Olimpíada de Brasília

Sem que a gente se apercebesse, realizou-se em Brasília, simultânea à de Pequim, uma Olimpíada que mediu recordes do atletismo político nacional. Como manda a tradição, há disputas coletivas e competições individuais. Aqui estão os resultados mais importantes:

:: Arremesso de calúnia é disputado por equipe e ganhou, com quilômetros de folga, a bancada daquele PFL que, agora DEM, tem vergonha do seu passado. Abiscoitou o troféu Carlos Lacerda de peroba.

::Já a modalidade cuspe de veneno a distância é pessoal e intransferível. Apesar do favoritismo disparado do senador Arthur Virgílio, com as cores azul e amarela do PSDB, ele se mostrou meio fora de forma e acabou atropelado por outro senador, João Agripino Maia, do time do DEM. Agripino mereceu a medalha Cascavel de gesso.

:: A esperada exibição de saltos ornamentais, a ser disputada in memoriam do ex-senador ACM, teria a participação do neto dele, o ACMinho, do deputado Fernando Gabeira e ex-deputado Roberto Freire e do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo. Mas à última hora foi suspensa. Decidiu-se atribuir o prêmio, hors-concours, ao ex-presidente FHC, invencível na arte dos contorsionismos, prestidigitações e pirotecnias.

:: A maratona com obstáculos, que termina no Palácio do Planalto, teve na largada José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Aécio Neves, Nelson Jobim e, para variar, os insistentes Paulo Maluf e Geraldo Alckmin. Estes dois ficaram pelo caminho, mas, para os demais, a prova só termina em 2010. Serra também disputou capoeira, na categoria rasteira sorrateira. Venceu fácil, fácil.

:: Brasília inovou, em seus Jogos, com a prova de marcha de costas. Você sabe: aquela esquisita corridinha na qual você não pode tirar um dos pés do chão. Em Brasília, a coreografia consistiu em andar para a frente, mas olhando para trás. Aí, não teve para ninguém: Lula nadou de braçada.

:: Inconformada de apenas assistir a tanta manifestação de exibicionismo alheio, o time da imprensa que cobria os Jogos – mesmo com o chorado desfalque de Pedro Bial, que estava em Pequim – improvisou a sua versão de trampolim fixo. Não houve vencedores. O trampolim rachou e a imprensa culpou o PT.

A bem da tranqüilidade dos atletas, a corrida ao cofre foi realizada sem platéia.

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