O PODER DA IMPUNIDADE

O grande sentimento que paira e persiste em continuar no coração de todos nos brasileiros falando de política e o poder da impunidade. Uma das grandes revoltas que temos e ver um ladrão de galinhas (que na grande maioria das vezes provoca tal delito, como última maneira de sobreviver) sendo preso e pegando anos de prisão e ao mesmo tempo ver DEPUTADOS, PREFEITOS, SENADORES, NOMES DA SOCIEDADE, GRANDES PERSONALIDADES roubando MILHARES DE DOLARES E EUROS e não sendo punido.

Quando pensamos que a situação começa a mudar mesmo que muito pouco. Nos últimos anos tivemos políticos perdendo o seu mandato, mesmo que ainda não foram presos (mas já há algum avanço), empresário, banqueiros passando pelo menos alguns dias na prisão.

Mesmo assim temos pessoas, só para não falar da maioria dos meios de comunicação, dos deputados, dos cronistas, criticando certos abusos da POLICIA FEDERAL, porque os mesmos não questionam os roubos e desmando de quem ficou no poder durante mais de 500 anos. Cadê os anões do orçamento, a compra de votos da reeleição, por não falar das privatizações. Cadê os processos engavetados no TCU de Minas Gerais e do Rio de Janeiro (mas os gordos salários caem na conta todos os santos meses).

Há. Já estava me esquecendo. O novo presidente do Conselho de Etica da Câmara dos Deputados, deputado José Carlos Araújo mal já chegou e anda falando por ai que o conselho deveria impor pena, que a cassação do mandato e muito pesado. E falando de congresso o que dizer da filha do ex presidente FHC.

Depois e a policia federal é que comete abusos.

Um grande abraço e ate mais.

Igreja Católica II

“Papa Bento XVI deve retratar-se”

Publicado em 27 de março de 2009 às 18:27 por Conceição Lemes

O Papa Bento XVI

O Papa Bento XVI

Se alguém ainda tem alguma dúvida de que a afirmação do papa Bento XVI em relação à camisinha foi um desserviço à luta contra o HIV/Aids no mundo, o contundente editorial desta sexta-feira da Lancet é a pá de cal. Sob o título Há redenção para o papa?, o editorial afirma que o papa distorce o conhecimento científico sobre camisinha, fez comentário gravemente errado e descuidado sobre HIV/Aids e exige que ele se retrate. A Lancet é uma das mais prestigiadas revistas médicas do mundo. Eis o editorial na íntegra. Há redenção para o papa?, em The Lancet O Vaticano sentiu a candência de um protesto internacional sem precedentes, semana passada, depois de o papa Bento XVI ter feito comentário inadmissível, gravemente errado e descuidado sobre HIV/AIDS. Em sua primeira visita à África, o papa disse a jornalistas que a luta do continente contra a doença seria problema “que não pode ser resolvido com distribuição de preservativos: ao contrário, os preservativos aumentam o problema”. É bem conhecida a oposição ética que a Igreja Católica faz ao controle de natalidade, e o apoio que dá à fidelidade conjugal e à abstinência como meios para prevenção contra a contaminação pelo HIV. Mas, ao dizer que os preservativos aumentam os problemas relacionados ao HIV/AIDS, o papa ativamente distorce conhecimento científico demonstrado, para promover a doutrina Católica sobre o assunto. Imediatamente, a comunidade internacional condenou o comentário. Governos de Alemanha, França e Bélgica distribuíram notas criticando a posição do Papa. Julio Montaner, presidente da International AIDS Society, considerou o comentário “irresponsável e perigoso”. A UNAIDS e o Population Fund da ONU, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestaram-se, reafirmando a posição oficial dessas entidades sobre o uso recomendado do preservativo e a importância de evitar o contágio, em que se lia que “o preservativo masculino de látex é a única, a mais eficiente e a mais acessível tecnologia que há para reduzir a transmissão sexual do HIV”. Sitiado pela fúria geral, até o Vaticano tentou emendar as palavras do Papa. No website “Holy See”, o chefe da assessoria de imprensa, padre Federico Lombari, escreveu que o Papa teria dito que “há risco de que os preservativos venham a aumentar o problema”. Não se sabe se o Papa errou por ignorância ou se houve deliberada tentativa de manipular informação científica para apoiar ideologia católica. Mas o comentário não foi desautorizado, e tentativas de retorcer as palavras do Papa, sem qualquer respeito à verdade, não são encaminhamento recomendável. Quando alguma voz influente, seja líder político ou religioso, faz afirmação falsa no campo científico, que pode ter efeitos devastadores para a saúde de milhões de seres humanos, é seu dever retratar-se ou corrigir os registros públicos. Qualquer outra atitude do papa Bento será imenso desserviço aos que trabalham para defender a saúde pública, entre os quais milhares de católicos, que se dedicam incansavelmente à luta pela prevenção e contra a disseminação do HIV/AIDS em todo o mundo.

Intolerancia religiosa afasta pessoas

A dona-de-casa Dulcinéia dos Santos, de 45 anos, não foi ao casamento de dois de seus cinco filhos. Jamais conversa com as noras e só conseguiu pegar a neta no colo uma vez, porque a encontrou por acaso na rua. Tamanha indiferença não foi causada por nenhuma briga ou disputa familiar. A intolerância religiosa desatou todos os laços que uniam a mãe aos filhos. Candomblecista, ela se magoa ao lembrar que a mulher de seu filho a acusa de carregar “77 demônios” por pertencer à religião de matriz africana.

– Ela diz que se eu for à casa dela, deixarei um demônio lá. Se a menina ficar doente, a culpa é minha. São mentes atrasadas, eles repetem o que escutam na igreja deles. Criticam porque não conhecem. Nossa religião não é macumba nem feitiçaria. – afirma a dona-de-casa.

Dulcinéia se iniciou na religião, por amor ao filho mais jovem que ficou doente de forma repentina. Condenado pela medicina tradicional, o garoto ficou curado dentro de um barracão de candomblé. A conversão lhe custou os mais velhos.

– No Natal e no meu aniversário, não recebo nenhum telefonema. Às vezes, minha neta acena para mim da janela. Ela nem me reconhece como avó. Meu maior sonho é recuperar minha família – desabafa Dulcinéia.

Veja fotos e vídeos exclusivos sobre o tema

Governo federal criará delegacias especializadas Joana (nome fictício), 44 anos, também é mãe e sofre como Dulcinéia. Mas seu problema não é a distância da filha, de 11 anos. Mas o problema de saúde da menina, que sofre de síndrome do pânico desde que o pai a levou para uma cerimônia de exorcismo.

Na época do casamento, Joana tinha a mesma religião que o marido. Após a separação, um grupo de religiosos invadiu sua casa para “retirar o demônio”. Ela os expulsou. Mais tarde, tornou-se umbandista e sua filha passou a fazer parte de um grupo de evangelização de um centro kardecista. O pai decidiu “exorcizá-la”.

Pânico e trauma

– Minha filha acorda gritando e tem pesadelos. Ela ficou traumatizada porque o grupo de religiosos gritava pelo “capeta” com as mãos na cabeça dela. Na época da separação, também disseram que eu estava endemoniada, mas eu não podia delatar, porque era da religião e não podia levar “irmão em juízo” – diz Joana.

A partir deste ano, denunciar crimes de intolerância, como o vivido pela família, ficará mais fácil. A secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial firma uma parceria com o Ministério da Justiça para criação de delegacias especializadas em intolerância religiosa e crimes étnico-raciais no País. O objetivo é potencializar a unidade de São Paulo, que já existe, e implementar ainda esse ano no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Novas delegacias

Nas delegacias, trabalharão policiais especialmente treinados para identificar todo tipo de ofensa. E também psicólogos e assistentes sociais que possam ajudar nos casos. A secretaria trabalha na elaboração de uma lei específica sobre intolerância para apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é que ele apresente o projeto de lei no Congresso Nacional.

– O preconceiuto é pre-histórico, não coaduna com nosso tempo. É aberração, horror que um aluno sofra preconceito do professor na escola.

Inquérito tem que seguir o curso, não pode ficar na gaveta – diz o secretário-adjunto do órgão Eloy Ferreira. [i]

Mais uma da Igreja Católica

A Firs (Federação Israelita do Rio Grande do Sul) criticou o arcebispo de Porto Alegre, d. Dadeus Grings, por suas declarações sobre holocausto.

Em entrevista a uma revista especializada em publicidade, Dadeus Grings teria dito que “morreram mais católicos do que judeus no holocausto, mas isso não aparece porque os judeus têm a propaganda do mundo”.

Ao tomar conhecimento da entrevista, a Firs emitiu um comunicado oficial repudiando a manifestação do arcebispo.

“Não é a primeira vez que o religioso se refere ao holocausto de forma distorcida. Nós, brasileiros de todas as origens, construímos através de décadas uma tradição de convivência pacífica e harmoniosa. Afirmações como as de d. Dadeus não contribuem em nada para este modelo que serve de inspiração a outros países”, afirmou a comunidade judaica.

A federação afirmou ainda que “reduzir ou relativizar o holocausto agride a memória de milhões de mortos numa guerra iniciada pelo fanatismo e pela intolerância”.

Dadeus Grings, 72, de origem alemã, é considerado um representante da ala moderada da Igreja Católica.

“A única forma de impedir que a barbárie perpetrada pelos nazistas se repita –contra os judeus ou contra outras etnias ou segmentos religiosos– é respeitar sempre a memória, com seriedade, fraternidade e honestidade. É isto o que esperamos de d. Dadeus Grings e dos homens e mulheres comprometidos com a verdade e com a justiça”, diz o presidente da Firs, Henry S. Chmelnitsky, no comunicado.