Antivírus
Envie o arquivo do falso positivo em ZIP ou RAR para virus@avast.com, com o assunto “False Positive”. Não há necessidade de uma descrição do problema, mas você deve colocar a senha do arquivo enviado na mensagem.

O Alexandre deu preferência aos antivírus mais utilizados na internet.

Espero que o artigo tenha contribuído para um melhor entendimento quanto ao funcionamento dos falsos positivos nos antivírus.

Ratifico que o envio dos falsos positivos para os fabricantes de antivírus citados pelo Alexandre, devem seguir as regras ali descritas.

Até Tu Presidete Lula

lula_positivo“Na crise, o importante é contribuir para que empresas vendam mais “
Presidente Lula

O presidente e ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva recomendou aos trabalhadores brasileiros nesta sexta-feira que evitem pedir aumento durante o período de crise internacional.

Em discurso na Feicom (Feira Internacional da Indústria da Construção), em São Paulo, o presidente –que presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo– afirmou que sua experiência como sindicalista mostra que, em momentos de crises financeiras, é melhor evitar o confronto com as empresas e deixar o pedido de aumento salarial para depois.

“Nós, hoje, mais do que fazer uma pauta de reivindicação pedindo mais aumento, temos de contribuir para as empresas venderem mais”, disse. “Quanto mais elas venderem, mais trabalhadores serão contratados e mais a gente pode reivindicar aumento.”

Lula também voltou a recomendar aos trabalhadores que continuem consumindo para evitar que o pânico tome conta em meio à crise.

“Tem um lado que é crise verdadeira e um outro que é pânico […] A população não comprando, o comércio não vendendo, a indústria não produzindo, seria o caos econômico”, concluiu.

Um papa no bunker

Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, visitou a África de 17 a 23 de março como quem faz questão de ressaltar sua indiferença para com a realidade social e seu descompasso com o mundo laico. Isso depois de forçado ao mea-culpa duas vezes, em rápida sucessão – uma ao admitir estar mal informado ao reabilitar bispos lefebvrianos afins ao negacionismo neonazista no próprio dia internacional em memória das vítimas do Holocausto, outra ao anular a nomeação de um bispo austríaco rejeitado por pares e vigários.

No único continente onde o catolicismo cresce de maneira significativa, Camarões e Angola são países com grande proporção de católicos. Perdido o contato com os costumes e relações sociais nas quais se baseavam seus cultos tradicionais, as populações que o êxodo rural arrancou de suas raízes tribais e jogou nas favelas procuram comunidades religiosas mais adaptadas a uma cultura urbana parcialmente ocidentalizada. A Igreja Católica continua a se beneficiar dessa desestruturação, embora seja crescente a concorrência do Islã, das igrejas evangélicas e de novos cultos sincréticos africanos.

O papa pareceu, porém, decidido a mostrar aos convertidos reais ou potenciais que o catolicismo não atenderá às necessidades sociais e espirituais da África moderna. Ainda no avião, condenou os preservativos em uma região que registra mais de 70% dos óbitos por Aids no mundo, onde 20 milhões já morreram e outra vida é perdida para a doença a cada 15 segundos.

Caso se limitasse a objeções teológicas, pouco haveria a dizer. Mas Ratzinger contrariou a ciência e o bom senso, insistindo em que a distribuição de preservativos agrava a epidemia. Ministros europeus, inclusive de países católicos, tomaram a iniciativa incomum de censurar o papa. O chanceler francês o acusou de “pôr em perigo a política de saúde pública em relação à proteção da vida humana”. A ministra da Saúde belga chamou sua posição de “perigosamente doutrinária”. Os ministros do Desenvolvimento e da Saúde alemães condenaram a afirmação do compatriota como “irresponsável”.

Não foi a única mostra de insensibilidade, desinformação ou ambas as coisas por parte do papa. Enquanto ele se preparava para falar de solidariedade e condenar a ganância, a violência e a corrupção, a Igreja fechava os olhos aos preparativos do corrupto e violento governo camaronês para a visita. Incluíram demolir com escavadeiras todas as casas e lojinhas que prejudicassem esteticamente o caminho entre o aeroporto e o centro da capital, Yaundé, sem perguntar como seus donos iriam trabalhar, dormir e comer nos dias seguintes.

Ali, o papa proclamou que “a África está em perigo devido a imorais sem escrúpulos que tentam impor o reino do dinheiro desprezando os mais miseráveis”, antes de viajar para Angola. O governo desse país empobrecido e devastado por décadas de guerra civil também fez gastos milionários para receber o pontífice. Além disso, em Luanda, a Igreja organizou dois jantares de gala a 500 dólares por cabeça, arrecadando cerca de 270 mil dólares para receber “mais dignamente” a passagem do pontífice.

Os responsáveis pelos caros e cuidadosos preparativos, que incluíram a mobilização de 12 mil policiais para cuidar da segurança do papa e de sua comitiva, não deram igual peso à segurança dos humildes. Na confusa abertura dos portões do Estádio Municipal dos Coqueiros, em Luanda, onde o papa encontraria a juventude angolana, um tumulto matou duas moças por esmagamento e mandou 89 jovens a hospitais.

Alheio ao drama, o papa assistiu à coreografia dos jovens que conseguiram entrar e os convidou a não ter medo de ousar “decisões irreversíveis” do casamento da ordenação sacerdotal. Só no dia seguinte, quando o desastre – ignorado pela cobertura oficial – foi divulgado na imprensa internacional, a Igreja e o governo angolano enviaram representantes ao hospital para visitar os feridos e levar seus pêsames à família de uma das mortas, uma catequista de 22 anos. A outra, não identificada, foi levada ao necrotério como indigente.

Trata-se de um papa muito mal informado? Em 12 de março, o papa queixou-se por carta ao episcopado da “hostilidade” com que foi recebida sua anulação da excomunhão do bispo Richard Williamson, após este negar o Holocausto, mas admitiu a má condução do caso. “Foi-me dito que consultar a informação disponível na internet teria possibilitado perceber o problema no início. Aprendi que a Santa Sé terá de prestar mais atenção a essa fonte de notícias.”

Para um não-católico, acreditar que nenhum dos secretários e assessores de Ratzinger tinha acesso a essas informações ao preparar uma decisão tão importante em relação a quatro bispos bem conhecidos é quase tão difícil quanto crer na infalibilidade papal ou na Assunção da Virgem. Principalmente tratando-se de um pontífice que liderou a Congregação para a Doutrina da Fé (sucessora da Inquisição e do Santo Ofício) e perseguiu as mais obscuras manifestações de inconformismo teológico nos cinco continentes.

Leonardo Boff, por exemplo, foi castigado com o confinamento definitivo em um convento – ao qual não se submeteu, preferindo romper com o Vaticano –, após uma palestra na Eco 92 (anterior ao Google, vale lembrar), na qual responsabilizou a Igreja pela morte de milhares de índios na América Latina.

O PODER DA IMPUNIDADE

O grande sentimento que paira e persiste em continuar no coração de todos nos brasileiros falando de política e o poder da impunidade. Uma das grandes revoltas que temos e ver um ladrão de galinhas (que na grande maioria das vezes provoca tal delito, como última maneira de sobreviver) sendo preso e pegando anos de prisão e ao mesmo tempo ver DEPUTADOS, PREFEITOS, SENADORES, NOMES DA SOCIEDADE, GRANDES PERSONALIDADES roubando MILHARES DE DOLARES E EUROS e não sendo punido.

Quando pensamos que a situação começa a mudar mesmo que muito pouco. Nos últimos anos tivemos políticos perdendo o seu mandato, mesmo que ainda não foram presos (mas já há algum avanço), empresário, banqueiros passando pelo menos alguns dias na prisão.

Mesmo assim temos pessoas, só para não falar da maioria dos meios de comunicação, dos deputados, dos cronistas, criticando certos abusos da POLICIA FEDERAL, porque os mesmos não questionam os roubos e desmando de quem ficou no poder durante mais de 500 anos. Cadê os anões do orçamento, a compra de votos da reeleição, por não falar das privatizações. Cadê os processos engavetados no TCU de Minas Gerais e do Rio de Janeiro (mas os gordos salários caem na conta todos os santos meses).

Há. Já estava me esquecendo. O novo presidente do Conselho de Etica da Câmara dos Deputados, deputado José Carlos Araújo mal já chegou e anda falando por ai que o conselho deveria impor pena, que a cassação do mandato e muito pesado. E falando de congresso o que dizer da filha do ex presidente FHC.

Depois e a policia federal é que comete abusos.

Um grande abraço e ate mais.

Igreja Católica II

“Papa Bento XVI deve retratar-se”

Publicado em 27 de março de 2009 às 18:27 por Conceição Lemes

O Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI

Se alguém ainda tem alguma dúvida de que a afirmação do papa Bento XVI em relação à camisinha foi um desserviço à luta contra o HIV/Aids no mundo, o contundente editorial desta sexta-feira da Lancet é a pá de cal. Sob o título Há redenção para o papa?, o editorial afirma que o papa distorce o conhecimento científico sobre camisinha, fez comentário gravemente errado e descuidado sobre HIV/Aids e exige que ele se retrate. A Lancet é uma das mais prestigiadas revistas médicas do mundo. Eis o editorial na íntegra. Há redenção para o papa?, em The Lancet O Vaticano sentiu a candência de um protesto internacional sem precedentes, semana passada, depois de o papa Bento XVI ter feito comentário inadmissível, gravemente errado e descuidado sobre HIV/AIDS. Em sua primeira visita à África, o papa disse a jornalistas que a luta do continente contra a doença seria problema “que não pode ser resolvido com distribuição de preservativos: ao contrário, os preservativos aumentam o problema”. É bem conhecida a oposição ética que a Igreja Católica faz ao controle de natalidade, e o apoio que dá à fidelidade conjugal e à abstinência como meios para prevenção contra a contaminação pelo HIV. Mas, ao dizer que os preservativos aumentam os problemas relacionados ao HIV/AIDS, o papa ativamente distorce conhecimento científico demonstrado, para promover a doutrina Católica sobre o assunto. Imediatamente, a comunidade internacional condenou o comentário. Governos de Alemanha, França e Bélgica distribuíram notas criticando a posição do Papa. Julio Montaner, presidente da International AIDS Society, considerou o comentário “irresponsável e perigoso”. A UNAIDS e o Population Fund da ONU, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestaram-se, reafirmando a posição oficial dessas entidades sobre o uso recomendado do preservativo e a importância de evitar o contágio, em que se lia que “o preservativo masculino de látex é a única, a mais eficiente e a mais acessível tecnologia que há para reduzir a transmissão sexual do HIV”. Sitiado pela fúria geral, até o Vaticano tentou emendar as palavras do Papa. No website “Holy See”, o chefe da assessoria de imprensa, padre Federico Lombari, escreveu que o Papa teria dito que “há risco de que os preservativos venham a aumentar o problema”. Não se sabe se o Papa errou por ignorância ou se houve deliberada tentativa de manipular informação científica para apoiar ideologia católica. Mas o comentário não foi desautorizado, e tentativas de retorcer as palavras do Papa, sem qualquer respeito à verdade, não são encaminhamento recomendável. Quando alguma voz influente, seja líder político ou religioso, faz afirmação falsa no campo científico, que pode ter efeitos devastadores para a saúde de milhões de seres humanos, é seu dever retratar-se ou corrigir os registros públicos. Qualquer outra atitude do papa Bento será imenso desserviço aos que trabalham para defender a saúde pública, entre os quais milhares de católicos, que se dedicam incansavelmente à luta pela prevenção e contra a disseminação do HIV/AIDS em todo o mundo.