Web X TV

Uma pesquisa realizada pela Deloitte e divulgada nesta sexta-feira afirma que os brasileiros passam três vezes mais tempo por semana conectados à Internet do que assistindo à televisão.

O estudo “O Futuro da Mídia” está na terceira edição, mas esta foi a primeira em que o Brasil foi inserido entre os outros países pesquisados: Estados Unidos, Japão, Alemanha e Grã-Bretanha. Dos 9 mil entrevistados, 1.022 eram brasileiros.

De acordo com a pesquisa, os consumidores brasileiros gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e de entretenimentos tecnológicos, como o celular. Para a maioria dos consumidores, o computador superou a televisão em termos de entretenimento.

A maior parcela dos participantes (81 por cento) apontou o computador como o meio de entretenimento mais importante em relação à TV. Entre os ouvidos, 58 por cento disseram que videogames, jogos no computador e online são importantes fonte de diversão.

Metade dos entrevistados estão atentos aos lançamentos tecnológicos e tentam adquirir rapidamente esses equipamentos. Além disso, 47 por cento dos pesquisados usam o celular como um dispositivo de entretenimento.

O levantamento ouviu pessoas com entre 14 e 75 anos de idade.

A faixa etária de 26 a 42 anos é a mais envolvida com atividades interativas na Internet, como assistir a programas de TV ou usar o computador para chamadas telefônicas.

Em todas as faixas de idade, a atividade mais realizada na Internet é a criação de conteúdos pessoais para serem acessados por outras pessoas, como Web sites, fotos, vídeos, músicas e blogs, diz o estudo.

DISPOSTO A PAGAR MAIS

Outro dado detectado pela pesquisa da Deloitte foi que os brasileiros se sentem limitados na Internet pela velocidade de sua conexão.

Por isso, 85 por cento dos ouvidos afirmaram estar dispostos a pagar mais para ter conexões mais velozes. As pessoas da faixa etária acima de 43 anos são as mais dispostas a pagar mais caro por mais velocidade.

Entre todos os entrevistados, 92 por cento possuem celular. Entre os aplicativos deste tipo de aparelho, as mensagens de texto são as mais utilizadas (92 por cento), seguidas da câmera digital (78 por cento), jogos (67 por cento) e a câmera de vídeo (62 por cento).

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MOVIMENTO SINDICAL UNIFICADO

Em entrevista ao Vermelho, Índio declarou que essa unidade com as centrais é “pontual” e que, “neste momento, temos de procurar a unidade de todos os trabalhadores”. A atuação do sindicalista acaba de ser respaldada por sua base. Em eleição para a diretoria do sindicato, em 10 e 11 de março, os metalúrgicos de São José confiaram mais um mandato à Conlutas. “Para nós, foi uma vitória muito importante — e uma responsabilidade também.”


Confira abaixo os principais trechos da entrevista.


A Conlutas não participa do Fórum das Centrais nem da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais). Desde que foi fundada, em 2004, jamais se aliou às centrais sindicais em um dia nacional de lutas ou na marcha dos trabalhadores. O que levou a Conlutas a se tornar uma das 24 entidades organizadoras do ato de 30 de março?
Nossa compreensão é de que, no momento de crise que a gente vive agora, o mais importante é travar essa luta, fazer uma mobilização que pode ser histórica para o movimento, mostrar que os trabalhadores não podem pagar por essa crise. Já tínhamos uma data de mobilização e protestos, que era 1º de abril — mas sabíamos que algumas entidades já tinham agendado outro dia. As centrais sindicais e o movimento social não podem se pegar pela data ou por outro problema menor.


Mas a Conlutas, tradicionalmente, opta por manifestações próprias, isoladas — e não é por uma incompatibilidade de datas. O que os motivou, particularmente neste ano, a se somarem a outras centrais e a outros movimentos?
O que motivou foi o fato de que a classe trabalhadora, em nível mundial, está sofrendo muito. E mais: há um conteúdo para essa luta, para a mobilização. Qual é esse conteúdo? É a luta contra as demissões, a luta contra o desemprego, contra os ataques que os trabalhadores estão sofrendo. Esse é o motivo pelo qual a Conlutas, junto a seus sindicatos, reforçaram essa mobilização.


O importante, para 30 de março, é o caráter da luta. Se fosse um desses atos de algumas centrais apoiando o governo — como já vimos —, nós ficaríamos de fora. Neste momento, temos de procurar a unidade de todos os trabalhadores.


É uma unidade pontual?
Isso. É uma unidade pontual, em torno de um interesse, que é defender a classe. A Conlutas vai estar junta sempre que houver esse caráter de luta. É por isso que resolvemos mudar a data de nossa mobilização para o dia 30. Não podemos pôr nossas divergências políticas acima do que está acontecendo no Brasil e no mundo.


Ao ter sua chapa reeleita, com 69% dos votos, para a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a Conlutas conquistou a vitória mais expressiva de sua história. A que você atribui esse resultado?
O processo eleitoral do sindicato começou, na verdade, em novembro e dezembro, sob o peso da crise econômica. Em primeiro lugar, houve a disputa para a comissão eleitoral, com três chapas na disputa — uma da Conlutas, uma da CUT e outra da Força Sindical. Numa assembleia de 600 trabalhadores, as chapas da CUT e da Força tiveram pouco menos de 50 votos.


Já havia, então, uma sinalização clara de que a chapa da Conlutas venceria?
Sim, já tinha essa sinalização. A vitória na comissão eleitoral antecipou um pouco o processo, porque a categoria demonstrou clareza sobre o apoio que a diretoria tem. Junto a isso, houve vários ataques à diretoria — e nós achamos que foi tudo combinado com a patronal. Tivemos de enfrentar campanhas de empresas, mesmo as pequenas, que queriam reduzir salários com jornadas, cortar direitos, e diziam que o sindicato era inflexível.


A General Motors, em janeiro, demitiu em massa em São José, a exemplo do que fez depois em São Caetano. Foram demissões de companheiros que tinham contrato com prazos determinados. Só que muitos tinham contrato até junho, e a empresa antecipou o fim do contrato, no meio do processo eleitoral. Enfrentamos outra discussão em 19 de fevereiro, quando a Embraer fez 4.200 demissões. Achamos também que isso foi combinado pela patronal e não aconteceu por acaso.


Enfrentamos as demissões, a campanha contra o sindicato e todas essas dificuldades nas eleições. Mesmo assim, a categoria conseguiu reagir e deu um respaldo enorme à diretoria, dentro da política de não flexibilizar nem retirar direitos históricos. A categoria tem clareza de que o sindicato tem de estar em defesa permanente e intransigente dos trabalhadores.


Uma surpresa, na apuração, foi que ganhamos em praticamente todas as urnas. Nunca aconteceu, historicamente, de uma chapa ganhar em todas as fábricas e ter quase 70% dos votos. A CUT perdeu até em fábricas onde nunca perdia. Para nós, foi uma vitória muito importante — e uma responsabilidade também.


A única central que defendeu às claras a redução de jornada de trabalho com redução de salário foi a Força Sindical. Por outro lado, a Força acompanhou a Conlutas na maioria das manifestações e ações judiciais para reverter as demissões na Embraer. Como foi possível superar as divergência e articular essa reação em conjunto?
Em fevereiro, foi feita uma frente em defesa dos trabalhadores demitidos da Embraer. Mesmo a Força — que estava concorrendo contra nós no sindicato — também fez parte dessa frente, ao lado da CTB e das outras centrais. A Força, ao defender os trabalhadores em plena disputa eleitoral, conseguiu ser mais ousada do que a CUT.

Só neste ano, vocês foram duas vezes a Brasília, em audiências com o governo federal. É uma atitude que foge um pouco ao histórico da Conlutas — em geral avessa a negociações com governos. Por que a nova postura?
Na eleição do sindicato, muita gente perguntava por que a diretoria fez isso e por que montou uma frente. Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o sindicato procurou o governo para cobrar satisfação. Desde a privatização da Embraer (em 1994), o governo liberou para a empresa US$ 8,3 bilhões de dinheiro público — dinheiro do BNDES —, sem cobrar nada em troca.

Na campanha contra a privatização, o que a gente ouviu do governo federal? Que a empresa era um buraco sem fundo, onde se punha, punha, punha dinheiro — e simplesmente não servia para nada. Ao privatizar, o que aconteceria? Haveria dinheiro para a educação, para a saúde. Na minha região, não vimos uma escola a mais. Não vimos nenhum outro hospital.

Quando fizemos aquela campanha com um elefante quebrando cristais, fomos cobrar responsabilidade do presidente da República. Como pode uma empresa receber tanto aporte público e nem sequer reduzir uma jornada de trabalho de 43 horas semanais? Já existem empresas com 40 horas de jornada.

É hora de o presidente começar a governar de fato para os trabalhadores. Na crise, até agora, ele está governando para as empresas, para os banqueiros. Soubemos, depois das demissões, que o governo tinha se reunido com a Embraer e não defendeu, em momento algum, o retorno dos trabalhadores. Portanto, formos a Brasília para cobrar o governo e outras instituições. Um direito dos trabalhadores é exigir seus direitos, cobrar dos governantes.

Fonte. http://www.vermelho.org.br

Cansado, decepcionado, cambaleando mas sem desistir. É assim que me sinto


Segue mais um email interessante que eu recebi, e boa leitura

O nosso senado e a nossa câmara estão parados desde dezembro de
2008. Nossos senadores e deputados confundem a diplomação com um
“cheque em branco”. Gastam, gastam e desperdiçam. Em nome
da presunção de inocência nada se faz. A não ser investigar.
Não é por demais sintomático que as falcatruas só pipoquem
nessas casas?

Para “mostrar serviço”, depois de cinco anos aprovaram uma
modificação tipificando o “sequestro relâmpago”, mas a
progressão de pena continua existindo indiscriminadamente. Ou seja,
o crime continuará compensando.

Querem também perpetuar a impunidade para ministros, deputados,
senadores e governadores, para em nome do preceito constitucional de que
todos são iguais perante a lei, deslocarem o foro para instância
inferior, onde segundo o presidente do STF levará os processos a
serem julgados somente em 2099…!!!

Agora o imortal Sarney diz que a “coisa” caiu no seu colo.

E o Renan caiu no colo dele ou ele caiu no colo de Renan?

Assisti estarrecido um ex-senador e ex-governador, dizer que necessita
dos reembolsos(direito de ex-senadores) de despesas médicas (R$
144.806,72). “A saúde integral é um direito universal. Esteja
onde estiver, o cidadão deve ser coberto”, argumenta a anta
democrata. Vai trabalhar vagabundo!

E como ficarão as “verbas indenizatórias”?

Temos mais de duas centenas de processos, todos envolvendo deputados
federais, senadores e governadores. Todos pelos mesmos crimes… Que
são quase todos de no mínimo peculato!

Serra e Kassab continuam investigando, e “colaborando com as
investigações”, sobre o superfaturamento da merenda – de
má qualidade. Sem falar nos cadernos com dois Paraguais…!

No senado da república, as horas-extras durante as
“férias” e o batalhão de “apadrinhados-diretores”
mostram bem o zelo que eles tem pelo dinheiro do contribuinte.

Heráclito Fortes quando fala parece que sempre está de boca cheia,
e vive revisando a quantidade de cargos comissionados. Tudo em nome da
moralidade administrativa.

FHC entregou um país quase que quebrado, e agora inventa o neologismo
de “cupinização” da máquina estatal.

Vamos abrir os olhos porque eles continuam de olho na PETROBRAS, no
BANCO DO BRASIL e na CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, dentre tantas outras
lucrativas instituições de propriedade do povo brasileiro.

E no dia 1º de abril completaremos 45 anos da bendita redentora, para
alguns “ditabranda”…

Grafite muda de nome e vira ‘nova arte pública

Arte Publica

Arte Publica

Aqueles desenhos coloridos que volta e meia aparecem no muro de alguma rua cinzenta da cidade – para deixá-la (geralmente) mais interessante – não se chamam mais ‘grafite’. Seu nome agora é ‘nova arte pública’. Não quer dizer que os grafiteiros passaram a sair por aí dizendo que são ‘novos artistas públicos’, é verdade. Mas esse foi o jeito que a turma da arte achou para se referir a um conjunto de trabalhos que incorpora técnicas variadas, tem estilo apurado e se relaciona tanto com o passado do grafite quanto com a pintura tradicional.

Este ‘muralismo’ – representado por nomes como Osgemeos, Titi Freak, Zezão, Speto, Daniel Melim, Stephan Doitschinoff, Nunca, Ramon Martins e Onesto – vive um de seus melhores momentos, que coincide também com o início do processo de profissionalização da atividade. É uma mudança de perspectiva: no ano passado, a Lei Cidade Limpa levou a Prefeitura a cobrir de tinta cinza várias destas obras – o que reeditou um confronto com os artistas que se repete desde os anos 70.

Depois disso, porém, os dois lados entraram em um acordo e ficou definido que os grafites não seriam mais apagados. Aproveitamos que hoje, 27, é o Dia do Grafite e ‘grafitamos’ nossas páginas com vários destes trabalhos – quase todos recentes. Para vê-los ao vivo, basta circular pela cidade com olhos atentos.

Para os artistas, a data não tem grande importância – até porque a arte de rua não costuma se ater a formalidades. Ainda assim, o dia 27 de março relembra a obra de Alex Vallauri, que morreu em 1987 e ainda é considerado um dos principais precursores da arte urbana no Brasil.

Márcio Thomaz Bastos assume defesa da construtora Camargo Corrêa

O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A operação, deflagrada na quarta-feira (25), resultou na prisão de dez pessoas, sendo quatro executivos e duas secretárias da construtora. Bastos atuará em conjunto com o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que já estava no caso. Ontem, a defesa da construtora ajuizou um pedido de habeas corpus para libertar os funcionários presos pela PF. Folha Imagem O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa O ex-ministro Márcio Thomaz Bastos assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa O ex-ministro, substituído em março de 2007 por Tarso Genro, afirma que não houve influência do Palácio do Planalto para que assumisse o caso. “Tenho amigos pessoais lá dentro [da Camargo Corrêa] e eles que me procuraram. Nada de Planalto. Tive com o presidente, mas só por cinco minutos, só para cumprimentá-lo no meio de uma reunião que ele estava tendo”, afirmou Bastos à Folha Online As investigações da PF apontam suspeitas de que a construtora tenha feito doações irregulares a partidos políticos. A polícia encontrou menções de doações a PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB. Os partidos negam as doações irregulares. Bastos afirma que já começou a estudar o caso para poder se inteirar sobre quais serão os próximos passos tomados no caso. A Operação Castelo de Areia visa desarticular uma suposta quadrilha que atuava dentro da construtora. As suspeitas são de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Castelo de Areia A Operação Castelo de Areia visa desarticular uma suposta quadrilha que atuava dentro da construtora. As suspeitas são de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Segundo reportagem da Folha desta sexta-feira, transcrição de conversas telefônicas de diretores da construtora aponta que a empreiteira fez doações ilegais a partidos políticos, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Apesar de a operação ter atingido partidos de oposição, as investigações, segundo informou o “Painel”, da Folha, também preocupa membros do PT. Também há indícios da participação de um dirigente da Fiesp no suposto esquema. Ele foi citado em uma das conversas grampeadas pelos investigadores. A entidade nega qualquer “distribuição de dinheiro para funcionários públicos”, “pagamentos por fora” ou “obtenção de benefícios indevidos em obras públicas”. Senadores citados nos documentos da PF trataram de comprovar a legalidade de doações recebidas da construtora. O PSDB já solicitou ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que ele peça à Justiça acesso aos relatórios da PF.

Entrevista com a filha FHC

LUCIANA CARDOSO é filha do ex-presidente FHC. Funcionária do Senado Federal, foi entrevistada pela Monica Bergamo. Suas respostas devem constar do Manual do Funcionário Público Cara de Pau como o Pai. É um primor de sinceridade, ousadia e “cuidado” com o dinheiro público. Tirem as crianças da sala:(texto escrito por anânimo)

Mônica Bergamo (Folha de SP)

LUCIANA CARDOSO

“O Senado é uma bagunça”

Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:

FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.

FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.

FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.

FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.

FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.

FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?

7 tendências tecnológicas para os próximos dois a cinco anos

Consultoria E-Consulting indica quais tecnologias serão relevantes para os negócios no futuro próximo.

A consultoria E-Consulting estabeleceu uma lista de sete tendências tecnológicas para os próximos dois a cinco anos.

A lista busca prever quais tecnologias estarão em pauta em médio prazo. Ainda que elas possam ser, atualmente, “mercadologicamente imaturas ou comercialmente inviáveis, certamente serão aquelas que no prazo de dois a cinco anos impactarão radicalmente a forma como as empresas conduzem seus negócios”, ressalta a consultoria.

De acordo com a E-Consulting, dizer hoje que governança de Tecnologia da Informação, outsourcing, Web 2.0 ou TI como serviços serão destaques não traz um valor diferenciado para o CIO ou para o interessado/investidor em tecnologia. As 7 “hot trends” apontadas pela consultoria são:

1- Cloud Customization – A customização de aplicativos e funcionalidades interativas vai acontecer remotamente, segundo a consultoria, e será realizada pelo usuário. A E-Consulting chama isso de self-technologies.

2- Proactive Stakeholder Networks (redes proativas de partes interessadas) – Apoiado na evolução do conceito 2.0, o conceito defende que as diversas partes interessadas (stakeholders) das empresas vão se organizar em grupos, redes e comunidades de interesse, manifestando opinião e defesa de direitos, assumindo papel de protagonistas na gestão das empresas (de suas marcas e produtos). Isso valerá para as redes de clientes, colaboradores, acionistas, fornecedores, etc. Assim, caberá às corporações absorver essas redes integrando-as aos seus modelos de negócios.

3- Customized Application Frameworks (framework de aplicações customizadas) – A idéia está em maximizar o valor da estrutura de tecnologia existente, acelerando a oferta dos aplicativos e serviços de tecnologia para os usuários de forma prática e rápida. A existência de frameworks maduros deverá criar mercados importantes para plataformas de venda de serviços de software/sistemas pautados no aluguel destes frameworks, que serão customizados em função das necessidades dos diferentes clientes.

4- Enterteinment Content Components (componentes de conteúdo de entretenimento) – O mercado de conteúdo de entretenimento aumenta muito com o crescimento da convergência e da penetração do celular com maior capacidade de manipulação de dados, da TV Digital e de outros aparelhos integrados em plataforma digital. Assim, a componentização dos aplicativos de conteúdo e entretenimento gerará novos produtos em escala deste tipo de serviço, áreas de interesse de empresas como Nokia, Microsoft e Google

5- Multichannel IP Points (gestão multicanal) – A convergência nos canais digitais e da Web 2.0 e de suas integrações com os canais físicos (ex. lojas de varejo, agências bancárias, representantes comerciais, etc) vai obrigar as empresas a adotarem uma abordagem multicanal, com a revisão das dinâmicas dos modelos de interação com clientes e demais stakeholders.

Toda a arquitetura de canais da companhia deverá ser revisada com vistas à integração online, tanto de canais físicos como digitais. Neste momento, conceitos como single sign on, CRM analítico, visão única do cliente, clusterização de redes e comunidades (e não segmentação de clientes), etc, ganham espaço.

6- Open Remote Libraries (bibliotecas remotas de acesso qualificado) – O conhecimento em uma empresa ganha mais valor com a sua disseminação em grupos e comunidades capazes de tirar beneficio dele, além de agregar novas informações e disseminá-las. Assim, abre espaço para bibliotecas remotas de acesso qualificado que vão estruturar o conhecimento de maneira que possa ser compartilhado e agregado dentro da Internet, em comunidades abertas ou corporativas.

7- GAT (Gestão dos Ativos de TI) – O gestor de tecnologia tem o dever de comprovar o valor gerado e/ou protegido pela tecnologia (infraestrutura, sistemas, arquiteturas, plataformas, conhecimento, metodologias, modelos, gestão, etc) para empresa e para os acionistas. Desta forma, com o tratamento dos ativos intangíveis como ativos de valor (movimento iniciado pela revisão das prerrogativas da Governança Corporativa – fruto da pressão da atual crise econômica – e pelo advento de novos padrões contábeis), caberá ao CIO aprender a gerenciar os ativos tecnológicos como ativos corporativos, de fato.